Dica Cultural: Leitura de ‘O Último Concerto para Vivaldi’


Créditos: Divulgação


No próximo dia 11 de fevereiro acontecerá no Instituto Cultural Capobianco a leitura do texto inédito “O Último Concerto para Vivaldi” de Dan Rosseto, que também fará a direção. No elenco Amazyles de Almeida, Bruno Perillo e Michael Waisman.

O “Último Concerto para Vivaldi” conta o último ano na vida de um professor de matemática universitário e um violinista profissional que ensaia um concerto de “As Quatro Estações” de Vivaldi. Um deles está com uma doença terminal incurável e tem apenas um ano de vida. Eles decidem transformar a casa em que moram em um hospital para que eles possam viver juntos durante este período. Eles são assistidos por Adilah (Amazyles de Almeida), uma cuidadora muçulmana que deixou o seu país após perder toda a sua família num confronto. Com o agravamento da doença vem uma descoberta que pode abalar a relação de Anton (Bruno Perillo) e Ben (Michael Waisman).

“O Último Concerto para Vivaldi” fecha um ciclo de obras de Dan Rosseto, iniciado com “Manual para Dias Chuvosos” em que o tema morte tem forte importância em sua obra. A peça é um drama em quatro quadros (Primavera, Verão, Outono e Inverno), passando pelas “As Quatro Estações de Vivaldi” e os estágios da doença que nos faz chegar até a morte. Na obra além da discussão sobre o tema, temos um outro assunto relacionado que é morte assistida e a sua discussão sobre ela.

É importante ressaltar que esta obra fala de amor, em qualquer que seja a sua instância. E não trata do tema de forma a levantar bandeiras políticas ou sociais, apenas narra a relação de dois homens maduros e independentes que lutam dia após dia para um deles morrer dignamente, com a aliança e pacto de serem felizes por um ano ou até o término das quatro estações.

Após a leitura do texto “O Último Concerto para Vivaldi” acontecerá um debate com o elenco e autor, mediado pelo jornalista Bruno Cavalcanti.

SERVIÇO:
LOCAL: Instituto Cultural Capobianco (Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro), 70 lugares. Acesso a deficiente.
DATA: 11/02 (Terças 20h)
INGRESSOS: Gratuito. Reservas pelo e-mail fabio@lugibi.com.br
INFORMAÇÕES: 11 3237 1187
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

‘Diálogos’ prorroga temporada em SP


Créditos: Caio Gallucci


Em 2019, a caixa se abriu 7 vezes. Foram aproximadamente 600 espectadores! Ingressos esgotados e cadeiras extras em todas as sessões. Um bate-papo genuíno com a plateia ao final de cada apresentação. Uma leitura mais que especial feita para as meninas da Fundação CASA. Agora chegou a vez de 2020!

Vejo essa peça como uma luz no fim de um longo túnel, um caminho de poesia, música e leveza pra tirar o peso das coisas. Simplificar. Reconectar. Por isso o título. Por isso fazer um bate-papo após o espetáculo. Por isso propor um ambiente intimista. Por isso confiar na força humana dos atores e da arte para transformar.” (Bruno Narchi, autor)

Foi assim que nasceu Diálogos, da vontade e do encontro de seis atores (Bruno Narchi, Thiago Machado, Zuba Janaína, Luci Salutes, Vinícius Loyola e Guilherme Leal) que, juntos, decidiram se dedicar ao texto escrito por Bruno.

Thiago, Luci e Vinícius fazem parte do elenco que, em 2020, dá as boas-vindas ao ator Vitor Moresco, que entra no lugar de Guilherme Leal. Além de interpretarem as cenas, os atores também tocam diversos instrumentos e cantam ao vivo. Bruno cuida da direção geral e Zuba da direção de movimentos.

Figuras conhecidas dos palcos, esses jovens carregam nas costas uma grande bagagem de espetáculos teatrais e musicais como Mamma Mia!, Romeu & Julieta ao Som de Marisa Monte, Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, Se Essa Lua Fosse Minha, Hair, O Grande Cometa, dentre outros, além de RENT e tick,tick…BOOM!, projetos da Companhia Paralela, da qual Bruno e Thiago fazem parte, ao lado de Bel Gomes e Leopoldo Pacheco.

Créditos: Caio Gallucci

A peça, de forma despretensiosa, nos conecta com o nosso íntimo. Muitas vezes andamos por aí, ao lado de muitos, porém sozinhos e alheios ao outro. Passamos pela mesma rua, comemos no mesmo lugar, nos sentamos na mesma plateia, mas cada um dentro do seu próprio quadrado.

Diálogos fala dessa solidão que nos consome. Da falta de uma ponte que liga um ser humano ao outro. Fala de tempos duros e nervos aflorados, que nos tiram as palavras e colocam pedras na mão da alma mais pacífica. Fala de coisas que não queremos mais falar pois já não sabemos como ou porque não queremos cair em uma teia. Fala de uma sociedade que virou fragmento, quando poderia ser coletivo. Fala sobre abrir aquela caixa dos sentimentos guardados, dos olhares perdidos, e do abraço poupado que nos permitiria respirar melhor.

SERVIÇO

Diálogos

Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória (aprox. 70 lugares)
Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro
Informações: (11) 3237-1187
Vendas: www.sympla.com.br
Bilheteria: abre 1h antes do espetáculo. Aceita cartão de débito e crédito. Não aceita cheque.
Acesso para deficientes (entrar em contato com o teatro). Ar-condicionado.
Ao lado da estação do metrô Anhangabaú

Segundas-feiras de janeiro, às 20h30

Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)
Duração: 80 minutos
(60 minutos de peça + 20 minutos para bate-papo após o espetáculo)
Recomendação: 12 anos

Peça ‘1975’ estreia em São Paulo


Créditos: Divulgação


Estreia no dia 19 de novembro o monologo 1975, da autora uruguaia Sandra Massera no Instituto Cultural Capobianco protagonizado pela atriz Angela Figueiredo. A peça terá uma direção feita a quatro mãos, por Sandra e Angela, entre o eixo São Paulo-Montevidéu.

No espetáculo Angela interpretará Teresa, uma mulher de 60 anos que teve seu irmão desaparecido durante a ditadura militar no Uruguai, quando ela era adolescente. O texto aborda a questão do desaparecimento de pessoas, de perdas de entes queridos e da passagem do tempo que naturalmente a vida nos impõe.

É um monólogo docemente amargo. Ao desocupar a casa de seus pais, Teresa encontra as cartas que escreveu para seu irmão e para sua avó durante muitos anos. Sua avó morava em Buenos Aires e é uma das Abuelas de La Plaza de Mayo. A peça reflete sobre a força feminina e a trajetória de uma pessoa comum. A encenação traz três planos: o caderno, o que a personagem diz e as inúmeras cartas soltas pelo cenário.

Para a atriz Angela Figueiredo, “o tema é abordado no texto de forma universal e não somente dentro da época da ditadura uruguaia, e sim o sentimento e o vazio deixado pela situação de ter uma pessoa querida desaparecida, sem um fim”.

A peça 1975, surgiu a partir o texto Boneco Sem Rosto, escrito por Sandra Massera para a convocatória de 10 anos do TEATRO DE LA IDENTIDAD organizado pelas Abuelas de Plaza de Mayo que aborda o tema dos desaparecidos na ditadura e também pede alusão ao tema “teatro dentro do teatro”.

Resultando numa sequência de provocações dramatúrgicas sobre o tema das ditaduras. Boneco Sem Rosto foi selecionado para ingressar o espetáculo Identico com dramaturgia de Maurício Kartun e direção de Daniel Veronese que aconteceu em 2010, em Buenos Aires, Argentina. O impacto que o texto causou ao público na sua estreia inspirou a autora a desenvolver o tema, misturando a uma história real, resultando na obra ficcional 1975. A peça estreou em 2015, em 2017 fez turnê na França e teve uma montagem realizada em Buenos Aires em 2018.

O texto 1975, recebeu uma Menção da Convocatória Solo III, e da OBRAS para um personagem do Centro Cultural da Espanha (Montevidéu) e ganhou o Prêmio Florêncio ao Melhor texto de autor Nacional em 2015.

A peça conta com direção de vídeos de Nanda Cipola, que ambienta a história em vários ambientes Teresa passa durante esses anos como a casa na época da sua infância e a praia.

O espetáculo terá trilha sonora cantor e músico Branco Mello dos Titãs, reeditando uma parceria de outros trabalhos no Teatro com a atriz Angela Figueiredo.

Créditos: Divulgação

SERVIÇO:

LOCAL: Instituto Cultural Capobianco (Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro), 40 lugares. Acesso a deficiente.

DATA: 19/11 até 18/12 (Terças e Quartas 20h)

INGRESSOS: R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia-entrada)

VENDAS PELA INTERNET: www.sympla.com.br

INFORMAÇÕES: 11 3237 1187

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Bruno Narchi estreia “Diálogos” no Teatro da Memória


Créditos: Divulgação


Muitas vezes andamos por aí, ao lado de muitos, porém sozinhos e alheios ao outro. Passamos pela mesma rua, comemos no mesmo lugar, nos sentamos na mesma plateia, mas cada um dentro do seu próprio quadrado.

Diálogos fala dessa solidão que nos consome. Da falta de uma ponte que liga um ser humano ao outro. Fala de tempos duros e nervos aflorados, que nos tiram as palavras e colocam pedras na mão da alma mais pacífica. Fala de coisas que não queremos mais falar pois já não sabemos como ou porque não queremos cair em uma teia. Fala de uma sociedade que virou fragmento, quando poderia ser coletivo. Fala sobre abrir aquela caixa dos sentimentos guardados, dos olhares perdidos, e do abraço poupado que nos permitiria respirar melhor.

Vejo essa peça como uma luz no fim de um longo túnel, um caminho de poesia, música e leveza pra tirar o peso das coisas. Simplificar. Reconectar. Por isso o título. Por isso fazer um bate-papo após o espetáculo. Por isso propor um ambiente intimista. Por isso confiar na força humana dos atores e da arte para transformar.” (Bruno Narchi, autor)

Foi assim que nasceu esse projeto, da vontade e do encontro de seis atores (Bruno Narchi, Thiago Machado, Zuba Janaína, Luci Salutes, Vinícius Loyola e Guilherme Leal) que, juntos, decidiram se dedicar ao texto escrito por Bruno. Thiago, Luci, Guilherme e Vinícius formam o elenco. Além de interpretarem as cenas, os atores também tocam diversos instrumentos e cantam ao vivo. Bruno cuida da direção geral e Zuba da direção de movimentos.

Créditos: Divulgação

Figuras conhecidas dos palcos, esses jovens carregam nas costas uma grande bagagem de espetáculos teatrais e musicais como Mamma Mia!, Romeu & Julieta ao Som de Marisa Monte, Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, Se Essa Lua Fosse Minha, Hair, Escola do Rock, dentre outros, além de RENT e tick,tick…BOOM!, projetos da Companhia Paralela, da qual Bruno e Thiago fazem parte, ao lado de Bel Gomes e Leopoldo Pacheco.

SERVIÇO

DIÁLOGOS
Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória (aprox. 70 lugares)
Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro
Informações: (11) 3237-1187
Vendas: www.sympla.com.br
Bilheteria: abre 1h antes do espetáculo. Aceita cartão de débito e crédito. Não aceita cheque.
Acesso para deficientes (entrar em contato com o teatro). Ar-condicionado.
Ao lado da estação do metrô Anhangabaú
Segundas-feiras, às 20h30
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)
Duração: 80 minutos
(60 minutos de peça + 20 minutos para bate-papo após o espetáculo)
Recomendação: 12 anos
Temporada 2019: de 04 de novembro até 16 de dezembro

Com texto e direção de Marcelo Varzea, espetáculo Dolores estreia em SP


Créditos: WCN Aguiar/Divulgação


Dolores é um espetáculo solo escrito para a atriz Lara Córdulla, antiga companheira de cena do autor e diretor, que o inspirou a montá-lo após o impacto recebido ao vê-la em cena em O Mal Entendido, de Albert Camus. “Quando estreei Silencio.doc, texto escrito por mim a partir de um experiência pessoal, houve uma publicação com a seguinte chamada: ‘Marcelo Varzea se lança como dramaturgo’. Tomei um susto. Levar à cena uma carta de amor não me parecia ser um novo caminho. Imediatamente pensei que precisava sentar e me arriscar por linhas que não fossem autobiográficas. Contar uma história que não fosse minha. De uma mulher. Outro solo”, conta Várzea.

A personagem é fruto da mistura de alguns fatos reais, diretos ou retorcidos, que se propõe a revelar a sedução de uma mentira bem contada, remontando imediatamente ao oficio de atriz. Em seu primeiro espetáculo solo, Lara Córdulla revive o papel original de contadora de histórias, da narradora e protagonista dessa trama. Olho a olho com a plateia. Desnuda de truques e, ao mesmo tempo, com todos eles, tão bem burilados pelo seu ofício. Uma atriz, uma ribalta, uma cadeira, luz e um monte de história pra contar. “Dolores inspira, comove e diverte. A corda bamba é seu chão, onde um lado a levanta e o outro a deixa cair. O teatro é sua vida onde canta suas verdades e mentiras. E o público se faz cúmplice de suas dores de amores. Como é bom emprestar meu corpo e minha voz…Um VIVA às Dolores!”, comemora Lara.

Créditos: WCN Aguiar/Divulgação

Marcelo Varzea afirma que a ideia era mesmo escrever sobre uma atriz: “Dolores, que convida jornalistas para assistir uma única apresentação de O Último Suspiro de Uma Atriz, onde, cansada da carreira, resolve recontar suas memórias aproveitando o ensejo pra sair de cena em grande estilo, passeando por todas as cores que uma artista pode usar, colocando todas as suas verdades à mesa. Será? Ela é uma atriz… Perderia uma plateia ilustre e a oportunidade de ter um foco mirado nela?”, questiona.

A peça apresenta a sua saga afetiva e profissional. Uma atriz que acabou de ultrapassar a faixa dos cinquenta anos de idade. Suas histórias. Metateatro. Jogo. Nascida em uma família de circo, filha de artistas hippies, quase famosa, Dolores revela ao público diversos episódios da sua vida, alternando verdade e mentira, num jogo em que a plateia é cúmplice, embora não tenha certeza absoluta dessa alternância. Sexo, palco, fracasso, terrorismo, assédio, estupro, alienação parental e feminismo são alguns dos temas abordados nessa amarga narrativa.

Esse é o segundo texto do ator e diretor Marcelo Varzea que em 2018 estreou na dramaturgia com o solo Silencio.doc, onde também atuou, sob direção de Marcio Macena. O espetáculo foi muito bem recebido pela crítica e público e esteve em cartaz por oito meses consecutivos, em São Paulo. Atualmente, viaja pelo país e virou livro editado pela Editora Cobogó.

Também em 2018, Várzea voltou à direção, após pausa de 15 anos, e ganhou o Prêmio do Humor, de Fabio Porchat, na categoria Melhor Direção por Michel III – Uma Farsa à Brasileira. Sobre seu segundo texto solo, ele diz: “Trabalhar mais uma vez com a Lara, em posições diferentes, pois nunca a dirigi, tem sido bastante excitante. Ver uma atriz de 50 anos, com domínio absoluto da comédia, drama, tragédia, sedução, partituras corporais e vocais é de um prazer imenso. É ter um cardápio de cores, sabores e notas musicais infinitas, juntas. Muita responsabilidade escolher e apontar esse caminho, porque ela, plena de suas ferramentas e generosa, vai de cabeça!”. E acrescenta: “Dolores abriu um fluxo de escrita, pois na sequência criei Afã e Narciso que estão no início do processo de montagem”.

Serviço
Dolores
Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória (74 lugares)
Rua Álvaro de Carvalho, 97, Centro (próximo ao metrô Anhangabaú)
Telefone: (11) 3237.1187
Bilheteria: abre uma hora antes do início do espetáculo, nos dias de apresentação.
Vendas: www.ingressorapido.com.br

Terças e quartas às 21h
Ingressos: R$ 40

Duração: 60 minutos
Recomendação: 14 anos
Gênero: comédia dramática

Temporada: até 14 de agosto