“Insônia – Titus Macbeth” estreia no Sesc Avenida Paulista


Créditos: André Guerreiro Lopes


No mês de setembro, em uma simbólica sexta-feira 13, o Sesc Avenida Paulista recebe a estreia do espetáculo “Insônia – Titus Macbeth“, com direção de André Guerreiro Lopes, que divide também a dramaturgia com Sérgio Roveri. A peça funde duas obras premiadas da antologia de Shakespeare, escritas e encenadas pela primeira vez na virada do século XVI para o XVII: Macbeth e Titus Andronicus, sendo a última, encenada poucas vezes no Brasil.

A montagem tem como eixo central dois dos personagens mais fascinantes de Shakespeare: o general Titus Andronicus e Lady Macbeth, representados respectivamente por Helena Ignez e Djin Sganzerla, mãe e filha na vida real. O público acompanha ao mesmo tempo duas fábulas trágicas que se cruzam: de um lado a construção de uma violência institucional e implícita arquitetada por Lady Macbeth, com seu poder persuasivo quase sobrenatural, levando a um estado de insanidade e destruição. Do outro, o balé de violência explícita de Titus, uma espiral de vingança e ódio em uma sociedade já desumanizada, onde o horror é público e não causa mais espanto.

O espetáculo fica em cartaz até 20 de outubro, de quinta a sábado, às 21h, e domingos e feriados, às 18h, no espaço Arte II da Unidade.

SERVIÇO
INSÔNIA – TITUS MACBETH
Quando: de 13 de setembro a 20 de outubro de 2019*
Horário: às 21h (quinta a sábado) e 18h (domingo e feriados¬)
*Sessão extra dia 16/10 (quarta), às 21h
Onde: Arte II (13º andar)
Quanto: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 6,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Classificação: 14 anos
Horário de funcionamento da bilheteria do Sesc Avenida Paulista:
Terça a sábado, das 10h às 21h30.
Domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Site: sescsp.org.br/avenidapaulista

Resenha: Lady Macbeth




Por colaboradora Luci Cara


O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov , com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro e curtas que faz seu primeiro longa-metragem.

Foto: Divulgação
No longa, Florence Pugh interpreta Katherine, uma jovem mulher que é tratada como eram tratadas as mulheres : um mero objeto. Ela deve , depois de acertos entre seus pais e seus novos “donos” , o marido e o sogro, a obrigam a ficar em sua nova residência como um objeto de decoração, bela e submissa. 

O sogro a despreza, o marido não a toca. Depois que o marido começa a empreender longas viagens de negócios e ela se vê cada vez mais entediada, resolve ocupar seus dias usando uma aventura libidinosa com um novo empregado. 

A trama é bastante envolvente, pois Katherine vai adquirindo cada vez mais força e poder, desafiando os padrões que lhe foram impostos, enfrentando pessoas que a desprezam , tudo em nome do “amor”. Seu olhar é frio , e ainda sorri sarcasticamente quando lhe dizem que está errada. Amor é o que menos transparece nos  personagens, resignados ao papel que lhes é infringido. 

Foto: Divulgação
Não importa muito os riscos a que são expostos, os amantes agem com paixão (bruta) , e parecem não se importar com as consequências de seus atos. 

Um filme que prende nossa atenção até o final, que nos deixa prostrados na cadeira , com tanta verdade. E com tanta violência .

Seremos nós os juízes dessa mulher ? Será ela uma manipuladora implacável, ou uma vítima que resolve ter vida própria e atingir seus objetivos, sem se importar com as convenções ?

Aperte o play e assista ao trailer.