Museu FAMA apresenta novas exposições


Créditos: Beto Mellao


O museu FAMA – Fábrica de Arte Marcos Amaro, instituição sediada em Itu, no interior de São Paulo, traz ao público novas exposições e atrações em seus espaços expositivos. Artista multidisciplinar, Gilberto Salvador apresenta A onda, a água e o mundo flutuante, mostra que reúne na sala 5 gravuras e pinturas. Com curadoria de Ana Carolina Ralston e orientação de Katia Salvany, 19 artistas de Itu e arreadores exibem suas criações nas salas 6 e 7. A Academia de Arte, novo espaço do museu, apresenta obras emblemáticas do acervo de Marcos Amaro, colecionador e presidente da instituição. Figuram trabalhos de artistas como Nuno Ramos, Alexandre da Cunha, Amélia Toledo, Lais Myrrha e Luca Parise.

Créditos: Beto Mellao

Serviço

A onda, a água e o mundo flutuante, individual de Gilberto Salvador
Período expositivo: até 1 de março
Curadoria: Ricardo Resende
Local: Sala 5 | Fábrica de Arte Marcos Amaro
Endereço: Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9, Itu — SP.
Visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e sábado de 11h às 15h

Meios e Processos, coletiva
Período expositivo: até 1 de março
Curadoria: Ana Carolina Ralston
Local: Salas 6 e 7 | Fábrica de Arte Marcos Amaro
Endereço: Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9, Itu — SP.
Visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e sábado de 11h às 15h

Academia de Arte
Exposição permanente
Local: FAMA – Fábrica de Arte Marcos Amaro
Endereço: Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9, Itu — SP.
Visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e sábado de 11h às 15h

Galeria Kogan Amaro promove bate-papo com artista Felipe Góes


Créditos: Pintura 335, 2018 | Felipe Goés


No sábado, 31, o pintor Felipe Góes participa do Fala do Artista, iniciativa da Galeria Kogan Amaro para aproximar artistas e público, em conversas sobre as mostras em cartaz. Cataclismo, exposição individual de Góes que ocupa o mezanino da galeria até 6 de setembro, será o ponto de partida para reflexões do artista sobre seu processo criativo e um bate-papo com a curadora, Ana Carolina Ralston.

Parte da nova geração de pintores abstrato-figurativos que tem alcançado êxito na cena artística, Felipe Góes usa cores vivas e pinceladas vigorosas para criar um universo onírico em telas de tamanhos variados.

São paisagens surreais, em que lava e água coexistem e se confundem, habitam nosso imaginário“, diz Ana Carolina Ralston, curadora da mostra Cataclismo.

O artista encontrou no acaso uma de suas principais estratégias de criação. Sem limitação de esboço ou imagem como ponto de partida, a obra de Felipe Góes é concebida durante o processo do fazer artístico, pautado somente pela tela em branco, os pincéis, as cores e a memória.

Há quase um ano tenho migrado meu trabalho para esse lugar imaginário, em um processo constante de renovação que vai das formas à paleta, passando pelas dimensões das obras, que tomam cada vez mais corpo“, explica Góes.

Com títulos neutros, que compreendem apenas a numeração da pintura, na ordem em que foi concebida pelo artista, as telas remetem a um lugar íntimo que coexiste em seu imaginário artístico e do espectador.

Serviço:
Cataclismo, individual de Felipe Góes
Local: Galeria Kogan Amaro
Curadoria:Ana Carolina Ralston
Visitação: até 6 de setembro
Horário: segunda a sexta, das 11h às 19h, e sábado, das 11h às 15h
Endereço: Alameda Franca, 1054 – Jardim Paulista, São Paulo, SP
Informações: +55 11 3045-0944/0755 | info@galeriakoganamaro.com

Bate-papo com Felipe Goés e Ana Carolina Ralston
Local: Galeria Kogan Amaro
Data: 31 de agosto, sábado
Horário: das 12h às 13h
Endereço: Alameda Franca, 1054 – Jardim Paulista, São Paulo, SP

Marcos Amaro apresenta mostra inédita na Biblioteca Mário de Andrade


Créditos: Divulgação


Marcos Amaro passou por uma gestação, seguida de um silêncio tão grande escutando os murmúrios de seus pensamentos que deu à luz a Partenogênese. A série inédita de desenhos produzida durante um período que esteve longe do Brasil está exposta na Biblioteca Mário de Andrade. Bem como em Macunaíma, quando Mário de Andrade, em 1928, buscava sintetizar o caráter brasileiro do ponto de vista cultural, político e social, o artista paulistano mostra sua essência por meio do suporte que lhe é mais íntimo. Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a mostra reúne 14 desenhos que protagonizam as memórias do artista, narradas desde o início da concepção até o ato de dar à luz um ser.

A história do herói sem nenhum caráter, Macunaíma, tornou-se um dos mais importantes livros brasileiros no contexto em que o modernismo buscava desvendar uma verdadeira identidade brasileira – livre de referências eurocêntricas. A curadora da mostra sugere que o fundo mato-virgem – onde a índia tapamunhas deu à luz Macunaíma – é onde Marcos Amaro renasce nostalgicamente. “Quando estou fora, consigo me distanciar melhor das influências externas – tudo fica mais seco, árido e, consequentemente, mais prolífico dentro de mim”, explica Marcos Amaro.

Créditos: Divulgação

Gerar, nascer e renascer. Os desenhos do artista dispõem-se na Sala Oval da Biblioteca Mário de Andrade em torno do ser partenogênico, materializado em uma serra de fita. A apropriação do objeto usado há dezenas de anos para cortar tecidos é o vínculo direto ao universo materno de Amaro – sua mãe, estilista, sempre fez da produção de vestimentas uma forma de alinhavar a relação com o filho.

A série revela o olhar do artista para o antes e a força da criação. “Na partenogênese, o embrião se desenvolve sem a fecundação. Apenas espécies que não dependem do sexo oposto conseguem chegar a tal intimidade consigo mesmas a ponto de gerar uma vida dessa forma única”, pontua a curadora. É o que Marcos Amaro faz por meio do desenho, o gênero mais íntimo e livre em sua produção multidisciplinar, capaz de transportar o público para dentro de seu universo.

Serviço
Partenogênese, de Marcos Amaro
Local: Biblioteca Mário de Andrade
Abertura: 01 de maio, quarta-feira, às 11h
Período expositivo: 02 de maio a 23 de junho
Endereço: Rua da Consolação, 94 – República
Visitação: diariamente, das 8h às 20h.