Resenha: Stephan Zweig – Adeus, Europa




Por colaboradora Luci Cara

Estréia em streaming na próxima semana, nas plataformas VOD (iTunes, Google Play entre outros) o filme Stephan Zweig – Adeus, Europa, que também está em cartaz no cinema.

Reprodução / Internet
Trata-se de uma cinebiografia sobre o escritor de origem judia, austríaco, que vive em exílio por diversos países no período anterior à Segunda Guerra. 

Ao mesmo tempo em que foca no trabalho, em discutir questões ligadas à Literatura, colocando a arte acima da política, ele se torna cada vez mais atormentado em perceber que a realidade se escancara diante de seus olhos. 

A possibilidade que tem de ajudar os que ficaram para trás é ínfima, diante das necessidades que insistem em se apresentar. E o escritor se vê em certa medida covarde, como alguém que não consegue realizar tanto quanto gostaria. 

Dividido em capítulos, de acordo com as passagens que fez por diferentes locais da América, o filme é bastante detalhista em retratar sua crescente angústia , conforme o mundo vai se tornando um lugar cada vez mais impróprio para se viver . Aperte o play e confira o trailer!



Hannah Arendt estreia sexta-feira em SP e RJ




Nesta sexta-feira, dia 05 de julho, a Europa Filmes e a Esfera Filmes tem o prazer de lançar nos cinemas de São Paulo Rio de Janeiro, o drama HANNAH ARENDT (Hannah Arendt), da diretora Margarethe Von Trotta (diretora dos premiados Os Anos de Chumbo e “As Mulheres de Rosenstrasse”), nascida em Berlim em 1942.


Margarethe Von Trotta era uma atriz disputada nos filmes de Rainer Werner Fassbinder e Herbert Achternbusch e trabalhou nos roteiros do seu ex-marido Volker Schlondorff. Além disso, foi codiretora na adaptação do filme “A Honra Perdida de Katharina Blum”, de Heinrich Böll e figura entre os autores mais renomados do mundo. Após o seu primeiro trabalho de direção independente “O Segundo despertar de Christa Klages” (1978), ela continuou a fazer filmes importantes e controversos, como “Rosa Luxemburgo” (1986), As Mulheres de Rosenstrasse(2003) e Visão: Da Vida de Hildegarde de Bingen (2009).



Com o passar dos anos ela criou uma extensa obra cinematográfica que sempre confirmou o seu evidente talento para mesclar a experiência pessoal com o tema político, desenvolvendo uma forma única, emocionalmente rica e de grande apelo público.

SINOPSE: Hannah Arendt (Barbara Sukowa) e seu marido Heinrich (Axel Milberg) são judeus alemãos que chegaram aos Estados Unidos como refugiados de um campo de concentração nazista na França. Para ela a América dos anos 50 é um sonho, e se torna ainda mais interessante quando surge a oportunidade dela cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann para a The New Yorker. Ela viaja até Israel, e na volta escreve todas as suas impressões e o que aconteceu, e a revista separa tudo em 5 artigos. Só que aí começa o verdadeiro drama de Hannah: Ela mostra nos artigos que nem todos que praticaram os crimes de guerra eram monstros, e relata também o envolvimento de alguns judeus que ajudaram na matança dos seus iguais. A sociedade se volta contra ela e a New Yorker, e as críticas são tão fortes que até mesmo seus amigos mais próximos se assustam. Hannah em nenhum momento pensa em voltar atrás, mantendo sempre a mesma posição, mesmo com todo mundo contra ela. Veja o trailer: