Dica de filme: The Free State of Jones




Ator Matthew McConaughey interpreta rebelde na Guerra Civil Americana 

Para quem curte filmes de guerra e baseado em fatos reais, a dica de hoje vai fazer você querer assistir este filme. O vencedor do Oscar Matthew McConaughey interpreta o fazendeiro Newton Knight que forma um grupo de rebeldes contra a Confederação. 

                                                              
Não se engane: o filme é feito para quem tem estômago forte! Fica aqui minha dica. Justamente por se tratar de uma Guerra Civil Americana, o diretor faz questão de que você sinta que está no mesmo lugar que o ator principal.  

Na história Knight é contrário à escravidão e a secessão, reunindo assim outros fazendeiros para formar seu condado que levará o nome de Jones, que rompe com o grupo majoritário e forma seu estado livre. Com o passar dos anos o personagem combate toda e qualquer influência racista, formando a primeira comunidade inter-racial do Sul do país.

<

A trama é um pouco mais longa do que estamos acostumados, mas não comparado aos de Tarantino. Durante as duas horas e vinte minutos, nossos olhos permanecem atentos para não perder um minuto da história daqueles rebeldes contra a confederação.

Para quem gosta de obras baseadas em fatos reais, vai se alvoroçar para assistir esse longa. Mais uma vez McConaughey faz uma atuação invejável, tal como a do filme que lhe rendeu um Oscar por melhor ator, Clube de Compras Dallas.


Por Colaborador: Mellanie Anversa

Boitempo lança novo romance de Ivone Benedetti: Cabo de Guerra




História invoca fantasmas da sociedade brasileira: os dois polos da ditadura militar

Na diminuta estante da ficção ambientada nos anos de chumbo, Cabo de guerra destaca-se por erigir em personagem central um “cachorro”. Assim era designado pela repressão o militante da luta armada que, traindo seus companheiros, punha-se a seu serviço como espião. Simulando uma fuga da prisão, ou outro truque qualquer, o cachorro retornava a sua organização para coletar informações que passava a seu controlador. Poucas expressões do jargão da ditadura foram tão pertinentes quanto esta, de duplo sentido, exprimindo ao mesmo tempo subserviência canina e baixeza de caráter.


A formação de um cachorro, seu treinamento e sua reintrodução na organização de origem já como agente, tornou-se uma das mais sofisticadas operações dos órgãos de repressão, o polo oposto da sanguinária tortura. Infiltrados em quase todas as organizações clandestinas, os “cachorros” desempenhariam papel crucial na liquidação final dos militantes dessas organizações, decidida pelos militares a partir de 1973, ao se vislumbrar no horizonte o fim da ditadura. Liquidar de vez os militantes passa a ser a prioridade da repressão, ainda que às custas de expor a identidade dos seus “cachorros”. A forma utilizada foi a do “desaparecimento”. Os militantes eram sequestrados e assassinados à margem do sistema legal de repressão, e seus corpos dispostos de modo tal que jamais fossem encontrados.

O “cachorro” de Cabo de guerra é um tipo medíocre, que se deixa levar por qualquer um. Um pobre de espírito e um fraco de caráter. É mais por acaso do que por convicção que ele chega à luta armada e também por acaso se torna informante das forças de repressão. Nem foi preciso torturá-lo. A história é narrada em primeira pessoa por ele próprio, que intercala aos episódios da trama central, recordações de uma infância traumática, na qual testemunhou a morte violenta do pai. Sofre, por isso, surtos alucinatórios.

O título remete à disputa que se deveria dar na mente de um “cachorro” entre a força maligna que o leva à traição, alimentada basicamente pelo oportunismo e o instinto de sobrevivência, e uma suposta força contrária oriunda do impedimento moral de todo humano à traição e à desonra, mas quase inexistente no sinistro personagem deste Cabo de guerra e obviamente derrotada.


No final da década de 1960, um rapaz deixa o aconchego da casa materna na Bahia para tentar a sorte em São Paulo. Em meio à efervescência política da época, que não fazia parte de seus planos, ele flerta com a militância de esquerda, vai parar nos porões da ditadura e muda radicalmente de rumo, selando não apenas seu destino, mas o de muitos de seus ex-companheiros.

Quarenta anos depois, ainda é difícil o balanço: como decidir entre dois lados, dois polos, duas pontas do cabo de guerra que lhe ofertaram? E, entre as visões fantasmagóricas que o assaltam desde criança e a realidade que ele acredita enxergar, esse protagonista com vocação para coadjuvante se entrega durante três dias a um estranho acerto de contas com a própria existência. Assistido por uma irmã devota e rodeado por uma série de personagens emersos de páginas infelizes, ele chafurda numa ferida eternamente aberta na história do país.

Narradora talentosa, Ivone Benedetti tem pleno domínio da construção do romance. Num texto em que nenhum elemento aparece por acaso e no qual, a cada leitura, uma nova referência se revela, o leitor se vê completamente envolvido pela história de um protagonista desprovido de paixões, dono de uma biografia banal e indiferente à polarização política que tanto marcou a década de 1970 no Brasil. Essa figura anônima será, nessa ficção histórica, peça fundamental no desfecho de um trágico enredo.

Neste Cabo de guerra, são inúmeras e incômodas as pontes lançadas entre passado e presente, entre realidade e invenção. Para mencionar apenas uma, a abordagem do ato de delação política não poderia ser mais instigante para a reflexão sobre o Brasil contemporâneo.

6 Curiosidades sobre ‘Game Of Thrones’




Por Andréia Bueno 

Neste domingo, estreia a sexta temporada de Game Of Thrones e separamos algumas curiosidades intrigantes!

Dez meses após um final de tirar o fôlego, os fãs finalmente saberão o que aconteceu com John Snow e outros personagens da série adaptada da obra de George R.R. Martin, sucesso de público e de crítica.

  Foto:Divulgação

As respostas virão a partir das 22h deste domingo, quando a HBO transmitirá o primeiro episódio da sexta temporada (com sinal aberto em todas as operadoras de TV paga). Repetindo o que aconteceu no ano passado, a apresentação dos 10 capítulos, semanalmente, será simultânea nos EUA e em outros países, entre eles o Brasil.


As duas primeiras temporadas foram inspiradas nos dois primeiros livros, “As Crônicas de Gelo e Fogo – A Guerra dos Tronos” e “As Crônicas de Gelo e Fogo – A Fúria dos Reis”, mas a segunda temporada também tem momentos visto apenas no terceiro livro, “As Crônicas de Gelo e Fogo – A Tormenta de Espadas”, que ainda inspirou a terceira e a quarta temporadas.  A primeira temporada da série teve sua première no dia do aniversário de 52 anos do ator Sean Bean, que interpreta Ned Stark. A produção contratou o especialista David J. Peterson para desenvolver as línguas dos Dothraki e do império Valyriano. Ele partiu das poucas palavras criadas por George R.R. Martin em seus livros.
Elenco Original? Michelle Fairley e Emilia Clarke não eram as primeiras escolhas para os papéis de Catelyn Stark e Daenerys Targaryen. Elas substituiram Jennifer Ehle e Tamzin Merchant, respectivamente.

Novo idioma? A produção contratou o especialista David J. Peterson para desenvolver as línguas dos Dothraki e do império Valyriano. Ele partiu das poucas palavras criadas por George R.R. Martin em seus livros.

Para celebrar a sexta temporada que estreia neste domingo no HBO, escolhemos 6 curiosidades intrigantes de GOT.

1- Aemon Targaryen é cego na vida real

O ator Peter Vaughan que interpreta o Mestre Aemon Targaryen  é cego de verdade, assim como seu personagem na série, Targaryen era um membro do serviço da Patrulha da Noite, distanciando-se das guerras e da política desbravando os Sete Reinos. 

2- Os dragões foram inspirados por gansos e gatos

Para criarem os dragões, algumas inspirações curiosas tiveram que ter sido feitas. Os dragões foram inspirados por gansos e gatos, exatamente pela equipe ter analisado o modo de vida dos animais para que a personalidade dos gigantes voadores fosse criada. 

3-Madonna usou o traje de Khaleesi

A cantora Madonna decidiu se vestir como Daenerys para Purim, um feriado apelidado de “Halloween judeu”. O ícone da música pop entrou em contato com os produtores do show para  conferir se poderia ser emprestado a ela o traje real de Khaleesi, ao invés de ter todo o trabalho de contratar costureiras e fazer o seu próprio vestido.

4- Easter Egg: a cabeça de George W. Bush aparece cortada em vários episódios da série

A primeira temporada da série é bem polêmica. Um dos Easter eggs que aparecem em um dos episódios e que talvez que você não perceba é a aparição da cabeça cortada do ex-presidente americano George W. Bush. 

5- A Rainha Elizabeth já visitou o Trono de Ferro, mas não sentou nele.

A monarca do Reino Unido, a rainha Elizabeth II, visitou acompanhada de seu marido príncipe Philip, o cenário onde são filmadas algumas cenas de Game of Thrones mais notadamente as que se passam em Porto Real, em sets localizados em Belfast, na Irlanda do Norte. A rainha chegou, apreciou o local, o trono e optou por não sentar no assento. O motivo ninguém sabe.

6-O autor George Martin escreveu os livros em um computador DOS
Se você pensa que o autor dos livros que deram origem à saga da HBO atualmente escreve sua obra em Word, Bloco de Notas, drive ou qualquer dispositivo eletrônico de escrita, esqueça. Martin desenvolve sua obra no sistema operacional DOS, um fundo preto com letras brancas. O autor revelou que escreve as páginas das Crônicas de Gelo e Fogo em um computador que roda esse sistema operacional das décadas de 80 e 90, utilizando-se, para isso, do programa WordStar 4.0. Ele revela que usa essa “arma secreta” por ela não ser conectada à internet e por fazer tudo o que ele quer e nada mais, como, por exemplo, não sugerir correções aos seus textos.