Por colaboradora: Luci Cara
O personagem de Willem Dafoe discute com sua esposa, depois de um relacionamento extremamente conturbado, e a cala com muitas facadas. Em seguida persegue a filha adolescente pela casa. Assim começa a saga dos três amigos decadentes, violentos, inescrupulosos, narrada no filme pelo personagem de Nicolas Cage.

Foto: Divulgação
Depois de um início de carreira brilhante, com atuações memoráveis, Nicolas Cage vem sendo sinônimo de “filme-roubada” há vários anos. Nunca entendi porque ele se dispôs a participar de filmes como “O Sacrifício”, “A lenda do tesouro perdido”, “Caça às bruxas”, ou “O motoqueiro fantasma”. E sempre lhe dava uma nova chance, exceto com esse motoqueiro, que é impossível de se assistir.
Não que a história dos amigos ex-presidiários tenha algo de especialmente atrativo. São pessoas que se dizem injustiçadas, que já cumpriram pena duas vezes, mas acham que o trabalho proposto pelos oficiais de condicional é algo enfadonho, e que não lhes oferece muita perspectiva.
E sonham com o grande golpe, que vai deixar todos milionários e aposentados.
É interessante observar que eles não se dão conta de sua decadência, seja ela moral ou física, e permanecem ligados por uma amizade um pouco confusa, um pouco desconfiada. Isso lhes faz continuar em frente. Fazem uma espécie de pacto, na luta para continuar a viver.
Não é apenas mais um filme de ação. Porque os atores arrasam em sua tentativa de humanizar esses seres bestiais.

Foto: Divulgação
Ou é ? (porque insistimos em assistir na tela os descalabros humanos).
Para quem gosta de crimes, criminosos, planos bem e mal sucedidos, etc e tal.
Gostei, sim, nota 7,5, se tivesse que atribuir uma!
