Pro Rock Apresenta #ProRockPOPFESTIVAL2012
Pop Music Festival 2012 em sua segunda edição no Brasil
Franz Ferdinand e seu grito de independência
Chegar a um festival perto de seu fim e no exato momento em que policiais com spray de pimenta ameaçavam quem insistisse seguir adiante, mesmo depois de serem mandados embora para casa, deixou evidente que boa parte dos fãs do Franz Ferdinand estavam dispostos a pagar qual fosse o preço para ver a banda. Às 17h30 foi encerrada a fila que dava acesso ao 16º Festival promovido pela escola Cultura Inglesa, que contou com as bandas Horrors, We Have Band, Garotas Suecas, Banda UÓ, Sociopatas, King Crab e Broth3rhood. Muitas pessoas, que teoricamente ficariam de fora do último show do dia, não se intimidaram. Segundo relatos de quem estava próximo do portão principal uma confusão se estabeleceu minutos antes, a polícia agiu de maneira a conter quem tentava furar a fila, consequentemente fecharam os portões por alguns minutos.
Por volta das 18h as coisas pareciam correr bem, o que foi um engano. Passos apressados e caminho livre do lado de fora, tão livre que, em certo momento, já não havia fila e as pessoas se dispersavam ao longo de aproximadamente 200m da entrada. Algumas voltavam ofendendo a produção do evento e ameaçando quem fizesse parte dela, garotas do Staff saíram de cena discretamente. Já não havia policiamento efetivo em algumas áreas, grades que serviam para organizar a fila foram movidas e viraram escadas para parte dos fãs pular o muro do parque.

O show começou 18h40 com a banda tocando “Darts of Pleasure“. Gritos de euforia se estabeleceram e quem estava de fora tentava ver o show em cima de um muro do outro lado da rua, mas policiais forçaram todos a descer. Alguns fãs resolveram ir embora, outros mantinham as esperanças e continuavam na fila. “Tell Her Tonight”, “Right Troughts”, “Do you Wants to?”, “No you Girls” agitavam o público e ao mesmo tempo faziam a trilha sonora dos aventureiros excluídos que não desistiam de ver a banda. Circulando próximo aos portões, aproximadamente 50 minutos após o show começar, a fila voltou a fluir. Muitos dos que se esforçavam para pular o muro não haviam percebido e continuaram de fora enquanto outros entravam vagarosamente.
Após a banda tocar “Ulysses”, décima segunda música do repertório, ainda havia bons lugares para se assistir ao show. Alex Kapranos demonstrava empolgação, agradecia às pessoas e elogiava a beleza do lugar. Com sua guitarra imposta, o vocal de apoio vigoroso e enérgico de Nick McCarthy, o baixo consistente e dançante de Bob Hardy juntamente com a bateria eficiente de Paul Thomson, a banda provava por que é uma das mais aclamadas mundialmente há dez anos. Gente de peso do meio punk como Don Letts e Debby Harry já teceram elogios sobre os escoceses.
Kapranos, com seus chutes ao vento e vocais afiados, anunciou a quarta nova música do dia, “Trees And Animals”, que fez as pessoas se conterem um pouco para prestar atenção. Anteriormente haviam apresentado “Right Thoughts“, “Brief Encounters” e “Fresh Strawberries“, as mesmas novidades executadas uma semana antes na cidade de Cork, Irlanda.
Duas músicas do primeiro álbum e uma do terceiro, “40’”, “Outsiders” e “Michael”, encerraram uma seqüência de dezesseis músicas. O grupo deixou o palco e o público pedia mais. Seguindo o manual de como agradar os fãs, voltaram e mandaram no bis “Jacqueline” e para encerrar “This Fire”, que acertou em cheio quem ainda tinha alguma dúvida do poder de fogo da banda ao vivo. Após se despedirem com ar de satisfação e das pessoas entrarem em debandada, houve tempo de alguns fãs disputarem os set lists do show, jogados pelos técnicos que desmontavam o palco. Uma tarde de domingo memorável.
Franz Ferdinand, … tá todo mundo aí.
Set list:
Darts of Pleasure
Tell Her Tonight
Right Thoughts
Do You Want To
No You Girls
Brief Encounters
Walk Away
Dark of The Matinée
Fresh Strawberries
Can´t Stop Feeling (com I Feel Love em homenagem a Donna Summer)
Take Me Out
Ulysses
Trees and Animals
40´
Outsiders
Michael
Bis:
Jacqueline
This Fire
Fame, o Musical está em cartaz no Shopping Frei Caneca em São Paulo
Um dos musicais mais populares do mundo, já apresentado em cerca de 30 países e assistido por 15 milhões de pessoas, Fame – o Musical ganha sua primeira versão brasileira em 2012.
A produção baseada no longa-metragem Fame (EUA, 1980) estreou no dia 12 de maio no Teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo. A realização é da 4Act Produções Artísticas e a produção é de Ricardo Marques. No palco, sob direção geral do norte-americano Billy Johnstone – experiente ator, coreógrafo, diretor e professor de teatro musical, com passagem pela Broadway – estarão 33 atores, todos escolhidos após criteriosas audições e um processo de seleção de elenco inédito no Brasil, feito por meio de um workshop. Entre eles, Paloma Bernardi, Klebber Toledo e Murilo Armacollo (todos com trabalhos na Rede Globo) e MariMoon (da MTV), além da atriz de musicais Corina Sabbas.
Com um tema muito atual, a montagem trata das relações de um grupo de jovens alunos durante quatro anos intensos de formação na New York High School of Performing Arts, na 46th Street, em Nova York. Paixão, dedicação, ambições e frustrações são alguns dos temas em cena.“Fame trata da urgência que o grupo de estudantes tem de correr atrás de seus sonhos. Isso também ocorre com os artistas que nós selecionamos para participar do elenco, alguns deles já com carreira em musical e outros iniciantes no gênero”, afirma Johnstone.
Quatro nomes da equipe original do musical, queestreou em 1988, constam nos créditos da produção brasileira: David De Silva (concepção e criação), Jose Fernandez (libreto), Jacques Levy (letra) e Steve Margoshes (música).
De Silva, por sinal, também produziu o longa-metragem de 1980 que deu origem ao musical e à série de TV homônima, exibida entre 1982 e 1987. Em 2009, o filme ganhou um remake, com direção de Kevin Tancharoen.
Já a equipe criativa do espetáculo reúne alguns dos mais bem-sucedidos profissionais brasileiros: o diretor musical Paulo Nogueira, o coreógrafo Guto Muniz, o preparador vocal Rafael Villar e o assistente de direção e preparador corporal Gustavo Torres. A equipe também conta com a cenógrafa Duda Arruk, a figurinista Najla Dib e o designer de luz Wagner Freire, que criaram exclusivamente para a montagem nacional. Victor Mühlethaler fez as versões do texto e das letras da língua inglesa para a portuguesa.
A agência de comunicação do espetáculo é a AR Propaganda, responsável pelo conceito de comunicação e imagem do musical. Para a divulgação online nas redes sociais, ela atua junto com a agência Mojo.
A 4Act Produções Artísticas, focada principalmente no teatro musical, trabalha com profissionais experientes e conceituados e aposta na excelência dos espetáculos. Sua primeira produção é Fame – o Musical, marcado pela inovação desde o formato do processo de seleção de elenco utilizado. Na 4Act, a diretora de produ-ção de Fame é Rosangela Longhi.
O grupo 4Act também conta com a escola de teatro musical 4Act Performing Arts, idealizada por Ricardo Marques e lançada em 2009. Ela é voltada à formação de performers: artistas com competência em atuação, canto e dança, próprios para trabalhos em musicais. “Com a vinda de muitos musicais, percebi que faltavam no Brasil profissionais com expertise de performers, que atuassem, cantassem e dançassem com o mesmo nível de qualidade, então tive a ideia de criar a 4Act Performing Arts. Logo após o início das atividades da escola já começou a surgir a vontade de montar o Fame, que retrata a realidade dos próprios alunos”, afirma Marques.
SERVIÇO:
FAME, O MUSICAL
Temporada: de 12 de maio a 29 de julho
Local: Teatro Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, 6º Andar
Sessões: Quinta-feira às 21h/ Sexta às 21h30/ Sábado às 17h e 21h/ Domingo às 18h
Ingressos: Plateia A: R$140 / Plateia B: R$100
Duração 2h15
Classificação: 10 anos
INGRESSOS: Clique Aqui!





