Com direção de Amir Hadadd, Rugas volta em cartaz na capital paulista




Em cena, as atrizes Vanja Freitas e Claudiana Cotrim vivem uma série de personagens que mostram como a velhice pode ser criativa e poderosa

Por Andréia Bueno
Por que as palavras velho, velha e velhice são usadas de maneira pejorativa? Por que os velhos sofrem preconceito e, muitas vezes, se veem desamparados e rejeitados? Como promover uma maior relação entre as gerações? 
Vanja Freitas (esq.) e Claudiana Cotrim ( Foto: Thyago Andrade)
Há três anos, as atrizes Vanja Freitas e Claudiana Cotrim estudam o tema e tentam responder essas perguntas – a dupla realizou dezenas de entrevistas com pessoas de 40 a 80 anos, leu livros que falavam sobre o assunto e se debruçou sobre trabalhos acadêmicos e artísticos. Esse material chegou às mãos do dramaturgo Hérton Gustavo Gratto, que escreveu a comédia dramática ‘Rugas’ a partir da reflexão sobre essas questões (o autor foi o vencedor do 6º Prêmio FITA de Teatro, na categoria Revelação, por este texto). Com direção do premiado Amir Haddad, o espetáculo volta ao cartaz dia 9 de janeiro, no Teatro Maison de France, depois de uma pequena pausa na temporada, para mais quatro apresentações, sempre às quartas-feiras, às 18h30.
“Este é um assunto importante, tocante e delicado. Mas também bastante perigoso. Qualquer resvalo para o melodrama poderá colocar atores, personagens e a plateia num beco sem saída. Não somo eternos. Seria insuportável se fossemos. Por isso a vida, assim como o teatro, tem que ser vivida até o fim. Como se fossemos eternos. Eternamente velhos, eternamente novos”, avalia o diretor Amir Hadadd.
Aos 65 anos, Vanja Freitas começou a vivenciar uma série de situações que a fez refletir sobre essa fase da vida. Ao lado de Claudiana Cotrim, de 48 anos, passou a observar como as pessoas mais velhas atravessavam a rua e como se relacionam com a cidade. Os livros ‘A velhice 1 – a realidade incômoda’ e ‘A velhice 2 – a relação com o mundo’, de Simone de Beauvoir, e ‘Como envelhecer’, de Anne Karpf, também fizeram parte da pesquisa da dupla.
“Eu espero que o público se divirta e reflita sobre essa fase da vida que pode ser criativa e poderosa. Queremos passar uma mensagem amorosa e incentivar as pessoas a olharem mais para os velhos”, conta Vanja. “Uma amiga de 89 anos me disse uma coisa interessante: ninguém se prepara para envelhecer. E qual é a outra opção de não envelhecer?”
Claudiana Cotrim ( esq.) e Vanja Freitas ( Foto: Thyago Andrade)
A história do espetáculo gira em torno de uma cientista gerontóloga (que estuda o envelhecimento) e deseja fazer o tempo parar. Para isso, vai estudar no exterior e quase não tem mais contato com sua mãe. Até que um dia, durante uma palestra, recebe um telefonema da cuidadora dizendo que a mãe está muito doente e precisa ver a filha. O que ela vai fazer? Na trilha sonora do espetáculo, estão músicas como ‘Que sera, Sera’ de Doris Day, um hino dos anos 50, ‘Jura’ de Zeca Pagodinho, ‘Meu mundo caiu’, eternizada por Maysa; ‘Fascinação’, famosa na voz de Elis Regina; ‘Bodas de Prata’, de Maria Bethânia, entre outras.
“A partir da relação delas, a gente propõe ao espectador que pense sobre algumas questões: ‘o que você vai ser quando envelhecer?’ ou ‘quando você se sentiu velho pela primeira vez[RA1] ?. O público mais velho vai se identificar profundamente e os jovens vão ter a oportunidade de mudar seu pensamento a respeito do próprio futuro”, completa a atriz Claudiana Cotrim.
Serviço:
Rugas
Temporada: 9 a 30 de janeiro
Teatro Maison de France: Av. Pres. Antônio Carlos, 58 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Telefones: 2544-2533
Dias e horários: Quarta, às 18h30.
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).
Lotação: 355 pessoas
Duração: 1h05
Classificação indicativa: Livre.

Teatro Aliança Francesa inicia 2019 celebrando 40 anos do Grupo Tapa




Por Andréia Bueno

No ano em que o Teatro Aliança Francesa completa 55 anos de vida, a programação 2019 é inaugurada com dois clássicos do teatro, um internacional e outro brasileiro: O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov (1860-1904), montagem do Grupo Tapa estreia no dia 10 de janeiro, quinta-feira, às 20h30, e marca os 40 anos de atividades do grupo dirigido por Eduardo Tolentino de Araujo; e Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos (1935-1999), com direção de Augusto Zacchi faz nova temporada a partir de 18 de janeiro.
O Jardim das Cerejeiras ( Foto: Ronaldo Gutierrez)
As duas produções têm uma história com o Teatro Aliança Francesa. O local serviu de residência artística do Grupo Tapa durante os primeiros quinze anos de atividades na cidade de São Paulo. Quando as Máquinas Param inaugurou a Sala Atelier do Teatro Aliança Francesa em outubro de 2018.
Com direção de Eduardo Tolentino de Araujo, O Jardim das Cerejeiras é a última peça escrita pelo dramaturgo russo, a trama é ambientada no início do século 20 em uma Rússia na iminência da revolução social.
Comédia dividida em quatro atos, a peça conta as peripécias de uma família aristocrata em decadência, que resiste em vender o seu jardim das cerejeiras, ao qual atribui valor afetivo, apesar de improdutivo nos últimos tempos. Um homem de negócios chega para tentar adquirir a propriedade e transformá-la em balneário para veranistas, de olho no potencial turístico.
O elenco é formado por Adriano Bedin, Alan Foster, Alexandre Martins, Anna Cecília Junqueira, Brian Penido Ross, Clara Carvalho, Gabriela Westphal, Guilherme Sant’Anna, Mariana Muniz, Natália Beukers, Paulo Marcos, Riba Carlovich, Sergio Mastropasqua e Zécarlos Machado.
Quando as Máquinas Param ( Foto: Divulgação)
Quando as Máquinas Param têm supervisão artística de Oswaldo Mendes e direção de Augusto Zacchi, além de ser protagonizado por Carol Cashie e Cesar Baccan. Escrito em 1967, o texto de Plínio Marcos mostra a dificuldade de Zé em encontrar trabalho, o que torna a relação com Nina, sua esposa, cada vez mais complicada. Nessa situação de penúria, ele revela um lado que ela antes não conhecia. Em tempos de recessão e desemprego, a atualidade da peça de Plínio Marcos é o que mais assusta.
A montagem já teve Tony Ramos, Luiz Gustavo e Marcos Paulo, nos papeis masculinos, Walderez de Barros, Yara Amaral e Miriam Mehler, nos papeis femininos, em montagens dirigidas por Nelson Xavier, Jonas Bloch e também pelo autor, Plinio Marcos.
Serviço
O Jardim das Cerejeiras
De 10 de janeiro a 25 de fevereiro
Quintas, sextas e sábados às 20h30. Domingo às 19h.
Ingressos: Quinta e sexta: R$30,00. Sábado e domingo: R$60,00.
Classificação: 10 anos.
Duração: 120 minutos.
Quando as Máquinas Param
De 18 de janeiro a 24 de fevereiro
Sextas e sábados às 21h e domingos, às 19h30
Ingressos: R$ 30 / R$15 (meia)
Classificação: 12 Anos
Duração: 60 Minutos
TEATRO ALIANÇA FRANCESA
Rua General Jardim 182 – Vila Buarque.
Capacidade: 226 lugares + 4 PNE
Sala Atelier do Teatro com capacidade: 40 lugares.
Ar condicionado
Café Espace Douce France
Estacionamento conveniado em frente e na Rua Rego Freitas 285.
Informações: (11) 3572-2379
Bilheteria
On-line: www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone 4003.1212 ou aplicativo
No local: somente em dias de espetáculo, aberta 1h antes do início da apresentação

O Cego e o Louco: Lunática Companhia de Teatro encena pela primeira vez um texto brasileiro




No espetáculo, a chegada de uma vizinha interfere no delicado equilíbrio entre dois irmãos que dividem o mesmo apartamento

Por Andréia Bueno
Quarto espetáculo da Lunática Companhia de Teatro, a comédia dramática “O Cego e o Louco” representa a primeira incursão do grupo por um texto brasileiro. Na bagagem, os elogiados “O princípio de Arquimedes” (2017), “Esse vazio” (2016) e “Matador” (2012), o primeiro, escrito originalmente em catalão e os outros dois em espanhol. A despeito da mudança da língua-mãe, há um fio de interesse que amarra todos os trabalhos: a presença de autores contemporâneos perspicazes no exercício de refletir as questões do mundo onde vivemos. Exemplar dessa busca, o espetáculo está em cartaz na Sala Multiuso do Sesc Copacabana, com sessões de sexta-feira a domingo, às 18h. Fica em cartaz até o dia 27 de janeiro.
Foto: Zero8onze Photo Cine (Aguinaldo Flor / Fernando Cunha Jr. )
Parceria entre a Territórios Produções e a Cineteatro Produções, “O Cego e o Louco” acolhe a dramaturgia da escritora Claudia Barral, nascida na Bahia e radicada em São Paulo. Embora tenha sido criado em 2000, o texto permanece inédito no Rio e se destaca pela construção precisa dos personagens, dois irmãos que moram juntos e dividem há anos o mesmo cotidiano solitário.
Nestor é um pintor cego de personalidade forte. Apesar da deficiência, ele é um homem vigoroso e domina o frágil e taciturno Lázaro, o caçula. Entre eles se estabelece uma dinâmica eventualmente perversa, em que o cuidado fraterno cede lugar ao rancor desenfreado. A relação é testada com a possibilidade da chegada de uma vizinha, a quem convidam para tomar chá. A montagem se concentra nessa noite de espera, quando os traumas do passado vêm à tona, embalados por delírios, sonhos e culpas.
“Apesar de ter apenas 16 páginas, a peça é extremamente rica e aborda a fronteira entre a loucura e a arte, uma questão que me instiga há muito tempo”, reforça o ator e produtor Daniel Dias da Silva, que interpreta Lázaro. Ele recorda que o tema já estava presente no diálogo travado entre touro e toureiro em “Matador”, primeira montagem da Lunática. A pergunta implícita lá – qual o limite da arte? – ganha ressonância agora, a partir de um recorte simples, sustentado na conversa de duas almas doídas.
O ator Alexandre Lino interpreta Nestor, trazendo com isso uma experiência de cena que remonta a outros trabalhos no teatro. Lino já viveu um deficiente visual em outro espetáculo (“Asilo Paraíso”) e, recentemente, dirigiu o elogiado “Volúpia da cegueira”, que contava com atores cegos no elenco.
Foto: Zero8onze Photo Cine (Aguinaldo Flor / Fernando Cunha Jr. )
Mantendo a troca criativa e a fluidez que marca o trabalho do Lunática, “O Cego e o Louco” é dirigido por Gustavo Wabner, que acaba de dirigir em São Paulo o elogiado “Navalha na Carne”, uma homenagem de Luisa Thiré para a avó Tonia Carrero. A peça tem previsão de estrear no Rio em 2019. Gustavo também integrou o elenco de “O princípio de Arquimedes”, este realizado sob a direção de Daniel.
Serviço
“O Cego e o Louco”
Datas: 04 a 27 de janeiro de 2019
Horário: Sexta a domingo, às 18h
Local: Sala Multiuso do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)
Informações: (21) 2547-0156
Bilheteria – Horário de funcionamento:
Segundas – de 9h às 16h;
Terça a Sexta – de 9h às 21h;
Sábados – de 13h às 21h;
Domingos – de 13h às 20h.
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 60min
Lotação: 50 lugares
Gênero: Comédia Dramática

Nelson Gonçalves – O Amor e O Tempo, musical homenageia o centenário do cantor




A homenagem inédita é idealizada, estrelada e produzida por Guilherme Logullo, com texto de Gabriel Chalita, direção de Tania Nardini e direção musical de Tony Lucchesi

Por Andréia Bueno
Uma das vozes mais emblemáticas da música brasileira e que embalou milhões de corações durante várias gerações. Nelson Gonçalves completaria cem anos de nascimento em 2019. E para homenagear “o rei do rádio”, como era conhecido, nasce o musical NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO. Com pré-estreia marcada para o dia 4/1 e estreia oficial no dia 11/1, no Teatro Clara Nunes, a montagem homenageia de forma singela e emocionante a trajetória de um dos maiores ídolos da nossa música. O espetáculo é idealizado e produzido por Guilherme Logullo, com texto de Gabriel Chalita, sob a direção de Tânia Nardini, direção musical de Tony Lucchesi, cenografia de Doris Rollemberg e figurinos de Fause Haten. Além da produção, Logullo atua em parceria com a atriz e cantora Jullie, dando vida ao protagonista.
Foto: Divulgação
A figura humana de Nelson Gonçalves e os seus sentimentos são o fio condutor do musical. Seus desejos, pensamentos, amores e anseios são retratados no texto de Chalita e nas 33 canções escolhidas para compor a delicada e sensível história. Em NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO, a linguagem poética se sobrepõe e é utilizada numa narrativa não-linear, totalmente inspirada nas emoções do cantor e compositor, que vendeu mais de 80 milhões de discos em sua longa carreira. Os dois intérpretes – únicos atores em cena – trazem à tona os dois lados desse grande ídolo, num diálogo constante entre o amor ou o lado emocional (Logullo) e o tempo ou o lado racional (Jullie).
“Quis escrever um texto que, de alguma forma, fugisse um pouco dos musicais tradicionais. Nelson Gonçalves foi um homem que amou profundamente e que, também por isso, sofreu. NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO traça um diálogo entre a razão e a emoção, reforçado pela força e dramaticidade das canções interpretadas por ele. As músicas entrelaçam essas falas o tempo todo, enfatizando essa disputa de sentimentos”, explica Chalita, que também se preocupou em levar o público à reflexão das próprias inquietudes e sentimentos. “Todos nós temos esses dois lados. Todos nós vamos nos ver nesse conflito”.
Clássicos eternizados na voz poderosa do cantor e compositor, como “Naquela Mesa”, “A Volta do Boêmio”, “Chão de Estrelas”, entre tantos outros, não poderiam ficar de fora do repertório. Definido por seu idealizador e produtor, Guilherme Logullo, como uma “junkie box”, o espetáculo vai fazer os fãs do rei do rádio se emocionarem. “A montagem tem um tom nostálgico e lírico. Vamos trazer fatos, histórias, emoções, músicas e sentimentos”, explica ele, que “descobriu” Nelson Gonçalves durante estudos para um personagem, e por conta da semelhança do registro vocal, ficou encantado. A descoberta virou vício e admiração. E, aos poucos, nasceu a vontade de levar Nelson aos palcos.
“Os altos e baixos, os nãos que Nelson escutou na carreira musical, seus relacionamentos e seus problemas com as drogas estarão lá de alguma maneira. No entanto, NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO não é uma obra biográfica, mas uma homenagem. Foi a forma que encontramos de trazer a essência de Nelson para a cena”, comenta.
Foto: Divulgação
Convidada por Logullo para unir-se ao elenco, a atriz e cantora Jullie traz sua voz angelical e conhecida de outros espetáculos como “Tudo Por Um Pop Star”, “Constellation – Uma Viagem Musical Pelos Anos 50” e “O Musical da Bossa Nova”, para contrastar com a força masculina presente na voz de Nelson Gonçalves. “Um dos pontos interessantes do musical é a maneira como nos apropriamos das canções. Somos dois jovens cantando músicas lindas de um tempo diferente do nosso. Isso dá uma outra roupagem a esse repertório que ganha novas cores com os arranjos sensíveis e criativos do Tony Lucchesi”, diz Jullie.
Uma das principais diretoras e coreógrafas em atividade no país, Tania Nardini foi escolhida para capitanear a direção de NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO. É a primeira vez que ela concebe esse tipo de temática em um espetáculo, sem tantas coreografias, e com um elenco enxuto: apenas dois intérpretes.
Em cena, os atores vão dançar, cantar, falar, sonhar… “Está sendo uma experiência muita enriquecedora e será uma delicada homenagem, a partir das belíssimas canções eternizadas por Nelson”, comenta ela, diretora de espetáculos como “Nuvem de Lágrimas”, diretora associada e coreógrafa de “West Side Story”, “O Rei e Eu” e “My Fair Lady”, e diretora responsável por todas as montagens do espetáculo “Chicago” em qualquer parte do mundo, desde 2007.
Tão desafiador quanto dirigir é trazer uma nova roupagem musical às canções do espetáculo, tarefa concedida ao premiado diretor musical e arranjador, Tony Lucchesi, vencedor do último Prêmio Bibi Ferreira e do Prêmio Reverência na categoria por “Bibi, Uma Vida em Musical”. Lucchesi sempre teve contato com a obra de Nelson, graças à sua família, e já foi responsável pela direção musical de outras obras inspiradas em canções da mesma época, como “Elizeth, A Divina”.
Para a montagem, o diretor incluirá violões na orquestra, instrumento muito ligado ao homenageado e conta ainda que o fato da emoção (o amor) ser personificada na figura masculina e o tempo (a razão) na figura feminina também gera uma riqueza musical e mais diversidade às interpretações, já que, normalmente, se espera o contrário. Outros recursos, como uma marcação de relógio nas canções do repertório de Jullie (representando o tempo), além de muitos mash-ups quando os protagonistas cantam juntos, ajudam a associar os temas às interpretações.
Completam o dream team criativo de NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO o renomado figurinista Fause Haten, e a cenógrafa Dóris Rollemberg.
SERVIÇO:
NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO
Pré-estreia: 4, 5 e 6 de janeiro de 2019.
Estreia oficial: 11 de janeiro de 2019.
Temporada: De 4 de janeiro a 24 de fevereiro de 2019.
Horários: sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h30.
Local: Teatro Clara Nunes
Endereço: Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea.
Duração: 70 minutos.
Bilheteria online: www.tudus.com.br
Bilheteria oficial: Teatro Clara Nunes – De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos, das 15h às 22h.
Telefone: 2274-9696
Valores: Sexta: R$80 (plateia) e R$50 (balcão). Sábado e domingo: R$100 (plateia) e R$70 (balcão).
700 lugares.
Livre.

Com canções de Freddie Mercury, espetáculo de ballet Carmen estreia em SP




Inspirada na ópera de Georges Bizet, apresentação narra a trágica história de um triângulo amoroso

Por Andréia Bueno
Depois do sucesso nas telas do cinema com o filme “Bohemian Rhapsody”, Freddie Mercury terá suas músicas como trilha sonora do espetáculo “Carmen”, da Cia. de Ballet do Rio de Janeiro, que chega pela primeira vez a São Paulo no Teatro J. Safra, nos dias 12 e 13 de janeiro.
Foto: Divulgação
A ópera-rock é inspirada no clássico “Carmen” de Georges Bizet, que se passa no sul da Espanha e conta a trágica história de amor entre a cigana Carmen, o oficial do exército Don José e um toureiro.
Sob a direção de Alice Arja, a coreografia inédita foi criada por três bailarinos e traz acrobacias embaladas pelos duetos de Freddie Mercury com a cantora lírica Montserrat Caballé, o que caracteriza a ópera.
Ao som do ícone do Queen e figurinos inspirados em um desfile de Versace, a obra extremamente dramática expressa as representações da vida proletária, da imoralidade e da legalidade.
A Cia. de Ballet do Rio de Janeiro atua há 30 anos no Brasil e no exterior, assinando um perfil eclético e irreverente. A companhia carrega um repertório com grandes obras, como Don Quixote, Lago dos Cisnes, Quebra Nozes, Romeu e Julieta e outros. Em 2017, apresentou no Teatro Symphony Space de Nova Iorque, o espetáculo “Hespèrion”, do coreógrafo Ariel Rose, bailarino do Miami City Ballet.

SERVIÇO
BALLET – CARMEN
Apresentação: 12/01 (sábado) e 13/01 (domingo)
Horário: 21h e 20h 
Classificação: livre
Duração: 60 minutos
Ingressos:
Plateia Premium: R$ 60,00
Plateia VIP: R$ 60,00
Mezanino: R$ 30,00
Mezanino com visão parcial: R$ 20,00

Festival Verão com Arte reúne cinco produções no Teatro Glaucio Gill




Haverá um passaporte promocional para o espectador que assistir às cinco produções

Por Andréia Bueno
O ano novo vai começar quente no palco do Teatro Glaucio Gill, em Copacabana. Na celebração dos 60 anos do espaço, cinco espetáculos vão se alternar na programação: quatro elogiadas produções, sucessos de público e crítica, e uma estreia. O Festival Verão com Arte vai ter início com a consagrada comédia ‘Brimas’ (sáb. e dom., às 18h), dirigida por Luiz Antonio Rocha, que há três anos leva aos teatros a relação de amizade e cumplicidade de Ester e Marion, personagens inspiradas nas avós das atrizes e autoras Beth Zalcman e Simone Kalil. Nos mesmos dias, na sessão das 21h, o público vai conhecer a improvável história de amor de ‘Alice e Gustavo’, texto de Carol Loback e Rodrigo Monteiro, com direção de Jorge Farjalla, que acompanha o encontro e o afeto crescente entre uma dona de casa evangélica e o dono de uma banca de revistas solitário e gay.
Beth Zalcman ( esquerda) & Simone Kalil em Brimas – Foto: Guga Melgar
A programação continua às terças e quartas, às 18h, momento de se emocionar com o espetáculo ‘Zilda Arns, a dona dos lírios’, que leva à cena a história de luta e perseverança da médica sanitarista, responsável por reduzir em 60% a taxa de mortalidade infantil no país. A peça repete a parceria do diretor Luiz Antonio Rocha com a atriz Simone Kalil, iniciada em ‘Brimas’. Quinta e sexta-feira vão ser dias de dobradinha novamente. Às 18h, a atriz Clara Santhana vai apresentar o sucesso ‘Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes’, no qual relembra, de maneira poética, momentos da vida da cantora e músicas famosas de seu repertório como ‘Morena de Angola’ e ‘Na linha do mar’. Livremente inspirado no clássico, “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco, ‘Os javalis’ faz sua estreia no dia 10, às 21h. Com texto de Gil Vicente Tavares e direção de Emiliano d’Avila, a montagem conta a história de um homem solitário, que tem sua casa invadida por um pretenso vendedor desesperado, anunciando o fim da humanidade, devastada por javalis.
O projeto vai oferecer um passaporte promocional para quem quiser assistir às cinco peças. O valor será de R$ 75, não cumulativo com meia-entrada e outras promoções. Saiba mais sobre cada um dos espetáculos:
Brimas
Há três anos em cartaz, indicado ao Prêmio Shell de melhor texto e visto por quase 50 mil espectadores, o espetáculo ‘Brimas’ tem um segredo para o sucesso: é a alta dose de afeto, que está presente na história criada pelas atrizes Beth Zalcman e Simone Kalil, e na relação com o público, de troca, cumplicidade e até confissões. Com direção de Luiz Antônio Rocha, a peça é baseada nas histórias das avós das atrizes, que saíram jovens de seus países de origem, Egito e Líbano respectivamente, e foram acolhidas no Brasil no início do século passado. As personagens, uma judia e a outra católica maronita, estabelecem uma relação de amizade, convivendo com tolerância e respeito, valorizando a riqueza da diversidade cultural e religiosa de cada uma. Sáb. e dom., às 18h. Duração: 1h10 minutos. Classificação indicativa: 10 anos.
Alice e Gustavo
Comédia romântica escrita por Carol Loback e Rodrigo Monteiro, com direção de Jorge Farjalla, ‘Alice e Gustavo’ conta a história de um amor improvável. Insistimos em contar narrativas com uma lógica avessa à vida. Como se os fatos acontecessem de uma forma linear e conduzissem a um desfecho que atenda às nossas expectativas. Porém não é assim que acontece na vida. Com delicadeza e humor, o público vai reconhecer o nascimento do amor em situação inusitada, abrindo uma reflexão sobre as possíveis causas desse sentimento. A solidão, neste mundo grande e cheio de redes sociais virtuais, faz com que os dois personagens se encontrem e se apaixonem um pelo outro. Sáb. e dom., às 21h. Duração: 1h10 minutos. Classificação indicativa: 10 anos.
Zilda Arns – A dona dos lírios

Foto: Dalton Valério
Com direção de Luiz Antonio Rocha e intepretação de Simone Kalil, o monólogo leva à cena os momentos mais importantes da fundadora da Pastoral da Criança, três vezes indicada ao Prêmio Nobel de Paz, e responsável por importante redução da mortalidade infantil no Brasil. Zilda Arns visitou todas as cidades brasileiras – chegou com a missão de salvar vidas de norte a sul do país, de lixões a aldeias indígenas, das periferias dos grandes centros aos interiores sertanejos, nenhum lugar lhe escapava. Um trabalho desbravador, que muitas vezes lembra a expedição dos irmãos Villas-Bôas. O espetáculo volta ao cartaz depois de duas temporadas de sucesso de público e crítica. 3ª e 4ª, às 18h. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre

Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes
Foto: Leo Gomes
Há cinco anos circulando pelo Brasil, com mais de 200 mil espectadores na estrada, “Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” mistura música e poesia na construção de um olhar sobre a cantora Clara Nunes e sua carreira que busca incentivar a juventude a valorizar o cancioneiro brasileiro e suas raízes genuínas. No repertório estão clássicos de grandes compositores como “O canto das três raças” (Paulo Cesar Pinheiro/ Mauro Duarte), “Na linha do mar” (Paulinho da Viola), “Morena de Angola” (Chico Buarque), “Um ser de luz” (João Nogueira/Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte), “O mar serenou” (Candeia), entre outras. 5ª e 6ª, às 18h. Duração: 1h15. Classificação indicativa: livre
Os javalis
Um homem solitário tem sua casa invadida por um pretenso vendedor que, desesperado, anuncia o fim da humanidade, devastada por javalis que tomaram conta de tudo. Inicialmente desacreditado, o dono da casa começa a ser levado pelo discurso do vendedor e por eventos estranhos que acontecem em sua casa. Uma atmosfera, entre a tensão e o humor, é criada, detonando diversas questões que levarão os dois a caminhos surpreendentes. Livremente inspirado no clássico, “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco, “Os Javalis” – escrito pelo renomado dramaturgo baiano, Gil Vicente Tavares – segue a tradição da estética do Absurdo na dramaturgia contemporânea. 5ª e 6ª, às 21h. Duração: 1h. Classificação indicativa: 12 anos.
Serviço
Festival Verão com Arte
Temporada: 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Teatro Glaucio Gill: Praça Arcoverde, s/nº, Copacabana (ao lado da Estação Arcoverde)
Telefone: 2332-7904
Dias e horários:
Brimas: sáb., e dom., às 18h.
Alice e Augusto: sáb., e dom., às 21h.
Zilda Arns – A dona dos lírios: 3ª e 4ª, às 18h.
Deixa Clarear: 5ª e 6ª, às 18h.
Os javalis: 5º e 6º, às 21h.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Passaporte: R$ 75 para as cinco peças (não cumulativo com outros descontos ou promoções).
Lotação: 130 pessoas