Mostra sobre o pintor Di Cavalcanti em cartaz na Pinacoteca de São Paulo




 Por Leina Mara

Um dos mais importantes artistas do modernismo brasileiro, Emiliano Di Cavalcanti é tema de mostra retrospectiva na Pinacoteca de São Paulo.

Imagem: Divulgação
“No Subúrbio da Modernidade – Di Cavalcanti” está em cartaz para comemorar os 120 anos do nascimento do artista. Entre pinturas, desenhos e ilustrações, serão exibidas mais de 200 obras, realizadas ao longo de quase seis décadas de carreira.

Além da atuação pública do Di Cavalcanti como pintor, a mostra destacará também aspectos menos conhecidos de sua trajetória, como as ilustrações e charges para revistas, livros e até mesmo capas de discos.

“No subúrbio da modernidade – Di Cavalcanti 120 anos” permanece em cartaz até 22 de janeiro de 2018, no primeiro andar da Pina Luz – Praça da Luz, 02. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10h00 às 17h30 – com permanência até às 18h00 – os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 anos e adultos com mais de 60 não pagam. Aos sábados, a entrada é gratuita para todos os visitantes. A Pina Luz fica próxima à estação Luz da CPTM.

Exposição celebra centenário de Maria Leontina na Dan Galeria




Geometria sensível da artista é apresentada a partir da seleção de 73 obras, entre pinturas e desenhos

Por Rodrigo Bueno
Maria Leontina: Sem Título (1957), guache sobre papel, 21 x 24,5cm

Formas geométricas e cores sólidas são presenças quase que constantes na obra de Maria Leontina (1917 – 1984), artista referencial para a arte moderna brasileira. Suas abstrações geométricas, entretanto, raramente são colocadas de maneira bruta, por traços fortes e bem definidos. A transição suave de cores e formatos talvez seja a mais peculiar marca de sua produção, agora celebrada pela mostra Maria Leontina – Poética e Metafísica que a Dan Galeria recebe entre 26 de outubro e 30 de novembro.

Com curadoria de Peter Cohn e Alexandre Franco Dacosta, a exposição marca o centenário de nascimento da artista brasileira cujos trabalhos destacam-se na chamada geometria sensível. São 73 obras, entre desenhos e pinturas, que abarcam as quatro décadas de produção de Maria Leontina e a sua incessante investigação pelo enigma do tempo – plano metafísico que impregna e dá alma à sua abstração concretista.

A mostra traz obras de fases diversas da artista, entre as quais Jogos e Enigmas, Da Paisagem e do Tempo, Episódios, Cenas, Páginas e Estandartes. Os títulos conferidos pela artista a suas séries indicam seu interesse pessoal pela passagem dos instantes, seja na forma da narrativa, seja nos mistérios ontológicos do tempo.

Exceção às formas geométricas, duas telas chamam a atenção para o início de sua trajetória: a paisagem de Sem título (1943) e Autorretrato (déc. 1940), óleos de tom mais expressionistas, com pinceladas não tão precisas quanto sua fase geometrizada.

Serviço
Maria Leontina – Poética e Metafísica
Vernissage: 26 de outubro, às 19h
Período de exposição: de 27 de outubro a 30 de novembro
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h

Dan Galeria
Rua Estados Unidos, 1638. Jardim Paulista
Telefone: (11) 3083-4600

O Impressionismo e o Brasil no Museu de Arte Moderna de São Paulo




Por colaboradora Monise Rigamonti
Inaugurada nesta semana, na terça-feira (16/05), a mostra “O Impressionismo e o Brasil”, encontra-se na Grande Sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), com a curadoria do Felipe Chaimovich, fica em cartaz até dia 27 de agosto de 2017. 
 
Foto: Divulgação

A exposição é composta por mais de 70 pinturas do Período Impressionista incluindo artistas como Renoir – percursor do movimento na Europa, e de artistas como George Grimm – pioneiro desta técnica no Brasil, seguido por pintores nacionais como Antonio Parreiras, Arthur Timotheo da Costa, Georgina de Moura Andrade Albuquerque, Lucílio de Albuquerque, Eliseu D’Angelo Visconti, Antônio Garcia Bento, Mário Navarro Costa, Giovanni Battista Castagneto, as obras destes artistas integram a mostra. 

Para complementar a didática da exposição podemos ver 3 vídeos desenvolvidos por Carlos Nader discorrendo sobre o tema, observamos também uma linha do tempo pontuando os principais acontecimentos de cada época e falando sobre o desenvolvimento da tinta a óleo, além de alguns objetos de pintura que pertenceram a Antonio Parreiras em exibição na última sala. 
 
Antonio Parreras – Crepúsculo / Divulgação

O movimento Impressionista surgiu a partir da observação da paisagem ao ar livre e da necessidade que os artistas sentiam de representa-la, diferente da pintura acadêmica e de ateliê onde havia um tempo maior para a execução do trabalho, os pintores impressionistas quando vão retratar um cenário ao ar livre precisam ter uma precisão da técnica e uma rapidez na manipulação das cores para que consigam capturar a luz no mesmo instante em que estão pintando, passando a finalizar os quadros no mesmo dia. Ressaltando que foi possível o desenvolvimento desta técnica graças ao surgimento da produção industrial trazendo a novidade das tintas a óleo durante o século 19. 

Voltamos para o Brasil, a pintura de paisagem ao ar livre passou a ser praticada em 1884 quando o pintor bávaro George Grimm foi o responsável pelo início do seu ensino na Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro. No começo da produção impressionista no Brasil houve um certo choque e uma ruptura com o modelo imposto pela academia na época, pois os trabalhos eram executados dentro da faculdade ou do ateliê do artistas, logo quando passaram a ir para os locais explorar a paisagem e a intensidade da luz gerou um certo antagonismo.    
 
Georgina de Moura – Canto do Rio / Divulgação

Devido a um uma intensa produção das telas, na década de 1880 quintuplicou o mercado de materiais industriais de pintura no Rio de Janeiro, que passou de onze lojas de tintas e objetos para pintores em 1882 para 52 lojas em 1889, com sortimento de importados, proporcionando ao artistas uma maior facilidade para encontrar os materiais e executarem as suas criações. 

Observamos na exposição uma linha contínua e orgânica da curadoria, nos contando a história do impressionismo no Brasil, percebo um extremo cuidado na organização e apresentação dessas obras para o público. Percebo que muitas vezes a produção nacional foi desconhecida ou deixada em segundo plano, especialmente no ensino formal, mas cada vez mais vejo que temos uma produção extremamente consistente e rica dos nossos artistas, muitos ganhando prêmio e consagrações no exterior.  
 
Giovanni Castagneto – Marinha / Divulgação
A primeira sensação que tive diante das telas foi de um verdadeiro encantamento perante as obras, admirando a intensidade das cores e das luzes representadas no cenário brasileiro em especial no Rio de Janeiro, onde a maior parte desta produção foi feita, representando a natureza selvagem brasileira que é viva, veloz, furiosa, mas de uma beleza que talvez seja indescritível em palavras, apenas em imagens. 


Serviço
O impressionismo e o Brasil com curadoria de Felipe Chaimovich

Visitação: 17 de maio até 27 de agosto de 2017
Entrada: R$ 6,00/3,00 – gratuita aos sábados
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo – Grande Sala
Av. Pedro Álvares Cabral, s/no – Parque Ibirapuera (portões próximos: 2 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Telefone/email: +55 11 5085-1300/atendimento@mam.org.br
Site Oficial: www.mam.org.br

IED expõe obras de Claudio Tozzi e de participantes do Instituto Olga Kos




Pinturas em tela poderão ser conferidas até o dia 8 de setembro, em São Paulo.

A exposição com obras de Claudio Tozzi e de participantes do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) poderão ser conferidas até dia 8 de setembro no Istituto Europeo di Design (IED), em São Paulo. Aos 72 anos, o premiado Tozzi coleciona uma série de exposições tanto no Brasil como em países como Colômbia, Cuba, Espanha, Itália, Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Japão.
Em mais de quatro décadas de arte, diversos trabalhos ganharam destaque, como uma série sobre o Bandido da Luz Vermelha, um painel inspirado em Che Guevara, paineis documentando cenas e manifestações políticas no final dos anos 1960, e diversas intervenções urbanas. 
Foi, inclusive, uma dessas obras — a “Colcha de Retalhos” —, um mural de 1979 instalado na Estação Sé do metrô de São Paulo, que serviu de inspiração para os participantes das oficinas de arte do IOK.  A entrada é gratuita.
Exposição
Data: de 25 de agosto a 8 de setembro
Local: Istituto Europeo di Design, na Rua Maranhão, 617 – Higienópolis, São Paulo
Horário: de segunda a sexta, das 9 às 17h
Entrada  #acessográtis
Foto: Divulgação