Peça “todas as cartas que escrevi para não gritar” estreia em SP


Créditos: Felipe Quintini – @felipequintini


A peça de Teatro Musicado “todas as cartas que escrevi para não gritar” é o projeto de estreia da Cia A Flor da Pele. Com direção geral de Erika Altimeyer, direção musical de Rodrigo Vechi e direção coreográfica de João Hespanholeto, o espetáculo trata dos amores e dores que permeiam a vivência humana (paixões e desamores, dificuldades do fazer artístico, questões relacionadas à sexualidade), tendo como fio condutor correspondências históricas (cartas escritas por Gandhi, Frida Kahlo, Virginia Woolf, Caio Fernando Abreu, entre outros) e cartas/depoimentos pessoais dos atores e coletadas do público. A dramaturgia, construída coletivamente pela Cia A Flor da Pele, é costurada por canções predominantemente do repertório da Música Popular Brasileira, incluindo duas canções originais, todas tocadas e cantadas ao vivo pelos 6 (seis) atores em cena. O elenco é composto por João Hespanholeto, Rairo, Raphael Mota, Rodrigo Vechi, Silvano Vieira e Victor Barreto.

A peça se utiliza da imagem das cartas como elemento de conexão dramatúrgica por dois motivos principais. Primeiro, pela percepção de que quase tudo que sabemos da História da humanidade sobreviveu ao tempo através delas: das cartas. Sem elas, nada saberíamos da beleza da experiência humana através do tempo. Segundo, porque a escrita costuma ser um possível escape, ainda que agridoce, quando há muito a dizer mas não há força (ou liberdade) para que os lábios possam expulsar as palavras.

A verdade é que acabamos sempre fazendo coisas para não gritar, como escrever essas cartas. Como subir ao palco. Como cantar. Como fazer este espetáculo, que é, no fim das contas, também nossa carta ao mundo.

A peça integra o projeto “DE SEGUNDA!“, que objetiva fomentar a arte e a cena cultural paulistana nas segundas-feiras, criando um ambiente descontraído para sair, encontrar amigues, aproveitar as delícias do bar e ainda curtir um espetáculo artístico incrível!

“todas as cartas que escrevi para não gritar”
Dias 21, 28/11 e 05/12
Segundas-feiras
Abertura da casa (e do bar!): 19h30
Início do espetáculo: 20:30
Galpão Do Folias
Rua Ana Cintra, 213 – Campos Elíseos – São Paulo/SP
Ingressos via SYMPLA: linktr.ee/ciaaflordapele
Instagram: @ciaaflordapele

Antonio Ranieri estreia monólogo digital

Antonio Ranieri estreia monólogo digital

Créditos: Divulgação


Homenagem ao autor Caio Fernando Abreu, o monólogo “Caio, quando o amor não vem“, que estreou dia 12 de março, no Espaço Parlapatões, teve sua temporada interrompida no dia seguinte devido a pandemia do Covid-19 (coronavírus).

O texto inédito, de Antonio Ranieri, que também atua no solo, narra a história de Pedro, um homem que, no final da vida, conclui que nunca teve coragem de viver seu verdadeiro amor. A montagem tem direção de Elder Sereni e Lucas Sancho.

“Caio, quando o amor não vem”, Pedro, ao completar 70 anos, descobre que está morto afetivamente para o mundo e sente a necessidade de entender quando, como e o porquê isso aconteceu, o tornando um homem sem sonhos. Por meio do resgate das suas memórias ele relembra os três amores que teve na sua vida e questiona o peso e as consequências das suas próprias escolhas.

A montagem é dividida em três histórias de amor que formam uma narrativa decrescente, o personagem começa com 70 anos, passa para os 50 e termina com 30. Elder Sereni dirige a 1ª e 3ª partes e Lucas Sancho a 2ª.

Antonio Ranieri estreia monólogo digital
Créditos: Divulgação

A direção do Elder e Lucas é focada no trabalho do ator, por isso optaram, junto do cenógrafo e figurinista Márcio Macena, na criação de uma atmosfera intimista, que ressalta o que dramaturgia propõ. A trilha sonora, do dramaturgo, reflete bastante a sua pesquisa, buscando retratar uma época fervilhante e única em sua forma de pensar, vestir, sonhar e lutar pelo futuro, como foi a década de 80. A iluminação precisa é de Kuka Batista.

O espetáculo tem projeção de Allan Ferreira e Ana Trevisan; provocação cênica de Lana Sultani; assistência de direção de Marina Assis; produção executiva de Morena Carvalho; direção de produção de Antonio Ranieri e realização da A.R Produções Artísticas e A Minha Cia de Teatro.

SERVIÇO

CAIO, QUANDO O AMOR NÃO VEM
Dramaturgia e atuação: Antonio Ranieri.
Direção: Elder Sereni e Lucas Sancho.
Com A Minha Cia de Teatro/ AR Produções Artísticas
Duração: 60 minutos.
Gênero: comédia dramática.
Recomendação: 14 anos.
Ingressos: R$ 25,00 à R$ 100,00
Dias 12/08 e 13/08
Horário: 20h
Local/ Vendas de Ingressos: Sympla

Importante: A sala estará aberta para acesso a partir das 19:45min e o público poderá acessar até as 20:10min, após esse horário a sala será fechada para que todos possam ter um bom espetáculo.

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