Teatro Alfa apresenta o projeto Fazendo Cena


Créditos: Jess Tapia


Que tal assistir a peça e depois subir ao palco para dar uma espiada no que rola atrás das cortinas, camarins e coxias, embarcando numa viagem inusitada pelo universo do teatro? Há luzes que criam inúmeros desenhos e cores, truques para a plateia só ver o que foi escolhido pelo diretor e até bicicletas que voam. Ficou interessado? Depois de assistir a uma divertida peça sobre a história do teatro, sob o ponto de vista dos técnicos, desde a Grécia antiga até os tempos atuais, o público mergulha de cabeça nos segredos e encantos dos bastidores de um espetáculo e conhece tudo que acontece atrás das cortinas.

Apostando em uma programação de entretenimento cultural, o Teatro Alfa promove nova edição do Fazendo Cena – Invadindo os Bastidores. A atividade engloba a apresentação da peça e a visita aos bastidores no dia 14 de julho, domingo, às 11 horas. Depois do espetáculo, a visita é conduzida pela equipe técnica do Teatro Alfa, vencedora do Prêmio APCA 2016.

Créditos: Jess Tapia

O programa começa com a apresentação da peça Caixa Mágica. Dois técnicos (os atores Sidnei Caria e Guto Togniazzolo) contam a história da arte dramática de forma divertida e da perspectiva de quem está atrás do palco. Mostram uma maquete do teatro grego, que era feito ao ar livre, só por homens e com máscaras. Passam pelos personagens ritualísticos do teatro japonês, do trovadorismo da era medieval e da commedia dell’ art até o teatro elisabetano, teatro realista e teatro contemporâneo.

Depois do espetáculo é que acontece a inusitada fuga pelos bastidores, numa espécie de expedição – conduzida por profissionais da equipe técnica do Teatro Alfa – que passa pelos camarins, coxias, por baixo do palco e fosso da orquestra. Os técnicos mostram o funcionamento do equipamento de som, da iluminação e da máquina cênica.

Explicam, por exemplo, a diferença entre as diversas afinações de luz, o que é proscênio, boca de cena, urdimento, adereços e cenografia, entre outras curiosidades.

Créditos: Jess Tapia

“Explicaremos como um espetáculo é construído para proporcionar o envolvimento do espectador em cada história que é contada após a abertura das cortinas”, informa Haroldo Costanzo, subgerente técnico. Toda a explanação é feita pela equipe técnica do Teatro Alfa.

“Esta experiência nasceu a partir de projeto social Descobrindo o Teatro, que acontece aqui há 15 anos e tem como objetivo apresentar para os jovens todas as profissões do universo cênico, despertar neles o interesse pelas artes e também a formação de novas plateias”, diz a Elizabeth Machado, superintendente do Instituto Alfa. “É um produto único, exclusivo e muito consistente.”

Serviço

Fazendo Cena – Invadindo os Bastidores – Dia 14 de julho, domingo, às 11 horas, na Sala B do Teatro Alfa. Telefone: (11) 5693-4000.

Capacidade: 204 lugares.

Elenco – Sidnei Caria e Guto Togniazzolo. Direção – Cris Lozano. Duração da peça: 50 minutos.

Duração da atividade: 1h10. Duração total da atividade: 2 horas. Aberto ao público de todas as idades. Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia).

Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, Credicard e MasterCard), de segunda a sábado das 11h às 19h; e domingos das 11h às 17h. Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro no dia do espetáculo. Taxa de serviço de R$ 5,00 por ingresso adquirido para Sala A e R$ 2,00 para Sala B. Call Center Ingresso Rápido: (11) 4003-1212.

Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. (11) 5693-4000. Site: www.teatroalfa.com.br

Ingresso rápido ou pelos telefones: 11 5693-4000 | 0300 789-3377.. Acessibilidade – motora e visual. Estacionamento: Sala A – Vallet R$ 45,00 e Self Park R$ 31,00. Sala B – Vallet R$ 30,00 e Self Park R$ 20,00.

Querido Amigo reestreia no Teatro Augusta




Por Andréia Bueno

A peça “Querido Amigo” chega a sua sexta temporada em São Paulo e com novidade no elenco. Os atores Moa Waldez e Fael Braga se unem a Filipe Bertini Ivo Ueter em apresentações na Sala Experimental do Teatro Augusta.

Foto: Divulgação
Representativo com temática LGBT, o texto leve e cômico de Gustavo Vierling e Thiago Mantovanni fala simplesmente de amor e amizade, temas universais e atemporais. Às vezes a amizade pode evoluir para outro sentimento e é aí que muitas situações podem acontecer, tanto na vida real como na ficção.

O espetáculo conta uma intrigante história de coincidências da vida, quando quatro rapazes cruzam suas trajetórias a partir da convivência diária, misturando diversos sentimentos como a amizade, o amor e o preconceito, em todas as suas formas. Bernardo e Cristiano são grandes amigos desde a infância. Quando adultos, decidem dividir o mesmo apartamento, ganhando assim mais intimidade e espaço na vida um do outro. 

Em meio às confusões do dia a dia, Bernardo se declara ao amigo, colocando a amizade de anos à prova, surgindo assim sentimentos e inseguranças entre eles. Após a revelação, os personagens fazem questionamentos a amizade, tentando em meio de situações cômicas salvar a relação com a ajuda de outros dois amigos, Pedro e Kadu que revelarão outras respostas ao longo da trajetória. Com direção de Ivo Ueter, a peça é uma boa pedida para pensar em indagações sobre diversas situações de relacionamentos.

Serviço:
Querido Amigo
Classificação: 14 anos
Gênero: Comédia romântica.
Teatro Augusta – Sala Experimental (50 lugares – Sujeito a lotação)
Endereço: R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01305-100
Telefone: (11) 3231-2042
Temporada: De 2 a 30 de setembro

Sábado às 21h e Domingo às 18 hs

Valores: R$ 50,00 (inteira) R$ 25,00 (meia entrada)

Monólogo retrata a luta pela aceitação na vida de uma travesti




O espetáculo é interpretado por Lucilla Diaz, dirigida por Alessandro Brandão e conta ainda com a ativista Dandara Vital como assistente de direção

Por Andréia Bueno

O debate sobre questões de gênero é urgente, ainda mais em uma sociedade marcada por dados preocupantes como a brasileira. Uma ONG europeia (Transgender Europe) constatou que o Brasil é o que mais mata transsexuais no mundo. Como uma forma de escancarar esta situação alarmante e falar sobre o universo das travestis, surge a peça “Kim – O Amor é a tua cura”, que fica em cartaz até o dia 27 de maio no Teatro Café Pequeno no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação
“Kim – O Amor é a tua cura”, é um drama retratando a natureza cruel do ser humano e suas falsas realidades, mas dando prioridade à expressão de sentimentos. Numa livre adaptação do texto UNHAS de Marco Galvani, numa visão crítica e sem pudores, trata da solidão, angústia, miséria, preconceito, abandono e doenças psíquicas. Clama o desejo de transformar a vida, de alargar as dimensões da imaginação e renovar o olhar ao próximo, aceitando as possíveis diferenças. Essa montagem prima pelo respeito à liberdade individual, aceitando a subjetividade, o irracionalismo, o arrebatamento pelos temas moralmente proibidos – o sensual e o sexual.
Estrelado pela atriz Lucilla Diaz, que tem a árdua tarefa de sensibilizar e motivar reflexões entranhando-se na consciência dos seus expectadores, o monólogo é dirigido por Alessandro Brandão e tem a atriz ativista travesti Dandara Vital como assistente de direção. O espetáculo conta a história de uma travesti chamada Kim, que se depara com um impasse muito grande na vida dela: o fato agravante de não ser aceita por seu corpo e o de ser repreendida. A sociedade não aceita o que ela é e suas formas, impondo que ela se transforme e faça o que muitos chamam de “higienização”, se tornando assim uma pessoa aceitável socialmente.
O projeto pretende ser o reflexo de uma visão emocional dessa triste realidade, abrindo os sentidos da plateia ao mundo interior da personagem, com todos seus anseios em relação às questões da vida e da morte. Fruto das peculiares circunstâncias da vida, vem revelar seu lado pessimista e a angústia existencialista do indivíduo numa sociedade pós-moderna que ainda segrega, desqualifica, oprime e rechaça pessoas “diferentes” a um lugar de invisibilidade.
Com discurso em sua maioria em terceira pessoa, a atriz relata todo o sofrimento de Kim contando situações vividas, momentos de tristeza e sofrimento por ser excluída, não só pela sociedade, mas também por sua família, até que opta por se suicidar. A ideia de montar a peça partiu da própria atriz, Lucilla, que quando vivia na Itália conheceu o autor do texto e passou a se interessar pelo universo das travestis.

O diretor Alessandro Brandão, que também é ator e viveu uma drag na novela “Pega Pega” da TV Globo e faz parte de uma dupla de dragqueens cantoras, diz que na hora que leu o texto e foi convidado por Lucilla para dirigir o espetáculo, percebeu que o texto é uma denúncia e que deseja que através da peça as pessoas sejam tocadas e percebam as maldades que sociedade traz as travestis.
Alessandro explica que a peça é trabalhada com o viés da exclusão social e através deste viés que eles pretendem tocar o público e fazer com que eles se identifiquem com essa exclusão: “Todo mundo já se sentiu excluído socialmente pelo menos uma vez na vida, seja pelo jeito afeminado, ou pela cor da sua pele, ou por estar acima do peso, ou por não ter a altura ideal, ou por ter o cabelo diferente e no espetáculo a gente pega esses pontos que são comuns entre todos para fazer com que o público se identifique um pouco com a situação das travestis”.  
Serviço:
Data: Até 27 de maio, de sexta a domingo
Horário: 20:00h
Duração: 1h
Classificação Etária: 16 anos 
Local: Teatro Municipal Café Pequeno – Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon- Rio de Janeiro
Reservas: 2294-4480
Ingressos: R$ 30,00

J.K. Rowling sentencia fim da história de Harry Potter




Por colaboradora Anyelle Alves

Sendo um grande sucesso desde seu lançamento em 2016, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (The Cursed Child), cultivava nos fãs a esperança de um novo segmento para a continuação da história de Harry Potter.

Jamie Parker Albus (Harry), Clemmett Sam (Alvo) e Poppy Miller ( Ginny-Potter) – Foto: Divulgação
A peça teatral apresentada em Londres retoma a história de Harry, Rony e Hermione com 40 anos e seus respectivos filhos, que estão a caminho de Hogwarts, assim como o filho de Draco Malfoy e mostra as experiências vividas pelas crianças na escola de magia, aventuras e laços de amizade.

O sucesso foi tanto que o roteiro se transformou em um livro que foi vendido por diversas editoras através do mundo. No Brasil não foi exceção e a editora Rocco foi responsável pelas tiragens, mas mesmo com esse alcance a autora J.K. Rowling afirmou em entrevista:

“Eu acho que já contamos tudo, em termos de seguir em frente com a história que eu queria contar. Eu acho que ficou obvio que no sétimo livro, no epilogo, que Alvo era um personagem que eu me interessava. Acho que fizemos jus a essa ideia. Acho que contar a historia dos netos do Harry seria uma jogada cínica e não tenho vontade de fazer isso.”

Também desmente a teoria de um possível filme, mesmo tendo alcançado o recorde de vendas de bilheteria na Broadway.

Comédia com Fafy Siqueira e Suely Franco estreia na capital paulista




Suely Franco comemora 60 anos de carreira e realiza o antigo sonho de, finalmente, se encontrar no palco com Fafy Siqueira
Por Andréia Bueno

As atrizes Suely Franco e Fafy Siqueira fizeram parte do elenco do musical As Noviças Rebeldes, com direção de Wolf Maia, no início dos anos 90. Porém, nunca se encontraram no palco já que Suely entrou no elenco depois de Fafy ter saído. Finalmente, mais de 15 anos depois, tamanho desencontro é resolvido em comédia de Gabriel Chalita, dirigida por Hudson Glauber.

Foto: Divulgação
Muito Louca é uma peça sobre o universo complexo das relações humanas, onde Janete (Fafy Siqueira) e Tete (Suely Franco) discutem o passado em comum e suas frustrações amorosas. Fatos cotidianos ilustram o diálogo das personagens que falam sobre seus terapeutas, as dificuldades de superarem amores passados e o medo da solidão. Nesta peça irreverente, duas grandes amigas passam a limpo suas trajetórias de vida. Entre risadas, superstições, segredos, lágrimas, farpas e picuinhas, elas relembram o passado em comum.
Enfim, a história de ambas leva o público a percorrer os seus próprios universos pessoais, femininos ou masculinos,  cheios de medos e carências, mas com alguma esperança. No inicio, elas ainda têm muito tempo de vida. No final da peça, acompanha-se o entardecer de suas vidas. Olhamos com elas para o que foi possível viver e para o que ficou faltando.
“Janete e Tetê tem aquilo que chamamos de relação de amor e ódio, o tempo todo implicando uma com a outra, mas sempre com muito carinho. São amigas desvairadas, que com humor e ironia abordam temas delicados como amizade, amor, ciúme, solidão, dúvidas em relação ao futuro e arrependimentos em relação ao passado”, comenta o diretor Hudson Glauber.
Serviço
MUITO LOUCA
Teatro Raul Cortez (513 lugares)
Rua Dr. Plínio Barreto 285 – Bela Vista
Informações: 3254.1631
Bilheteria: terça a quinta das 15h às 20h; sexta a domingo a partir das 15h. Aceita todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque. Ar condicionado e acesso para cadeirantes. Estacionamento do teatro: R$ 23
Sexta e Sábado às 21h | Domingo 18h
Ingressos: Sexta e Domingo R$ 60 /  Sábado R$ 80
Duração: 70 minutos
Recomendação: 12 anos
Gênero: comédia
Estreia dia 20 de Abril de 2018
Temporada: até 08 de Julho