“HERÓIS” volta em cartaz para curta temporada online

HERÓIS volta em cartaz para curta temporada online

Créditos: Vitor Vieira Fotografia


Espetáculo que estreou em versão online e ao vivo em novembro de 2020 volta ao cartaz em 2021, de 13 a 28 de fevereiro. David Bowie foi a principal inspiração do personagem. Porém, outros astros do rock britânico e americano dos anos 60 e 70, como Lou Reed, Jim Morrison, Bob Dylan e The Rolling Stones, além do lendário fotógrafo Mick Rock, também estão entre as influências da montagem. Inclusive, referência a autores, como Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Samuel Beckett; e filmes como “SHOT! O Mantra Psico-Espiritual do Rock“, de Barney Clay; e “Encontros e Desencontros“, de Sofia Coppola, também estão presentes. “Esse espetáculo fala sobre um individuo só (mesmo cercado de muitos), tomado de questões acumuladas ao longo de uma vida. Esse momento da vida, em que se abre uma fresta (como que estamos passando em escala mundial!), e podemos acompanhar os minutos de extrema potência em que tudo pode ser visto de “um novo lugar”. Seguir, fazer, reinventar a própria vocação por meio de novas e antigas companhias“, comenta Paulo Azevedo.

Sobre a encenação

A encenação se apropria do conceito de que o protagonista é o agente da cena. Acompanhamos o seu fluxo de pensamento no trânsito intenso entre os espaços de “fora” (realidade, o cotidiano) e o de “dentro” (o imaginário, o desejo, onde suas ideias e pensamentos se realizam com extrema liberdade). Como na performance, o jogo cênico é revelado a todo instante, temos um intérprete que, por vezes, canta, dubla ou apenas acompanha a tradução projetada em vídeo das canções e das rubricas (como uma ordem suprema para o performer, numa metáfora da presença do autor/diretor) – reflexões focadas no ser humano por trás do “artista/herói”. O desvelar dos bastidores de uma criação aponta para um relato formado por muitas vozes. Os limites entre o que é real e o que é imaginário enriquecem o essencial: compor uma obra cênica compartilhada “com” e construída “para” o espectador.

Mais que escrever uma peça teatral, o autor buscou criar algo como uma entrevista com um artista. Por isso, a audiência assume um papel: a de jornalistas em uma coletiva de imprensa com o astro do rock, criando um jogo entre o ator e o espectador.

A trilha sonora traz composições originais e releituras de clássicos do rock, criadas por Barulhista, a partir da seleção musical de Paulo Azevedo. As cenas foram pensadas como faixas de um álbum, com títulos e minutagem, na qual as letras das músicas pontuam determinados momentos da narrativa. Alguns dos títulos vieram de nomes de canções de rock stars que inspiraram a obra. “Atravesse para o outro lado”; “Onde Estamos Agora?”; e “Voltando à Vida” são alguns deles. As letras das canções são também dramaturgia. Foram escolhidas a dedo. Por isso, a tradução em português é projetada pra que a audiência possa solfejar em inglês. Para que ao mesmo tempo, possa senti-la em nossa jovem língua mãe.

A trilogia

A “Trilogia Solo” é idealizada, escrita e dirigida por Paulo Azevedo sobre a relação entre o teatro e outras áreas afins – a música (“HERÓIS”), as artes plásticas (“PASSE-PARTOUT”) e o rádio (“FORA DO (M)AR”). Compõe a cena como um reflexo do impacto das questões contemporâneas nos indivíduos com uma linguagem baseada na confluência do teatro com a música, a literatura, as artes plásticas, o audiovisual e o rádio. Em comum, personagens que tornam o espectador cúmplice da própria condição universal do ser humano de estar em constante adaptação e vulnerabilidade diante das transformações da sociedade. Além disso, trazem um olhar aguçado e poético sobre o cotidiano, as contradições do ser urbano e seus conflitos, sem perder de vista um humor refinado e a poesia.

O blog Suacompanhia traz vídeos, entrevistas e clipes que inspiraram a montagem, além de impressões sobre o processo de criação.

HERÓIS volta em cartaz para curta temporada online
Créditos: Vitor Vieira Fotografia

Sinopse

Ele é um astro do rock no auge da fama. Está esgotado pelas demandas de ser um mito.

Precisa apenas de um respiro. No caminho para mais um compromisso com sua banda, Ele se depara com uma formiga. Esse encontro inesperado provoca uma jornada interna. Nisso, resgata questões deixadas para trás na correria da vida.

Exposto ao seu próprio cansaço nos bastidores, Ele se pergunta: “Por que eu levo esse tempo?”; “Em que momento eu crio? “; “Por que as pessoas admiram um artista? “; e “Vale a pena ser um herói? “. Nesse mergulho, busca as razões mais íntimas para seguir em frente, rumo a um novo lugar.

Escrito, encenado e com atuação de Paulo Azevedo, “HERÓIS” é inspirado livremente pelas músicas e vidas de David Bowie, Lou Reed e outros rock stars dos anos 60 e 70. O roteiro original cria um panorama do rock dos anos 60 e 70, com lendárias canções de David Bowie, Elton John, Lou Reed, Pink Floyd, The Rolling Stones, The Doors, entre outros.

A montagem parte dos mitos em torno do artista para abordar a relação com o tempo e os valores do mundo contemporâneo, além de revelar como somos todos um pouco heróis.

O caminho de Heróis até aqui

HERÓIS marcou o início do coletivo, fundado em 2014 por Paulo Azevedo e baseado em São Paulo, com a colaboração de antigos parceiros de diversos estados brasileiros. A primeira versão do texto escrito em 2014 tinha o título “HERÓIS: UMA PAUSA PARA DAVID”. Foi contemplada com o 1º lugar no Prêmio Funarte Myrian Muniz e cumpriu estreia e temporadas no SESC Palladium (2015) e CCBB BH (2016), sendo interpretada pela atriz Samira Ávila.

Serviço:
Duração aproximada: 55 minutos
Classificação etária recomendada: 12 anos
Gênero e modalidade: Drama cômico
Ingressos: Sympla
Valor: até R$40,00
De 13 a 28 de fevereiro, sábados, às 21h; e domingos, às 17h

‘Grupo Silenciosas’ estreia espetáculo “Nosso Primeiras Estórias”


Créditos: Carol Quintanilha 


Na Oficina Cultural Oswald de Andrade, de 02 a 11 de maio, em São Paulo, o grupo de Improviso Cênico Silenciosas estreia o espetáculo “Nosso Primeiras Estórias”, sobre os 21 contos do livro “Primeiras estórias”, de Guimarães Rosa. O projeto – realizado com apoio do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura – vai expor a experiência particular do grupo de contar estórias por meio dos corpos, movimentos, vozes, técnicas e linguagens, resultado de quatro anos de pesquisa sobre a obra.

“Não parece ser possível falar sobre os 21 contos do livro Primeiras estórias, de Guimarães Rosa, em uma única apresentação. Silenciosas não pretende fazer isso. Pretendemos falar sobre nós, sobre nossas emoções, sensações, sobre o que o livro nos disse, sobre o que ele nos ensinou. Misturamos seus personagens, seus narradores e o autor a nós mesmos, nos apropriando de estórias que nunca param de nos surpreender. Usamos nossos corpos, movimentos, nossa voz, nossas técnicas e linguagens, para expor nossa experiência ao pesquisar essa obra. Estamos no quarto ano de pesquisa e Primeiras estórias está no grupo, é inerente aos nossos corpos. Sente com a gente, converse, escute, deixa a gente te contar umas coisas, umas estórias, deixe a gente mostrar uns movimentos”, comenta o diretor Diogo Granato.

Créditos: Carol Quintanilha

Silenciosas é um grupo de Improviso Cênico. É uma técnica que permite, ou melhor, estimula que cada intérprete utilize todos os seus conhecimentos corporais como parte de sua dança, no intuito de construir uma dança única e particular, que aproveita todas as habilidades e desabilidades de cada corpo. É uma técnica de consciência cênica e composição que visa aumentar a inteligência cênica do intérprete para trabalhar em grupo.

O objetivo é criar grupos coesos, com escuta para a composição, para as sensações/imagens que criam no espaço, e para as dramaturgias do improviso. Para isso, a pesquisa se estende na relação cênica gerada pelo encontro da arte com o público. O projeto ” Nosso Primeiras Estórias” foi realizado com apoio do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

SERVIÇO

Espetáculo: Nosso Primeiras Estórias

Oficina Cultural Oswald de Andrade

Rua Três Rios 363- Bom Retiro- próximo ao metrô Tiradentes

02/05 à 11/05- quintas e sextas às 20hs e sábados às 18hs.

30 lugares

Ingressos gratuitos. Retirar ingressos com uma hora de antecedência.

Sala com acessibilidade

Não tem estacionamento no local.