‘Curtas Reciprocidades’ apresenta 2ª temporada – Um Manifesto LGBTQIA+

'Curtas Reciprocidades' apresenta 2ª temporada - Um Manifesto LGBTQIA+

Antonio Vanfill, Giovanna Romanelli, Lucas Sancho e Rodrigo Risone fazem parte do elenco | Créditos: Divulgação


Idealizado e escrito por Antonio Ranieri, a nova temporada de “Curtas Reciprocidades” conta com 24 curtas metragens e fica disponível online e gratuitamente no Instagram do autor: @ranieriantonio.

Em 2020, quando o setor cultural parou por causa do Covid-19, eu tinha acabado de estrear um espetáculo. Parado, em casa, eu senti a necessidade de dialogar com outros artistas, que assim como eu estavam confinados, com medo de um futuro incerto. Assim surgiu, despretensiosamente, o Projeto Curtas Reciprocidades. A proposta era enviar um roteiro para cada artista, e eles em suas casas pudessem ter a liberdade de criar um curta-metragem.

Eu queria que eles tomassem um tempo para produzirem artisticamente e criassem uma bolha de isolamento, deixando de lado por um momento as tristes notícias que enfrentamos todos os dias“. No final do projeto, somaram 50 artistas, que produziram trabalhos realmente emocionantes. – Antonio Ranieri.

Contemplado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, este ano o projeto toma um formato de manifesto. Foram seis meses de pesquisa até serem selecionadas 24 histórias reais, de pessoas que foram violentadas por serem gays, lésbicas ou trans. Todas as histórias serviram de inspiração para os roteiros de ficção, criados por Ranieri.

Todos os dias nós sabemos, ouvirmos ou lemos histórias de pessoas que foram violentadas, torturadas e mortas, vitimas do preconceito e da homofobia, transfobia e lésbofobia. Desde o começo eu queria transformar em ficção essas tragédias, criando roteiros cheio de imagens, capaz de fazer o público se emocionar e visualizar através de cada depoimento a crueldade exposta. Por outro lado, eu também me preocupei em escrever para todos os tipos de público, para que pudesse ter alcances maiores, fora da minha bolha. Eu não queria que essas histórias ficassem perdidas, como costumam ficar, no cantinho dos rodapés dos jornais. Nós precisamos ter mais visibilidade e temos que protestar, divulgar e conversar. Foram décadas de lutas árduas de ativistas que vieram antes de nós para que pudéssemos sair do armário com orgulho. Nos últimos anos, estão tentando empurrar todos nós para dentro desse armário. E nós não cabemos mais e não queremos. Somos grandes, somos livres e merecemos respeito. Merecemos viver. Estão querendo nos silenciar e isso não será mais possível.” – diz Antonio Ranieri

Nos últimos anos, Ranieri tem se sido um ativista cultural LGBTQIA +, escrevendo dramaturgias focadas no tema, procurando normatizar e visibilizar as relações homoafetivas no país que mais mata LGBTQIA + no mundo.

Em breve:

Assim que terminar o projeto Curtas Reciprocidades, Ranieri lançará o livro “IDENTIDADE – Trilogia Sobre o Amor e a Falta no Universo LGBTQIA+“, onde reúne três espectáculos teatrais, todos com a mesma temática, sendo dois espetáculos que fizeram temporada na cidade de São Paulo e um texto ainda inédito.

Serviço

até 30/06

Horário: 12H

Local: Instagram: @ranieriantonio.

Antonio Ranieri estreia monólogo digital

Antonio Ranieri estreia monólogo digital

Créditos: Divulgação


Homenagem ao autor Caio Fernando Abreu, o monólogo “Caio, quando o amor não vem“, que estreou dia 12 de março, no Espaço Parlapatões, teve sua temporada interrompida no dia seguinte devido a pandemia do Covid-19 (coronavírus).

O texto inédito, de Antonio Ranieri, que também atua no solo, narra a história de Pedro, um homem que, no final da vida, conclui que nunca teve coragem de viver seu verdadeiro amor. A montagem tem direção de Elder Sereni e Lucas Sancho.

“Caio, quando o amor não vem”, Pedro, ao completar 70 anos, descobre que está morto afetivamente para o mundo e sente a necessidade de entender quando, como e o porquê isso aconteceu, o tornando um homem sem sonhos. Por meio do resgate das suas memórias ele relembra os três amores que teve na sua vida e questiona o peso e as consequências das suas próprias escolhas.

A montagem é dividida em três histórias de amor que formam uma narrativa decrescente, o personagem começa com 70 anos, passa para os 50 e termina com 30. Elder Sereni dirige a 1ª e 3ª partes e Lucas Sancho a 2ª.

Antonio Ranieri estreia monólogo digital
Créditos: Divulgação

A direção do Elder e Lucas é focada no trabalho do ator, por isso optaram, junto do cenógrafo e figurinista Márcio Macena, na criação de uma atmosfera intimista, que ressalta o que dramaturgia propõ. A trilha sonora, do dramaturgo, reflete bastante a sua pesquisa, buscando retratar uma época fervilhante e única em sua forma de pensar, vestir, sonhar e lutar pelo futuro, como foi a década de 80. A iluminação precisa é de Kuka Batista.

O espetáculo tem projeção de Allan Ferreira e Ana Trevisan; provocação cênica de Lana Sultani; assistência de direção de Marina Assis; produção executiva de Morena Carvalho; direção de produção de Antonio Ranieri e realização da A.R Produções Artísticas e A Minha Cia de Teatro.

SERVIÇO

CAIO, QUANDO O AMOR NÃO VEM
Dramaturgia e atuação: Antonio Ranieri.
Direção: Elder Sereni e Lucas Sancho.
Com A Minha Cia de Teatro/ AR Produções Artísticas
Duração: 60 minutos.
Gênero: comédia dramática.
Recomendação: 14 anos.
Ingressos: R$ 25,00 à R$ 100,00
Dias 12/08 e 13/08
Horário: 20h
Local/ Vendas de Ingressos: Sympla

Importante: A sala estará aberta para acesso a partir das 19:45min e o público poderá acessar até as 20:10min, após esse horário a sala será fechada para que todos possam ter um bom espetáculo.

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