Confira o cartaz oficial de “Luna”


Créditos: Bruno Magalhães


Distribuído pela Cineart Filmes, o longa LUNA, dirigido por Cris Azzi, acaba de divulgar o cartaz oficial. Depois de ser exibido nas mostras competitivas do 51o Festival de Cinema de Brasília e no Festival do Rio 2018, no qual levou Menção Honrosa pela interpretação da atriz Eduarda Fernandes, o filme chega ao circuito comercial brasileiro em 10 de outubro.

O longa conta a história do encontro de Luana (Eduarda Fernandes) e Emília (Ana Clara Ligeiro) e os desdobramentos e consequências dessa nova amizade. “Em 2014 me vi chorando diante de uma matéria jornalística que narrava a morte de uma jovem brasileira de 17 anos que tirou sua própria vida após ter um vídeo de sexo viralizado nas redes sociais. Ainda me pergunto em qual lugar íntimo essa história me moveu a ponto de fazer um filme com essa inquietude como ponto de partida”, conta o diretor.

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O tema é sério e precisa ser abordado. Em entrevista coletiva, realizada em 29 de agosto, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o foco das ações desenvolvidas durante o Setembro Amarelo, mês da conscientização da prevenção de suicídio, seria o público jovem, junto ao qual vem aumentado o número de casos e de tentativas de suicídio.

LUNA aborda de maneira transversal o cyberbullying e temas como a descoberta da sexualidade feminina associada à autoexposição favorecida pelas novas mídias, a busca por novas experiências, por pertencimento e autoafirmação. “Coloca à prova aspectos como liberdade e preconceito, liberdade e abuso, liberdade e julgamento moral. Mas a meu ver, para além dessa camada, o filme se orienta na potência do encontro com o outro, no amor e nas suas contradições”, explica Azzi.

Para realizar sua primeira ficção, o diretor praticou o exercício da escuta: “me vi diante de um universo de meninas brasileiras com muitas histórias de decepções com o universo masculino. Abusos, assédio, estupro, abandono. Hoje, ao olhar para o percurso do filme, entendo que esses fatos recorrentes nas conversas foram borrando o roteiro naturalmente”.

“Durante os quatro anos de realização, as reivindicações femininas ganharam luz no Brasil e indicam um caminho espinhoso, mas sem volta, na direção da igualdade de direitos em relação aos homens. Nesse sentido, quando ainda me vejo tentando entender por qual motivo a história lida no jornal me tocou tanto, começo a perceber que falar desse universo é também uma busca pessoal por aprendizado e ressignificação nas minhas relações humanas. Ainda estou em busca de respostas”, finaliza.

Aperte o play e confira o trailer:

“Ferrugem” narra as consequências do vazamento de um vídeo íntimo sexual


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Assim como muitos adolescentes, a estudante Tati se diverte compartilhando seu cotidiano nas redes sociais. Mas, depois de ter um vídeo íntimo vazado, entre seus colegas de escola, a vida da jovem muda drasticamente. Essa é a história de “Ferrugem“, filme do cineasta baiano Aly Muritiba, já está disponível no Videocamp, plataforma online de agendamento de exibições públicas e gratuitas de filmes com potencial de impacto. O longa, produção da Grafo Audiovisual, em coprodução com a Globo Filmes, tem Fernando Meirelles e Guel Arraes como produtores associados, George Moura como supervisor de roteiro e é distribuído no Brasil pela Olhar Distribuição. “Ferrugem” foi exibido no Festival de Sundance e premiado como melhor filme brasileiro no Festival de Gramado de 2018.

O filme retrata os desdobramentos dramáticos que ocorrem na vida de dois adolescentes e trata de questões delicadas, como depressão e suas consequências, além do uso excessivo da tecnologia. A trama serve de mote para a discussão sobre o cyberbullying – assédio virtual praticado por um grupo de pessoas a fim de prejudicar alguém – e o “pornô de vingança” – ato de expor conteúdo sexual sem o consentimento do ofendido.

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O filme fala sobre vários temas que, infelizmente, são muito comuns hoje em dia. Um deles é o uso inadequado e perigoso que se faz da internet e das redes sociais. Além disso, ele retrata essa geração atual hiperconectada, que, ao mesmo tempo em que está falando com todo mundo, olha muito pouco para si mesmo, porque cria um avatar de felicidade, e que, portanto, não sabe conviver com frustração e tristeza. O longa também aborda a misoginia, machismo e a incomunicabilidade entre gerações, que são típicas desse momento“, ressalta Aly Muritiba, diretor do filme, em entrevista ao Canal Curta!.