Peça com Marjorie Estiano, Caco Ciocler e Johnny Massaro encerra temporada em SP


Créditos: Michele Mifano/Divulgação


Com duração de quase 5 horas, o espetáculo “Os Sete Afluentes do Rio Ota” encerra sua primeira temporada neste final de semana no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

A remontagem assinada pela diretora Monique Gardenberg, traz no elenco Bel Kowarick, Caco Ciocler, Charly Braun, Giulia Gam, Helena Ignez, Jiddu Pinheiro, Johnny Massaro, Lorena da Silva, Madalena Bernardes, Marjorie Estiano, Sergio Maciel, Silvia Lourenço e Thierry Tremouroux durante os 7 atos da peça.

O espetáculo é uma montanha-russa de emoções, que traz em sua essência o universo do teatro, dança, canto lírico e popular, mágica, butoh e teatro de sombras, além de colocar os opostos: ocidente e oriente, tragédia e comédia, masculino e feminino, vida e morte; como reflexos da mesma realidade interligando o passado com o presente.

Créditos: Divulgação

Os Sete Afluentes do Rio Ota começa em Hiroshima e passa por Nova York, Amsterdã, Europa Oriental, terminando no Japão, narrando uma saga de 60 anos. A peça é dividida em sete atos de épocas distintas, nos quais os atores se alternam em cena. Os atos são intitulados em:

1 – Fotografias

2 – Jeffreys

3 – Palavras

4 – Casamento

5 – Espelho

6 – Entrevista

7 – Trovão Hiroshima

O espetáculo fica em cartaz somente até domingo, 01/12, na capital paulista. Ainda não temos informações de apresentações para uma nova temporada. Para saber mais sobre os próximos passos de “Os Sete Afluentes do Rio Ota” fique conectado aqui no Acesso Cultural!

Filme de terror nacional com Murilo Benício e Luciana Paes estreia nesta quinta-feira




Dirigido por Gabriela Amaral Almeida e produzido por Rodrigo Teixeira o filme estreia dia 9 de agosto nos cinemas

Por Andréia Bueno

O ANIMAL CORDIAL, de Gabriela Amaral Almeida, estreia nesta quinta-feira, 9 de agosto em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Salvador, Fortaleza e Goiania. Produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, e distribuído pela Califórnia Filmes, o filme é uma fábula violenta sobre desejo na sociedade brasileira. 

Foto: Divulgação / Califórnia Filmes
O ANIMAL CORDIAL é o primeiro slasher movie (subgêneros do terror, caracterizados, dentre outras marcas, pelo uso de violência gráfica extrema) dirigido por uma mulher no Brasil. O longa deu a Murilo Benicio o prêmio de Melhor Ator no Festival Internacional de Cinema do Rio, em 2017, e os prêmios de Melhor Atriz e Melhor diretora para Luciana Paes e Gabriela Amaral Almeida no FantasPoa 2018.

A história se passa em uma única noite em um restaurante de classe média alta em São Paulo que é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos e precisam lidar com a situação. O local torna-se palco dos mais diferentes embates: empregados x patrão; ricos x pobres; homens x mulheres; brancos x negros. Civilização e barbárie: os dois conceitos se alternam na claustrofobia de um espaço, que vai sendo desconstruído à medida que soluções “cordiais” se tornam impossíveis.

O gênero já faz parte do portfólio da produtora baseada em São Paulo, que tem títulos como “A Bruxa”, de Robert Eggers, e “Quando Eu Era Vivo”, de Marco Dutra. Pode-se dizer, que faz parte de uma nova onda de produção no terror no Mundo, que não busca envolver a plateia através de sustos fáceis e truques clichês. São filmes mais complexos, com diretores que dialogam com o gênero de cinema de arte e que buscam também trazer reflexões sociais.
O filme tem no elenco Murilo Benício (Inácio), o dono pacato do estabelecimento, Luciana Paes (Sara), a fiel garçonete do restaurante, Ernani Moraes (Amadeu), Jiddu Pinheiro (Bruno) e Camila Morgado (Verônica) como os fregueses, e Irandhir Santos na pele do cozinheiro (Djair). Completam o elenco Humberto Carrão, Ariclenes Barroso, Thais Aguiar, Eduardo Gomes e Diego Avelino.



O ANIMAL CORDIAL teve sua estreia mundial no 21º Fantasia International Film Festival no Canadá, um dos mais tradicionais festivais dedicados a filmes fantástico, de horror, terror e demais subgêneros no mundo. Depois da estreia, seguiu para Sitges (Espanha), L’Etrange (França), Razor Reel Flanders Film Festival (Bélgica), dentre outros festivais que celebram o gênero do horror e do fantástico. No Brasil, foi exibido no Festival Internacional de Cinema do Rio,; no Janela Internacional de Cinema do Recife; no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador; e no Rio Fantastik Festival, onde Gabriela Amaral Almeida levou o prêmio de melhor roteiro original. 

Cartaz: Divulgação / Califórnia Filmes