Entrevista Projeto Forever Young: Janaína Bianchi


Créditos: Divulgação


Retratando a terceira idade de forma bonita, poética e bem-humorada, a comédia musical Forever Young completa 3 anos de grande sucesso de público, além de ser indicada aos principais prêmios, do teatro musical. Em 2019, a temporada reestreou no Teatro Raul Cortez e segue em cartaz no Teatro Folha, com sessões quartas e quintas às 21h, até 30 de maio.

No intuito de apresentar ao público um pouco mais sobre o elenco, divulgaremos um especial semanal de entrevistas com os atores do espetáculo. Esta semana o Acesso Cultural entrevista a atriz e cantora Janaína Bianchi.

Cantora e atriz de teatro musical. Integrou bandas de soul, rock, blues e pop. Em estúdio, grava jingles, discos e dubla desenhos e séries. No Brasil, atuou nos musicais “Rent” (coro, cover Joane), “Aí Vem o Dilúvio“(Hortência), “Les Misérables” (coro, cover Fantine), e “Godspell” (vários).

Na Alemanha, integrou os elencos de “O Rei Leão” (swing, cover Shenzi e Sarabi) e “Dança dos Vampiros” (coro, cover Rebecca), além de ser solista em diversos shows e eventos, pelo país, por uma década.

De volta a São Paulo, interpretou Madame Bombom, em “Natal Mágico“, a Rainha Má, em “Branca de Neve” e Malévola em “Magia das Fadas“. Integrou elencos dos musicais “Nuvem de Lágrimas (coro), e da recente versão de “My Fair Lady” (coro e Sra. Higgins). É parte do elenco atual de “Forever Young“.

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Acesso Cultural: Como foi o processo de preparação para interpretar a Janaína de Forever Young?

Janaína Bianchi: Na verdade eu não tive muito tempo para me preparar para o espetáculo Forever Young. Como entrei para substituir a Paula Capovilla, que foi quem brilhantemente estreou essa peça, não tive o mesmo tempo para preparação, que normalmente um elenco de estreia tem. O primeiro elenco ensaiou, que eu saiba, três meses antes da estreia. Porém, nenhum dos membros deste atual elenco teve muito tempo de preparo. A velocidade das coisas faz com que tenhamos que ser ágeis no nosso trabalho, pois o mercado assim sim é. Tive aproximadamente 2 ensaios com Jarbas, nos quais ele me passou movimentações típicas de pessoas idosas, como por exemplo a forma de sentar e levantar, andar, a voz mais pesada, com um certo cansaço embutido, as expressões faciais um tanto quanto flácidas, e assim por diante.

Dado que o Jarbas é um grande ator, com quem já trabalho há 20 anos, e hoje também um bem sucedido diretor, fiquei um pouco mais tensa no quesito “interpretação”, visto que tenho um monólogo relativamente longo na peça. Mas a confiança no Jarbas me fez superar qualquer dúvida, e me deixei guiar por ele, acreditando em seu juízo do meu trabalho. Depois disso, tive somente mais três ensaios, com outros atores e atrizes, até finalmente me apresentar para o público.

AC: Qual é a maior lição tirada, na sua opinião, deste espetáculo?

JB: A maior lição tirada deste espetáculo, na minha opinião, é a de que o espírito não envelhece. A alma não tem idade, e mesmo que o tempo passe, as pessoas nunca deixam de ser o que são em sua essência. Apesar das transformações naturais, que são frutos das experiências de cada um. Mas este espetáculo traz ainda uma outra belíssima e importantíssima lição: a de que a nossa passagem pela Terra é finita. Somos seres vivos, com tempo para nascer, viver e morrer, como todos os outros. Por essa razão, temos que viver o tempo que temos, de forma intensa e plena.

AC: Você já participou de musicais de peso na Alemanha. Para você, qual é a principal diferença entre os palcos do Brasil e do exterior?

JB: Há muitas diferenças entre os palcos brasileiros e os alemães por exemplo, especificamente quando nos referimos a questões de infraestrutura, ou seja equipamentos, suprimentos, organização, suporte técnico, segurança no trabalho, estabilidade financeira, enfim, muitas coisas que estão distantes infelizmente ainda da nossa realidade.

Entretanto, no que se refere à capacidade artística, criativa, performática, posso dizer que as pessoas com quem trabalhei até hoje no Brasil, alcançam os níveis mais altos de profissionalismo e talento.

Além disso há uma diferença muito grande entre aprender a arte na escola, tecnicamente, o que é comum na Alemanha, e aprender a arte na vida, o que a maioria de nós consegue neste país. Isso traz um diferencial muito grande, na hora de entregar a mensagem, pois ela vem de cada célula, e não apenas de uma aula, ou de uma série de aulas de técnica vocal e de atuação.

AC: Sabemos que além de atriz e cantora, você também trabalha com dublagem. Conte um pouco mais sobre essa experiência.

JB: Durante muitos anos eu fui cantora de estúdio. Isso muito antes de eu sequer sonhar fazer teatro. Além disso eu também fui cantora de bandas, e cantei em muitas casas noturnas, bares, festas , eventos e afins.

Durante este período de estúdios, conheci muitos profissionais na área de publicidade, do mercado fonográfico, e também na área da dublagem. Fiz alguns trabalhos para desenhos animados e séries, e entre eles, uma das coisas que fiz, que ficou muito famosa em todo o Brasil, foi a primeira abertura da série animada Pokémon.

Há 20 anos sou presenteada com o carinho dos fãs, que guardam esta trilha sonora como uma recordação valorosa de suas infâncias.

Dublar é uma atividade muito excitante, e desafiadora. Eh divertida, e assim como a publicidade ou qualquer outro trabalho feito em estúdio, um prazer imenso fazer.

AC: Escolha 3 músicas de “Forever Young” que mais representam a Janaína da vida real.

JB:I love rock and roll” é a minha cara. Sempre fui rockeira, sempre ouvi bandas incríveis de Rock (de baladas a pauleiras), e sempre cantei rock, simplesmente porque gosto do estilo, e tem a ver com minha voz. Portanto como amo rock, e “I Love Rock n’ Roll” é meu hino…kkk

Como não amar “Forever Young”? a mensagem é linda e forte ao mesmo tempo, com uma letra rica e poética, e uma melodia que gruda no ouvido. Me emociona todas as noites.

Por fim, “You can leave your hat on”, tem a ver com com meu jeito irônico e safado de ser, no melhor sentido é claro..kkkk Além disso, a levada Rock-Soul, e o refrão são incríveis. Se eu pudesse escolher outra música do espetáculo para cantar, seria essa.

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AC: Você gostaria de interpretar ainda, em sua carreira, algum personagem especial? Qual seria?

JB: Nossa! Seriam muitas as personagens que eu gostaria de interpretar. Algumas já foram trazidas aos palcos por hábeis colegas. Mas tenho uma preferência especial por vilãs. Já interpretei algumas, e me senti muito bem. Gosto de desafios. Aliás, não sei viver sem eles.

Eu diria que é muito mais divertido ser a “bandida” da história do que ser a “mocinha”. Os vilões são muito mais carismáticos, enigmáticos, problemáticos, e isso os faz interessantes.

AC: Qual a importância da sua personagem em Forever Young?

JB: Minha personagem em “Forever Young” se tornou quase que uma “outra pessoa” na minha vida. Ela traz sim, muito de mim. Há muitas características dela que são a forma exacerbada das minhas reações e sentimentos. Mas ela tem vida própria, e traz também novidades e surpresas até mesmo para mim.

Nunca sei como será um espetáculo. Claro que todas as noites o texto é o mesmo, as músicas são as mesmas, as marcações de cena são as mesmas. Mas jamais a peça se repete. Você nunca verá um espetáculo igual ao outro, e essa é a grande glória do teatro.

Ela é uma mulher incrível, forte, musical, guerreira, e traz consigo, apesar da idade, uma energia muito forte, um tesão muito presente. Mesmo que pareça dura ou amarga, ela é uma mulher com um coração gigantesco, que sabe que seu tempo na Terra é cada vez menor. O público se identifica muito com ela. Sempre alguém se reconhece nela, ou conhece alguém parecido(a) com ela. Isso eh muito divertido. Vive a sua vida como quer viver, praticamente sem filtros, sem tabus, e sem medos, dizendo e fazendo o que quer, e como quer. Eu a amo muito. Muito!

Confira os bastidores do musical Forever Young:

Serviço

Teatro Folha
Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço
Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323
Horário de funcionamento da bilheteria: terça a quinta-feira, das 15h às 21h; sexta-feira, das 15h às 21h30; sábado, das 12h às 22h30; domingo, das 12h às 20h
Pela Internet: http://bit.ly/2OJd8Zz
Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto. Cliente Porto-Seguro 50% de desconto.

Temporada: até 30 de maio
Sessões: Quartas e Quintas às 21h
Ingressos: De R$30,00 à R$70,00
Contatos Grupos – teatrofolha@conteudoteatral.com.br
Duração: 100 minutos
Recomendação: 10 anos
Gênero: comédia musical

Prêmio Bibi Ferreira anuncia indicados da 5ª edição




Conheça os jurados e os indicados da cerimônia que celebra em grande estilo o teatro musical brasileiro na cidade de São Paulo

Por Redação

O primeiro prêmio exclusivo de teatro musical do Brasil que leva o nome da grande Diva dos palcos, Bibi Ferreira, chega a sua quinta edição e anuncia sua lista de indicados. 

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Considerado pelo público e crítica o mais importante evento do teatro musical brasileiro, o Prêmio Bibi Ferreira, que foi concebido em 2011, a partir da troca de informações entre a Marcenaria de Cultura, do produtor, diretor e dramaturgo Marllos Silva, com a Broadway League e American Wings, responsáveis pela realização do Prêmio Tony (Nova York – EUA), e a Sociedade Teatral de Londres, responsável pelo Prêmio Olivier (Londres – UK), celebra em 2017 os musicais que cumpriram temporada na cidade de São Paulo durante o período de 01 de julho de 2016 a 30 de junho de 2017.

Ao todo, 23 produções profissionais, foram acompanhadas pelo comitê de indicação – composto por renomados profissionais do gênero, críticos e jornalistas especializados, compõem a tão esperada lista de indicados.  

Neste ano, a grande festa, que ainda terá data e local divulgados, contempla 20 categorias, com indicados escolhidos cuidadosamente pelo juri técnico composto por Charles Dalla, Christiane Matallo, Jamil Dias, Luiz Amorim, Ricardo Monteiro, Rogerio Matias e Ubiratan Brasil.

E por falar em indicação, confira a lista de indicados ao 5º Prêmio Bibi Ferreira.

MELHOR MUSICAL
AUÊ – Sarau Agência e Companhia Barca dos Corações Partidos
Forever Young – Coisas Nossas Produções, Benjamin Produções e Chaim XYZ Produções
Gota d´Água [à Seco] – Sarau Agência
Les Misérables – T4F Entretenimento
My Fair Lady – Takla Prod, Egg Entretenimento e IMM

MELHOR MUSICAL BRASILEIRO
60! Década de Arromba – Doc. Musical – Brain + e Reder Entretenimento
AUÊ – Sarau Agência e Companhia Barca dos Corações Partidos
Gota d’Água [À Seco] – Sarau Agência
Lembro Todo Dia de Você – Núcleo Experimental 
O Grande Sucesso – Super Amigos Produções

MELHOR ATRIZ
Giulia Nadruz – Ghost – O Musical
Laila Garin – Gota D’Água [À Seco]
Paula Capovilla – Forever Young
Paula Flaiban – Na Laje
Simone Gutierrez – Tudo é Jazz

MELHOR ATOR
Daniel Diges – Les Misérables
Flavio Bauraqui – Cartola, O mundo é um moinho 
Marcelo Médici – Rocky Horror Show
Paulo Szot – My Fair Lady 
Thiago Machado – Rent

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Adriana Lessa – Cartola, O Mundo é um moinho
Anna Toledo – Lembro Todo Dia de Você
Andrezza Massei – Les Misérables
Laura Lobo – Les Misérables
Nábia Vilela – Roque Santeiro, O Musical 

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ivan Parente – Les Misérables
Marcel Octavio – Rocky Horror Show
Nando Pradho – Les Misérables
Nicola Lama – Rocky Horror Show
Sandro Christopher – My Fair Lady 

ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Daniele Nastri – My Fair Lady
Davi Tapias – Lembro Todo Dia de Você 
Diego Martins – A Era do Rock
Filipe Bragança – Les Misérables

MELHOR DIRETOR
Duda Maia – AUÊ
Jorge Takla – My Fair Lady 
Rafael Gomes – Gota D’Água [À Seco]
Jarbas Homem de Mello – Forever Young
Zé Henrique de Paula – Lembro Todo Dia de Você 

MELHOR DIRETOR MUSICAL
Alfredo Del Penho e Beto Lemos – AUÊ
Luis Gustavo Petri – My Fair Lady 
Miguel Briamonte – Forever Young
Tony Lucchesi – 60! Década de Arromba – Doc. Musical
Vania Pajares – Tudo é Jazz 

MELHOR COREÓGRAFO
Alonso Barros – Alegria, Alegria
Duda Maia – AUÊ
Tania Nardini – My Fair Lady 

MELHOR CENÁRIO
André Cortez – Gota D´Água [À Seco]
Nicolás Boni – My Fair Lady 
Renato Theobaldo – Ghost O Musical 

MELHOR FIGURINO
Fabio Namatame – My Fair Lady
Karen Brustolin – O Grande Sucesso
Kika Lopes – Gota D´Àgua [À Seco]

MELHOR ARRANJO ORIGINAL
Tony Lucchesi – 60! Década de Arromba – Doc. Musical 
Alfredo Del Penho e Beto Lemos com colaboração de Duda Maia e a Barca do Corações Partidos – AUÊ
Thiago Gimenes – Alegria, Alegria

MELHOR LETRA E MÚSICA ORIGINAL
Alfredo Del Penho e Beto Lemos, Duda Maia e a Barca dos Corações Partidos – AUÊ
Fernanda Maia e Rafa Miranda – Lembro Todo Dia de Você
Elenco e equipe de “O Grande Sucesso” – O Grande Sucesso

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Fernanda Maia – Lembro Todo Dia de Você
Duda Maia e a barca dos corações partidos – AUÊ
Diego Fortes – O Grande Sucesso

MELHOR VERSÃO
Claudio Botelho – Les Misérables
Claudio Botelho – My Fair Lady 

MELHOR DESENHO DE LUZ
Caetano Vilela – Lili Marlene 
Renato Machado – AUÊ
Wagner Antônio – Gota D´Água [À Seco]

MELHOR DESENHO DE SOM
Gabriel D´Angelo – AUÊ
Tocko Michelazzo – Alegria, Alegria
Tocko Michelazzo – My Fair Lady

MELHOR VISAGISMO
Duda Molinos e Feliciano San Roman – My Fair Lady 
Hugo Daniel – Forever Young
Wilson Eliodoro – O Grande Sucesso

Dia 27 estreia montagem de My Fair Lady estrelada por Paulo Szot, brasileiro premiado na Broadway




Encenação assinada por Jorge Takla acontece no Teatro Santander, em São Paulo

Foto: Jairo Goldflus

Considerado um dos maiores musicais de todos os tempos, My Fair Lady ganha em agosto nova montagem assinada pelo diretor Jorge Takla. Com grande elenco e orquestra ao vivo, o espetáculo – baseado no clássico Pigmalião, de George Bernard Shaw – se vale de cenários e figurinos luxuosos para narrar a história de um professor aristocrata, Mr Henry Higgins, que aceita o desafio de transformar Eliza Doolittle, uma vendedora de rua, sem qualquer refinamento, em uma dama da alta sociedade. A montagem – resultado da parceria entre a Takla Produções, EGG Entretenimento (da empresária e produtora Stephanie Mayorkis) e IMM Esporte e Entretenimento – é apresentada pelo Ministério da Cultura, Mercado Livre e Mercado Pago e ocupará o novo Teatro Santander entre 27 de agosto e 6 de novembro de 2016, com patrocínio da Renner e Zurich Santander Seguros.Os ingressos estão à venda nos sites Ingresso Rápido e Entretix ou na bilheteria do teatro.

O principal personagem masculino estará a cargo de Paulo Szot, o consagrado ator e barítono que em 2008 ganhou o Tony (o Oscar do teatro americano) de melhor ator por sua performance no musical South Pacific, na Broadway, em Nova Iorque, tornando-se o primeiro brasileiro a receber este e outros três prêmios nos Estados Unidos – o Drama Desk, o Outer Critic’s Circle e o Theater World Awards. Dono de uma bem-sucedida carreira internacional no mundo da ópera, iniciada em 1997 em O Barbeiro de Sevilha, no Teatro Municipal de São Paulo, será a primeira vez que ele participará de um musical no Brasil. “Era um desejo antigo me apresentar aqui depois de tantos anos, ainda mais fazendo um musical na companhia de um dos maiores diretores do país, sinônimo de bom gosto e de belíssimos espetáculos. Eu e Takla temos uma grande parceria desde que ele me dirigiu em La Boheme, em 1998, e isso foi decisivo para ter aceitado esse convite. Eu não poderia me sentir mais feliz”, exalta o ator.

Eliza Doolittle será interpretada por Daniele Nastri, escolhida através de audição entre cerca de 600 candidatas. A jovem soprano natural de Goiania é  graduada em Canto pela Universidade Federal de Goiás e mestre em Performance na Trinity Laban Conservatoire of Music and Dance, em Londres. Daniele integrou o  Coro da Orquestra Sinfônica de Goiânia entre 2008 e 2011 e chegou a se apresentar, no ano passado, no Blackheath Halls, na capital inglesa, interpretando a rainha das fadas Tytania, da ópera Sonho de uma noite de Verão, de Benjamin Britten. “Estar nesse espetáculo ao lado do Paulo, do Jorge Takla e de todos esses profissionais é uma situação quase surreal, como se eu estivesse em um sonho. Tenho todos eles como referência e inspiração, por isso estar nessa equipe só faz com que eu queira me dedicar e aprender ainda mais”, comemora.

             Foto: Jairo Goldflus

Sandro Christopher (Alfred Doolittle), Eduardo Amir (Cel. Pickering), Frederico Silveira (Freddy Eynsford- Hill), Eliete Cigaarini (Sra. Higgins) e Daniela Cury (Sra. Pearce) também fazem parte do elenco, que contará com 30 atores no total, além de 14 músicos.

A música original de Frederick Loewe embala o libreto e as letras de Alan Jay Lerner, que receberam versão em português de Cláudio Botelho.  Responsável pela direção musical do espetáculo, o compositor e maestro Luis Gustavo Petri colecionou prêmios em universos tão diversos quanto o sinfônico, o operístico e os grandes musicais – dentre os que ele dirigiu estão West Side Story, Cabaret, My Fair Lady, Victor ou Victoria, Evita, O Rei e Eu e Jesus Cristo Superstar. Convidada por Jorge Takla e Stephanie Mayorkis para integrar a produção, a diretora associada e coreógrafa Tânia Nardini possui longa experiência com musicais no Brasil e no exterior, e em seu currículo constam títulos como Chicago, Rent, O Fantasma da Ópera, Evita e O Rei e Eu, entre muitos outros. À equipe soma-se também o premiado figurinista Fábio Namatame, cuja trajetória contabiliza mais de cem trabalhos em peças, musicais, óperas e filmes, e o cenógrafo argentino Nicolás Boni, que iniciou carreira na ópera.

“A nova montagem acontece num momento oportuno, quando a sociedade busca discutir de forma mais ampla temas e questões infelizmente ainda muito atuais, como discriminação, preconceito e barreiras sociais, além de apontar a cultura e a educação como meios possíveis de superação”, resume Stephanie Mayorkis. 

A história de Pigmalião foi levada às telas de cinema originalmente em 1938 e chegou à Broadway há exatos 60 anos, em 1956, com enorme aclamação de público e crítica, já batizada como My Fair Lady. A produção contava com Julie Andrews e Rex Harrison nos papeis principais e foi premiada com seis Tony e um Theater World Award. Oito anos depois, Harrison retornava ao papel na versão cinematográfica de George Cukor, desta vez ao lado de Audrey Hepburn, para repetir o grande sucesso do musical. Ao todo, o filme recebeu oito Oscar, três Globo de Ouro e o Bafta de Melhor Filme. 

Para celebrar os 60 anos de sua estreia na Broadway, o espetáculo ganha, também neste mês de agosto, uma produção dirigida pela própria Julie Andrews, na Sydney Opera House, na Austrália. Com estreia prevista para o dia 30, a encenação tem coreografia de Christopher Gattelli (ganhador em 2012 do Tony Award por Newsies) e recriará os cenários e figurinos originais de Cecil Beaton e Oliver Smith, respectivamente.

No Brasil, a primeira encenação de My Fair Lady, intitulada Minha Querida Lady, foi realizada em 1962 pelo produtor Victor Berbara. Além de Bibi Ferreira e Paulo Autran nos papéis principais, a montagem contava ainda com uma jovem Marília Pêra, em início de carreira. O espetáculo fez grande sucesso e ficou três anos em cartaz, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em sua segunda montagem (a primeira foi há nove anos), Jorge Takla optou por realizar um espetáculo inteiramente novo. “Trabalhar numa nova montagem deste clássico, encenado nos maiores teatros do mundo de dez em dez anos, é um desafio imenso, delicioso e renovador. Eu mudei, cenários, figurinos e elenco também mudaram, mas a música e a história permanecem, cada vez mais adoráveis e contundentes”, resume Takla.

FICHA TÉCNICA:

Baseado no clássico Pigmalião, de George Bernard Shaw 
Músicas: Frederick Loewe 
Texto e Letras:  Alan Jay Lerner
Versão Brasileira: Cláudio Botelho
Direção Geral: Jorge Takla
Direção associada e Coreografia: Tânia Nardini
Direção Musical: Luis Gustavo Petri 
Cenário: Nicolás Boni
Figurino: Fábio Namatame
Design de Luz: Ney Bonfante
Design de Som: Tocko Mickelazzo
Visagismo: Duda Molinos 
Perucas: Feliciano San Roman

Elenco: Paulo Szot (Prof Higgins), Daniele Nastri (Eliza Doolittle), Sandro Christopher (Alfred Doolittle), Eduardo Amir (Cel. Pickering), Frederico Silveira (Freddy Eynsford- Hill), Eliete Cigaarini (Sra. Higgins), Daniela Cury (Sra. Pearce), Ana Luiza Ferreira (ensemble feminino)Ana Paula Villar  (ensemble feminino), Carol Costa (ensemble feminino), Claire Nativel (ensemble feminino), Debora Dib (ensemble feminino), Gisele Jesus (ensemble feminino),Janaina Bianchi (ensemble feminino), Luana Zenun (ensemble feminino), Maria Isabel Nobre (ensemble feminino), Talitha Pereira (ensemble feminino), Cadu Batanero (ensemble masculino), Cayo Caesar (ensemble masculino), Daniel Cabral (ensemble masculino), Diego Luri (ensemble masculino), Elton Towersey (ensemble masculino), Felipe Tavolaro (ensemble masculino), Fernando Cursino (ensemble masculino), Paulo Grossi (ensemble masculino), Marcio Louzada (ensemble masculino), Rafael Villar (ensemble masculino), Mariana Barros (swing feminino), Thiago Jansen (swing masculino/dance capitan) *o elenco deste espetáculo poderá sofrer alterações sem aviso prévio

Direção Geral de Produção: Stephanie Mayorkis 
Uma produção Takla Produções, EGG Entretenimento e IMM Esporte e Entretenimento 
Apresentação: Ministério da Cultura, Mercado Livre e Mercado Pago 
Patrocínio: Renner e Zurich Santander Seguros
Apoio: Estácio e Colgate

SERVIÇO:

Ministério da Cultura, Mercado Livre e Mercado Pago apresentam:
My Fair Lady
Estreia: 27 de agosto
Temporada: até 6 de novembro de 2016
Local:   Teatro Santander
Endereço: Complexo do Shopping JK – Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi – SP
Horários:
Quinta, às 21h
Sexta, às 21h
Sábado, às 17h e 21h
Domingo, às 16h e 20h

Ingressos:

Quintas
Frisas balcão: R$ 50,00
Balcão B: R$ 50,00
Balcão A: R$ 120,00
Frisas plateia superior: R$ 140,00
Plateia superior: R$ 180,00
Plateia VIP: R$ 240,00

Sextas, sábados e domingos
Frisas balcão: R$ 50,00
Balcão B: R$ 50,00
Balcão A: R$ 140,00
Frisas plateia superior: R$ 160,00
Plateia superior: R$ 200,00
Plateia VIP: R$ 260,00

Vendas:

Ingresso Rápido(www.ingressorapido.com.br), Entretix: www.entretix.com.br ou pelo telefone (11) 4003-1022
Bilheteria do teatro (horário de funcionamento – domingo a quinta: 12h às 20h ou até início do espetáculo / sexta e sábado: 12h às 22h)
Classificação Etária: livre (menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsáveis)
Duração: 2h30 em 2 atos, com 15 minutos de intervalo
Capacidade: 1.081 lugares