Titãs lança clipe de “Sonífera Ilha” com grandes participações


Créditos: Divulgação


Os Titãs viajam 38 anos no primeiro single do novo trabalho, que será lançado em abril. “Sonífera Ilha” é mais do que a regravação da primeira música do disco de estreia do grupo, de 1984. É o retrato de um conjunto que em quatro décadas de popularidade tão alta quanto inabalada nunca se repetiu.

O single lançado em áudio e clipe, marca a contagem regressiva para a primeira parte dos três trabalhos que saem a partir de abril, “Titãs Trio Acústico – EP01”. Depois virão “EP02” e “EP03”.

O clipe traz participações mais que especiais, como a do Paralamas, Rita Lee, Andreas Kisser, Cyz Mendes, que deu voz para uma, das três “Marias” retratadas na história de “Doze Flores Amarelas”, Alice Fromer, Elza Soares, o rapper Edi Rock, Fabio Assunção, Fernanda Montenegro, Casagrande e Roberto de Carvalho. O propósito do trio (tanto de músicos quanto de EPs) é o mesmo: fazer diferente.

Pois se em 1984 o grupo era um octeto, agora atende pelo tripé de Branco Mello no baixo ou violão, Sergio Britto no piano ou baixo e Tony Bellotto no violão ou guitarra acústica, e os três se revezando ao microfone.

Aqui, a música viaja para um ska essencial, com piano, baixo, guitarra acústica e um acento percussivo ganhando uma despretensão como se tivesse sido composta na semana passada.

O primeiro coelho que tiram da cartola é “Sonífera Ilha”. Sendo Titãs, pode-se esperar mais surpresas a cada um dos EPs que for lançado.

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Confira tudo o que aconteceu no 7º Prêmio Bibi Ferreira


Créditos: Náira Messa


Na noite da última terça-feira (24), o Teatro Renault, em São Paulo, recebeu o 7º Prêmio Bibi Ferreira. Idealizado por Marllos Silva, a edição, pela primeira vez, premiou também peças não musicais.

A abertura contou com os mestres de cerimônias Alessandra Maestrini e Miguel Falabella, que esbanjaram química nos palcos com o número de abertura “O Teatro Viverá”, um protesto contra a censura que a cultura está sofrendo do atual governo.

O ator Fabio Assunção estreou a lista de indicados ao ganhar o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em Peça de Teatro por “Dogville”. Muito emocionado, ele lembrou a importância do teatro em sua carreira e reforçou o apoio à Fernanda Montenegro – que foi alvo de insultos pelo diretor da Funarte Roberto Alvim -, além de lembrar Ágatha Félix, a criança de oito anos que foi morta por bala perdida no Rio de Janeiro. A atriz Tuna Dwek, vencedora do Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Peça de Teatro por “A Noite de 16/01”, também criticou em seu discurso as atitudes do governo. Ma verdade, a premiação em si foi marcada por discursos em reafirmação a resistência e sobrevivência do teatro brasileiro, além, claro, do apoio a Montenegro.

 

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A noite foi mais especial para “Sunset Boulevard” e “Elza – Musical” que foram os maiores vencedores da categoria de teatro musical, enquanto que “O Mistério de Irmã Vap” foi o maior vencedor de teatro não musical. Inclusive, Mateus Solano e Luis Miranda dividiram o prêmio de Melhor Ator em Peça de Teatro.

Um fato inusitado durante o prêmio foi no momento da indicação de Melhor Atriz de Musical. Enquanto Ingrid Guimarães e Larissa Manoela estavam anunciando os indicados, Miguel Falabella surge ao lado de Alessandra Maestrini trajando uma camisa com o nome de Marisa Orth escrito. A interrupção era um “manifesto” por não ter o nome da amiga na lista das concorrentes ao prêmio.

Um dos momentos mais lindos da noite foi o In Memoriam, em homenagem aos artistas que partiram recentemente. A apresentação contou com a participação de Alírio Netto ao piano. O elenco da primeira versão de A Noviça Rebelde se reuniu no palco para cantar “Edelweiss” e saudar a atriz Manoela Pinto Guimarães, que fez parte do elenco da primeira versão do musical e que morreu este ano aos 21 anos. A homenagem a grande Bibi Ferreira também levou o público ao máximo da emoção. Miguel Falabella fez um depoimento emocionado sobre seu primeiro contato com Bibi, e, logo após, Ingrid Guimarães declamou um texto de Chico Anisio, intitulado “Nascer Velhos”, entre as apresentações de Amanda Acosta, Alessandra Maestrini, Laila Garin, Sara Sarres e Sienna Belle que interpretaram números musicais imortalizados pela artista.

 

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Por fim, o vencedor de Melhor Musical foi “O Fantasma da Ópera“, da T4F Entretenimento, que está em cartaz no próprio Teatro Renault.

Créditos: Náira Messa

Apesar de toda luta contra a censura, o Prêmio Bibi Ferreira mostrou, por mais um ano, a sua força e determinação em continuar incentivando e contemplando os melhores espetáculos de São Paulo. Que assim continue nos próximos anos!

Confira agora a lista de vencedores do 7º Prêmio Bibi Ferreira:

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM PEÇA DE TEATRO
* Fábio Assunção – Dogville (vencedor)
* Fábio Espósito – Baixa Terapia
* * Felipe Bragança – O Leão no Inverno
* Ricardo Gelli – Visitando o Sr. Green
* Sidney Santiago – O Leão no Inverno

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM PEÇA DE TEATRO
* Ester Laccava – Uísque e Vergonha
* Georgette Fadel – Molière
* Ilana Kaplan – Baixa Terapia
* Tuna Dwek – A Noite de 16 de Janeiro (vencedora)
* Camila dos Anjos – O Leão do Inverno

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MUSICAIS
* Carol Badra | As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão
* Carol Bezerra | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
* Inah de Carvalho | Billy Elliot (vencedora)
* Ingrid Guimarães | Annie – O musical
* Lia Canineu | Sunset Boulevard

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MUSICAIS
* Érico Brás | O Frenético Dancin’ Days
* Fred Silveira | O Fantasma da Ópera
* Marco França | As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão
* Pedro Arrais | As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão (vencedor)
* Thiago Machado | Tick, Tick… Boom

MELHOR FIGURINO EM MUSICAIS
* Marco Pacheco e Lígia Rocha | Billy Elliot
* Fause Haten | Sunset Boulevard (vencedor)
* Zé Henrique de Paula | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812

MELHOR FIGURINO EM PEÇAS DE TEATRO
* João Pimenta | Dogville (vencedor)
* Karen Brustolin | O Mistério de Irma Vap
* Ronaldo Fraga | A Visita da Velha Senhora

MELHOR CENOGRAFIA EM MUSICAIS
* Matt Kinley | Annie – O Musical
* Matt Kinley | Sunset Boulevard (vencedor)
* Michael Carnahan | Billy Elliot

MELHOR CENOGRAFIA EM PEÇA DE TEATRO
* Kleber Montanheiro – Um Beijo para Franz Kafka
* Marco Lima – Num Lago Dourado
* Marco Lima – O Mistério de Irma Vap (vencedor)

*

MELHOR VISAGISMO EM MUSICAIS
* Beto França e Feliciano San Roman | Sunset Boulevard (vencedores)
* Uirandê de Holanda | Elza Musical
* Eliseu Cabral | Billy Elliot

MELHOR DESENHO DE LUZ EM MUSICAIS
* Corry Pattack | Sunset Boulevard (vencedor)
* Mike Robertson | Billy Elliot
* Renato Machado | Elza Musical

MELHOR DESENHO DE LUZ EM PEÇA DE TEATRO
* Caetano Vilela | O Leão no Inverno
* Cesar Pivetti | O Mistério de Irma Vap (vencedor)
* Fran Barros | Dogville

MELHOR DESENHO DE SOM EM MUSICAIS
* Tocko Michelazzo | Sunset Boulevard
* Gabriel D’Angelo | Annie – O Musical (vencedor)
* Gabriel D’Angelo | Aparecida – Um Musical

MELHOR ARRANJO ORIGINAL EM MUSICAIS
* Letieres Leite | Elza Musical (vencedor)
* Jules Vandystadt | 70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical
* Tony Lucchesi | Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo

MELHOR LETRA E MÚSICA EM MUSICAIS
* Carlos Bauzys e Ricardo Severo | Aparecida – O Musical
* Fernanda Maia e Newton Moreno | As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão
* Elton Towersey e Vitor Rocha | Se Essa Lua Fosse Minha (vencedores)

MELHOR COREOGRAFIA EM MUSICAIS
* Deborah Colker e Jacqueline Motta | O Frenético Dancin’ Days
* Gabriel Malo | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
* Katia Barros | Annie – O Musical (vencedora)

MELHOR DIREÇÃO MUSICAL EM MUSICAIS
* Antonia Adnet, Larissa Luz e Pedro Luis | Elza Musical
* Fernanda Maia | As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão
* Fernanda Maia | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
* Carlos Bauzys | Sunset Boulevard
* Daniel Rocha | Annie – O Musical (vencedor)

VOTO  POPULAR
* O Fantasma da Ópera

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL EM MUSICAIS
* Newton Moreno | As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão
* Vinícius Calderoni | Elza Musical (vencedor)
* Vitor Rocha | Se Essa Lua Fosse Minha

MELHOR DRAMATURGIA EM PEÇA DE TEATRO
* Julia Spadaccini – A Porta da Frente (vencedora)
* Michele Ferreira – Uísque e Vergonha

MELHOR VERSÃO EM MUSICAIS
* André Loddi e Leandro Luna | Pacto – A História de Leopold e Loeb
* José Henrique de Paula e Fernanda Maia | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812 (vencedores)
* Mariana Elisabetsky e Victor Mühletahler| Billy Elliot

MELHOR DIREÇÃO EM PEÇA DE TEATRO
* Diego Fortes – Molière
* Fernando Philbert – O Escândalo de Philippe Dussaert
* Jorge Farjalla – O Mistério de Irma Vap (vencedor)
* Jô Soares – A noite de 16 de Janeiro
* Zé Henrique de Paula – Dogville

REVELAÇÃO EM MUSICAIS
* Pedro Sousa, Richard Marques, Tiago Fernandes | Billy Elliot
* Luiza Gattai, Maria Clara Rossis, Sienna Belle | Annie – O Musical
* Felipe Costa, Paulo Gomes, Tavinho Canalle | Billy Elliot
* Cia Nissi | Rua Azusa (vencedor)

MELHOR ATOR EM MUSICAIS
* André Frateschi | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
* André Loddi | Pacto – A História de Leopold e Loeb
* Beto Sargentelli | Os Últimos 5 Anos (vencedor)
* Gabriel Leone | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
* Leandro Luna | Pacto – A História de Leopold e Loeb

MELHOR ATRIZ EM MUSICAIS
* Amanda Acosta | As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão
* Bruna Guerin | Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
* Jullie | Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo
* Larissa Luz | Elza Musical (vencedor)
* Luci Salutes | Se Essa Lua Fosse Minha

MELHOR ATOR EM PEÇA DE TEATRO
* Luis Miranda – O Mistério de Irma Vap (vencedor)
* Marcos Caruso – O Escândalo do Philippe Dussaert
* Mateus Solano – O Mistério de Irma Vap (vencedor)
* Rodrigo Lombardi – Um Panorama Visto da Ponte
* Sérgio Mamberti – Visitando o Sr. Green

MELHOR ATRIZ EM PEÇA DE TEATRO
* Denise Fraga – A Visita da Velha Senhora
* Mel Lisboa – Dogville
* Nathalia Timberg – Através da Iris
* Suely Franco – Quarta-Feira, Sem Falta, Lá em Casa (vencedora)
* Vivianne Pasmanter – Amor Profano

MELHOR PEÇA
* A Visita da Velha Senhora – NIA Teatro
* Baixa Terapia – Teatro em Família (vencedor)
* Dogville – Núcleo Experimental
* Um Panorama Visto da Ponte – Mamberti Produções e Geradora Teatral
* O Escândalo de Philippe Dussaert – Porca Miséria e Galeria de Arte CorMovimento
* O Mistério de Irma Vap – Super Amigos Produções e Bricabraque Produções Culturais, Teto Cultura

MELHOR MUSICAL BRASILEIRO
* As Cangaceiras – Guerreiras do Sertão | Velloni Produções, FIESP e SESI
* 70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical | Brain +
* Elza Musical | Sarau Agência de Cultura Brasileira (vencedor)
* Nelson Gonçalves, O Amor e o Tempo – O Musical | Luar de Abril
* Se Essa Lua Fosse Minha | Lumus Entretenimento

MELHOR MUSICAL
* Annie – O Musical| Atelier de Cultura
* As Cangaceiras – Guerreiras do Serão | Velloni Produções, FIESP, SESI
* Billy Elliot | Atelier de Cultura
* Elza Musical | Sarau Agência de Cultura Brasileira
* Natasha, Pierre e O Grande Cometa de 1812 | Move Concerts e Firma de Teatro
* O Fantasma da Ópera | T4F Entretenimento (vencedor)
* Sunset Boulevard | IMM e EGG Entretenimento

Relembre 5 personagens de Fábio Assunção


Créditos: Divulgação


O ator Fábio Assunção é, atualmente, um dos famosos mais comentados na mídia, infelizmente pelos motivos errados. Assunção, que já admitiu vício em bebida e entorpecentes, acabou se tornando motivo de brincadeiras de mau gosto por parte de uma parcela das pessoas, sendo até mesmo tema de música e tendo sua imagem atrelada ao carnaval, onde alguns dizem que irão “ativar o modo Fábio Assunção”, ou seja, beber excessivamente e fazer coisas erradas.

Créditos: Rafael Campos/TV Globo

Mas quem acompanha o ator há mais tempo, sabe que ele pode e deve ser reconhecido por seus trabalhos. Sendo responsável por personagens memoráveis na TV, cinema e teatro, alguns de seus papéis fizeram história. Vamos relembrar agora, 5 papéis de sucesso de Fábio Assunção!

Marcos Mezenga (O Rei do Gado)

Filho de Bruno (Antônio Fagundes) e de Léia (Silvia Pfeiffer), é o típico “filhinho de papai”. Bonito, envolvente, simpático, mas malandro e muito mulherengo, devido a seus atributos físicos. Mas tudo muda no momento em que ele encontra o verdadeiro amor de sua vida.

Marcelo de Barros Mota (Por Amor)

Filho mais velho de Arnaldo (Carlos Eduardo Dolabella) e Branca (Susana Vieira), e irmão de Milena (Carolina Ferraz) e Leonardo (Murilo Benício), Marcelo é engenheiro como seu pai e também seu braço-direito na direção da empresa da família. Um jovem bonito e às vezes, explosivo, rompe um namoro de dois anos com Laura (Vivianne Pasmanter) ao seu apaixonar por Maria Eduarda (Gabriela Duarte), com quem se casa no início da novela. Machista, como o pai, sonha com um filho homem a quem pretende dar o seu nome.

Eduardo Feitosa (Coração de Estudante)

Professor de Biologia, é um grande defensor da causa ambiental. Um homem com seus valores, que não abre mão de seus princípios. Cria o filho Lipe (Pedro Malta) sozinho e tenta mantê-lo afastado da mãe, Mariana (Carolina Kasting) por julgar que o garoto não terá uma vida saudável ao lado dela. Ele se muda com o filho para a charmosa e fictícia cidade de Nova Aliança, em Minas Gerais, em busca de qualidade de vida. Fica noivo de Amelinha (Adriana Esteves) quase que por obrigação, mas se rende ao amor de Clara (Helena Ranaldi).

Jorge (Tapas & Beijos)

Ao chegar em Copacabana, no Rio de Janeiro, abre a boate La Conga e se envolve com Sueli (Andrea Beltrão). Descobre ter uma filha já adolescente, Bia (Malu Rodrigues). Casa-se com Sueli e vive em conflito com Jurandir (Érico Brás), ex-marido de sua atual esposa e namorado de sua filha.

Carlos Ramiro Castro – Ramiro Curió (Onde Nascem os Fortes)

Ambicioso e sombrio, Ramiro Curió é o juiz de Sertão. Cultiva uma inimizade antiga com Gouveia (Alexandre Nero) e se aproveita do sumiço de Nonato (Marco Pigossi) para tentar acabar com o rival.

Vale ressaltar que o comportamento de tirar sarro ou satirizar uma doença como a de Fábio Assunção pode ser altamente nocivo, já que pessoas nessa condição necessitam de cuidados específicos. Aplaudimos todos os trabalhos de Fábio Assunção e desejamos uma vida artística de muito sucesso ao ator!

Com Mel Lisboa e Fábio Assunção, peça “Dogville” estreia em SP


Mel Lisboa e Fábio Assunção – Créditos: Ale Catan


O diretor paulistano Zé Henrique de Paula dirige a primeira adaptação teatral brasileira para “Dogville“, obra-prima do cineasta dinamarquês Lars von Trier. Após temporada no Rio de Janeiro, o espetáculo chega a São Paulo para uma temporada no Teatro Porto Seguro, de 25 de janeiro a 31 de março de 2019.

O elenco é formado por Mel Lisboa, Eric Lenate, Fábio Assunção, Bianca Byington, Marcelo Villas Boas, Anna Toledo, Rodrigo Caetano, Gustavo Trestini, Fernanda Thurann, Thalles Cabral, Chris Couto, Blota Filho, Munir Pedrosa, Selma Egrei, Dudu Ejchel e Fernanda Couto.

Créditos: Ale Catan

A trama se passa na fictícia cidade de Dogville, uma pequena e obscura cidade situada no topo de uma cadeia montanhosa, ao fim de uma estrada sem saída, onde residem poucas famílias formadas por pessoas aparentemente bondosas e acolhedoras, embora vivam em precárias condições de vida. A pacata rotina dos moradores daquele vilarejo é abalada pela chegada inesperada de Grace (Mel Lisboa), uma forasteira misteriosa que procura abrigo para se esconder de um bando de gangsteres.

Recebida por Tom Edison Jr. (Rodrigo Caetano), que, comovido pela sua situação, convence os outros moradores a acolhe-la na cidade, Grace, apesar de afirmar nunca ter trabalhado na vida, decide oferecer seus serviços para as famílias da Dogville em agradecimento pela sua generosidade. Porém, no decorrer da trama, um jogo perverso se instaura entre os moradores da cidade e a bela forasteira: quanto mais ela se doa e expõe a sua fragilidade e a sua bondade, mais os cidadãos de bem exigem e abusam dela, levando a situação a extremos inimagináveis.

A obra faz uma crítica mordaz ao mundo contemporâneo e à sociedade de consumo por meio de uma radiografia precisa da alma humana. “São situações reais e muito próximas de nós, que colocam uma lente de aumento na alma do ser humano. É como se não acreditássemos que aquelas pessoas fossem capazes de explorar essa mulher de forma tão cruel. O filme discute questões muito atuais como a xenofobia, a intolerância e põe em cheque a máxima do sistema capitalista onde, para se obter lucros exorbitantes, é preciso explorar ao máximo o outro, por vezes de formas desumanas”, revela o produtor e idealizador da peça Felipe Lima.

Considerado pela BBC um dos melhores filmes do século 21, o longa-metragem de Lars von Trier, lançado em 2003, foi estrelado por Nicole Kidman, Paul Bettany, Patricia Clarkson, Udo Kier, James Caan, Philip Baker Hall, John Hurt, entre outros. O título ganhou o Prêmio do Cinema Europeu e o Robert Award e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Serviço:

DOGVILLE

De 25 de janeiro e 31 de março de 2019 – Sextas e sábados às 21h e domingo às 19h.

Ingressos: Sextas-feiras R$ 80,00 plateia / R$ 50,00 balcão/frisas. Sábados e domingos R$ 90,00 plateia / R$ 60,00 balcão/frisas.

Classificação: 16 anos.

Duração: 100 minutos.

TEATRO PORTO SEGURO

Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.

Telefone (11) 3226.7300.

Bilheteria: De terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.

Capacidade: 496 lugares.

Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.

Estacionamento no local: Estapar R$ 20,00 (self parking) – Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto.

7 pais de novelas que vale a pena recordar




Por Leina Mara

O Dia dos Pais está chegando e na teledramaturgia tivemos alguns exemplos de pais dedicados, amorosos e inesquecíveis. Para homenageá-los separamos sete que nos emocionaram e que vale muito a pena recordar. 


Foto: Divulgação

Gaspar (Nuno Leal Maia) – Top Model (1989)


Foto: Divulgação / Rede Globo

O personagem certamente estaria na nossa lista de pais memoráveis. Quem assistiu a novela, desejou fazer parte daquela trupe formada pelo surfista quarentão e seus cinco filhos Elvis Presley (Marcelo Faria), Jane Fonda (Carol Machado), Ringo Star (Henrique Farias), John Lennon (Igor Lage) e Olívia (Gabriela Duarte). 

Otávio (Tony Ramos) – Felicidade (1991)


Foto: Divulgação / Rede Globo
Na novela de Manuel Carlos, Otávio era o pai dedicado ao filho Alvinho (Eduardo Caldas). Uma das cenas mais marcantes da novela é justamente a delicada e emocionante cena em que o personagem descobria ser também o pai da doce Bia (Tatiane Goulart). Cena inesquecível! 

Eduardo (Fabio Assunção) – Coração de Estudante (2002)


Foto: Divulgação

Jovem, o professor de Biologia era só cumplicidade com o seu filho Lipe (Pedro Malta). Pai amoroso, ele cuidava de Lipe sozinho após ser abandonado pela mulher, que era alcoólatra. 

Miguel (Tony Ramos) – Laços de Família (2000) 


Foto: Divulgação / Revista Contigo
Mais um personagem marcante de Maneco. Desta vez, Tony fazia Miguel, um pai totalmente devotado aos filhos: a impetuosa Ciça e o doce Paulo, que tinha uma vida debilitada após um acidente de carro, no qual a mãe havia falecido. 

Rodrigo (Rafael Cardoso) – A Vida da Gente (2012)


Foto: Divulgação / Rede Globo
Na trama de Lícia Manzo, Rodrigo se descobre pai da pequena Júlia (Jesuela Moro) ainda na adolescência. Com a namorada em coma devido a um acidente de carro, o rapaz assume a responsabilidade de criar a filha ao lado da cunhada Manuela (Marjorie Estiano). 

Alex (Marcos Caruso) – Páginas da Vida (2006) 


Foto: Divulgação / Rede Globo
Homem simples, Alex era apaixonado pelos filhos, principalmente pela filha Nanda. Após a morte da jovem, dedica sua vida aos cuidados do neto Francisco, até que descobre que tem outra neta, Clara, portadora da Síndrome de Down, que foi separada do irmão gêmeo na maternidade pela própria avó Marta (Lília Cabral). 

Miguel (Domingos Montagner) – Sete Vidas (2015)


Foto: Divulgação / Rede Globo
Ambientalista e navegador, Miguel era avesso a relações até ter sua vida invadida e mudada por seis filhos – Pedro (Jayme Matarazzo), Felipe (Michel Noher), Luís (Thiago Rodrigues), Laila (Maria Eduarda de Carvalho) e Bernardo (Guilherme Lobo) -, frutos de inseminação artificial, que se unem na tentativa de saber mais sobre o pai. No clã ainda se juntam Joaquim (Bernardo Berruezo), filho dele com Lígia (Débora Bloch), seu grande amor, e Júlia (Isabelle Drummond), a pioneira da união dos irmãos e que se torna filha de criação de Miguel, que reaprende a amar por causa dessas sete vidas.