Sucesso de público e critica, ‘A Cor Púrpura’ retoma temporada no Teatro Sérgio Cardoso


Créditos: Divulgação


A Cor Púrpura – O Musical, apresentado pelo Ministério do Turismo e pela Bradesco Seguros, iniciou sua temporada em setembro de 2019, fazendo um imenso sucesso de público e crítica, recebendo 73 prêmios e 85 indicações (9 delas ainda não tiveram os resultados divulgados). Com versão musical inédita no Brasil, retorna aos palcos e apresenta temporada no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, após longa pausa causada pela pandemia. O espetáculo tem direção de Tadeu Aguiar e versão brasileira de Artur Xexéo.

Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Salvador, o musical inicia a retomada de sua turnê por São Paulo, trazendo à cena a produção que consagrou o espetáculo: 17 atores, 90 figurinos, um palco giratório de 6 metros de diâmetro e uma escada curva com sistema de traveling em volta do cenário.

Alice Walker foi a primeira escritora negra a ganhar o Pulitzer pelo seu livro A Cor Púrpura, que continua contemporâneo ao retratar relações humanas, de amor, poder e ódio, em um mundo marcado por estruturas e diferenças econômicas, sociais, étnicas e de gênero. O livro A Cor Púrpura foi lançado em 1982. Com direção de Steven Spielberg, a obra foi adaptada para o cinema em 1985, recebendo 11 indicações ao Oscar.

Escrito há mais de 35 anos e vencedor dos Prêmios Pulitzer, Grammy e Tony, A Cor Púrpura é um musical baseado em uma história passada na primeira metade do século XX, na zona rural do Sul dos Estados Unidos, com personagens típicos dessa região. Com um elenco em sua maioria escolhido por meio de testes, o musical apresenta a trajetória e luta de Celie contra as adversidades impostas pela vida a uma mulher negra, na Geórgia, no decorrer da primeira metade do século XX. Na adolescência, a personagem tem dois filhos de seu suposto pai, que a oferece a um fazendeiro local para criar seus herdeiros, lavar, passar e trabalhar sem remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie e passa a morar com o marido Mister. Enquanto Celie resigna-se ao sofrimento, Sofia e Shug entram em cena, mostrando que há possibilidade de mudanças e novas perspectivas, esperança e até prazer. A saga de Celie é permeada por questões sociais de extrema relevância até os dias atuais como a desigualdade, abuso de poder, racismo, machismo, sexismo e a violência contra a mulher.

Nesta retomada teatral, o elenco, em sua maioria escolhido por meio de testes, permanece praticamente o mesmo. O espetáculo apresenta a trajetória e luta de Celie (Letícia Soares) contra as adversidades impostas pela vida a uma mulher negra, na Geórgia, no decorrer da primeira metade do século XX. Na adolescência, a personagem tem dois filhos de seu suposto pai (Jorge Maya), que a oferece a um fazendeiro local para criar seus herdeiros (entre eles, Harpho – Alan Rocha), lavar, passar e trabalhar sem remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie (Ester Freitas) e passa a morar com o marido Mister (Wladimir Pinheiro). Enquanto Celie resigna-se ao sofrimento, Sofia (Erika Affonso) e Shug (Flávia Santana) entram em cena, mostrando que há possibilidade de mudanças e novas perspectivas, esperança e até prazer. A saga de Celie é permeada por questões sociais de extrema relevância até os dias atuais como a desigualdade, abuso de poder, racismo, machismo, sexismo e a violência contra a mulher. Completam o elenco: Analu Pimenta (Squeak); Suzana Santana (Jarene); Hannah Lima (Doris); Cláudia Noemi (Darlene); Caio Giovani (Grady Ensemble); Leandro Vieira (Chefe da Tribo Olinka Ensemble); Gabriel Vicente (Bobby Ensemble); Thór Junior (Pastor Ensemble); Renato Caetano (Soldado Ensemble); Nadjane Pierre (Solista da Igreja Ensemble).

Serviço
A COR PÚRPURA

TEATRO SÉRGIO CARDOSO

Sala Nydia Licia – 100% da lotação

Obedecendo aos protocolos de prevenção contra o COVID 19

Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo, SP – CEP 01326-010

Bilheteria: terça a domingo a partir das 14h.

Vendas: www.sympla.com.br

NOVEMBRO e DEZEMBRO

Sexta às 20h | Sábado às 16h e 20h30 | Domingo às 17h

Ingressos:

R$ 150 (plateia 1) | R$ 120 (plateia 2) | R$ 90 (balcão 1)| R$ 75 (balcão 2)

Duração: 180 minutos

Recomendação: 12 anos

Gênero: musical

 

Com direção de Miguel Falabella, vem aí: Hebe, o Musical




Com texto de Artur Xexéo e direção de Miguel Falabella, o musical conta com um time repleto de estrelas

Por colaboradora Marcella Nascimento

Após quatro dias de audições e mais de mil inscritos, foi definido o elenco que contará nos palcos, a vida da apresentadora e cantora Hebe Camargo. 


Foto: Divulgação

Com  Adriano Tunes, Brenda Nadler, Carlos Leça, Carol Costa, Clarty Bacic Galvão, Cléber Fernandez, Daniel Caldini, Débora Dos Reis, Fernando Marianno, Frederico Reuter, Giovanna Zotti, Guilherme Magon, Raquel Quarterone, Mari Saraiva, Maysa Mundim, Renata Bras, Renata Ricci, Renato Bellini e  Renato Caetano, o espetáculo biográfico tem estreia prevista para outubro no Teatro Procópio Ferreira. 


Débora Reis foi a escolhida para viver a Dama da TV na fase mais madura, enquanto Carol Costa interpretará a apresentadora jovem.

Aperte o play e confira um pouquinho do que rolou durante a audição. Fiquem ligados no AC para mais informações deste imperdível  musical.

Artur Xexéo lança biografia sobre Hebe Camargo, uma das maiores estrelas da televisão brasileira




Por  Redação
Hebe Camargo começou a vida artística como cantora, primeiro em programas de calouros, aos 13 anos, para ajudar a complementar a renda de sua família humilde, que morava em Taubaté; depois em boates, no rádio e na indústria do disco. Mas foi na televisão brasileira que ela se tornou uma grande estrela. E a sua relação com a TV começou antes mesmo desta ser criada: como integrante do casting das Emissoras Associadas, pertencentes a Assis Chateaubriand, Hebe fez parte da caravana do empresário que levou artistas ao Porto de Santos, em 30 de janeiro de 1950, para receberem os primeiros equipamentos do primeiro canal televisivo que Chatô criaria no Brasil, a TV Tupi. Mais tarde, no dia da inauguração das transmissões, Hebe foi escalada para cantar o Hino da Televisão. A artista alegou estar doente e pediu para a amiga Lolita Rodrigues substituí-la. O motivo da ausência de Hebe, no entanto, era outro, e essa é uma das revelações que o jornalista Artur Xexéo faz sobre a vida da apresentadora no delicioso “Hebe – a biografia”, que a editora BestSeller lançou em maio.

Foto: Divulgação
Com a prosa deliciosa que é a marca de suas colunas semanais, Artur Xexéo convida o leitor a praticamente se sentar na poltrona da apresentadora para ouvir as suas histórias de vida, só que narradas por ele. Durante o ano e meio em que se dedicou ao livro, o jornalista conviveu com alguns dos parentes de Hebe, entrevistou seus amigos e gente que trabalhou com ela e mergulhou nos arquivos de sua trajetória. Os namoros controversos, o casamento, o filho, o aborto que ela confessou publicamente ter feito, os medos, as cirurgias plásticas, o tipo de comida favorita, o amor pelo pai, os primeiros passos na carreira, o sucesso, os ressentimentos, as brigas, as amizades, as viagens, as críticas políticas que fazia na abertura de seu programa e lhe renderam brigas com o Congresso Nacional e conflitos no SBT; nada de relevante parece ter ficado de fora – embora seja um desafio resumir em menos de 300 páginas a vida de uma mulher que viveu intensamente. Mas Xexéo falou do essencial. E pediu aos amigos de Hebe que a definissem: “cativante”; “extravagante”, “inteira”; “sincera”; “feliz”; “boa de copo e de garfo”; “generosa”; “presenteadora”; “natural”; “boa de briga”; “muita vida numa pessoa só”.

Essa Hebe que abriu caminhos na vida artística numa época em que a maior parte das mulheres largava tudo para casar; que se casou com um homem desquitado, escondida, e que sofreu preconceitos e humilhações quando ainda não era uma estrela. Uma artista que, apesar de se ressentir de não ter estudado, recebeu em seus palcos os principais personagens da vida política e cultural do país. Numa época em que não se falava de feminismo, seu primeiro programa como entrevistadora na TV se chamava “O mundo é das mulheres”. Esse talk show estreou em setembro de 1955 na TV Paulista, tendo como convidado o então prefeito de São Paulo,  Juvenal Lino de Matos. O encerramento, com qualquer convidado, sempre era com a pergunta: “O mundo é das mulheres?” Por esse primeiro sofá da Hebe passaram grandes personalidades, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes e o deputado federal Nelson Carneiro, que então já defendia o divórcio no país.

Foi esse o primeiro programa a lhe conferir prêmios – o que nunca tinha acontecido na carreira musical – e que a projetou de vez na televisão. Ela passou a estar na telinha em vários dias da semana e, nos anos seguintes, com um casamento e um filho no intervalo, Hebe foi contratada de algumas das principais redes de televisão. Na Record, antes de a Globo lançar o Fantástico, era Hebe que dominava o horário nobre aos domingos. “O sofá no palco do Teatro Record no qual a mais querida apresentadora do Brasil recebia seus convidados virou uma instituição nacional. Ninguém tinha prestígio suficiente neste país se não se sentasse ali para ser entrevistado”, escreve Xexéo.
DEPOIMENTOS SOBRE HEBE:

“Poucas vezes vi uma pessoa com tal capacidade de seduzir. Porque tudo nela era autêntico, natural, solto, Hebe jamais representou. Foi grande o suficiente para ser relax, mesmo quando a vida a colocava duramente à prova, e a colocou inúmeras vezes.” Ignácio de Loyola Brandão

“O lado profissional da Hebe é importante, mas ela nunca deixou que fosse mais que o lado pessoal. Nunca brigou com um colega, sempre foi protetora, amorosa, guerreira, com veteranos e com novatos.” — Boni

“Hebe sempre foi um símbolo de vida. Até quando queria elogiar, não caía no lugar comum de dizer ‘você é linda de morrer’, ela dizia ‘você é linda de viver’. Tinha esse compromisso com a vida. Inclusive o nome dela é o mesmo da deusa da juventude, e era isso que ela passava para todo mundo, essa vitalidade. Ela é um ícone, um símbolo, uma mulher como outras pioneiras da televisão, um meio que não era bem visto na época que começou. Eu reverencio a personalidade da Hebe.” — Gloria Pires

“Hebe nos ensinou a viver sem inimigos, com o sorriso nos lábios. Uma mulher de grande personalidade, que acima de tudo lutava pelo povo brasileiro. Ela deixa um ensinamento de como viver a vida. Era uma pessoa que agradecia todos os dias por estar viva e bem de saúde.” — Eliana

“Minha amiga Hebinha, seres iluminados como você sempre vão nos ouvir. Por isso, aqui vai a minha mensagem: obrigado por sua existência nesse plano de vida e o bem que ela fez a esse país. Você foi transformadora no quesito originalidade e comportamento. Com sua personalidade carregada de caráter, você falou em defesa do povo brasileiro em seus programas e colocou questões delicadas às claras assumindo um lugar de defensora do povão. […] Pessoas como a Hebe são insubstituíveis. A grande lembrança é da mulher corajosa e independente. A frase dela que fica é: ‘Vamos comemorar a vida, Tom.'” Tom Cavalcante

O livro, que conta também boa parte da história da TV brasileira e seus principais personagens, já está nas livrarias.

Serviço
Hebe, a Biografia
Páginas: 266
Preço: R$ 34,90
Editora: BestSeller / Grupo Editorial Record