Exposição sobre populações negras da Amazônia chega à CAIXA Cultural SP em outubro




Fotos trazem a diversidade dos povos negros que compõem a Floresta Amazônica,
partindo de Rondônia para contar os percursos e diásporas não exploradas pela história oficial brasileira

Por Redação
A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 7 de outubro a 17 de dezembro, a exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra, da fotógrafa Marcela Bonfim. A mostra traz obras que ilustram as mais diversas identidades e culturas presentes entre os povos negros do local e a importância social das religiões de matriz africana na construção do Brasil. No dia 11 de novembro, haverá o lançamento do catálogo e um bate-papo com a fotógrafa.  O patrocínio do evento é da Caixa Econômica Federal, com visitação gratuita e classificação livre.

Chico Remeiro – Foto: Marcela Bonfim
Ao todo, são 55 obras que trazem de maneira sensível e original as mais diversas expressões dos grupos que residem na região norte do país, dentre eles remanescentes quilombolas, afro-indígenas, barbadianos e também haitianos. Todos carregam em seus traços as heranças socioculturais de uma parcela importante da população brasileira que ainda não é reconhecida historicamente.
As fotos foram produzidas a partir de 2013, durante as visitas de Marcela a comunidades quilombolas, tradicionais, indígenas e urbanas, além de terreiros e festejos religiosos na região do Vale do Guaporé (RO), em um processo que coincidiu com o próprio reconhecimento da fotógrafa enquanto mulher negra. Nesta edição, a exposição traz também imagens do Mato Grosso (MT), Maranhão (MA) e Pará (PA).
Segundo Marcela, a proposta é utilizar a fotografia como instrumento de resgate da memória dessas populações e mostrar sua importância e legado para a construção da sociedade brasileira.

Foto: Marcela Bonfim
Expressões de fé

Organizada em dois núcleos, a instalação prevê um verdadeiro mergulho na cultura e subjetividade dos povos negros da Amazônia, trazendo histórias de vida e também de expressões religiosas de matriz africana.

Logo na entrada, o visitante irá encontrar um altar trazendo alguns dos objetos de variadas religiões, encaminhando-o à primeira parte da mostra, com 35 retratos distribuídos ao longo da galeria e também em uma grande estrutura de madeira no hall principal.

O corredor de fotos levará até a Sala dos Ritos e Cultos Religiosos, com 20 imagens das mais variadas expressões de fé impressas nos detalhes de mãos, pés e semblantes de um povo que mantém fortemente suas tradições e festas religiosas. Elementos como espadas-de-são-jorge e sal grosso também irão compor a expografia, no intuito de apresentar ao público um pouco dos costumes presentes no cotidiano dos povos fotografados.
Serviço
Exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra – Marcela Bonfim
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP – próxima à estação Sé do Metrô)
Abertura: 7 de outubro, sábado, às 11h.
Visitação: de 7 de outubro a 17 de dezembro (terça-feira a domingo)
Horário: 9h às 19h
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Lançamento do catálogo e bate-papo com a fotógrafa Marcela Bonfim
Data: 11 de novembro, sábado, às 11h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo

Elomar Figueira Mello comemora 80 anos com apresentações na Caixa Cultural São Paulo




Por Nicole Gomez

O reconhecido compositor e menestrel brasileiro Elomar traz à Caixa Cultural São Paulo uma série de shows comemorativos aos seus 80 anos. As apresentações, chamadas “Espetáculo Elomar Figueira Mello e Camerata: Loas de São Paulo!” acontecem nos dias 15, 16 e 17 de setembro e contam com um trio de instrumentistas, além de cantores convidados. 

Foto: Divulgação
Sua carreira ostenta 11 óperas, 11 antífonas, 4 galopes estradeiros, 1 concerto para violão e orquestra, 1 concerto para piano e orquestra, 1 pequeno concerto para sax alto e piano, uma sinfonia, 12 peças para violão-solo, além de um conjunto com cerca de 50 canções já publicadas em partitura. Seu trabalho sempre trouxe o enfoque a vida do homem no sertão nordestino. 

Títulos famosos como “Sei que vou Voltá”, “Aboio e Ária da Despedida”, da obra  Ópera Peão Mansador, “Ária Cigana”, “Terra Seca e Ária do Menestrel no Jardim da Paulista”, da ópera O Retirante, entre outros títulos aclamados poderão ser conferidos e participações de nomes como a mezzo-soprano Luciana Monteiro de Castro, a soprano Janette Dornellas, o baixo barítono Fellipe Oliveira, além de João Omar, filho de Elomar, no violão, Daniel Silva no violoncelo e Igor Levi na flauta estrelarão nos especiais. 

As apresentações tem vagas limitadas e contam com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.
Serviço
Elomar Figueira Mello e Camerata: Loas de São Paulo!
Onde: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro – próximo à estação Sé do Metrô.
Quando: 15, 16 e 17 de setembro de 2017 (sexta, sábado e domingo)
Horário: 19h15
Para mais informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: Livre
Capacidade: 80 lugares
Duração: 90 minutos
Entrada franca: Distribuição de ingressos a partir das 9h do dia da apresentação, limitado a 1 par por pessoa.
Acesso para pessoas com deficiência

CAIXA Cultural São Paulo apresenta exposição individual de Fábio Magalhães




As obras do artista baiano são marcadas por distorções da realidade e contornos perturbadores, apresentados em metáforas visuais

Por Redação
A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 29 de julho (sábado, às 11 horas), a exposição Além do Visível, Aquém do Intangível, que reúne a produção artística mais significativa de Fábio Magalhães, desenvolvida entre 2007 e 2017.
Foto: Acervo do Artista
A mostra, que tem curadoria de Alejandra Muñoz, é patrocinada pela Caixa Econômica Federal. O evento de abertura conta ainda com lançamento de um livro que reúne obras do artista, produzidas ao longo de 10 anos, e uma visita guiada pelo próprio Magalhães, seguida pela mesa redonda As Matrizes Tradicionais da Arte e a Pintura Contemporânea com participação da curadora e do crítico de arte Jorge Coli.
Além do Visível, Aquém do Intangível apresenta 25 trabalhos de óleo sobre tela em grandes formatos, distribuídos em cinco séries: O Grande Corpo, Retratos Íntimos, Superfícies do Intangível, Latências Atrozes e Limites do Introspecto.
Foto: Acervo do Artista
As obras de Fábio Magalhães surgem de metáforas criadas a partir de pulsões, das condições psíquicas e substratos de um imaginário pessoal, até chegar a um estado de imagem/corpo. Os resultados são obtidos por meio de artifícios que nascem de um modus operandi que parte de um ato fotográfico e materializa-se em pintura. O artista apresenta encenações meticulosamente planejadas, capazes de borrar os limites da percepção, configuradas em distorções da realidade e contornos perturbadores.
A produção artística contemporânea vem enfrentando desafios numa época em que o excesso de imagens nos faz pensar: para que mais uma? Contudo, Magalhães questiona aquilo que se encontra na superfície da tela, a imagem. Para ele, trata-se de uma superfície permeável, onde poderíamos atravessar e encontrar outros lugares, outras imagens que só existem em nossa imaginação, podendo ser entendidas como portais que nos conduzem a outras realidades e nos faz pensar a condição de alteridade. Assim, o artista convida o espectador a “ver” o que está além das imagens produzidas por ele, nas quais figuram cenas realistas que colocam em xeque a própria realidade. Um convite para “além do visível”.
Foto: Acervo do Artista
A escolha da pintura é uma atitude afirmativa e política que Magalhães defende em sua obra, pois se trata de uma produção que questiona o Ser e a condição do humano. Para tanto, escolhe construir metáforas visuais que buscam discutir o Eu e o Outro. Com isso, a alteridade é uma das premissas que se instaura em seu modo de fazer arte. Vivências e memórias funcionam como ativadores criativos, reunindo imaginário, fabulações e subjetividades. Usando a técnica de óleo sobre tela, ele estabelece relações e interações entre a tradição e a contemporaneidade, presentes no seu modo de fazer e pensar a arte hoje. “A pintura de Fábio Magalhães se constitui nesse lugar inquietante entre o visível, reconhecível e familiar e o inefável e intangível”, comenta a curadora Alejandra Muñoz.
Além do Visível, Aquém do Intangível traz uma proposta de desterritorialização das diretrizes que definiam a produção artística do passado e coloca a pintura em outro lugar de potência, onde o artista estabelece suas próprias regras, construídas para dar visibilidade aos substratos de um imaginário pessoal, atravessados por procedimentos fotográficos, simulações de cenas e o próprio ato de pintar. O deslocamento aqui é entendido em múltiplos aspectos, seja pela presença da pintura na atualidade, seja pela escolha de temas que se encontram transitando ente condições psíquicas, devaneios e relações humanas possíveis.
Foto: Acervo do Artista
Serviço

Exposição: Além do Visível, Aquém do Intangível
Artista: Fábio Magalhães
Curadoria: Alejandra Muñoz
Abertura: 29 de julho de 2017. Sábado, às 11h
Visita guiada na abertura com o artista Fábio Magalhães.
Período: de 29 de julho a 24 de setembro
Visitação: terça a domingo, das 9h às 19h

Mesa redonda (29/6) – Das 13h às 14h30
Participantes: Alejandra Muñoz e Jorge Coli
Tema: As Matrizes Tradicionais da Arte e a Pintura Contemporânea
Vagas limitadas. Inscrições pelo telefone: (11) 3321-4400
Público alvo: público juvenil e adulto, estudantes e apreciadores de arte.
Local: Auditório – 6º andar
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro. SP/SP. Metrô Sé.
Telefone: (11) 3321-4400
Entrada franca. Classificação indicativa: 14 anos
Acesso para pessoas com deficiência

5 exposições em SP para visitar no mês de Julho




Por colaboradora Débora Blair

Que São Paulo é a cidade que não dorme e não para, isso todos nós já sabemos. Outro fato consumado: a vontade do paulistano genuíno de consumir a cultura que a cidade oferece também não dorme. Não só do paulistano, na verdade, mas também do forasteiro que já se considera de casa e do turista que ama a selva de pedra. 

Foto: Reprodução / Internet
Por isso, trouxe hoje para paulistanos e simpatizantes dicas de 5 exposições imperdíveis e gratuitas (ou super acessíveis) para serem visitadas nesse mês frio de Julho. Encapote-se, vença o inverno e aproveite!!

1. Steve Jobs, o visionário 

Essa interessante exposição reúne 209 itens como reportagens, filmes, fotos e outros, divididos em seis seções: Espiritualidade, Inovação, Competição, Fracasso, Negócios e Sonho, que juntas narram a forma de pensar, criar e agir dessa importante figura.
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Av. Europa, 158, Jd. Europa 
Quando: até 20/08. De terça a sexta, das 11h às 20h; sábados, 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 19h. 
Quanto: online – R$18,00 inteira e R$9,00 meia; na bilheteria – R$10,00 inteira e R$5,00 meia. Gratuito às terça-feiras.

2. Vida de cão

A mostra com 50 fotografias em preto e branco reunidas pelo fotógrafo Elliott Erwitt expressa a relação do homem com seu melhor amigo e explora as raízes desses laços tão fortes. As fotos datam desde 1946 até 2004 e foram produzias em diversas partes do mundo.
Onde: Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1313 – Metrô Trianon-Masp
Quando: até 24/09. Diariamente, das 10h às 20h.
Quanto: entrada gratuita.

Foto: FIESP Mobile

3. Metrópole: Experiência Paulistana

A brilhante exposição reúne cerca de 80 obras de 33 artistas de diversas épocas da criação artísticas brasileiras. Os itens constituem em pinturas, fotografias, vídeos e outros tipos de instalações que retratam as particularidades do viver nessa cidade. 
Onde: Pinacoteca do Estado – Praça da Luz – Metrô Luz
Quando: até 24/09 – de quarta a segunda, das 10h às 17h30.
Quanto: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia). Entrada gratuita aos sábados.

Foto: Reprodução / Internet
4. Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos

Uma das mais importantes instituições culturais da cidade, o Itaú Cultural comemora em julho suas 3 décadas de existência em grande estilo. A exposição “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos” reúne mais de 800 obras do acervo do Itaú Unibanco distribuídos nos 4 andares da Oca, no Parque Ibirapuera, cuja disposição no espaço segue alguns critérios de proximidade por temas, momentos históricos, entre outros. 
Onde: Oca – Parque Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Ibirapuera
Quando: Até 13/08. Terça a domingo, das 9h às 18h.
Quanto: entrada gratuita.

Foto: Reprodução / Internet


5. Fronteiras entre a Arte e o Design
Essa interessante e diferente exposição descortina as relações e fronteiras entre a produção artística brasileira o design através de obras de artistas produzidas ao longo de dezenas de anos. Os itens da exposição englobam desenho, pintura, objetos, fotografia, escultura, mobiliário, estudos, cerâmica, etc. 
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Metrô Sé
Quando: até 30/07. Terça a domingo, 09h às 19h.
Quanto: entrada gratuita. 

Foto: Divulgação / Caixa Cultural

Luiza Possi na Caixa Cultural São Paulo




Dando continuidade às curtas temporadas de apresentações musicais que costuma promover, a Caixa Cultural de São Paulo traz à capital o show da cantora Luiza Possi. Intitulado “Seguir Cantando”, o show será apresentado de quinta-feira a domingo (22 a 25 de agosto), às 20h (quinta a sábado) e 19h (domingo). A entrada é gratuita e o projeto conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

“Nesse show, me permito cantar músicas que fazem parte de um repertório que escuto muito, de músicas que eu adoro, que fazem parte da minha vida e que o público também conheça”, conta Luiza“É um show leve, gostoso, feito para o público dançar e cantar junto”, completa.

A cantora apresentará canções de sucesso como “O Portão”, “Deixe Estar”, “Tudo Certo” e “Folhetim”,, misturadas a “Over The Rainbow”, “Tudo que Há de Bom”, “Não Vou Ficar/ Quando” e “Eu Espero”. A banda, que acompanhará a cantora é formada por Bruno Coppini (baixo), Ramon Montagner (bateria), Will Bone (metais), Conrado Goys (guitarra e violão) e Ivan Teixeira (teclado).


Serviço:

Show ‘Seguir Cantando’ com Luiza Possi
Datas: dias 22, 23, 24 e 25 de agosto de 2013
Horário: de quinta-feira a sábado, às 20h e domingo, às 19h
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111
Entrada: franca (os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência)
Capacidade: 80 lugares
Duração: 90 min
Classificação etária: 14 anos
Informações – Tel: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

*As informações são de responsabilidade de seus organizadores e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.