MAM 70: MAM e MAC USP




Por Leina Mara

Um dos pioneiros a colecionar e exibir arte moderna no Brasil, o MAM (Museu de Arte Moderna) comemora 70 anos de atividade com a exposição “MAM 70: MAM e MAC – USP”. A mostra está em cartaz desde o dia 04 de setembro e conta a história de ambas as instituições, abrindo-se para temas focados no futuro da sociedade, como a relação entre arte e ecologia – assuntos que permeiam a identidade do museu. 


Foto: Karina Bacci

A relação entre as intuições começou em 1963, quando o MAM doou toda a sua coleção à época pada a fundação do MAC (Museu de Arte Contemporânea): “A coleção dos anos 40 e 50 é uma matriz dos dois museus, que serviam como um impulso seminal para o desdobramento de outras instituições, como a Cinemateca Brasileira e a Bienal de São Paulo”, afirma Felipe Chaimovich, curador da instituição.

Com uma coleção com mais de 5 mil obras produzidas, pelos nomes mais renomados da arte moderna e contemporânea, o MAM selecionou 103 para essa exposição, que aponta para o futuro. Entre as peças selecionadas encontram-se trabalhos de artistas internacionais, como o de Joan Miró, Fernand Léger e Jean Arp, além de brasileiros como Alfredo Volpi, Geraldo de Barros, Maureen Bisilliat, Nelson Leirner, Cildo Meireles, Tunga, Anna Bella Geiger, Cláudia Anduja, dentre outros. 

Na exposição serão apresentados importantes momentos da história da arte brasileira, como a 1ª Bienal de São Paulo, realizada pelo MAM em 1951, a mostra do Grupo Ruptura, em 1952, obras da Jovem Gravura Nacional, do Jovem Desenho Nacional, da Jovem Arte Contemporânea e de programas recentes de aquisição. “MAM 70: MAM e MAC – USP” tem curadoria de Felipe Chaimovich, Ana Magalhães e Helouise Costa e ficará em cartaz no MAM até 16 de dezembro. 
Serviço: 
MAM 70: MAM e MAC – USP 
Quando: até 16 de dezembro. Terça a domingo das 10 às 17h30
Onde: Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM 
Parque Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n ( acesso pelos portões 2 e 3)
Ingresso: R$ 7 
Gratuito aos sábados.
Agendamento gratuito de grupo: 5085-1313

Exposição no MAC USP provoca o OLFATO em Diários de Cheiros: Teto de Vidro




Por Andréia Bueno

O Museu de Arte Contemporânea da USP, apresenta a partir de 3 de março, sábado, às 11h, a exposição Diários de Cheiros: Teto de Vidro da artista radicada em Nova York, Josely Carvalho. A mostra é um desdobramento do Diário de Imagens que compreende a sua obra desde 1970, e se apresenta de forma multimídia, incorporando uma infinidade de suportes, do desenho e objeto, às instalações olfativas do presente. Nesta exposição, o olfato, nosso primeiro sentido, torna-se o veículo de resgate da memória individual e coletiva.

Escultura de vidro por Allan Wiener
A mostra consta de duas instalações, sendo a primeira Estilhaços, taças de vinho que se quebradas que contêm as memórias olfativas. Delas foram elaborados seis cheiros: Prazer, Ilusão, Persistência, Vazio, Ausência e do Afetivo, originados de textos de seis escritores, convidados pela artista.Para a instalação seguinte, Resiliência, a artista criou seis cheiros: Pimenta, Lacrimae, Abnóxia, Barricada, Poeira e Dama da Noite, inspirados nos estilhaços de vidros das manifestações que ocorreram no Rio de Janeiro em 2013 e que ocorrem globalmente. 
A intenção da artista é quebrar a santidade da obra de arte sendo a interatividade, parte integral da exposição. O público é convidado a tocar, cheirar, ouvir e ver. O sentir permite a abertura da memória. Ao segurar em suas mãos as esculturas levando-a ao nariz, consequentemente os sentidos do olfato e do tato são ativados. O mito de que uma obra de arte não pode ser tocada é quebrado nesta exposição.
Estilhaços por Josely Carvalho

A exposição conta com 13 cheiros originais produzidos em parceria com a Givaudan do Brasil; nano cápsulas de cheiro produzidos pela Ananse, livro de artista, seis esculturas de vidro soprado, vídeo e som para 4 canais e seis crayons olfativos a serem experimentados em uma parede da sala expositiva.


SERVIÇO

DIÁRIOS DE CHEIROS: TETO DE VIDRO, exposição individual de Josely Carvalho

Instalação, escultura, fotografia, vídeo

Abertura: sábado, 3 de março de 2018 às 11h.

Visitação: de 3 de março a 6 de maio de 2018.
Funcionamento: Terças das 10 às 21 horas, de quarta a domingo das 10 às 18 horas. Segunda-feira fechado.

Local: MAC USP – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301

Telefone: 11 2648.0254 | Entrada gratuita | www.mac.usp.br

Passagem do tempo é tema de exposição coletiva no MAC USP




Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, mostra reúne obras de artistas consagrados, de diferentes gerações e nacionalidades

Por Andréia Bueno

Um dos grandes representantes da arte conceitual, On Kawara ficou conhecido pela série Today (Hoje). Desenvolvido ao longo de 48 anos, o trabalho era, antes de tudo, um ritual. Para cada dia que passava, o artista japonês produzia uma pintura, em cujo centro escrevia a data da obra. Assim que prontas, as telas eram guardadas em uma caixa forrada por um jornal. O artista, que costumava viajar muito, manteve o hábito onde quer que estivesse, produzindo até a sua morte, em 2014. Ao eternizar dias anônimos, Today é, sobretudo, uma reflexão sobre a força esmagadora do tempo.

Foto: Divulgação
A obra de On Kawara compõe a exposição Matriz do Tempo Real, coletiva que o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) recebe a partir de 13 de janeiro. Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, produção da Base 7 e realização da Cia das Licenças, a exposição reúne cerca de 40 trabalhos de artistas brasileiros e internacionais. O passar do tempo constitui o elemento central das obras, seja do ponto de vista da reflexão filosófica, seja num sentido processual, dos dias levados para a realização do trabalho. 
A mostra abre com 4’33”, do compositor americano John Cage. Apresentada pela primeira vez em 1952, a música não possui nenhuma nota. Durante os 4 minutos e 33 segundos, o pianista permanece sem tocar, chamando atenção para os ruídos da plateia, que também seriam considerados parte da música. A obra de Cage é tida como uma das percursoras da arte conceitual, que, no fim da década de 1960, questionou a fetichização do objeto, promovendo ações efêmeras, que não pudessem ser comercializadas pelo mercado.  
Em cartaz até 18 de março, Matriz do Tempo Real contempla vários formatos, tais como vídeo, fotografia e pintura.  “A exposição contém uma variedade de artistas que, de maneiras bastante distintas, possuem o desejo de capturar o tempo”, afirma Jacopo. 

Serviço
De 13/01/18 à 18/03/18 
Abertura: 13/01/18 às 11:00h 
Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado, Domingo
Horário: 10:00h às 18:00h
As terças-feiras até as 21h 
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP
Avenida Pedro Álvares Cabral n°1301
Entrada Gratuita

São Paulo recebe exposição ALEX FLEMMING: RetroPerspectiva




A partir de 13 de agosto, o artista por trás dos rostos anônimos no Metrô Sumaré apresenta a mostra gratuita “Alex Flemming: RetroPerspectiva” no MAC USP

Os paulistanos que já passaram pela Estação Sumaré do Metrô de São Paulo já devem ter reparado alguns rostos anônimos em painéis de vidro sobrepostos por poemas brasileiros. O artista criador desta obra traz a São Paulo a exposição gratuita Alex Flemming: RetroPerspectiva a partir do dia 13 de agosto, no MAC USP Ibirapuera. Experimental por princípio, Alex Flemming comemora 40 anos de profissão apresentando obras suas de diversas séries, desde objetos até pinturas sobre superfícies não tradicionais.


Alex Flemming: RetroPerspectiva traz 110 obras das últimas quatro décadas de produção do artista. Livre de escolas, movimentos e formas, Flemming sempre pesquisou diferentes materiais como suporte de suas pinturas, como gravuras, fotografias, objetos e instalações. 

Com uma obra de caráter autorreferente, Flemming traz pinturas que têm como suporte suas próprias roupas, assim como o prato em que comeu, as cuecas que usou, os cartões de crédito que gastou, os dentes que tirou. “Auto-Retrato em Auschwitz”, por exemplo, mostra sapatos que Flemming utilizou ao longo da vida, pintados da mesma cor, formando um círculo em que não se vê o fim.

O artista fotografa nudez feminina/masculina desde os anos 80 e trabalha o corpo como tema central de sua obra. Alex Flemming: RetroPerspectiva é uma mostra sobre a sexualidade, o desejo, a eroticidade e a morte. Refere-se ao clássico tema grego Eros versus Thanatos, a personificação do Amor e da Morte. Nessa linha, a exposição traz a instalação “Lápides”, em que computadores são transformados em arte por meio da pintura, simbolizando a morte do computador, a morte da tecnologia e a morte do usuário. Na exposição, também estarão disponíveis obras consagradas como as séries Alturas, Body Builders, além da mais recente: Caos.

SERVIÇO

Alex Flemming: RetroPerspectiva
Local: MAC USP Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera
Temporada: 13 de agosto a 11 de dezembro
Funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h
#AcessoGratuito

Exposição Folhas de Viagem




Em cartaz no MAC USP Cidade Universitária a partir de 29 de novembro, às 19 horas, Folhas de Viagem apresenta trabalhos da artista francesa Laura Martin, dos brasileiros Bartolomeo Gelpi, Gustavo von Ha e do coletivo MOMA/V-DOC.
Com curadoria de Ana Magalhães, a exposição resulta do projeto de residência artística de Laura Martin, junto ao MAC USP, em 2010, e da sua relação com as proposições dos artistas brasileiros convidados.                                 
O ponto de partida na seleção das obras apresentadas foi a viagem de Blaise Cendrars ao Brasil, em 1924, a publicação de seu volume Feuilles de Route. 1. Le Formose,e sua relação com os modernistas Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade.
A sobras de Laura Martin – as fotografias da série Uma Cidade para Todos e a instalação Palavras que Nós Carregamos,Palavras que nos Carregam – são o registro e o resultado de ações que a artista propôs com diferentes estruturas sociais da cidade.
Quebrando Rocha (2008), do coletivo MOMA/V-DOC, é uma performance dos artistas Guilherme Fogagnoli, Maíra Endo e Samantha Moreira sobre um vídeo com a edição e de cupagem de filmagens de e sobre Glauber Rocha, retomando a questão da busca de uma linguagem autêntica para o cinema brasileiro.
A apresentação do coletivo acontece som entena abertura da exposição. Em Sem título (Grupo Modigliani), Bartolomeo Gelpi confrontou-se com o Autorretrato de Amedeo Modigliani, do acervo do MAC USP e presente na exposição, para um tratamento da obra a partir de uma espécie de gramática da cor em suas pinturas.
Finalmente, o Projeto Tarsila,de Gustavo von Ha, ao imitar os desenhos da artista da fase Pau-Brasil,trabalhar sobre folhas de papel centenárias e escolher molduras,ora comprada sem antiquários, ora deliberadamente envelhecidas, recoloca o problema da formação artística e trata daquela experiência modernista como um cânone para a produção contemporânea.


Serviço: 
FOLHAS DE VIAGEM
Abertura: 29/11, às 19 horas.
Termino: 07/2013
Funcionamento: terça e quinta das 10 às 20h; quarta, sexta,sábado, domingo e feriado das 10 às 18 horas. Segunda fechado.
Local: MAC USP Cidade Universitária / Rua da Praça do Relógio, 160
Telefone: 11 3091.3039 / 11 3091.3328
Entrada gratuita