Vida de Santos Dumont terá megaprodução musical em SP


Créditos: Caio Galucci


Quantos mistérios podem rondar a mente criativa de uma pessoa? Qual é o limite de uma imaginação fértil, capaz de plantar a semente de um sonho e realizá-lo? A Fundação Lia Maria Aguiar volta a produzir teatro musical, levando o público a viajar por essas temáticas em balões e dirigíveis que fizeram parte do universo de Santos Dumont, considerado um herói brasileiro.

Após três anos longe dos palcos, a FLMA produz o espetáculo original “Além do Ar – Um musical inspirado em Santos Dumont”, em comemoração aos 150 anos do nascimento do pai da aviação. O espetáculo 100% brasileiro e com 15 canções originais, tem estreia marcada para 13 de janeiro de 2023, no Teatro Opus Frei Caneca, no Shopping Frei Caneca.

Muito se sabe sobre as grandes conquistas do aeronauta mineiro, aquele que inventou a melhor forma de encurtar distâncias, desafiar a gravidade e se descobrir capaz de fazer qualquer coisa. Estas virtudes de Dumont vão ao encontro dos valores da Instituição fundada por Dona Lia Maria Aguiar (84).

Perto de completar 15 anos de atuação em Campos do Jordão, a Fundação proporciona a crianças e jovens de baixa renda, a oportunidade do despertar para a arte, de descobrirem seus talentos e também serem descobertos e transformados. Por meio da arte, valores são mostrados e resgatados no dia a dia, através de aulas de canto, dança, música, circo e interpretação, pilares que sustentam o Núcleo de Teatro Musical, vencedor da medalha Arthur Azevedo do Prêmio Bibi Ferreira em 2016, atualmente coordenado por Viviane Santos.

Tempo de Celebração

“A temporada do espetáculo “Além do Ar” em São Paulo, marca o início das comemorações dos 15 anos da nossa Fundação, em 2023. Esse musical é uma grande inspiração, porque ele conta a história de um brasileiro que mudou a história do mundo. Com muita sensibilidade, esse enredo se constrói através do talento das nossas crianças e jovens, que podem dividir o palco com renomados artistas. É muito gratificante vê-los indo cada vez mais longe e aproveitando a oportunidade de estar inseridos na principal cena do teatro musical do país. Proporcionar a eles essa visibilidade, no ano em que completamos 15 anos, será indescritível, uma grande emoção!”, declara Dona Lia Maria Aguiar.

À frente do corpo docente do Núcleo de Teatro Musical, estão Thiago Gimenes – responsável pela direção musical e Keila Fuke, responsável pela dança. A dupla, que além de trabalhar diariamente na Fundação ministrando aulas e levando os mais variados conceitos de arte para os alunos, esteve junta nas duas primeiras produções musicais da FLMA, “A Princesinha” e “Uma Luz Cor de Luar” – que chegaram a cumprir temporadas em São Paulo, após estrear em Campos do Jordão.

Gimenes e Keila se dividem na direção do espetáculo para dar luz aos feitos do homenageado através de suas memórias, conquistas e derrotas, que ganham contornos lúdicos nas mãos de seus intérpretes e criativos em texto orginalmente escrito por Fernanda Maia.

Thiago Gimenes compôs letras e músicas do espetáculo e Keila está à frente das coreografias e direção de movimento. Ambos buscaram as melhores referências temáticas e regionais para ritmar o elenco, que conta com 51 nomes.

Novos talentos encontram-se com grandes nomes do teatro, no palco

Para defender o papel do protagonista foram escolhidos quatro atores, em diferentes idades, que contracenam com o tempo passado, presente e futuro de forma pontual e não cronológica.

O ator Cássio Scapin, com renomada trajetória na televisão e teatro, se reencontra com o famoso modelo de chapéu de aba abaixada usado há 15 anos, quando deu vida ao personagem pela primeira vez em uma série de televisão, e assume a fase adulta, identificada como ‘Ressignificação’, marcada pelos questionamentos sobre sua criação frente a situação política da época.

Créditos: Caio Galucci

Já o ator Mateus Ribeiro, conhecido no teatro musical paulista e ganhador do prêmio Bibi Ferreira, representa uma fase antes, a da ‘Realização’ no auge dos seus 20 e poucos anos, enquanto os atores Felipe Prestes e Henrique Oliveira, alunos da Fundação Lia Maria Aguiar, retratam a infância nas fases ‘Experimentação’ e ‘Descoberta’, respectivamente, guiadas pelo espírito sonhador, corajoso e confiante daquele que, de alguma forma, se esqueceu de mantê-lo vivo ao fim da vida.

Embelezando ainda mais toda a encenação da vida e morte do gênio por trás das asas que mudaram a história do mundo, a equipe criativa do espetáculo tem a assistência de direção de Viviane Santos e a produção de Leonardo Faé.

Também integram a produção, os renomados Fábio Namatame, responsável pelos mais de 250 elegantes figurinos de época, os irmãos Chris e Nilton Aizner, responsáveis pela leveza da cenografia que se conecta às criações do engenheiro de Pipas e protótipos Ken Yamazato.
O desenho de som fica a cargo de Tocko Michelazzo, a iluminação de Rodrigo Alves (Salsicha), e o visagismo de Claudinei Hidalgo.

Sinopse:
“Além do Ar” é um musical livremente inspirado na vida de Santos Dumont, não somente o inventor ousado e determinado, mas também o homem que teve dúvidas a respeito de suas invenções. Alberto, precocemente diagnosticado com esclerose múltipla, revisita sua história, através de lembranças não lineares que se misturam na sua cabeça trazendo momentos alegres e difíceis, povoados pela presença de pessoas queridas como sua irmã Virgínia, que o ensinou a ler, e a grande amiga Yolanda Penteado. “Além do Ar” é uma viagem na mente de um homem sem medo, que resgata dentro de si o menino sonhador que ama descobrir o mundo e suas possibilidades, lembrando-se da infância na fazenda de seu pai, seu grande ídolo e incentivador. O espetáculo também retrata o inventor na força de sua juventude, no auge da sua potência e inventividade, criador de seus dirigíveis e do aparelho voador mais pesado que o ar e que se tornou o rosto do século 20, em Paris.

Serviço:

Local: Teatro Opus Frei Caneca
Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo-SP
Tel.: (11) 99882-8442
Temporada: 13 de janeiro a 19 de fevereiro
Sexta às 20h
Sábado às 16h e às 20h
Domingo às 16h
Classificação: Livre
Duração: 90 min
Valor: R$ 40,00 a R$ 150,00
Capacidade: 600 lugares
Vendas: www.uhuu.com

Peça com Luccas Papp e Leonardo Miggiorin reestreia temporada presencial e digital

A Bicicleta de Papel, com Luccas Papp e Leonardo Miggiorin, reestreia em temporada presencial e digital

Créditos: João Sampaio e Davi Gomes


Luccas Papp e Leonardo Miggiorin repetem parceria em A Bicicleta de Papel, espetáculo sobre amizade e a superação de traumas. Com direção de Ricardo Grasson, a peça está em cartaz com nova temporada no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, até 1º de agosto, com sessões aos sábados e domingos, às 19h, também com transmissão on-line das sessões através do projeto Teatro Sérgio Cardoso Digital. A capacidade da plateia presencial será reduzida, por conta das restrições de protocolo da Covid-19. O projeto é uma realização da LPB Produções e da Nosso Cultural.

O texto de Luccas Papp se passa na virada do milênio, durante a noite do dia 31 de dezembro de 2000, onde se encontra Ian (Luccas Papp), um rapaz que poucos meses antes ultrapassou o farol vermelho e sofreu um acidente que matou toda sua família e lhe transformou em uma figura solitária e repleta de culpa. Suas únicas companhias são um gravador, uma bolinha de borracha e o peru que nunca fica pronto. É nesse momento que Noah (Leonardo Miggiorin), seu melhor amigo, entra em sua casa com uma missão: passar o ano novo com Ian e provar-lhe que ainda há tempo para viver e ter esperança em dias melhores.

É um texto que escrevi há dois anos, nem imaginava que o mundo iria virar de ponta cabeça. É uma história sobre traumas, mas acima de tudo é sobre a capacidade de se perdoar. Meu personagem enfrenta um processo difícil para se libertar e construir algo novo. A dramaturgia é permeada por diálogos curtos, entrecortados, alguns monólogos narrativos, e retrata muito a cultura pop daquela época”, conta Luccas Papp.

A Bicicleta de Papel, com Luccas Papp e Leonardo Miggiorin, reestreia em temporada presencial e digital
Créditos: João Sampaio e Davi Gomes

A direção de Ricardo Grasson prioriza a interpretação e todos os elementos cênicos costuram e valorizam o cerne da trama que é a palavra. “Encenação, cenografia, iluminação, figurino e trilha sonora são minimalistas para enfatizar a relação do duo, são amigos de anos que lidam com problemas reais. A trama usa a força do amor para abordar todos os conflitos de forma lúdica e imagética em uma linguagem contemporânea com a intenção de criar uma reflexão sobre esperança, futuro e a superação da culpa em seus espectadores”, diz o diretor.

O projeto tem participações especiais em off de Elias Andreato, Ando Camargo, Rita Batata e Lívia Marques, os atores dão voz para apresentador e repórteres na cobertura de réveillon. O figurino é de Cássio Scapin, luz de Gabriele Souza, além da cenografia assinada pelo diretor e o autor.

Papp e Miggiorin interpretaram os melhores amigos em O Ovo de Ouro, texto de Papp que estreou em 2019 e contava uma história pouco conhecida da Segunda Guerra Mundial, a figura do Sonderkommando nos campos de concentração. Nesta montagem, criou-se uma relação e um entrosamento que serão colocados novamente no palco.

Eles instigam um ao outro, além da própria direção. O jogo entre eles é recomposto de uma outra maneira agora, essa amizade foi construída na produção anterior e volta a ser enfatizada com o novo texto. É importante tocar nessas questões devido aos momentos que estamos vivendo com a pandemia. A peça é contra essa política de cancelamento do mundo, reforça que podemos reescrever a nossa própria história e viver o novo”, ressalta Grasson que dirigiu a dupla em ambos os trabalhos.

Miggiorin descreveu os mecanismos que o auxiliaram na criação de Noah. “O maior exercício é acreditar na força da presença. A construção do papel foi pautada no exercício do ‘aqui agora’. Então preciso fazer uma meditação para entrar em cena, me concentrar e me conectar, como se não tivesse mais nada a fazer no mundo, senão estar ali, presente, com aquelas pessoas, naquele lugar. Meu personagem adora músicas dos anos 80, e estou ouvindo muito, além de relembrar de como era a vida no contexto do ano de 2001, período em que a história acontece”.

A Bicicleta de Papel, com Luccas Papp e Leonardo Miggiorin, reestreia em temporada presencial e digital
Créditos: João Sampaio e Davi Gomes

O ator ainda destaca que um dos maiores artifícios da peça é trazer uma reflexão sobre o momento atual vivido por todos nós. “O isolamento está muito além da pandemia, muitos de nós já estávamos isolados do mundo antes mesmo dessa quarentena. Perdemos tempo com bobagens, não entendemos ainda o valor da presença. Este espetáculo fala sobre estar presente enquanto ainda temos tempo. Enquanto ainda estamos aqui”.

A atmosfera de A Bicicleta de Papel dialoga com os enredos de dois espetáculos de Luccas Papp que foram encenados recentemente. A Ponte refletia sobre a cultura do cancelamento e O Estranho Atrás Da Porta discutia como a intolerância e o preconceito impactavam a vida de dois jovens. “Gosto muito de retratar relações familiares e afetivas, além das perdas, tanto no sentido da morte ou de um status. Nossas vidas se baseiam muito dentro deste conjunto e na quebra deles. Trafegar por estes caminhos é algo que me instiga retratar”, finaliza Papp.

Serviço:
A BICICLETA DE PAPEL
Temporada: De 27 de junho a 1º de agosto. Sábados e domingos, à 19h.
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) – R$ 20,00 (meia entrada).
Gênero: Drama. Duração: 60 minutos. Classificação indicativa: 10 anos.

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo – SP.
Sala Paschoal Carlos Magno 149 lugares (143 + 6 cadeirantes).
(40% da capacidade total da plateia, conforme estabelecido pelo protocolo do Governo do Estado e da Prefeitura da capital).
Ingressos: Sympla
Atenção à diferenciação entre os ingressos para a temporada presencial e a digital.
A sala de transmissão digital abre com 15 minutos de antecedência. É recomendável acessá-la antes do horário de início da apresentação.

MORADORES DO BIXIGA E BELA VISTA
50% de desconto nos ingressos*
No Teatro Sérgio Cardoso os moradores do Bixiga e da Bela Vista podem adquirir ingressos pela metade do preço. Vá até a bilheteria do teatro com um comprovante de residência e verifique as condições e disponibilidade de ingressos promocionais. (Até dois ingressos por CPF).

– O Teatro Sérgio Cardoso e as produções seguem rigorosamente o protocolo estabelecido pelo Governo do Estado e pela Prefeitura da capital para ocupação dos espaços culturais durante a pandemia de COVID-19.

Resenha: “Eu Não dava Praquilo”, com Cássio Scapin

Resenha: “Eu Não dava Praquilo", com Cássio Scapin

Créditos: João Caldas


O espetáculo “Eu Não dava Praquilo“, de Cássio Scapin e Cássio Junqueira com direção de Elias Andreato, está em cartaz, on-line, devido à pandemia. Realizado até a próxima sexta-feira no Teatro Alfredo Mesquita, às 21h, o monólogo é encenado por Scapin, que conta passagens da vida da atriz paulista Myrian Muniz, de maneira, na maioria das vezes, descontraída, mas também carregada da emoção que certas histórias pedem.

Eu Não dava Praquilo” foi criado a partir da biografia da atriz, que foi uma referência no teatro paulista e é considerada um dos importantes nomes da história da dramaturgia no Brasil. Em um cenário composto apenas por uma cadeira, Cássio Scapin narra a trajetória da artista, que começou sua vida adulta sendo enfermeira, mas com o passar do tempo e como o nome do espetáculo diz, ela não dava praquilo. No decorrer de sua história, Myrian foi experimentando outras profissões, mas ainda sem se encontrar plenamente.

Foi no teatro que a atriz se encontrou. Teve consciência de que precisaria sim, aprender muito, mas que esse seria um passo importante para o seu crescimento nesta profissão, a despeito dos comentários de que ela não conseguiria.

Inegavelmente, o talento e o carisma de Scapin são elementos importantes para o espetáculo, que emociona, diverte e faz refletir sobre a nossa própria vida, contando com elementos simples de cena, como um cigarro e as vestimentas que são características bem marcadas durante a peça. Cássio também adota uma voz própria para a personagem, que faz com que o espectador sinta-se conversando diretamente com a artista.

Além disso, a própria experiência on-line de “Eu Não dava Praquilo” faz o espectador se sentir em uma sala de teatro, com direito a sinal antes do início e agradecimentos finais, por parte de Cássio, com a câmera virada para a plateia, infelizmente vazia momentaneamente.

Se você perdeu, não se preocupe, pois “Eu Não dava Praquilo” ainda terá mais uma sessão, on-line através do Facebook do “Nosso Cultural, na sexta-feira, às 21h. Se você está com saudade de conferir uma ótima peça de teatro, é imperdível.

SERVIÇO
ESPETÁCULO: EU NÃO DAVA PRAQUILO
Quando: 02 de outubro.
Horário: Sexta 21h
Local: Teatro Alfredo Mesquita Transmissão: Via Facebook na página da produtora NOSSO cultural.
Classificação: 14 anos.
Duração: 70 minutos. GRATUITO

Cássio Scapin para além de Nino: Um dos artistas mais importantes da nossa cultura

Cássio Scapin para além de Nino: Um dos artistas mais importantes para a nossa cultura

Créditos: Divulgação


O ator Cássio Scapin, que há 35 anos acumula trabalhos de sucesso e prêmios como Mambembe, Troféu APCA, entre outros, além de já ter sido eleito “Melhor Ator” em 1998 nos prêmios Apetesp e Shell, tem o personagem Nino, do infantil “Castelo Rá-Tim-Bum”, exibido na TV Cultura entre os anos de 1994 e 1997, como um dos mais conhecidos e aclamados até os dias de hoje.

Mas o artista pode e deve ser considerado como uma das figuras mais importantes para a cultura brasileira na atualidade, por ter contribuído e continuar lutando de muitas formas para que a arte como conhecemos, ficasse mais rica e tivesse mais força em um país como o Brasil, que por muitas vezes, não recebe esse tipo de incentivo para que as pessoas a apreciem.

Nos palcos de teatro, Cássio já integrou o elenco de espetáculos como “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “O Mistério de Irma Vap”, interpretou o grande maestro João Carlos Martins em “Concerto para João”, além de ter dirigido a peça, entre outros, em uma carreira extensa de muito sucesso e aclamação. No palco, chegou a interpretar o próprio Nino em “Admirável Nino Novo”, onde, em uma espécie de conversa consigo mesmo, o personagem revisita tudo o que viveu no famoso Castelo. Outro personagem significativo na carreira de Cássio é Santos Dumont, no espetáculo “Além do Ar”.

Na TV, atuou em novelas como “A Gata Comeu” e “A Lua me Disse”, além de ter mostrado inclusive, por algumas vezes, sua faceta de apresentador, como no Domingão do Faustão, onde comandou o quadro “Controle Remoto”.
Seu currículo no cinema também é bastante extenso, tendo participado de filmes como “Gonzaga – de Pai Para Filho”, “As Doze Estrelas”, entre outros.

Além de todos esses trabalhos tão importantes, Cássio também é atuante no movimento a favor da cultura do Brasil, frequentemente em entrevistas concedidas deixa claro seu comprometimento com as artes e seu esforço para contribuir para que a cultura brasileira seja cada vez mais considerada e valorizada.

E você, é fã do ator? Qual o seu trabalho preferido do artista? Comente e acesse o nosso site e redes sociais para saber mais sobre o seu artista preferido!

Musical inspirado em Santos Dumont estreia em Campos do Jordão


Créditos: Caio Gallucci


Aconteceu neste fim de semana a estreia do espetáculo “Além do Ar – Um Musical inspirado em Santos Dumont“, que agitou três noites em Campos do Jordão, começando dia 22. Trata-se do novo projeto original da Fundação Lia Maria Aguiar, que escolheu honrar o maior nome brasileiro da Aviação, Alberto Santos Dumont, em uma superprodução cheia de escolhas criativas e soluções cênicas especiais.

A noite para convidados, no dia 23, contou com a presença de Dona Lia Maria Aguiar, fundadora da instituição que fomenta a cultura e bem-estar social em Campos do Jordão, o diretor Luiz Goshima, membros da diretoria da Fundação, e Ricardo Magalhães, vice-presidente do Instituto que leva o nome do ícone brasileiro homenageado. Também marcaram presença nas primeiras noites artistas como a atriz e cantora Alessandra Maestrini, os atores Osmar Silveira, Fabiano Augusto e Diego Velloso, e apresentadora MariMoon, além de jornalistas como Ubiratan Brasil, editor-chefe do Caderno de Cultura do Estadão, o colunista Marcelo Bandeira, e a apresentadora Ana Paula Torquetti, da Record Vale. Já no domingo, 24, o espetáculo recebeu membros da imprensa de cultura e entretenimento de São Paulo, em uma ação inédita para a Fundação, e que somaram ao todo 11 veículos de alcance local, nacional e até mesmo internacional, sendo alguns deles especializados no universo em constante crescente do teatro musical.

Créditos: Rodrigo Scarpa

O musical iniciou sua curta temporada no Auditório Claudio Santoro com nomes que já se tornaram referência no teatro e TV, como Cássio Scapin, que vive o protagonista junto com André Torquato. No elenco ainda Mira Haar, Felipe Carvalhido, Pedro Arrais, Dante Paccola, Thiago Claro França e Giselle Tigre. A mágica em cena se completa com a presença de 42 crianças e jovens do Núcleo de Teatro da instituição, coordenado por Viviane Santos, entre eles, Raí Palma e Francisco Arruda, que têm a função de dividir o papel do homenageado junto a Scapin e Torquato, representando quatro importantes fases da vida do inventor e completando todo o ciclo de desenvolvimento, da infância aos últimos dias da fase adulta.

Longe de projetar uma cronologia, o texto escrito por Fernanda Maia, com colaboração de Thiago Gimenes, responsável pela direção musical, letra e música de 14 canções originais, e também de Viviane Santos, contrapõe passado, presente e futuro em diversos momentos, como se conhecidos de dentro da mente do inventor. A direção geral de Gimenes ao lado de Keila Fuke, que também se divide em duas frentes, coreografias e direção de movimento, se encarrega de conduzir os atos heróicos, os pensamentos conflitantes e as lembranças saudosas da mente inquieta e curiosa de Dumont, cumprindo sua missão de levar adiante a trajetória deste mineiro do município de Palmira (hoje rebatizado em honra a ele). O Espetáculo resgata não só as memórias e a valorização deste que mudou a história, mas também promove enriquecimento cultural e artístico aos alunos da Fundação e aos demais envolvidos, além de passar mensagens importantes sobre a necessidade de acreditar, persistir e conquistar aquilo que se sonha.

Além da narrativa arrojada, lúdica, com pitadas de humor e muita emoção, onde os fragmentos de uma vida cheia de altos e baixos podem ser conhecidos de forma sutil e delicada, o espetáculo conta com números superlativos e enche os olhos por sua engenhosidade. Ao todo, o prestigiado Fábio Namatame assina 250 figurinos de época para o musical, que conta ainda com mais de 30 perucas assinadas pelo visagista Claudinei Hidalgo. Destaca-se também na produção assinada por Leonardo Faé, a cenografia dor irmãos Chris e Nilton Aizner, com escolhas leves e opções multiuso que misturam escadas e celeiros de ideias aos protótipos, pipas e balões do premiado engenheiro Ken Yamazato, reforçando ainda mais a atmosfera mágica junto da iluminação de Rodrigo Alves e o desenho de som de Tocko Michelazzo.

A divulgação do musical contou ainda com outros desdobramentos e iniciativas interessantes que movimentaram a cidade de Campos do Jordão, sobretudo estudantes de escolas públicas, com um concurso cultural. Como forma de envolver a população local e, principalmente, para resgatar a memória de Santos Dumont entre os mais jovens, a Fundação criou uma ação para criação de protótipos do célebre 14-BIS.

Ao todo, 14 escolas municipais participaram da competição, que premiou os três melhores modelos com melhorias para as escolas custeadas pela instituição. O júri foi composto por membros do time criativo do espetáculo, da Fundação e um representante da família de Santos Dumont. Os modelos estão expostos no hall do Auditório Claudio Santoro até o final da temporada do espetáculo, em 01 de dezembro.

Créditos: Caio Gallucci

Serviço:

Local: Auditório Claudio Santoro

Av. Dr. Luis Arrobas Martins – Campos do Jordão – SP

Temporada: 22, 23,24, 28, 29, 30 de novembro e 01 de dezembro | 20h

Valor: R$10 (inteira) | R$5 (meia-entrada)

Capacidade: 814 lugares

Vendas: Aqui ou na Sede da Fundação Lia Maria Aguiar localizada na Av. Dr. Victor Godinho, 455 – Campos do Jordão – SP

Vida de Santos Dumont ganha espetáculo musical original


Créditos: Claudio di Souza


Quantos mistérios podem rondar a mente criativa de uma pessoa? Qual é o limite de uma imaginação fértil, capaz de plantar a semente de um sonho e realizá-lo? É em torno de todas essas questões que a Fundação Lia Maria Aguiar embarca em balões e dirigíveis rumo ao universo de Santos Dumont, considerado um Herói brasileiro e o grande pai da Aviação, e retorna ao mercado de teatro musical após três anos com o original “Além do Ar – Um musical inspirado em Santos Dumont”, com estreia marcada para 22 de novembro no Auditório Claudio Santoro, localizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo, onde é sediada a instituição responsável pela produção.

Muito se sabe sobre as grandes conquistas do aeronauta mineiro, aquele que inventou a melhor forma de encurtar distâncias, desafiar a gravidade, e se descobrir capaz de fazer qualquer coisa, conceito este que é muito valorizado pela instituição fundada há mais de dez anos por Dona Lia Maria Aguiar (81), onde crianças e jovens de baixa renda têm a oportunidade de se despertarem para a arte e também serem descobertos e transformados por ela. Onde valores são mostrados e resgatados no dia a dia através de aulas de canto, dança, música, circo e interpretação, pilares que sustentam o Núcleo de Teatro Musical, vencedor da medalha Arthur Azevedo do Prêmio Bibi Ferreira em 2016, atualmente coordenado por Viviane Santos, e capaz de levar ao palco a impactante e reflexiva história de Santos Dumont, com critérios e referências de qualidade e profissionais de alto padrão.

Créditos: Claudio di Souza

Encabeçando o corpo docente do Núcleo estão Thiago Gimenes, responsável pela direção musical e Keila Fuke, responsável pela dança. A dupla, que além de trabalhar diariamente na Fundação ministrando aulas e levando os mais variados conceitos para os alunos, esteve junta nas duas primeiras produções musicais, “A Princesinha” e “Uma Luz Cor de Luar” – que chegaram a cumprir temporadas em São Paulo após estrear em Campos do Jordão -, mergulha agora nos feitos do homenageado através de suas memórias, conquistas e derrotas, onde os altos e baixos da vida do criador do famoso 14-bis, que ditou moda e lançou tendências entre os séculos XIX e XX, ganham contornos lúdicos nas mãos de seus intérpretes e criativos. Gimenes e Keila se dividem na direção do espetáculo, mas assumem também outras funções, sendo ele o diretor musical e autor das músicas, além de ser responsável também pelas letras, tendo nelas a parceria de Fernanda Maia, que faz sua estreia no time da Fundação e assina também o texto, que conta com a colaboração de Gimenes e da coordenadora Viviane. Já Keila está à frente da coreografia e direção de movimento, e buscou as melhores referências temáticas e regionais para ritmar o elenco, que conta com 51 nomes.

“O Núcleo de Teatro procura criar os espetáculos com enredos que além de encantar, inspirem o público. A Fundação embarcou na trajetória de Santos Dumont para valorizar o importante personagem brasileiro, mas principalmente para enfatizar a criatividade do inventor e mostrar de uma maneira emocionante, como é possível transformar a realidade acreditando em um sonho e usando a determinação para realizá-lo”, explica Goshima.

Para defender o papel protagonista foram escolhidos quatro atores, com diferentes idades, que contracenam com o tempo passado, presente e futuro de forma pontual e não cronológica, onde a trama caminha como se saída de dentro da mente de Dumont, simbolizando quatro fases importantes do inventor de bom coração, que tornou público seus direitos de patente, a fim de encorajar a aviação e todo sonhador.

O ator Cássio Scapin se reencontra com o famoso modelo de chapéu de aba abaixada, usado há 15 anos quando deu vida ao personagem pela primeira vez em uma série de televisão, e assume a fase adulta, identificada como ‘Ressignificação’, marcada pelos questionamentos sobre sua criação frente a situação política da época. O ator André Torquato representa uma fase antes, a da ‘Realização’, no auge dos seus 20 e poucos anos, enquanto as crianças Raí Palma e Francisco Arruda, alunos da Fundação Lia Maria Aguiar, retratam a infância nas fases ‘Experimentação’ e ‘Descoberta’, respectivamente, guiadas pelo espírito sonhador, corajoso e confiante daquele que, de alguma forma, se esqueceu de mantê-lo vivo ao fim da vida.

O elenco ainda conta com outros seis atores convidados, Mira Haar, que viverá a cuidadora do aviador, Felipe Carvalhido, Pedro Arrais, Dante Paccola, Thiago Claro França e a atriz Giselle Tigre, que, conhecidos de outros musicais em São Paulo, reforçam a proposta do projeto, de reunir artistas talentosos, prontos para trocarem vivências e experiências profissionais com os 43 talentos da Fundação, com idade entre 06 e 21 anos, e selecionados para o elenco em processo criterioso de audição.

Embelezando ainda mais toda a encenação da vida e morte do gênio por trás das asas e hélices que mudaram a história do mundo, a equipe criativa do espetáculo, que tem a assistência de direção de Viviane Santos e a produção de Leonardo Faé, traz profissionais renomados como Fábio Namatame, responsável pelos mais de 250 elegantes figurinos de época, e os irmãos Chris e Nilton Aizner, responsáveis pela leveza da cenografia que se conecta às criações do engenheiro de Pipas e protótipos Ken Yamazato. O desenho de som fica a cargo de Tocko Michelazzo, a iluminação de Rodrigo Alves (Salsicha) e o visagismo de Claudinei Hidalgo.

Serviço:
Além do Ar
Local: Auditório Claudio Santoro
Av. Dr. Luis Arrobas Martins – Campos do Jordão – SP
Temporada: 22 de novembro a 01 de dezembro
Sábados e Domingos 20h
Valor: R$10 (inteira) | R$5 (meia-entrada)
Capacidade: 500 lugares

Vendas: flma.org.br/evento/alem_do_ar ou na Sede da Fundação Lia Maria Aguiar localizada na Av. Dr. Victor Godinho, 455 Campos do Jordão – SP