Luccas Papp estreia espetáculo que reflete cultura do cancelamento

Luccas Papp estreia espetáculo que reflete cultura do cancelamento

Créditos: Fernando Maia


Em meio a crescente onda de discussões acaloradas nas redes sociais nos últimos anos, a cultura do cancelamento virou algo corriqueiro no ambiente virtual que resulta em consequências sérias para os indivíduos envolvidos. Permeado por esse universo, Luccas Papp interpreta sua obra mais intimista: “A Ponte“. Além da autoria do próprio ator, ele também faz a direção com Matheus Papp.

O espetáculo estreia dia 5 de setembro, sábado, às 19h no Viga Espaço Cênico com sessões transmitidas ao vivo na plataforma ZOOM até 26 de setembro. Os ingressos podem ser comprados pelo Sympla e o público recebe um e-mail com todas as informações para assistir à peça no dia escolhido.

O monólogo dramático conta a história de Doni, um jovem músico que decide se jogar do alto de uma ponte e transmitir o ato em tempo real para os seus seguidores em uma live. Antes de pular, ele busca cumprir uma lista final de 9 ações “pré-suicídio”. Realizada no alto de andaimes, o solo conta com uma trilha sonora repleta de clássicos e uma composição inédita.

É um espetáculo reflexivo, crítico, que dentre diversas temáticas aborda a “sociedade do cancelamento”, a depressão e suas sequelas, o perdão, e principalmente, a oportunidade de se reinventar. A peça é um grito de liberdade em um momento em que estamos presos não só em nossas casas, mas em nossos próprios fantasmas e culpas“, conta o ator.

Luccas Papp estreia espetáculo que reflete cultura do cancelamento
Créditos: Fernando Maia

Recentemente, Lucas Papp teve destaque nos palcos com O Ovo de Ouro e O Canto de Ninguém. A primeira montagem trouxe à tona o Sonderkommando, uma figura pouco conhecida no Holocausto, e celebrou os 80 anos de Sérgio Mamberti. Já a segunda retratou um gênio fictício da música clássica com direção de Kleber Montanheiro e direção musical de João Carlos Martins. Em 2018, estreou a novela As Aventuras de Poliana, no SBT, interpretando o atrapalhado Mosquito.

SERVIÇO:

A PONTE

Temporada: De 5 a 26 de setembro. Horário: Sábados, às 19h (horário de Brasília).

Local: Viga Espaço Cênico – SP (transmitido online)

Vendas: Sympla

Duração: 60 minutos. Classificação indicativa: 12 anos.

Ingresso mínimo: A partir de R$20,00. Demais valores: R$40,00, R$60,00 (Todos os ingressos dão acesso ao mesmo conteúdo, o valor escolhido fica por conta do cliente).

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Para conseguir assistir ao espetáculo siga os passos abaixo:

1- Baixe o aplicativo ZOOM

2- Faça o seu cadastro no site da Sympla com um e-mail que você consiga acessar

3- Siga as instruções que estão presentes no e-mail de confirmação da compra

4- A Sala de espetáculos estará liberada para o público entrar sempre 15 minutos antes do horário do Espetáculo

5- Para acessar a sala no Site da Sympla:

Logado, entre no link MEUS INGRESSOS e clique no botão ACESSAR TRANSMISSÃO. No e-mail: Clique em ACESSAR TRANSMISSÃO.

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“A Ponte” inicia temporada carioca no CCBB


Créditos: Divulgação


No dia 20 de junho, quando abrirem as cortinas do Teatro II do CCBB Rio, o público irá mergulhar na relação de três irmãs separadas pela vida e que são obrigadas a se reunir para enfrentar a morte iminente de sua mãe. Na trama, Bel Kowarick é Theresa, a mais velha, uma freira que se isolou da família em um retiro religioso. Debora Lamm vive Agnes, a irmã do meio, uma atriz falida, que foi tentar a sorte longe de sua cidade natal. E Maria Flor interpreta Louise, a mais jovem, obcecada por séries de TV e desinteressada pelo mundo além do virtual. Neste reencontro, ambientado na cozinha da casa onde foram criadas, as três revelam os seus valores, crenças e diferenças em busca da possível reconstrução de uma célula familiar há muito tempo fragmentada.

A adaptação de A Ponte nasceu por iniciativa de Maria Flor, que ficou fascinada pela dramaturgia de MacIvor e convidou Bel Kowarick para ser sua parceira no projeto. “É um texto que fala sobre afeto e relações humanas profundas mas o que me chamou mais atenção foram os diálogos e as personagens. É uma peça completamente sobre mulheres, que sobrevivem apesar de todas as dificuldades e que se ajudam, se fazem crescer e amadurecer”.

Créditos: Divulgação

Para o diretor, o autor constrói a narrativa com diálogos bem resolvidos. “O trabalho foi fazer com que a dramaturgia viesse à tona junto com o elenco e construir um lugar onde isso pudesse acontecer”. E segue: “Ainda que seja um tema recorrente é fundamental abordarmos conflitos pessoais em um momento em que se mostra difícil dialogar com quem é diferente”, ressalta Adriano. O texto tem como recorte a aceitação das diferenças e de reconstrução de uma família.

“As relações familiares expostas são inerentes ao espaço e o tempo, podendo ser retratadas em qualquer país ou época”, observa Bel também produtora da peça. “O maior desafio foi me libertar do estereótipo da figura da freira e criar uma mulher humana. Acredito que conseguimos criar a relação viva entre essas irmãs cheia de conflitos e amor”, analisa a atriz.

Theresa é  a irmã mais velha, o alicerce da família. Ela é uma freira em crise com a fé e os caminhos da humanidade. Uma mulher com humor, solar, religiosa e realista. Na visão de Débora, a resolução de conflitos internos é a maior característica de sua personagem. “Agnes tem uma grande ferida em seu passado e a peça trata do momento em que ela dá atenção a isso para poder seguir”. A atriz acredita que todas as personagens apresentam forte capacidade de gerar identificação no espectador. “O ambiente familiar reúne nossas primeiras referências e também nossos primeiros conflitos. É o primeiro espelho para o mundo. Essas três irmãs passam por questões básicas de nós humanos que dizem respeito aos laços de sangue.

Já Agnes é uma personagem complexa que atravessa muitos estados, vai do riso ao choro com facilidade, discute com intensidade questões fundamentais. “É uma das melhores oportunidades que o teatro já me deu” destaca Débora.

E para fechar com chave de ouro, temos Louise: “Meu personagem é muito dependente da mãe é introspectiva, lúcida, direta e literal na sua maneira de lidar com o mundo”. completa Maria Flor.

SERVIÇO
Local | Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Teatro II
Data | 20 de junho a 12 de agosto
Horários | De quinta à segunda-feira, às 19h30
Endereço | Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020
Entrada | R$30 e R$15 (meia-entrada) – Capacidade | 153 lugares
Classificação: 12 anos
www.twitter.com/ccbb_rj – www.facebook.com.br/ccbb.rj