Entrevista Projeto #Elenco60: Amanda Döring




Conheça um pouco mais do elenco do musical 60!, Década de Arromba – Doc. Musical, através de entrevistas semanais. Esta semana, saiba mais sobre a atriz Amanda Döring

Por Leina Mara
Divulgação/60! Doc. Musical
Após uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro, em 2016, “60! Década de Arromba – Doc.Musical” repete o feito também em São Paulo, com temporada prorrogada no Theatro Net São Paulo.
Estrelado pela representante maior da Jovem Guarda, a cantora Wanderléa, o espetáculo é dirigido por Frederico Reder, com roteiro e pesquisa de Marcos Nauer.
“60! Década de Arromba – Doc. Musical” utiliza ferramentas de documentário (fotos, vídeos e depoimentos reais), somadas a cenas, textos e canções apresentadas ao vivo por 24 atores/cantores /bailarinos para contar a história da década de 1960.
No intuito de apresentar ao público um pouco mais sobre o elenco, divulgaremos um especial semanal de entrevistas com os atores. Esta semana o AC entrevista o atriz e cantora Amanda Döring.
Amanda, iniciou a carreira profissional nos palcos em 2015, quando foi convidada a se juntar ao elenco da peça “Chacrinha, o musical” para a sua primeira turnê pelo Brasil, dando vida a personalidades como Carmen Miranda e Elba Ramalho. No ano passado, integrou o elenco original na montagem brasileira da franquia do West End, “We Will Rock You”, onde atuou como cover de duas das protagonistas. Ainda no ano de  2016, fez a segunda turnê de “Chacrinha, o musical”, além de chegar ao Top 10 de sua categoria em sua participação na primeira edição do The X Factor Brasil na Band. Atualmente, está em cartaz com o espetáculo “60! Década de Arromba – Doc. Musical” e protagoniza o musical infantil “Alice no País do Iêiêiê”.
Foto: Acervo Pessoal
AC: Conte-nos um pouco mais sobre sua carreira e o inicio de sua trajetória no teatro musical ? 
AD: Diria que comecei mais tarde do que gostaria! Trabalhei na área de Informática até dois anos atrás, enquanto estudava para conseguir realizar meu sonho de trabalhar com teatro musical. Minha primeira oportunidade foi na turnê de “Chacrinha, O musical”. Logo depois passei nos testes para We Will Rock You Brasil e, em seguida, entrei pro “60!”. Agora também estou fazendo a Alice na nova produção da Brain+ “Alice no País do Iêiêiê”.
AC: Que artistas te inspiraram a seguir a carreira de atriz? Existe algum papel que ainda almeja interpretar?
AD: Lembro da primeira vez que fui a NY. Assisti alguns musicais e fiquei encantada com aqueles artistas que vi no palco. Almejo poder ser sortuda o bastante pra viver disso por muito tempo e interpretar muitos papéis, que talvez nem existam ainda(rsrsrs). 
Na montagem brasileira da franquia do West End, “We Will Rock You”

AC: Como foi o seu processo  de produção para 60! Década de Arromba – doc. Musical?
AD: Nossa equipe criativa é apaixonante e genial. O processo criativo também foi muito moldado em torno do elenco, o que nos deu bastante espaço pra criar e foi incrível!
AC: Qual sua parte favorita no musical? Por que?
AD: Amo os números de grupo, pois acho muito fortes. Em especial a parte do Hair/Festivais que culmina na linda entrada da Wanderléa (Spoiler,rsrs). Também sou apaixonada pelo número das viúvas do Élvis e a Súplica Cearense.  
Como Alice, protagonista do espetáculo Alice, no Pais do Ié Ié Ié de Carla Candioto e produção da Brain+

AC: Qual a sensação de trabalhar ao lado de Wanderléa?
AD: A Wandeca é uma das pessoas mais doces que já conheci. Realmente é a “ternurinha”. Inteligente, espirituosa e parceira sempre. É uma honra que jamais poderia imaginar. 
Em cena em seu solo “Filme Triste” uns dos números mais aclamado do espetáculo 60! Decada de Arromba.
AC: Quais seus planos para o futuro?
AD: Meus planos são de continuar estudando e trabalhando bastante para ter a oportunidade de fazer parte de muitos mais espetáculos tão lindos quanto o 60!
Top 10 de sua categoria em sua participação na primeira edição do The X Factor Brasil na Band


Brain+ apresenta sua nova produção teatral, Alice no País do IêIêIê




O espetáculo infantil estreia dia 10 com texto e direção de Carla Candiotto no Theatro NET São Paulo

Por Redação

Alice dá um mergulho na estética psicodélica dos anos 60 ao som de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Rita Lee e Ronnie Von. A montagem tem 10 cenários, 70 figurinos, cenários móveis, truques teatrais e efeitos especiais para embalar com categoria sua nova produção teatral destinada a crianças e suas famílias, Frederico Reder convidou a premiada atriz e diretora Carla Candiotto, nome de destaque no cenário de teatro infantil, para escrever o texto e dirigir Alice no País do IêIêIê


Foto: Divulgação

O espetáculo musical, livremente inspirado no clássico do escritor britânico Lewis Carroll, estreia dia 10 de junho, sábado, às 15h, no Theatro NET São Paulo. Prêmio Governador do Estado para a Cultura em 2015, na categoria Arte para Crianças, pelas peças Simbad o Navegante, Canção dos Direitos da Criança e Cinderela lá lá lá, Carla Candiotto tratou logo de arregimentar sua equipe de criativos, formada pelo light designer Wagner Freire, o diretor musical Daniel Rocha, o cenógrafo e figurinista Marco Lima, que ao lado de Bebel Ribeiro também assina colaboração dramatúrgica. Fernando Escrich ocupa a cadeira de diretor assistente e preparador de atores. A eles, junta-se o coreógrafo Victor Maia, responsável pela área em 60! Década de Arromba – Doc. Musical, que também integra o elenco ao lado de Amanda Doring, Deborah Marins, Giu Mallen, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Pedro Arrais, Rodrigo Naice, Rosana Chayn e Victor Maia.  Para a encenação, a experiente Carla precisava de uma trama para encantar os pequenos sem deixar de envolver os mais velhos, uma das marcas registradas do trabalho da atriz e diretora. 


O enredo foi criado costurando a história ao redor de canções que foram sucessos de Roberto Carlos e Erasmo Carlos (O Calhambeque, Ele é o Bom, Meu Bem, Não Quero Ver Você Triste Assim, Negro Gato, Quero que Vá Tudo para o Inferno, Festa de Arromba), Rita Lee (Esse Tal de Rock’n’roll e Sucesso Aqui Vou Eu) e Ronnie Von (Meu Bem, versão para Girl de Lennon e McCartney). 


Na Alice de Carla Candiotto, a sonhadora personagem-título é uma menina deslocada, que foge aos padrões e sofre bullying na escola. Graças ao avô, dono de lojinha de discos e amante da Jovem Guarda, ela vai ganhar uma força e ir ao encontro do que sabe fazer de melhor: cantar.  Estimulada e inspirada pelo avô, Alice descobre sua coragem para cantar. Ela embarca, então, num mundo de fantasias, quando é engolida pela radio vitrola portátil e transportada para a década de 60. Vai parar no auditório de um programa de TV, encontra o Coelho/Produtor, os personagens Boyzão, Boyzinho, boyzudo e boyzeco e a Cantora Diva até chegar ao Rei. 


Em suas aventuras, Alice enfrenta muitos perigos até conseguir voltar para o mundo real. “Com a força e o empurrãozinho do avô, que sempre acreditou na neta, Alice se enche de coragem e determinação para ir atrás de seu desejo de cantar”, diz a diretora, completando que a peça, além de homenagear os anos 60, mostra o quanto é importante a criança receber o incentivo da família para se desenvolver.


“Nossa proposta com a encenação de Alice no País do Iê Iê Iê é a junção de dois mundos transgressores, mágicos e românticos”, conta Frederico Reder. De um lado, o clássico Alice no País das Maravilhas, um dos contos mais célebres do gênero nonsense, escrito por Lewis Carroll, em 1865. De outro lado, a Jovem Guarda, movimento que deu origem a uma nova linguagem musical, ajudando a mudar o comportamento de uma geração nos anos 60. “Influenciada pela música dos Beatles e de outros músicos britânicos e americanos, sua alegria e descontração transformaram-na em um dos maiores fenômenos nacionais do século 20”, afirma Fred. 


São 70 figurinos, 10 trocas de cenários e 11 movimentos de projeção, recurso usado para dar suporte à cenografia e induzir ar plateia a entrar nos delírios de Alice. A projeção também faz a ligação das cenas e aponta os caminhos da personagem. Para a criação das peças – confeccionadas em tecidos como malha, lãs e brilhos –, o cenógrafo e figurinista Marco Lima buscou referências na década de 60, inspirando-se na estética dos programas de TV e dos discos de vinil, entre outras informações. “Pesquisei Courrèges, Dior e Pierre Cardin, estilistas significativos daquele tempo”, conta ele, que usou muito glitter e formas geométricas. “Tem o figurino espacial do Pierre Cardim, quando o homem estava pisando na Lua”, exemplifica. Para conceber os cenários, Marco buscou informações na memória afetiva de sua infância, quando assistia ao desenho animado Os Jetsons. “Tem uma pitada de cada coisa nesse liquidificador de estilos, coisas identificáveis, outras nem tanto. Vamos fazer um mergulhão psicodélico para induzir o público a esse universo que todos têm no imaginário, vai ser um grande barato”, diz, guardando segredo sobre a cena da Diva/Lagarta, recheada de cogumelos. 


A direção musical é feita a quatro mãos por Daniel Rocha e Daneil Tauszig, responsáveis pela adaptação das canções selecionadas para o espetáculo, de autoria de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Rita Lee e Ronnie Von, todas criações compreendidas entre os anos 1960 e 1972. Na pesquisa estão as referências que supostamente influenciaram os compositores da Jovem Guarda e incluem adaptações de Chuck Berry, Beach Boys, Elvis Presley e Beatles. No caldeirão de influências da dupla de criadores há espaço, ainda, para outras homenagens e brincadeiras que o público ouvirá. “Como na citação da música Eu Não Quero Ver Você Triste Assim, de Roberto Carlos, com arranjo inspirado no Noturno Sereias, de Claude Debussy”, informa Daniel Rocha. 


Sobre o trabalho de coreografar o espetáculo, Victor Maia aborda o desafio de conquistar o coração das crianças. “Ao contrário do público adulto, que precisa ser hipnotizado por meio do show, da surpresa, dos movimentos e passos mirabolantes, as crianças querem ouvir uma boa história, principalmente. Mais que provocar efeitos, a dança na peça tem a função de ajudar a contar uma história”, diz. Maia ressalta, também, a ponte com o universo dos anos 60, com o rock’n’roll e o iê iê iê que requer uma característica bem específica de movimentos. “É muito gostoso tentar transformar os passos dessa década numa história para criança, o público mais difícil de ser conquistado.” 


Serviço 
Alice no País do IêIêIê
Espetáculo de teatro musical para crianças
Estreia dia 10 de junho
Sábado e domingo às 15 horas
Theatro Net São Paulo 
Shopping Vila Olímpia, 5º andar – Rua Olimpíadas, 360. 
Duração: 60 minutos. 
Classificação indicativa: Livre. 
Capacidade: 799 lugares. 


Ingressos: 
Platéia Central –  R$ 90/45 (264 lugares) 
Platéia Lateral –  R$ 90/45 (264 lugares) 
Balcão 1 –  R$ 70/35 (104 lugares) 
Balcão 2 –  R$ 50/25 (158 lugares) 


Vendas: www.ingressorapido.com.br 
Consulte os pontos de vendas no site/4003-1212 
Vendas para grupos específicos: 11.94536-6682/ 21.96629-0012 
Horário do funcionamento da bilheteria: segunda a sábado, das 10h às 22h; e domingo, das 10h às 20h30. 
Formas de pagamento: Todos os cartões de crédito, débito e vale cultura. 
Não aceita cheques. Clientes NET têm 50% de desconto na compra de até quatro ingressos. Acessibilidade Estacionamento no Shopping