7 lugares culturais para curtir o domingão na Paulista


Créditos: Divulgação


Um dos melhores lugares para curtir o domingão, dia oficial de sair de casa para se divertir, é a Avenida Paulista. Uma das mais lindas avenidas do mundo, também é repleta de atrações incríveis para quem quer curtir com a família e os amigos. Veja, a seguir, 7 lugares culturais para curtir o domingão na Paulista!

Japan House

Créditos: Divulgação

O local é indicado para você, que quer conhecer mais sobre a cultura japonesa, sem sair do Brasil. Contando com diversas opções de lazer e entretenimento dentro do lugar, é um passeio indicado para todas as idades!

Endereço: Av. Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo – SP

Casa das Rosas

Créditos: Governo do Estado de São Paulo

A Casa das Rosas é um casarão, no estilo clássico francês, dedicada a atividades culturais, como literatura e poesia. Em 1985, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico (CONDEPHAAT), tendo sido restaurado também por diversas vezes. Atualmente, o local é conhecido como Centro Cultural Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Endereço: Av. Paulista, 37 – Bela Vista, São Paulo – SP

Itaú Cultural

Créditos: Site Oficial Itaú Cultural

O espaço, totalmente cultural, é voltado para o mapeamento de manifestações artísticas e incentiva a pesquisa e a produção artísticas e teóricas relacionadas a diversos segmentos culturais. É o espaço indicado para quem quer fazer um passeio repleto de conhecimento.

Endereço: Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP

FIESP

Créditos: Site Oficial FIESP

O local reúne, em plena cidade de São Paulo, artes cênicas e visuais, audiovisual, música, literatura e tecnologia. O espaço é livre para a circulação dos visitantes e oferece, para quem preferir, inúmeras atividades que integram o Centro Cultural Fiesp à Avenida Paulista. Sua arquitetura moderna chama a atenção e é ponto de referência em São Paulo.

Endereço: Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo – SP

MASP

Créditos: Divulgação

O Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) é uma das principais referências em cultura do Brasil. Conta com programação diversificada, exposições acontecendo simultaneamente, shows em seu vão livre e o edifício em si, é um motivo à parte para passar alguns momentos.

Endereço: Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP

IMS

Créditos: Site Oficial IMS

O espaço, que conta com entrada gratuita para o centro cultural, além das exposições, oferece programação cultural diversificada, além de uma biblioteca de fotografias, com acervo composto por publicações de e sobre fotografia, contemplando também seus desdobramentos em áreas como cinema, moda, artes visuais e ciências humanas.

Endereço: Av. Paulista, 2424 – Consolação, São Paulo – SP

Livraria Cultura

Créditos: Site Oficial Livraria Cultura

Na Livraria Cultura, você pode encontrar, além dos tradicionais livros sobre vários assuntos, espaços para explorar música, arte, entre outras atividades, ideais para você, que está buscando momentos de tranquilidade em meio à Avenida Paulista. Por lá, você poderá, inclusive, se sentar para ler ou ouvir música.

Endereço: Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo – SP

Aproveite o domingão na Paulista!

Cidade de São Paulo ganha 42 esculturas e monumentos históricos totalmente recuperados


Créditos: InfoArt


São Paulo acaba de ganhar 42 esculturas e monumentos históricos recuperados, depois de um minucioso processo de limpeza e restauração. São obras de artistas consagrados, nomes icônicos da arte brasileira, instaladas em regiões emblemáticas da cidade, como a Praça da Sé, a Avenida Paulista e o Parque Ibirapuera. A iniciativa foi patrocinada pela Bombril, com realização da Sequóia Produções, em parceria com o Ateliê Julio Moraes e apoio do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. “Queremos preservar o patrimônio cultural de São Paulo e chamar atenção às obras importantes, feitas por artistas que ajudaram a construir a história da arte no Brasil”, diz Eduardo Lara Campos, diretor da Sequóia Produções.

O longo processo de recuperação foi documentado com registro fotográfico e em vídeo. O material foi compilado em um catálogo impresso e digital que será lançado e distribuído gratuitamente no feriado de 9 de julho, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo). Na ocasião, também serão exibidas duas sessões do documentário Conservação de Esculturas em Espaços Públicos, que mostra todos os detalhes da ação. O trabalho de recuperação foi dividido em três fases e cada uma das obras recebeu cuidados específicos, feitos de acordo com seu estado de preservação. Foram retiradas manchas de pichações e desgastes ocasionados por intempéries diversas, realizadas pinturas e polimentos, além da instalação de coberturas para protegê-las e facilitar futuras limpezas.

Créditos: InfoArt

A primeira fase, que aconteceu de novembro a dezembro de 2018, recuperou as nove esculturas da Praça da Sé. Entre os destaques, Abertura (1970), escultura em aço de Amilcar de Castro; Voo (1967), de Caciporé Torres; Nuvem Sobre a Cidade (1979), de Nicolas Vlavianos; Emblema de São Paulo (1979), de Rubem Valentim; e as esculturas sem título de Mario Cravo Júnior, em aço inoxidável, e de Sergio Camargo, em mármore carrara. Para além das esculturas, uma obra de extrema importância para a capital: o marco zero da cidade, prisma hexagonal revestido de mármore e bronze, idealizado por Jean Gabriel Villin e Américo Neto e instalado no centro geográfico de São Paulo.

A segunda etapa, realizada entre janeiro e fevereiro deste ano, contemplou as três emblemáticas esculturas do Parque Trianon, na Avenida Paulista: Fauno (1944), de Victor Brecheret; Anhanguera (1935), de Luís Brizzolara; e Busto de Joaquim Eugenio de Lima (1952), de Roque de Mingo.

Aranha (1981), de Emanoel Araújo | Jardim de Esculturas MAM São Paulo | Créditos: InfoArt

A terceira fase, concluída em junho, recuperou as 30 obras do Jardim de Esculturas do MAM São Paulo, no Parque Ibirapuera, um dos principais acervos brasileiros expostos a céu aberto. São monumentos projetados por importantes nomes da cena contemporânea do País, com obras como Aranha (1981), de Emanoel Araújo; Carranca (1978), de Amilcar de Castro; Laminescate (1991), de Luiz Hermano; Sem título (1997), de José Resende; Sete ondas – uma escultura planetária (1995), de Amelia Toledo; Cantoneiras (1975), de Franz Weissmann; e Corrimão (1996), de Ana Maria Tavares.

“O acesso à cultura é transformador, abre precedentes de novos horizontes e perspectivas para a sociedade. Concluímos esse ambicioso projeto com o orgulho de ajudar a preservar a memória do nosso País”, afirma Guilherme Auger, diretor de marketing da Bombril.

Serviço:
Lançamento e distribuição do catálogo Conservação de Esculturas em Espaços Públicos
Data: 9 de julho, terça-feira
Horário: das 11h às 17h
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo)
Endereço: Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° – Vila Mariana

Exibição do documentário Conservação de Esculturas em Espaços Públicos
Data: 9 de julho
Horário: às 15h e às 17h
A entrada é por ordem de chegada e serão distribuído os ingressos uma hora antes de cada sessão
Local: Auditório Lina Bo Bardi | MAM São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° – Vila Mariana

5 lugares imperdíveis para conhecer na Avenida Paulista


Créditos: Veja São Paulo


A Avenida Paulista é, inegavelmente, uma das mais bonitas do mundo. Sempre em movimento e com uma gama de atrações para todas as idades, ela é muito frequentada por moradores da cidade e por turistas de todo o mundo. Para você desfrutar do que ela tem de melhor, veja, a seguir, 5 lugares que você não pode deixar de conhecer ou visitar novamente!

Livraria Cultura do Conjunto Nacional

Créditos: Divulgação

Há mais de 60 anos no mercado, a Livraria Cultura do Conjunto Nacional chama a atenção pelo seu tamanho e pela diversidade de títulos em seu acervo, que incluem livros, CDs e DVDs para todo tipo de público. O lugar serve de refúgio para quem quer sair da correria que São Paulo tem naturalmente.

Endereço: Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo – SP

Centro Cultural FIESP

Créditos: Divulgação

O famoso prédio de fachada triangular da Avenida Paulista recebe o FIESP, que conta com uma programação variada que inclui exposições, peças de teatro e shows. Você também pode curtir o café, que fica ao lado de um jardim projetado pelo famoso arquiteto e paisagista Burle Marx. Aos domingos, aproveitando a Avenida aberta, você pode ter a oportunidade de conhecer novos artistas, que geralmente se apresentam no vão de entrada.

Endereço: Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo – SP

IMS Paulista

Créditos: Pedro Vannucchi

O local teve impacto significativo para o eixo cultural da cidade. Contando com sete andares, o centro cultural possui um acervo que é referência em fotografia e audiovisual. Você também pode aproveitar o café, o restaurante, uma livraria, uma biblioteca, além dos espaços destinados a eventos e exposições.

Endereço: Av. Paulista, 2424 – Consolação, São Paulo – SP

Sesc Paulista

Créditos: Pedro Vannucchi

O prédio conta com 17 andares dedicados às atividades do Sesc. O local oferece salas de espetáculo, áreas para exposições, ginástica, alimentação, entre outras atividades. Você não pode de dar uma passadinha no café que existe no prédio, com mirante para a capital paulista.

Endereço: Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo – SP

Parque Trianon

Créditos: Cida Souza

O Parque nasceu praticamente junto com a Avenida Paulista, em 1892. Lá, você encontrará um lugar de sossego em meio à correria da cidade. O Parque conta com árvores remanescentes da Mata Atlântica, além de obras e esculturas.

Endereço: Rua Peixoto Gomide, 949 – Cerqueira César, São Paulo – SP

Aproveite os encantos da Avenida Paulista!

Japan House São Paulo: Novas exposições e agenda intensa para o mês


Créditos: Thiago Minoru


O mês de abril na Japan House São Paulo tem programação variada, desde de intervenção artística temporária do Estúdio Bijari na fachada, passando pelo seminário “O sabor e a beleza do Saquê”, acerca da história do saquê e sua harmonização com ingredientes brasileiros, até participação na segunda edição do Paulista Cultural, além da abertura das novas exposições JAPÃO 47 ARTESÃOS e Fluidez. Confira detalhes da agenda completa:

INTERVENÇÃO ARTÍSTICA TEMPORÁRIA NA FACHADA: ESTÚDIO BIJARI

A Japan House São Paulo apresenta uma intervenção artística em sua fachada – que passa por uma manutenção programada -, em projeto especial do Estúdio Bijari. Inspirados pela cultura das lanternas e luminárias, a ação inédita faz alusão à estética das luzes das cidades japonesas e poderá ser vista pelo público até o dia 18 de abril.

Créditos: Rogério Cassimiro

SEMINÁRIO SOBRE BEBIDA JAPONESA: O SABOR E A BELEZA DO SAQUÊ

Kazunori Sato, Diretor da Yamatogawa Shuzo, e Keiichi Muto, sommelier especialista em saquê, se unem para o seminário “O sabor e a beleza do Saquê”, que acontecerá em duas sessões, dias 26 e 27 de abril, das 19h às 20h30. Na conversa, serão abordados tanto o processo de produção do saquê, incluindo sua história e a influência da bebida na cultura do país nipônico, quanto a questão da harmonização, explicando os encantos do produto e suas combinações com os ingredientes brasileiros. As apresentações são para maiores de 18 anos.

PAULISTA CULTURAL 2019

As sete grandes instituições culturais localizadas na avenida mais conhecida da cidade se unem pela segunda vez, com novos parceiros, para oferecer um domingo inteiro de atividades gratuitas no dia 28 de abril, das 10h às 22h, na Paulista Cultural 2019. A iniciativa pioneira, organizada pela Casa das Rosas, Centro Cultural Fiesp, IMS Paulista, Itaú Cultural, Japan House São Paulo, MASP e Sesc Avenida Paulista, é marcada por intercâmbios culturais entre as instituições.

Para essa edição, a Japan House São Paulo levará para o Centro Cultural Fiesp uma mostra de animes, as famosas animações japonesas. Serão exibidos Guerras de Verão e A Garota que Conquistou o Tempo, às 11h e às 14h, respectivamente, do aclamado diretor Mamoru Hosoda. Para fechar as atividades, a última sessão do dia exibirá o filme 5 Centímetros por Segundo, às 19h, do diretor Makoto Shinkai. Por usa vez, o Itaú Cultural apresentará na Japan House São Paulo seu circuito de debates Brechas Urbanas, para falar da relação de interdependência entre os espaços culturais e a cidade. O evento contará com a participação do arquiteto brasileiro Guilherme Wisnik e do japonês Hiroshi Sambuichi, ganhador do prêmio The Daylight Award (2018).

Créditos: W0W

NOVAS EXPOSIÇÕES: JAPÃO 47 ARTESÃOS + FLUIDEZ

Tradição da habilidade manual e as novas possibilidades da tecnologia são destaques das duas próximas exposições da Japan House São Paulo, com aberturas programadas para 23 de abril. A JAPÃO 47 ARTESÃOS, ocupará o segundo andar do centro cultural e mostrará objetos contemporâneos feitos de forma artesanal seguindo técnicas tradicionais, propondo uma visão geral das 47 províncias japonesas.

Água, luz e música são os principais elementos que dão vida a Fluidez, instalação que ocupa o térreo da Japan House São Paulo. A exposição inédita é do estúdio japonês de inovação criativa W0W, que possui extensa atuação no campo do design e se apresenta pela primeira vez na América do Sul.

Serviço

Intervenção Artística – Estúdio Bijari

De 25 de março a 18 de abril de 2019

Seminário “O sabor e a beleza do Saquê”

Quando: 26 e 27 de abril de 2019, das 19h às 20h30

Participação Gratuita

Classificação Etária: A partir de 18 anos

Ingressos distribuídos uma hora antes do evento na recepção mediante à apresentação de documento com foto e nascimento.

PAULISTA CULTURAL 2019

Quando: 28 de abril, das 10h às 22h

Participação Gratuita

Mais informações: Facebook Paulista Cultural

Sessão de Animes da Japan House São Paulo no Centro Cultural Fiesp

Reservas de ingressos pelo site http://www.centroculturalfiesp.com.br. Os remanescentes serão distribuídos 30 minutos antes na bilheteria

Brechas Urbanas do Itaú Cultural na Japan House São Paulo

Ingressos distribuídos uma hora antes do evento na recepção da Japan House São Paulo

JAPÃO 47 ARTESÃOS

De 23 de abril a 17 de julho de 2019

Visitação Gratuita

FLUIDEZ

De 23 de abril a 04 de agosto de 2019

Visitação Gratuita

Japan House São Paulo

Avenida Paulista, 52

Horário de funcionamento:

Terça-feira a Sábado: das 10h às 20h

Domingos e feriados: das 10h às 18h

Entrada gratuita

Proibida a entrada de animais de estimação

Confira a programação em  http://www.facebook.com/JapanHouseSP/

Felippe Moraes estreia exposição imersiva Solfejo no Centro Cultural Fiesp


Créditos: Divulgação


Redes de deitar que badalam sinos; camas com tubos que emitem sons harmônicos; um neon com um verso da música Divino Maravilhoso, de Caetano Veloso, e um cheiro de alecrim que remete à canção Tanto Mar, de Chico Buarque, integram a exposição Solfejo, que estreia no Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp no dia 3 de abril. Trata-se de uma reunião de 29 peças, entre obras e instalações de Felippe Moraes, sendo 13 delas inéditas e criadas especialmente para a mostra. O público pode conferir as obras gratuitamente até o dia 30 de junho.

A nova mostra de Moraes, artista que atualmente reside em Portugal, onde faz doutorado pela Universidade de Coimbra, exibe um recorte de sua produção artística, que lida com noções de som e música. Formada por obras inéditas e outras já consagradas em seu repertório, a exposição apresenta trabalhos de grande porte, com estruturas de aço e processos técnicos, como afinação acústica e construções especializadas.

O nome Solfejo é uma referência à escala tonal, representada pela partitura, as imagens que possibilitam ao estudante “ler” a música que será executada – proposta que coincide com os objetivos de Felippe Moraes. “Os trabalhos são dispositivos para mostrar coisas que acontecem, mas não são vistas”, explica.

O artista, que também assina a expografia, cenografia e design gráfico da mostra, trabalha com diversos materiais dependendo da necessidade poética de cada projeto. “Domino as ferramentas digitais e executo as obras em seguida, ou as terceirizo, como no caso das peças inéditas de Solfejo”, adianta.

A pluralidade de materiais e recursos usados nas obras faz com que Solfejo proponha o máximo de experiências sensoriais com obras imersivas, como Intervalo Harmônico, formada por camas com tubos sonoros nas laterais que emitem pares de notas musicais harmônicas entre si; e Composição Aleatória, uma sequência de oito redes de descanso que, ao serem movimentadas, acionam o som de um sino – obra que reforça a importância do indivíduo num contexto de coletividade e permite a composição de uma música em grupo.

Destaque para a instalação olfativa Tanto Mar permite que o visitante sinta uma essência de alecrim por todo o espaço expositivo. Título homônimo ao da música composta por Chico Buarque, em 1975, faz referência ao trecho específico “manda urgentemente algum cheirinho de alecrim”. A canção faz menção à Revolução dos Cravos, que aconteceu em Portugal no mesmo período em que o Brasil passava pela ditadura militar.

Já a série Desenho Sonoro, criada em 2014, registra o efeito causado pela vibração de diferentes sons sobre uma placa de metal com areia. Os padrões foram captados pelo próprio artista em uma série de fotografias em grande escala.

A programação ainda conta com oficinas, visita guiada com o artista e debate ao longo do período expositivo. As informações sobre essas atividades serão divulgadas em breve, no site do Centro Cultural Fiesp.

Créditos: Divulgação

Ciência, natureza e espiritualidade

O artista conta que sua produção se direciona para temas que unem ciência, natureza e espiritualidade: “Eu lido com o que nos ultrapassa, com o que não tem um vocabulário específico para se descrever”. Sobre esse aspecto da sua obra, Felippe Moraes complementa que o que o interessa é a relação íntima entre a sua prática artística, a razão e o espiritual, visto que esses campos estão lidando com os grandes mistérios do universo e que, a partir do momento em que a ciência não dá conta de determinados fenômenos, emerge uma transcendência com narrativas mitológicas, religiosas e outros recursos que procuram dar sentido ao que não tem resposta.

“A espiritualidade está sempre um passo adiante na tentativa de criar explicações para o que o conhecimento racional ainda não responde – um alimenta o outro e ambos também se confrontam”, diz o artista. Para ele, Solfejo lida justamente com o revelar dos padrões invisíveis, com o que acontece ao redor, mas não é percebido. “A revelação desses fenômenos abre a percepção para experiências sensoriais, transcendentais e mitológicas”, completa.

Para o artista, que comemora este ano 10 anos de carreira, a mistura de obras do passado e do presente cria novas compreensões sobre os trabalhos mais antigos e estes acabam por alimentar os mais recentes.

Serviço:
Exposição Solfejo
Período: 3 de abril a 30 de junho
Horários: terça a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 10h às 20h
Local: Espaços de Exposições do Centro Cultural Fiesp (av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Classificação indicativa: livre
Agendamentos escolares e de grupos: ccfagendamentos@sesisp.org.br
Grátis. Mais informações em  http://www.centroculturalfiesp.com.br

Estado da Natureza, exposição individual de Pedro Motta no Centro Cultural FIESP


Créditos: Pedro Motta


Em sua individual Estado da Natureza, que estreia na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp no dia 27 de fevereiro, o artista Pedro Motta propõe novos desmembramentos de sua pesquisa sobre as relações entre elementos naturais e comportamento humano, seus atritos e convergências. Ao todo, são 45 trabalhos divididos em três grandes séries, que o público poderá conhecer gratuitamente até o dia 12 de maio.

A primeira, Naufrágio Calado (2016/2018), é oriunda de uma junção de duas palavras que remetem a um estado psíquico de incertezas e desilusões: “naufrágio” ecoa como uma decadência dos elementos que compõem as obras (barcos e trailers abandonados), e “calado” remete ao estranhamento e silêncio que as imagens produzem. “Calado”, no linguajar náutico, é a designação dada à profundidade a que se encontra o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação, em relação à superfície da água.

Nesse contexto, barcos ressurgem de cemitérios de navios, de uma região específica da Bretanha, Roscanvel, já os trailers procedem de outro cemitério, na Nova Zelândia. Esses elementos são inseridos em paisagens tomadas por erosões de grandes dimensões, resultantes de uma mineração de cassiterita sistêmica que operou em meados dos anos 1950, quando o Brasil tinha como lema o progresso e o desenvolvimento.

Créditos: Pedro Motta

Tais imagens podem ser interpretadas como vivências de um estado de decadência, onde natureza e sociedade são destituídas de seus valores, e os elementos são dragados pela superfície sem vida. Sendo assim, as fotografias são resultado da representação direta, da apresentação material e da construção ficcional.

A série Naufrágio Calado é composta por várias imagens de diversos formatos e segue o mesmo procedimento que o artista emprega em seus trabalhos anteriores: manipulação digital e o confronto entre os elementos naturais e humanos.

Mais que uma questão política, a assimilação dessas imagens pictóricas faz uma ponte entre o passado e o futuro incerto do país. Algumas imagens da série foram realizadas em dias de lua cheia, evocando um clima de nostalgia e estranhamento na paisagem.

Já a série Falência#2 (2016), tem imagens de diversos tipos de erosões resultantes das águas das chuvas. Suas formas são provenientes de um tempo oculto, em que a natureza demonstra sua força e beleza pela destruição. Neste momento a terra está totalmente desprovida de estrutura, criando uma espécie de sutura escultórica. A metodologia empregada na construção da imagem final é resultante de outra série do artista, Espaço Confinado. Pequenas quantidades de terra são inseridas dentro da moldura, uma vez que no Espaço Confinado a sensação de claustrofobia era aparente, agora, em Falência#2, é como se o espaço superficial da foto se esvaísse para o campo do infinito, como em uma ampulheta.

Composta por 12 imagens, a série Sumidouro (2016) faz uma metáfora ao Rio das Mortes, importante rio da região do Campo das Vertentes, famoso pelas histórias de garimpo e batalhas territoriais. Fazendo uma interligação entre as séries Falência e Sumidouro, a obra Paisagem Transposta é composta por diversas imagens de paisagens naturais provenientes de redutos naturais modificados pela ação do homem. Pequenos galhos fazem a conexão entre estes espaços.

Serviço:
Exposição Estado da Natureza
Período: de 27 de fevereiro a 12 de maio de 2019
Horários: terça a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 10h às 20h.
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp (av. Paulista, 1.313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Classificação indicativa: livre
Agendamentos escolares e de grupos: ccfagendamentos@sesisp.org.br
Entrada gratuita. Mais informações em http://www.centroculturalfiesp.com.br