Criolo e Emicida estreiam homenagens a Paulinho da Viola


Crédito: Divulgação/Spotify


O Spotify lançou mais dois Spotify Singles de Atemporais, projeto musical inédito e original do Spotify que homenageia quatro ícones da Música Popular Brasileira que completam 80 anos neste ano. Em homenagem a Paulinho da Viola, Criolo apresenta sua versão de Argumento; e Emicida canta Não quero vingança.

Ter contato com a obra do Paulinho da Viola é abrir as portas do coração para a arte e para o samba, assim como para uma expressão maior da nossa linguagem“, resume Criolo que, além de seus músicos acompanhantes, gravou a faixa com as Clarianas, grupo musical formado pelas cantoras/atrizes Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa. “As Clarianas têm um trabalho de pesquisa muito profundo. Nos conhecemos em 2016, quando eu tive a felicidade de gravar o álbum Espiral de Ilusão. Elas têm um trabalho com a voz, com o corpo e um profundo estudo e pesquisa do samba do Brasil. Para nós, é uma grande honra as Clarianas fazerem parte desse recorte, dessa singela homenagem“, diz o cantor.

Não quero vingança tem uma mensagem muito bonita de superação, de transcender alguém que te magoou, quem te machucou, de ir além disso. E acho que isso também conversa com o hoje de alguma forma, essa coisa de você ser maior do que o que feriu você, você não se transformar no que machucou você“, explica Emicida, que trouxe os Prettos, a dupla de samba Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira, que também co-produziu a faixa. “Eles são dois estudiosos, são dois caras nerds que nem eu. A gente vive misturando nossas linguagens. Por isso, eu achei que não dava para fazer uma coisa dessa sem eles“, completa.

Todos os Spotify Singles são acompanhados de conteúdos exclusivos com Storylines – textos associados a cada faixa; enquanto a playlist Atemporais apresenta Spotify Clips – sequência de stories fixos dos artistas. Confira, grátis, na playlist Atemporais, só no Spotify.

Além de Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gilberto Gil também são homenageados em Atemporais, que foi lançado no dia 19 de outubro com os Spotify Singles Você Não Entende Nada e Da Maior Importância, canções de Caetano Veloso, interpretadas por Mari Fernandez e Marina Sena, respectivamente. “Da maior importância é um clássico; para mim, essa música é Caetano demais, é o ápice da personalidade de Caetano! O jeito que ele constrói as músicas faz com que soem atemporais, toda música que ele faz. Eu acho Caetano um dos maiores gênios da música popular brasileira. O jeito que ele conecta o tradicional com uma coisa do mundo. A música dele é do mundo!“, comenta Marina Sena. “Caetano é uma inspiração para a gente. O que torna a canção atemporal [Você não entende nada] é porque é uma canção que fala sobre você se sentir livre, sobre você querer ser solto e é uma canção que vem passando por várias gerações“, completa Mari Fernandez.

Entre as regravações de Atemporais, estão Maria, Maria, na voz de Ludmilla; e Travessia, na versão gravada por Djonga, para celebrar o aniversário de Milton Nascimento. “O cara é um ícone! As músicas dele carregam muita história, têm muita verdade, têm muito contexto. Eu acho ele uma lenda. É cultura, é histórico a galera da nova geração procurar os nossos anteriores, quem entregou música para a gente hoje em dia, quem ajudou a construir“, diz Ludmilla. “A arte feita com o coração e qualidade se torna atemporal. O coração da gente está aqui e ele se perpetua e se mantém vivo através do coração do outro. Quando estamos falando o que a gente sente, estamos, com certeza, falando de uma coisa que amanhã vai ter outra pessoa sentindo também, a gente está mantendo a parada eterna“, comenta Djonga.

Por fim, Back in Bahia e Babá Alapalá, composições de Gilberto Gil interpretadas por Pabllo Vittar e Linn da Quebrada, respectivamente, serão apresentadas no dia 16 de novembro, no encerramento do projeto. “Back in Bahia representa brasilidade, orgulho de onde eu vim, de quem eu sou, apesar de poder estar em qualquer lugar do mundo. Eu quero que as pessoas se sintam felizes e alegres com essa regravação“, diz Pabllo Vittar. “Babá Alapalá é uma música que me coloca pra cima! Preparem-se para o improvável, para o acaso, para o movimento, para dançar e cantar junto comigo e celebrar a vida, o encontro e a música!“, avisa Linn da Quebrada.

Tão gigantes quanto a força do tempo, esses artistas octogenários marcaram a história da música nacional, cada um ao seu estilo. Atemporais celebra o aniversário desses ícones da Música Popular Brasileira nascidos em 1942 e homenageia suas melodias, vozes e letras em uma coletânea de oito Spotify Singles com versões inéditas de dois clássicos de cada um nas vozes de Pabllo Vittar, Ludmilla, Emicida, Linn da Quebrada, Criolo, Djonga, Mari Fernandez e Marina Sena.

Brasileiros cantam por Moçambique em São Paulo


Créditos: Carlos Sales


Na terça, 7 de maio, às 21h, na Casa Natura Musical, um grupo de artistas promove a noite especial Somos Moçambique. Um grande show reunirá nomes como Alessandra Leão, Anna Setton, Batucada Tamarindo, Bixiga 70, Clarianas, Craca e Dani Negra, Curumin, Diego Moraes, Fabiana Cozza, Horoya, Ian Cardoso, Illy, Jaloo, Josyara, Karol Conka, Kastrup, Lucas Santtana, Luciana Mello, Luedji Luna, Luiza Lian, Márcia Castro, Maria Beraldo, Mc Tha, Mestrinho, Nicolas Krassik, Nina Oliveira, Nômade, Pipoquinha, Preta Rara, Samuca e a Selva, Simoninha, Timeline Trio, Tulipa Ruiz, Tuto Ferraz, Samba da Nega Duda, Xênia França, entre outros. Com direção artística de Marcus Preto, músicos e cantores se alternarão no palco, em solos, duos e muitos encontros inusitados.

Créditos: Tassia Nascimento

Um país em profunda crise

Há poucas semanas, Moçambique foi duramente atingido pelo pior ciclone já registrado em décadas, com centenas de mortes e dezenas de cidades completamente devastadas. O país está mergulhado em uma profunda crise humanitária. O Banco Mundial prevê que serão necessários mais de US$ 2 bilhões para atender Moçambique, Zimbábue e Malaui, países atingidos pelas tempestades, onde milhões de pessoas lutam para sobreviver em condições sub-humanas, sem nada para comer ou beber. Segundo relatos da Imprensa, mulheres estão sendo coagidas a trocar comida por favores sexuais.

Em comunicado recente, a Unicef clamou pela atenção do mundo para pelo menos 1,6 milhão de crianças que precisam de assistência urgente. Até agora, apenas 23% dos recursos reivindicados ao plano de resposta humanitária estão previstos pelas Nações Unidas para Moçambique, país mais afetado pelo ciclone, com 240 mil casas completamente destruídas. Enquanto isso, sem abastecimento de água, a epidemia de cólera (que já era endêmica em muitas cidades) assume proporções assustadoras. Nesta quinta, 25 de abril, um novo ciclone atingiu o país, com tempestades ainda mais fortes do que o anterior.

Créditos: Cacá Bernardes

Iniciativa conjunta

O principal intuito desta iniciativa é chamar atenção para a necessidade de apoio urgente a Moçambique. Assim, parte da comunidade artística do Brasil vai celebrar neste show especial alguns fortes elos que nos ligam a Moçambique: a música e a língua. Quinto idioma mais falado do mundo e o mais falado no hemisfério sul, o português tem seu dia internacional celebrado sempre em 5 de maio. De Brasília, as embaixadas dos países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa estão apoiando esta iniciativa em prol de Moçambique, assim como a Cruz Vermelha, que está recebendo doações de todo o Brasil em conta especialmente criada na Caixa Econômica Federal – 104, OP 003, Ag. 2123, CC 323-8, CNPJ 33.651.803/0001-65.

Serviço

Somos Moçambique

Show beneficente com cerca de 40 artistas

Quando: terça, 7 de maio, às 21h

Abertura da Casa: 20h

Ingressos, contribua como quiser:

Pista: R$ 60 (meia-entrada), R$ 80, R$ 120 (inteira), R$ 180, R$ 200 e R$ 300

Lotação para este show: 710 lugares

Classificação etária: 12 anos (menor de 12 acompanhado pelos pais ou responsáveis)

Casa Natura Musical

Rua Artur de Azevedo, 2134, Pinheiros, São Paulo, tel: (011) 3031-4143

Ingressos sem taxa de conveniência na bilheteria da Casa

Ingressos podem ser pagos com dinheiro, cartões de crédito e débito

Horário da bilheteria: de terça a sábado, das 12h às 20h. Segundas e domingos, quando houver show. Em dias de espetáculo, a bilheteria fecha mais tarde, até uma hora após o início da apresentação.

Venda de ingressos: www.casanaturamusical.com.br

Venda para pessoas com deficiência: 4003-6860

Estacionamento conveniado: R$ 20 (Car Park, Rua Cunha Gago, 83, entrada pela rua Artur de Azevedo, ao lado da Casa)