Alzheimer é tema de exposição virtual

Alzheimer é tema de exposição virtual

Créditos: Divulgação


Vinte artistas brasileiros aceitaram o desafio de apresentar através da arte uma visão sobre o Alzheimer. O resultado dessa iniciativa poderá ser visto na exposição Alzheimer – 20 Artistas e uma das Maiores Crises de Saúde do nosso Tempo, que está aberta à visitação virtual.

Idealizada pelo coletivo ArtBio, a exposição propõe um diálogo com a temática do cérebro, explorando questões como memórias e o envelhecimento.

A versão presencial da exposição foi aberta no dia 5 de março, na Casa da Ciência da UFRJ, mas precisou ser interrompida devido à pandemia. Como ainda não há previsão de reabertura de museus e centros de exposição, os organizadores decidiram oferecer a oportunidade da visita virtual. A exposição pode ser acessada através do site da ArtBio.

Associada à senilidade, a doença provoca perda de memória, dificuldade de atenção, orientação, além da perda de outras funções cognitivas. Atualmente, estima-se que haja 35,6 milhões de casos da doença no mundo e, no Brasil, o número chega a 1,2 milhão. Fundador da ArtBio, Igor Fonseca avalia que embora a doença ainda não possa ser curada ou interrompida, ações de sensibilização e acesso à informação são fundamentais.

Igor explica que cada artista teve total liberdade para criar a sua obra. Alguns já vivenciaram o drama da doença, seja através de casos familiares ou pelo convívio com pessoas próximas acometidas. Outros exploraram o assunto a partir de pesquisas e percepções próprias.

Alzheimer é tema de exposição virtual
Créditos: Divulgação

O resultado é uma mostra de interpretações singulares que, em comum, da colagem ao grafite, da pintura a óleo ao carvão, revelam um olhar sensível e humanista sobre o tema. As obras são acompanhadas de breves textos escritos pelos artistas que complementam suas interpretações.

Participam da exposição os artistas Alberto Pereira, Gustavot Diaz, Ingrid Bittar, Marcia Albuquerque, Camile Sproesser, Diego Max, Mauricio Planel, Mazola Marcnou, Pas Schaefer, Andre Mogle, Domitila de Paulo, Marcel Lisboa, Mariana San Martin, Jesso Alves, Flavio Grão, Bárbara Malagoli, Hanna Lucatelli, Pina, Luiza de Alexandre e Apolo Torres.

Serviço

Alzheimer – 20 Artistas e uma das Maiores Crises de Saúde do nosso Tempo

Local: Site da ArtBio

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São Paulo ganha novo projeto cultural com exposição inédita

São Paulo ganha novo projeto cultural com exposição inédita

Créditos: Divulgação


Como criar novas experiências por meio da arte e trazer alento neste momento de pandemia e isolamento social? Foi a partir desta indagação que nasceu a DriveThru.Art, uma exposição inédita, em formato drive thru, que leva obras de 18 artistas de diferentes gerações, técnicas e pesquisas à ARCA.

O espaço é um antigo galpão com mais de oito mil metros quadrados, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, onde funcionava uma grande indústria metalúrgica, que marcou a transformação industrial da cidade. Aberto ao público a partir de 17 de julho, o projeto idealizado por Luis Maluf, da Luis Maluf Art Gallery, ao lado de Mauricio Soares e Mário Sérgio Albuquerque, da ARCA, propõe visitas apenas de carro, como resposta ao distanciamento imposto pelo atual cenário da pandemia.

O amplo espaço da ARCA foi adaptado para receber um circuito de visitação percorrido dentro de veículos, com hora marcada e seguindo todos os protocolos e diretrizes de segurança da pandemia. O funcionamento será de quarta-feira a domingo, das 13h às 21h. As visitas são organizadas em um circuito com duração de aproximadamente uma hora, com limite de até 20 carros simultâneos no espaço. A regra é que cada veículo tenha ocupação de, no máximo, quatro pessoas. Os ingressos podem ser obtidos no site drivethru.art e, no ticket, o visitante pode acessar todas as orientações para o percurso.

A curadoria realizada por Luis Maluf elegeu artistas que trabalham em torno de questões latentes na contemporaneidade, como reflexões sociais, a importância da representatividade das mulheres negras e a urgência à preservação do meio ambiente. São pinturas, vídeos e fotografias de nomes consolidados na cena da arte contemporânea e coletivos criados na pandemia: Acidum Project, Apolo Torres, Crânio, Criola, Edu Cardoso, Felipe Morozini, Gian Luca Ewbank, Hanna Lucatelli, Juneco Marcos, Luiz Escañuela, Nathalie Edenburg, Patrick Rigon, Raquel Brust, Ruas do Bem, Thasya Barbosa, Vermelho Steam, Vinicius Meio e Vinicius Parisi.

Figuram obras como Carne Viva (2019), de Luiz Escañuela, óleo sobre tela de 100x70cm, no qual o artista traz ao público uma criação da Floresta Amazônica com textura de pele humana, representando uma artéria na extensão da Bacia do Rio Amazonas. Os ferimentos criados na obra apontam para os focos de queimadas e desmatamento da floresta no ano de 2019, um convite – e também um provocação – do artista à reflexão sobre nossas ações perante os anseios de domínio da natureza.

Ainda na linguagem da pintura, o visitante também poderá ver a obra Nunca Haverá Silêncio, de Patrick Rigon. A intersexualidade é abordada através de uma figura andrógina envolta por uma aura de contemplação que beira a divagação e a melancolia. O alto contraste, a luz oblíqua e os ornamentos indicam uma inspiração no barroco, unida à elementos do pop contemporâneo, com o embate de cores geradas por luz artificial e os adornos naturalistas com flores e cobras-coral.

São Paulo ganha novo projeto cultural com exposição inédita
Créditos: Divulgação

Também em tom de reflexão sobre o momento atual, o projeto Ruas do Bem leva à ARCA frases como “Cada rua vazia é uma multidão contra o vírus“. Idealizado pelo produtor gráfico Victor Ghiraldini e pelo publicitário Marcelo Nogueira, em abril deste ano, início da pandemia do novo coronavírus. O projeto começou com três mensagens, de até 15 metros, pintadas nas ruas do centro de São Paulo e planejadas para serem vistas do alto dos prédios, sem que as pessoas precissassem sair de suas casas. Seguidas pela hashtag #fiqueemcasa, as mensagens enfatizavam a importância do isolamento social para conter a disseminação da Covid-19.

Fotografias e vídeos também estão presentes na exposição inédita em formato drive thru. Em Não Estamos Sozinhos, de Felipe Morozini, a frase que dá o título da obra é aplicada sobre uma Floresta Amazônica e propõe uma reflexão sobre o nosso pertenciamento junto à natureza – tanto no sentido de acolhimento como uma alerta sobre as nossas responsabilidades individuais que fazem parte de um todo conectado.

SERVIÇO:
DriveThru.Art
Abertura: 17 de julho, sexta-feira, às 13h
Período expositivo: 17 de julho a 9 de agosto
Local: ARCA
Endereço: Avenida Manuel Bandeira, 360, Vila Leopoldina, São Paulo
Visitação (apenas de carro): quarta a domingo, das 13h às 21h (ultima sessão às 20:10h)
Informações ao público e ingressos: drivethru.art

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