‘Dreamcast’ será o primeiro e maior festival online de teatro musical

'Dreamcast' será o primeiro e maior festival online de teatro musical

Créditos: João Caldas


Os dados da FGV são conclusivos. Em apenas um ano, o mercado de teatro musical brasileiro movimentou 12.824 empregos, gerou R$131 milhões em tributos, e trouxe o impacto econômico de mais de R$1 bilhão na economia ao encantar um público de 1.091.673 pessoas pelo país. No momento de pandemia, em que o segmento segue paralisado e sem previsão de retomada gerando incerteza à toda cadeia produtiva, surge o Dreamcast, um projeto que busca disseminar um formato de entretenimento e interação com o público, proporcionando uma experiência única e inovadora.

Idealizado pela Lab Cultural, de José Toro, o projeto dá início à frente de musicais da produtora, intitulada de LAB MUSICAIS, com parceria de Diego Montez e Robert Lima, e funcionará como um verdadeiro festival voltado aos amantes dos espetáculos musicais, com transmissão ao vivo prevista para final de agosto. Serão ao todo 45 números exclusivos em seis horas de apresentação de 30 títulos diferentes. Para comandar o Dreamcast, o mestre de cerimônia será o ator e cantor Tiago Abravanel, acompanhado dos comentaristas Diego Campagnolli e Paula Flabiann, trazendo humor e diversão, além, claro, de interagirem com os talentos e o público! Diego Montez e André Gress assinam direção e roteiro. A direção musical é de Marcelo Castro.

Participará do projeto uma verdadeira constelação do teatro musical com nomes fundamentais, entre eles Alessandra Maestrini, Myra Ruiz, Nando Pradho, Fred Silveira, Jeniffer Nascimento, Fabi Bang, Andrezza Massei, Thiago Arancam, Sara Sarres, Ivan Parente, Gottsha, Malu Rodrigues, Diego Montez, Kacau Gomes, Mateus Ribeiro, Letícia Soares, Carol Costa, Thuany Parente, Thiago Machado, Carol Botelho, Tiago Barbosa, Helga Nemetik, Roberta Jafet, Ana Luiza Ferreira, Clara Verdier, Leo Bahia, Bruna Pazinato, Raquel Paulin, Bruno Sigrist, Bel Lima.

As performances serão divididas em três momentos com canções de espetáculos divididas da seguinte forma: “Musicais que já Vieram” (A Bela e a Fera, Fantasma da Ópera, Wicked, A Noviça Rebelde, entre outros),”Musicais Brasileiros” (Se Essa Lua Fosse Minha, 7 O Musical, Cazuza, Chacrinha, Elis A Musical, entre outros) e “Musicais que Ainda não Vieram” (Mean Girls, Hamilton, Frozen, Aladdin, Dear Evan Hansen, entre outros).

'Dreamcast' será o primeiro e maior festival online de teatro musical
Créditos: Marcos Mesquita

Até o dia 30 de julho, o público poderá votar pelo site oficial qual artista/ cantor gostaria de ver numa performance de uma canção de um dos espetáculos disponibilizados. O resultado poderá ser conferido durante a transmissão ao vivo no site do projeto e redes sociais (Instagram e YouTube), através de números musicais em solos, duetos e com a participação de grandes produtores discutindo a arte e o futuro do segmento.

Além da interação e conectividade com o público, o Dreamcast também busca injetar recursos em um segmento estagnado, proporcionando renda para os profissionais do mercado envolvidos no projeto e arrecadar fundos para campanhas e instituições que buscam colaborar com os profissionais da cultura atualmente sem renda.

Para realizar a transmissão online e respeitar os protocolos da OMS e Ministério da Saúde, parte das gravações do festival será realizada anteriormente em um estúdio. Todas serão feitas individualmente, respeitando um intervalo de tempo e presença de um único músico na sala.

Artistas que participarão (em ordem alfabética):

Alessandra Maestrini
Ana Luiza Ferreira
Andrezza Massei
Anna Akisue
Bel Lima
Bruna Pazinato
Bruno Sigrist
Carol Amaral
Carol Botelho
Carol Costa
Carol Roberto
Clara Verdier
Daniel Haidar
Davi Tápias
Diego Martins
Diego Montez
Dudu Ejchel
Fred Silveira
Gabi Camisotti
Gigi Debei
Gottsha
Helga Nemetik
Ivan Parente
Jeniffer Nascimento
Júlia Sanches
Kacau Gomes
Kiara Sasso
Lara Suleiman
Leo Bahia
Letícia Soares
Lucas Colombo
Malu Rodrigues
Marcella Bártholo
Maria Brasil
Maria Clara Rosis
Mariana Montenegro
Marianna Alexandre
Mateus Ribeiro
Myra Ruiz
Nando Pradho
Nicolas Ahnert
Paulo Gomiz
Pedro Ogata
Raquel Paulin
Roberta Jafet
Roberto Justino
Robson Lima
Sara Sarres
Saulo Vasconcelos
Tabatha
Tauã Delmiro
Thiago Arancam
Thiago Machado
Thuany Parente
Tiago Barbosa
Verônica Goeldi
Victor Leal
Vitor Moresco
Yasmin Lifer

Quer saber mais sobre Teatro? Clique aqui!

“Se Essa Lua Fosse Minha” terá nova temporada em São Paulo


Créditos: Victor Miranda


O premiado musical autoral brasileiro “Se Essa Lua Fosse Minha“, escrito por Vitor Rocha e com músicas de Elton Towersey, vem garantindo sucesso desde a sua primeira temporada, com sessões lotadas e ingressos esgotados. Após muitos pedidos do público o musical volta em cartaz em março no Teatro Viradalata em São Paulo.

O musical mescla cantigas populares, brincadeiras de roda e lendas antigas para contar a história de um povo saído de Terrarrosa, província da Espanha, que navega pelo oceano em busca de um lugar para construir um novo amanhã.

Eis que lhe é apresentada a terra de Porto Leste, uma ilha situada no encontro das águas quentes com as frias, mas para a surpresa de todos a terra já está habitada por um outro povo. A diferença de crenças e culturas faz com que uma divisão se torne indispensável e uma linha é riscada no chão a fim de evitar a guerra.

De um lado fica a destemida Leila e do outro o rebelde Iago. Quem é que faria um coração respeitar uma linha riscada no chão? O encontro de almas se dá, mas o dos corpos se torna cada vez mais raro pelo perigo de serem vistos juntos. A lua escuta mais versos de amor do que os próprios amantes. Enquanto isso, da Espanha, vem Belisa, predestinada a se casar com Iago, e da terra vem a flor do alecrim, talvez a solução para ele. O lencinho branco cai no chão. O anel que era de vidro e se quebra. Os pés virados para trás. Um canto que atrai os homens. Pirulito que tanto bate. A história às vezes rima, às vezes ensina e às vezes faz os dois ao mesmo tempo e sem dó, são dois coelhos numa cajadada só. É contada assim de boca e acompanhada por pouco mais de um violão, o que parece pouco, mas não é não. Afinal de nada vale tocar uma orquestra se não souber tocar um coração.

O musical proporciona uma aventura nova ao público, mas de um jeito que os faz se sentir “em casa”. A história é nova e original, mas usa a todo tempo do folclore brasileiro para ser contada, fazendo com que tudo pareça familiar. O texto fala sobre a importância dos sonhos, de querer e fazer o bem, em plantar o amor, fala sobre o ódio e a liberdade. E para falar de tantas coisas universais, atemporais e necessárias, ele usa da cultura e do povo brasileiro.

Serviço

A partir de 03 de março

Teatro do Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Terças e quartas às 21h

Venda de ingressos em breve

Classificação indicativa 12 anos

Duração de 2h10

Entrevista: Vitor Rocha, autor de “Se essa Lua Fosse Minha”


Créditos: Victor Miranda


Com apenas 21 anos de idade, o autor, ator e diretor Vitor Rocha já assinou a autoria do aclamado “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, espetáculo vencedor de importantes prêmios no meio musical e que terá montagem no exterior em breve. Sua mais recente produção, em parceria com Elton Towersey e intitulada “Se Essa Lua Fosse Minha”, que estreou recentemente, já recebe excelentes críticas. Conversamos com Vitor sobre sua carreira, os trabalhos lançados e futuro. Confira!

Acesso Cultural: Como você se sente, sendo tão jovem e com uma produção de tanto sucesso, como é o “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, além de ser vencedor de tantos prêmios no meio cultural?

Vitor Rocha: Eu fico muito feliz com todo reconhecimento do meu trabalho, mas mais até do que feliz eu fico esperançoso. Eu acho muito legal e positivo ver as pessoas parando para ouvir o que um jovem como eu tem a dizer, de certa forma isso mostra uma abertura para o novo, né?

AC: Como foi o processo de criação de Se Essa Lua Fosse Minha, em parceria com o compositor Elton Towersey? Conte um pouco para a gente.

VR: Foi, além de bem desafiador, muito divertido, afinal trabalhar com quem a gente admira é muito gostoso. O Elton é um profissional muito respeitoso e humano e isso faz com que tudo seja mais leve no processo de criação. Eu contei a história para ele e falei de todas as referências que gostaria de usar no texto, nas letras e juntos nós começamos a montar esse enorme quebra-cabeças que é o ‘Se Essa Lua’. Depois de tudo muito bem estruturado e muita conversa, a gente se separa: ele vai compor e eu escrever. A criação em si foi bem rápida, mas durante um bom tempo eu e o Elton nos falamos 24h por dia (- isso não é uma metáfora).

Créditos: Divulgação

AC: Em agosto, “Cargas” fará sua estreia em Nova York. Qual você acha que é o maior desafio em adaptar um texto original brasileiro para o inglês, a serem interpretados por atores brasileiros?

VR: Sempre vou dizer que o maior desafio é não perder a essência de tudo. No caso do ‘Cargas’ a mensagem do espetáculo é universal, mas a forma como nós a levamos até o público é muito característica nossa e não deixar que isso se perca com toda certeza é uma tarefa bem difícil. Mas nossa equipe e nosso elenco de NY contam só com brasileiros, e eu conto com eles na “guarda” dessa essência, dessa brasilidade.

AC: Quais serão os próximos passos em sua carreira?

VR: Eu pretendo estrear mais um espetáculo musical ainda esse ano aqui em São Paulo e muitos outros planos vão sendo sonhados aqui dentro de mim todos os dias, mas todos têm a ver com ampliar as maneiras de contar histórias, rs.

Créditos: Victor Miranda

AC: Imaginando um próximo espetáculo de sua autoria: monte seu elenco dos sonhos.

VR: Eu gosto de escrever para pessoas que admiro e que são próximas de mim, não acredito muito no lance do perfil e adoro confiar na capacidade das pessoas de me surpreenderem. Não tenho muito isso de elenco dos sonhos enquanto escrevo por isso, acho que se uma pessoa se coloca (realmente!) à disposição de contar a minha história, pouco importa como/quem ela é. Contudo, trago um sonho nada secreto de escrever um dia para a Nicette Bruno, Adriana Esteves ou para a Claudia Raia.

AC: Entre atuações e espetáculos autorais, existe algum “queridinho” para você? Qual?

VR: Entre espetáculos que me marcaram existe um muito queridinho por mim, o musical “Concerto de Ispinho e Fulô” da Cia. do Tijolo. Eu já o vi algumas vezes e em todas me senti mudado como pessoa e artista! E entre atuações uma que me marcou (e marca) muito fazer sempre é o Gonçalo, o vendedor de lágrimas, um dos meus personagens em “Cargas D’Água”, ele é uma montanha russa e eu adoro isso!

Você pode conferir o trabalho de Vitor Rocha no espetáculo “Se Essa Lua Fosse Minha”, em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, localizado na Barra Funda!

Serviço:

Se Essa Lua Fosse Minha

Quando: Terças e quartas, às 21h. Temporada até 10 de julho

Onde: Teatro do Núcleo Experimental – Rua Barra Funda, 637. Barra Funda. São Paulo/SP

Ingressos: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia). Vendas pelo site http://bit.ly/2Wn3de8  ou na bilheteria do teatro 1h antes de cada sessão

Classificação: 12 anos

Capacidade: 80 lugares