Mostra de Cinema Argentino volta à Caixa Cultural Rio de Janeiro




Histórias extraordinárias apresenta uma seleção com os melhores filmes recentes do país vizinho. Debates com cineastas e especialistas completam a programação

Por Rodrigo Bueno

Após o sucesso de sua primeira edição, realizada em abril de 2016, a mostra Histórias extraordinárias: cinema argentino contemporâneo volta à CAIXA Cultural Rio de Janeiro de 07 a 19 de novembro (terça a domingo), trazendo uma seleção de 23 longas e curtas-metragens do país vizinho. O evento busca ampliar o olhar dos espectadores cariocas sobre uma das cinematografias mais fascinantes, diversas e reconhecidas internacionalmente. O patrocínio é da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

As Lindas / Divulgação
Com curadoria de Natalia Christofoletti Barrenha, pesquisadora de cinema argentino, e Agustín Masaedo, programador do Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente (BAFICI), a programação apresenta tanto obras premiadas em festivais argentinos e internacionais quanto produções com sólidas passagens pelo circuito comercial de seu país. Apesar disso e do evidente interesse do público pela cinematografia argentina, tais filmes tiveram escassa ou nula visibilidade no Brasil (ainda que alguns estejam preparando seu lançamento comercial).

Entre os destaques selecionados, está o documentário As lindas (2016), da estreante Melisa Liebenthal. Premiado na seção Bright Future do Festival de Rotterdam, o longa ainda não foi exibido no Brasil. Os cariocas poderão conferir também os vencedores da Competição Argentina das duas últimas edições do BAFICI: A longa noite de Francisco Sanctis (2016), dos também estreantes Andrea Testa e Francisco Márquez; e A vendedora de fósforos (2017), de Alejo Moguillansky, diretor e montador já consagrado, de trajetória prolífica e presença assídua nos principais festivais internacionais.

Novembro ainda marca o vigésimo aniversário da estreia e premiação do filme Pizza, cerveja, baseado (1997) no Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, considerado o ponto de partida do chamado nuevo cine argentino. Assim, parte da mostra se dedica a celebrar esse momento fundacional da pungente produção cinematográfica daquele país. Duas décadas depois, o público brasileiro poderá se (re)encontrar com a ópera prima de Israel Adrián Caetano e Bruno Stagnaro, mergulhar na genealogia do nuevo cine com os curtas-metragens seminais de Histórias breves I (1995) e descobrir, na selvagem loucura do documentário Bonanza (2001), de Ulises Rosell, que as rupturas desse “movimento” transcenderam o cinema de ficção.

A programação se completa com a exibição especial de um dos filmes mais aguardados dos últimos anos: o maravilhoso Zama (2017), de Lucrecia Martel, inspirado na novela homônima de Antonio di Benedetto.

Presença de cineastas:

Como em sua primeira edição, as cineastas convidadas são alguns dos atrativos da mostra Histórias extraordinárias. Fruto da colaboração com o Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA), a premiada diretora Milagros Mumenthaler estará presente na sessão de abertura conversando sobre seu tocante segundo filme, A ideia de um lago (2016).

Já a realizadora e atriz Ana Katz será uma das grandes protagonistas da mostra, que exibe quatro de seus longas-metragens – incluindo Minha amiga do parque (2015), ganhador do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance – e a convida para um diálogo com a atriz Andréa Beltrão, com quem trabalhou em seu novo filme, Sueño Florianópolis, atualmente em pós-produção.

Além das cineastas, Histórias extraordinárias receberá um dos mais influentes pensadores da cultura argentina atual: o escritor, professor e pesquisador Gonzalo Aguilar, que ministrará uma palestra sobre cinema argentino contemporâneo no dia 18 de novembro (sábado), às 16h30. Também serão realizadas sessões comentadas com a pesquisadora e professora da PUC-Rio María Celina Ibazeta, a crítica e pesquisadora da UFRJ Camila Vieira, e a historiadora e professora da UFU Mônica Campo.

A sessão de abertura, o bate-papo com Ana Katz e Andréa Beltrão e a palestra com Gonzalo Aguilar têm entrada franca, com distribuição de senhas uma hora antes do início e emissão de certificado para a palestra.

Programação:

07 de novembro (terça-feira)
17h00 – A ideia de um lago (2016), de Milagros Mumenthaler, 82 min, Blu-ray, Livre + Debate com a diretora, os curadores e a historiadora Mônica Campo + Recepção de abertura
08 de novembro (quarta-feira)
15h00 – Pizza, cerveja, baseado (1997), de Israel Adrián Caetano e Bruno Stagnaro, 80 min, Blu-ray, 16 anos
17h00 – Os Marziano (2011), de Ana Katz, 82 min, DVD, Livre 
19h00 – Pinamar (2016), de Federico Godfrid, 84 min, Blu-ray, 12 anos
09 de novembro (quinta-feira)
15h00 – As lindas (2016), de Melisa Liebenthal, 77 min, Blu-ray, Livre
17h00 – Minha amiga do parque (2015), de Ana Katz, 84 min, Blu-ray, 14 anos
19h00 – Bate-papo com Ana Katz e Andréa Beltrão. Mediação de Mônica Campo
10 de novembro (sexta-feira)
15h00 – Uma irmã (2017), de Sofía Brockenshire e Verena Kuri, 70 min, Blu-ray, 12 anos
16h30 – A dança das cadeiras (2002), de Ana Katz, 90 min, DVD, Livre
18h30 – Uma noiva errante (2007), de Ana Katz, 85 min, DVD, Livre + Debate com Ana Katz
11 de novembro (sábado)
15h00 – 20 anos breves (2015), de Bebe Kamin, DVD, Livre + seleção curtas-metragens Histórias breves I (1995), Vários diretores, Blu-Ray, 14 anos, Total: 105 min
17h00 – A vendedora de fósforos (2017), de Alejo Moguillansky, 69 min, Blu-ray, Livre
18h30 – Minha amiga do parque (2015), de Ana Katz, 84 min, Blu-ray, 14 anos + Debate com Ana Katz
12 de novembro (domingo)
15h00 – Perón, meu pai e eu (2017), de Blas Eloy Martínez, 80 min, Blu-ray, 12 anos
17h00 – O futuro perfeito (2016), de Nele Wohlatz, 65 min, Blu-ray, Livre
18h30 – Bonanza, em vias de extinção (2001), de Ulises Rosell, 84 min, DVD, 14 anos
14 de novembro (terça-feira)
15h00 – A dança das cadeiras (2002), de Ana Katz, 90 min, DVD, Livre
17h00 – 20 anos breves (2015), de Bebe Kamin, DVD, Livre + seleção curtas-metragens Histórias breves I (1995), Vários diretores, Blu-ray, 14 anos, Total: 105 min
19h00 – Os decentes (2016), de Lukas Valenta Rinner, 100 min, Blu-Ray, 16 anos
15 de novembro (quarta-feira)
15h00 ­– Bonanza, em vias de extinção (2001), de Ulises Rosell, 84 min, DVD, 14 anos
17h00 ­– Perón, meu pai e eu (2017), de Blas Eloy Martínez, 80 min, Blu-Ray, 12 anos
19h00 – Uma irmã (2017), de Sofía Brockenshire e Verena Kuri, 70 min, Blu-Ray, 12 anos +Comentários e debate com Camila Vieira
16 de novembro (quinta-feira)
15h00 ­– A vendedora de fósforos (2017), de Alejo Moguillansky, 69 min, Blu-Ray, Livre
16h30 ­– Pinamar (2016), de Federico Godfrid, 84 min, Blu-Ray, 12 anos
18h30 – A longa noite de Francisco Sanctis (2016), de Andrea Testa e Francisco Márquez, 76 min, Blu-Ray, Livre + Comentários e debate com María Celina Ibazeta
17 de novembro (sexta-feira)
15h00 ­­­– Os Marziano (2011), de Ana Katz, 82 min, DVD, Livre
17h00 – Os territórios (2017), de Iván Granovsky, 101 min, Blu-Ray, Livre
19h00 – As lindas (2016), de Melisa Liebenthal, 77 min, Blu-Ray, Livre.
18 de novembro (sábado)
15h00 – O futuro perfeito (2016), de Nele Wohlatz, 65 min, Blu-Ray, Livre
16h30 – Palestr­a com Gonzalo Aguilar
18h30 – Zama (2017), de Lucrecia Martel, 115 min, Blu-Ray, 16 anos
19 de novembro (domingo)
15h00 – Uma noiva errante (2007), de Ana Katz, 85 min, DVD, Livre
17h00 – Os decentes (2016), de Lukas Valenta Rinner, 100 min, Blu-Ray, 16 anos
19h00 – Pizza, cerveja, baseado (1997), de Israel Adrián Caetano e Bruno Stagnaro, 80 min, Blu-Ray, 16 anos
Serviço:

Histórias extraodinárias: cinema argentino contemporâneo

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Data: de 07 a 19 de novembro de 2017 (terça-feira a domingo)

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia (A sessão de abertura, o bate-papo e a palestra com Gonzalo Aguilar são gratuitos).

Lotação: 80 lugares (mais dois para cadeirantes)

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Acesso para pessoas com deficiência

Exposição sobre populações negras da Amazônia chega à CAIXA Cultural SP em outubro




Fotos trazem a diversidade dos povos negros que compõem a Floresta Amazônica,
partindo de Rondônia para contar os percursos e diásporas não exploradas pela história oficial brasileira

Por Redação
A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 7 de outubro a 17 de dezembro, a exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra, da fotógrafa Marcela Bonfim. A mostra traz obras que ilustram as mais diversas identidades e culturas presentes entre os povos negros do local e a importância social das religiões de matriz africana na construção do Brasil. No dia 11 de novembro, haverá o lançamento do catálogo e um bate-papo com a fotógrafa.  O patrocínio do evento é da Caixa Econômica Federal, com visitação gratuita e classificação livre.

Chico Remeiro – Foto: Marcela Bonfim
Ao todo, são 55 obras que trazem de maneira sensível e original as mais diversas expressões dos grupos que residem na região norte do país, dentre eles remanescentes quilombolas, afro-indígenas, barbadianos e também haitianos. Todos carregam em seus traços as heranças socioculturais de uma parcela importante da população brasileira que ainda não é reconhecida historicamente.
As fotos foram produzidas a partir de 2013, durante as visitas de Marcela a comunidades quilombolas, tradicionais, indígenas e urbanas, além de terreiros e festejos religiosos na região do Vale do Guaporé (RO), em um processo que coincidiu com o próprio reconhecimento da fotógrafa enquanto mulher negra. Nesta edição, a exposição traz também imagens do Mato Grosso (MT), Maranhão (MA) e Pará (PA).
Segundo Marcela, a proposta é utilizar a fotografia como instrumento de resgate da memória dessas populações e mostrar sua importância e legado para a construção da sociedade brasileira.

Foto: Marcela Bonfim
Expressões de fé

Organizada em dois núcleos, a instalação prevê um verdadeiro mergulho na cultura e subjetividade dos povos negros da Amazônia, trazendo histórias de vida e também de expressões religiosas de matriz africana.

Logo na entrada, o visitante irá encontrar um altar trazendo alguns dos objetos de variadas religiões, encaminhando-o à primeira parte da mostra, com 35 retratos distribuídos ao longo da galeria e também em uma grande estrutura de madeira no hall principal.

O corredor de fotos levará até a Sala dos Ritos e Cultos Religiosos, com 20 imagens das mais variadas expressões de fé impressas nos detalhes de mãos, pés e semblantes de um povo que mantém fortemente suas tradições e festas religiosas. Elementos como espadas-de-são-jorge e sal grosso também irão compor a expografia, no intuito de apresentar ao público um pouco dos costumes presentes no cotidiano dos povos fotografados.
Serviço
Exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra – Marcela Bonfim
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP – próxima à estação Sé do Metrô)
Abertura: 7 de outubro, sábado, às 11h.
Visitação: de 7 de outubro a 17 de dezembro (terça-feira a domingo)
Horário: 9h às 19h
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Lançamento do catálogo e bate-papo com a fotógrafa Marcela Bonfim
Data: 11 de novembro, sábado, às 11h.
Local: CAIXA Cultural São Paulo

Elomar Figueira Mello comemora 80 anos com apresentações na Caixa Cultural São Paulo




Por Nicole Gomez

O reconhecido compositor e menestrel brasileiro Elomar traz à Caixa Cultural São Paulo uma série de shows comemorativos aos seus 80 anos. As apresentações, chamadas “Espetáculo Elomar Figueira Mello e Camerata: Loas de São Paulo!” acontecem nos dias 15, 16 e 17 de setembro e contam com um trio de instrumentistas, além de cantores convidados. 

Foto: Divulgação
Sua carreira ostenta 11 óperas, 11 antífonas, 4 galopes estradeiros, 1 concerto para violão e orquestra, 1 concerto para piano e orquestra, 1 pequeno concerto para sax alto e piano, uma sinfonia, 12 peças para violão-solo, além de um conjunto com cerca de 50 canções já publicadas em partitura. Seu trabalho sempre trouxe o enfoque a vida do homem no sertão nordestino. 

Títulos famosos como “Sei que vou Voltá”, “Aboio e Ária da Despedida”, da obra  Ópera Peão Mansador, “Ária Cigana”, “Terra Seca e Ária do Menestrel no Jardim da Paulista”, da ópera O Retirante, entre outros títulos aclamados poderão ser conferidos e participações de nomes como a mezzo-soprano Luciana Monteiro de Castro, a soprano Janette Dornellas, o baixo barítono Fellipe Oliveira, além de João Omar, filho de Elomar, no violão, Daniel Silva no violoncelo e Igor Levi na flauta estrelarão nos especiais. 

As apresentações tem vagas limitadas e contam com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.
Serviço
Elomar Figueira Mello e Camerata: Loas de São Paulo!
Onde: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro – próximo à estação Sé do Metrô.
Quando: 15, 16 e 17 de setembro de 2017 (sexta, sábado e domingo)
Horário: 19h15
Para mais informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: Livre
Capacidade: 80 lugares
Duração: 90 minutos
Entrada franca: Distribuição de ingressos a partir das 9h do dia da apresentação, limitado a 1 par por pessoa.
Acesso para pessoas com deficiência

CAIXA Cultural São Paulo apresenta exposição individual de Fábio Magalhães




As obras do artista baiano são marcadas por distorções da realidade e contornos perturbadores, apresentados em metáforas visuais

Por Redação
A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, no dia 29 de julho (sábado, às 11 horas), a exposição Além do Visível, Aquém do Intangível, que reúne a produção artística mais significativa de Fábio Magalhães, desenvolvida entre 2007 e 2017.
Foto: Acervo do Artista
A mostra, que tem curadoria de Alejandra Muñoz, é patrocinada pela Caixa Econômica Federal. O evento de abertura conta ainda com lançamento de um livro que reúne obras do artista, produzidas ao longo de 10 anos, e uma visita guiada pelo próprio Magalhães, seguida pela mesa redonda As Matrizes Tradicionais da Arte e a Pintura Contemporânea com participação da curadora e do crítico de arte Jorge Coli.
Além do Visível, Aquém do Intangível apresenta 25 trabalhos de óleo sobre tela em grandes formatos, distribuídos em cinco séries: O Grande Corpo, Retratos Íntimos, Superfícies do Intangível, Latências Atrozes e Limites do Introspecto.
Foto: Acervo do Artista
As obras de Fábio Magalhães surgem de metáforas criadas a partir de pulsões, das condições psíquicas e substratos de um imaginário pessoal, até chegar a um estado de imagem/corpo. Os resultados são obtidos por meio de artifícios que nascem de um modus operandi que parte de um ato fotográfico e materializa-se em pintura. O artista apresenta encenações meticulosamente planejadas, capazes de borrar os limites da percepção, configuradas em distorções da realidade e contornos perturbadores.
A produção artística contemporânea vem enfrentando desafios numa época em que o excesso de imagens nos faz pensar: para que mais uma? Contudo, Magalhães questiona aquilo que se encontra na superfície da tela, a imagem. Para ele, trata-se de uma superfície permeável, onde poderíamos atravessar e encontrar outros lugares, outras imagens que só existem em nossa imaginação, podendo ser entendidas como portais que nos conduzem a outras realidades e nos faz pensar a condição de alteridade. Assim, o artista convida o espectador a “ver” o que está além das imagens produzidas por ele, nas quais figuram cenas realistas que colocam em xeque a própria realidade. Um convite para “além do visível”.
Foto: Acervo do Artista
A escolha da pintura é uma atitude afirmativa e política que Magalhães defende em sua obra, pois se trata de uma produção que questiona o Ser e a condição do humano. Para tanto, escolhe construir metáforas visuais que buscam discutir o Eu e o Outro. Com isso, a alteridade é uma das premissas que se instaura em seu modo de fazer arte. Vivências e memórias funcionam como ativadores criativos, reunindo imaginário, fabulações e subjetividades. Usando a técnica de óleo sobre tela, ele estabelece relações e interações entre a tradição e a contemporaneidade, presentes no seu modo de fazer e pensar a arte hoje. “A pintura de Fábio Magalhães se constitui nesse lugar inquietante entre o visível, reconhecível e familiar e o inefável e intangível”, comenta a curadora Alejandra Muñoz.
Além do Visível, Aquém do Intangível traz uma proposta de desterritorialização das diretrizes que definiam a produção artística do passado e coloca a pintura em outro lugar de potência, onde o artista estabelece suas próprias regras, construídas para dar visibilidade aos substratos de um imaginário pessoal, atravessados por procedimentos fotográficos, simulações de cenas e o próprio ato de pintar. O deslocamento aqui é entendido em múltiplos aspectos, seja pela presença da pintura na atualidade, seja pela escolha de temas que se encontram transitando ente condições psíquicas, devaneios e relações humanas possíveis.
Foto: Acervo do Artista
Serviço

Exposição: Além do Visível, Aquém do Intangível
Artista: Fábio Magalhães
Curadoria: Alejandra Muñoz
Abertura: 29 de julho de 2017. Sábado, às 11h
Visita guiada na abertura com o artista Fábio Magalhães.
Período: de 29 de julho a 24 de setembro
Visitação: terça a domingo, das 9h às 19h

Mesa redonda (29/6) – Das 13h às 14h30
Participantes: Alejandra Muñoz e Jorge Coli
Tema: As Matrizes Tradicionais da Arte e a Pintura Contemporânea
Vagas limitadas. Inscrições pelo telefone: (11) 3321-4400
Público alvo: público juvenil e adulto, estudantes e apreciadores de arte.
Local: Auditório – 6º andar
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro. SP/SP. Metrô Sé.
Telefone: (11) 3321-4400
Entrada franca. Classificação indicativa: 14 anos
Acesso para pessoas com deficiência

Exposição traz acervo do Giramundo para a Caixa Cultural Rio de Janeiro




Além da mostra, o grupo de teatro detentor do maior acervo de bonecos das Américas fará workshop e apresentações gratuitos

Por Redação
Em quase 50 anos, o grupo de teatro de bonecos Giramundo produziu dezenas de montagens, centenas de bonecos, milhares de desenhos, horas de vídeo e um tanto mais de histórias. Consumiu madeira, gente e sonho transformando tudo isso em marionetes animadas. Parte dessa trajetória será apresentada na Mostra Mundo Giramundo, em cartaz de 12 de julho a 27 de agosto na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, com entrada franca.
Cobra Norato –  Foto: Pedro Mota
Voltada tanto para o público infantil quanto para os adultos, o evento traz a oportunidade das pessoas de mergulharem no universo da companhia mineira. Serão expostos 130 bonecos que fazem parte do acervo do Museu Giramundo, que preserva a maior coleção privada de marionetes das Américas. 
Além de conhecer as marionetes, todas confeccionadas pelo grupo, o público poderá aprender sobre esse processo de criação e construção e descobrir como os personagens são feitos. Também assistirá a flashes em vídeo de muitos momentos da trajetória do grupo e sentirá nos gestos imobilizados de seus bonecos, a sua vida, essa sim, repleta de movimento. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.
Exu – Os orixás / Foto: Arcevo Giramundo

Atividades paralelas:
Além da exposição, o grupo Giramundo oferece o workshop Treinamento de manipulação de bonecos no dia 21 de julho (sexta-feira), das 15h às 20h. A atividade pretende apresentar a metodologia de treinamento de marionetistas adotada pelo grupo utilizando os bonecos profissionais da companhia, aproximando os participantes de reais condições de formação e sensibilização. Voltada para jovens e adultos, a participação é gratuita. Serão oferecidas 20 vagas, e as inscrições deverão ser realizadas através do e-mail secretaria@giramundo.org. Os candidatos devem aguardar a confirmação da produção.
Já nos dias 29 e 30 de julho (sábado e domingo), às 16h, o grupo apresenta o espetáculo Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev, um clássico que acompanha gerações, originalmente escrito em 1936 e apresentado pelo Giramundo pela primeira vez em 1993. As apresentações serão realizadas no Foyer, abertas ao público.
O grupo:
Detentor do maior acervo de bonecos da América Latina, o Giramundo foi fundado em 1970, pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. Desde sua criação, o grupo já montou 34 espetáculos teatrais, construindo acervo próximo de 1500 bonecos e objetos de cena. Suas montagens experimentam a figura da marionete em múltiplas formas, de bonecos manipulados por fios a mamulengos (fantoches de luva), passando por bonecos de vara, bunraku (bonecos manipulados por três atores e mochila) e adaptações próprias, como bonecos sentados, uso de máscaras e teatro de sombras, criando um variado panorama técnico e expressivo desse tipo de teatro. Algumas de suas marionetes, inclusive, ficaram nacionalmente conhecidos pela participação na minissérie Hoje é dia de Maria e estão na abertura da atual novela das 19h da TV Globo, Pega Pega. 
Hoje, o Giramundo se transforma: a ideia de grupo de teatro, que orientou suas atividades durante 30 anos, cede espaço para um núcleo multimídia, experimentador de uma cena de animação, onde convivem bonecos reais e suas versões digitais. Essa mistura do teatro de bonecos, vídeo, animação, música, dança e artes plásticas parece ser o território do Giramundo do século XXI.

Serviço
Mostra Mundo Giramundo
Entrada franca
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro – (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815 
Abertura: 11 de julho (terça-feira), às 19h
Visitação: De 12 de julho a 27 de agosto de 2017
Horários: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Classificação indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência
Workshop Treinamento de manipulação de bonecos
Data: 21 de julho de 2017 (sexta-feira)
Horário: 15h
Duração: 5h
Classificação indicativa: Livre
Vagas: 20 
Inscrições: secretaria@giramundo.org 
Apresentação do espetáculo infantil Pedro e o Lobo
Entrada franca
Data: 29 e 30 de julho (sábado e domingo)
Horário: às 16h
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Foyer
Classificação indicativa: Livre

Carybé ganha exposição na Caixa Cultural São Paulo




Por colaboradora: Michele Lemos

A Caixa Cultural São Paulo apresenta a exposição As Cores do Sagrado, um registro das tradições do candomblé da Bahia a partir de 50 obras com os traços leves, coloridos e minuciosos do artista Carybé. Argentino no nascimento (Lanus,1911), carioca por criação e baiano por opção, Carybé foi um dos mais produtivos e inquietos artistas que o Brasil abrigou.

Foto: Divulgação

As imagens foram produzidas ao longo de 30 anos de pesquisas, entre 1950 e 1980, e são registros de vivências pessoais do artista nos terreiros que frequentava. As casas estão entre as mais tradicionais da religiosidade de matriz africana, na tradição nagô, jeje e angola. Uma vez que não é permitido filmar ou fotografar cerimônias do candomblé, a memória fotográfica de Carybé foi o seu principal recurso para retratar com exatidão e riqueza de detalhes as práticas, desde os ritos de iniciação, passando pelas festas e incorporação dos orixás até os rituais fúnebres, em uma sequência didática dos cultos envolvidos.

As 50 obras selecionadas foram reunidas originalmente no livro Iconografia dos deuses africanos no candomblé da Bahia (1981). Composta por 128 aquarelas de Carybé, com introdução do escritor Jorge Amado e textos antropológicos do fotógrafo e etnólogo Pierre Verger e do historiador Waldeloir Rego, a publicação representa uma recriação da participação do elemento negro na cultura baiana ao passo que preserva a memória histórica do Brasil, por ter sido a Bahia a primeira porta de entrada da miscigenação no país. Esgotado desde a última edição, atualmente o livro é encontrado apenas nas mãos de colecionadores.

A mostra fica em cartaz até dia 28 de fevereiro na Caixa Cultural São Paulo.

Serviço:
Exposição “CARYBÉ As Cores do Sagrado”
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro)
Visitação: Até 28 de fevereiro de 2017 (terça-feira a domingo)
Horário: 9h às 19h
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: livre
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal