Fause Haten encena novo espetáculo ao lado de Andre Cortada no Teatro Eva Herz




Com apresentações às terças e quartas , o espetáculo fica em cartaz até junho

Por Redação

“Lili Marlene” é um musical pop rock que utiliza a performance e as novas tecnologias para contar a história do Lili.
Crédito: Divulgação
“O” Lili, como gostava de ser chamado, é o neto de Marlene, uma atriz hollywoodiana dos anos 30. Rejeitado pelo pai na infância, foge de sua casa em Berlim aos 13 anos de idade. Aos 18, morando em Paris, fazia sucesso nos palcos dublando sua avó, sem que ninguém soubesse do seu parentesco. Aos 30 se tornou sacerdote de uma religião quando morava nos Estados Unidos. Anos mais tarde, já afastado da igreja ele nos faz um relato de sua saga.
 
Lili Marlene é o primeiro musical autoral da dupla Haten & Cortada. Com texto e letras de Fause Haten, música e arranjos de André Cortada, materializa um projeto antigo da dupla de escrever musicais.
 
Reprodução / Internet
Durante o ano de 2016, Fause mergulhou num processo de pesquisa de material e múltiplas linguagens. Intensificou sua pesquisa de corpo onde o risco iminente e o desconforto corporal são usados pra potencializar as emoções do artista e dos personagens. Criando texto, personagens e performances a partir dos temas que rondavam seu imaginário, foi dando forma a um universo dramatúrgico.  
Numa primeira fase trabalhou os textos numa escrita tradicional.
 
Numa segunda fase, trabalhou naquilo que intitula “escrita em cena”, onde com os personagens na cabeça, fazia performances de improviso para recolher textos e sensações a partir da relação imediata com o público.
 
Algumas dessas performances aconteceram na Galeria Mezanino e na Fábrica do Dr. F. dentro do projeto #ForadaModa no Sesc Ipiranga. Com todo o material escrito e organizado, Fause reuniu sua banda sob o comando de André Cortada e partiram para as composições e os arranjos musicais.
 
Nesse momento surgia o roteiro e os personagens, que antes tinham casos isolados, passaram a se relacionar e as suas historias foram se interligando e criando um fio condutor. Nasceu Lili Marlene!
 
 
Serviço
LILI MARLENE
TEATRO EVA HERZ (168 lugares)
Livraria Cultura – Conjunto Nacional
Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista
Bilheteria: 3170-4059 / www.teatroevaherz.com.br
Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingos das 12h às 19h. Formas de Pagamento: Dinheiro / Cartões de débito – Visa Electron e Redeshop / Cartões de crédito – Amex, Visa, Mastercard, Dinners e Hipecard. Não aceita cheque.
Terça e Quarta às 21h
Ingressos:
R$ 60
Duração: 80 minutos
Recomendação: 14 anos
Estreia dia 16 de Maio de 2017
Curta Temporada: até 28 de Junho

Resenha: Uma Vida Boa




Por colaboradora: Nicole Gomez

O espetáculo Uma Vida Boa, com direção de Diogo Liberano e texto, impecávelmente escrito por Rafael Primot é, como algumas pessoas disseram na saída, “um soco no estômago”, uma lição de tolerância, retratada de forma fiel de como determinadas pessoas não conseguem se adequar à sociedade, simplesmente por não se sentirem “padrão”.

Foto: Renato Mangolin/Divulgação

Antes de tudo, é preciso entender que os nomes das personagens são propositalmente ocultados, o que cria a noção de que aquelas três pessoas são muitas outras, que passam pela mesma situação todos os dias.

B. é uma pessoa como várias que estão por aí dentro da sociedade, muitas vezes até mesmo escondidas, principalmente pelo medo de julgamento e lições de como deve seguir seu caminho. Deixa de viver com os pais assim que descobre que não atendeu às expectativas de sua mãe, que esperava criar uma “princesa”. B. tem outra forma de viver sua vida, assim, vai morar em outro lugar, em busca de sua liberdade.

Durante este processo, conhece J., uma figura machista e com uma forma meio torta de viver sua vida. J. apresenta B. a L., uma garota comum que curte sair, ama cantar e se apresentar em barzinhos. Os dois acabam vivendo uma linda história, que apesar de todos os preconceitos, ensina que o amor é capaz de combater toda a maldade que existe no mundo.

Foto: Renato Mangolin/Divulgação

Com muita delicadeza e sutileza, a obra dá ao espectador uma ideia de como é viver em um mundo onde não se é aceito como é, mostrando até mesmo algumas situações onde a personagem central sofre certos tipos de violência, verbal e física, mas de uma forma onde tudo se dá a entender, com movimentos corporais por parte dos atores de uma forma até mesmo coreografada.

A atriz Amanda Mirásci foi uma ótima surpresa. De forma até mesmo visceral, encarna B., e consegue passar as dores, as alegrias e os sofrimentos da personagem, fazendo com que o espectador se envolva e se sinta um pouco na pele da personagem. Está fazendo um trabalho incrível. Julianne Trevisol, que encarna L., retrata como uma pessoa se apaixona por outra independente do que saiba sobre ela, simplesmente acontece e permanece. Daniel Chagas, intérprete de J., uma figura bruta que também não é muito diferente do que frequentemente vemos por aí, mostra de uma forma muitas vezes incômoda, exatamente por ser tão real, até onde a intolerância pode ir.

Os três formam um envolvente time. É um espetáculo para quem está disposto a rever conceitos e quebrar tabus construídos por muitos e muitos anos.

Foto: Renato Mangolin/Divulgação

Serviço
Onde: Teatro Eva Herz – Livraria Cultura – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-940
Quando: de 06 de abril a 26 de maio de 2017 
Ingressos: 
(11) 3170-4059 ou pelo site: http://bit.ly/umavidaboaSP

Pedro Bosnich estreia nova peça em São Paulo




Por Leina Mara

Com texto de Neil Labute e direção e adaptação de Otávio Martins, os atores Pedro Bosnich e Guta Ruiz estrelam “O Bosque Soturno“. O espetáculo conta a história de Betty e Bobby, dois irmãos que vivem uma relação de amor e ódio. Presos em um chalé no meio da floresta em uma noite chuvosa, os irmãos se mostram adultos repletos de conflitos e traumas não resolvidos, o que contribuem para o clima de tensão da narrativa. Uma história cheia de segredos, relação familiar, luto e maturidade.

Foto: Gustavo Arrais

“O Bosque Soturno” estará em cartaz entre os dias 02 de fevereiro e 24 de março, quintas e sextas, às 21h, no Teatro Eva Herz, em São Paulo.

SERVIÇO
02/Fevereiro a 24/Março
Horários:Quintas e sextas, às 21h
lassificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
Valor do ingresso: 40 inteiro / 20 meia
Local: Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista, Sao Paulo, SP

Com produção francesa, a peça Palavras Esquecidas estreia no Teatro Eva Herz




Brasileiro radicado em Paris apresenta espetáculo baseado no Evangelho de Tomé. A atriz Maria de Medeiros faz participação especial em locução

Crédito: Daniele Voirin

Depois de atuar no musical Ciao Amore Ciao – sobre a vida e a obra do cantor italiano Luigi Tenco -, no Theatre Petit Saint Martin, em Paris, o ator, bailarino e cantor radicado na França, Antonio Interlandi, volta ao Brasil para estrear o espetáculo Palavras Esquecidas – O Evangelho Segundo Tomé, no Teatro Eva Herz, em temporada de 15 de setembro a 9 de dezembro (sessões quintas e sextas-feiras, às 21h).

A montagem tem a participação da atriz portuguesa Maria de Medeiros em uma locução que abre o espetáculo. O texto foi traduzido e adaptado por Jean Gillibert e Antonio Interlandi, com supervisão de direção da diretora francesa Nita Klein e estreou em Paris, no Theatre Bichat, em 2012.

O espetáculo é baseado no texto do Evangelho Segundo Tomé (Século II). Uma série de 114 dizeres atribuídos a Cristo e encontrados na década de 1940 durante escavações no Egito. Diferente dos demais evangelhos, este texto apócrifo (que não está na Bíblia) não narra a vida de Jesus, mas traz uma coletânea de dizeres que teriam sido por ele pronunciados.

A peça mostra o apóstolo Tomé no instante em que se depara com estas palavras. Perplexo, atônito e atormentado pelo conteúdo, transmite, intuitivamente, com a sua voz e com o seu corpo, estes dizeres. “Imaginei o impacto que este texto poderia causar, conectando o personagem com pensamentos tão diferentes de sua época. Ao mesmo tempo perdido e encantado, confiante e assombrado. Por meio das palavras transmitidas por Tomé, a peça traz a ideia de que há em cada um de nós uma essência imortal que transcende o próprio homem”, explica Interlandi.

O ator tomou conhecimento da obra folheando livros na biblioteca de sua professora de teatro em Paris. “Fiquei surpreso com o conteúdo e com a forma, tão inesperados para um texto do gênero. Me veio a ideia da utilização contemporânea do movimento e da palavra para transmitir este texto”, conta.

O espetáculo expõe a noção da não-dualidade e questiona certos posicionamentos dogmáticos cristãos, como o conceito de culpa ou a visão maniqueísta de bem e mal. O texto defende ainda o pensamento gnóstico de que há em cada um de nós uma essência imortal que transcende o próprio homem, provendo sentido à nossa existência.

Para o ator, a montagem é uma imersão poética, na qual palavra, dança e canto coexistem em um só corpo, em uma só voz. “Quando li este texto pela primeira vez, encarei-o como um grande poema. Imediatamente senti a necessidade da dança, do movimento para poder contar esta aventura. Foram dois anos de um trabalho novo para mim, solitário, que conjugava as diferentes linguagens que eu possuía e que foi polido pelo diretor e escritor Jean Gillibert e pela diretora e atriz Nita Klein, tentando elaborar o justo equilíbrio entre o texto, o gesto e o som.”

A atriz portuguesa Maria de Medeiros assistiu a um ensaio geral da peça, em Paris, quando Interlandi trabalhava na adaptação da montagem para o Brasil.  “Fiquei feliz de poder de alguma maneira participar do espetáculo. Gosto da ideia de ‘dançar’ os textos, algo que procuro sempre fazer quando estou em cena. Antonio leva essa ideia muito longe, precisamente porque ele é também bailarino”, conta a atriz que está no México gravando um longa metragem.

“Criamos esta peça inteiramente em francês. O fato de adaptá-la agora para o português trouxe uma nova respiração, uma cadência mais íntima, mais instintiva. A voz da Maria de Medeiros contribui para traçar este novo caminho, no qual o personagem de Tomé poderá se aventurar a cada noite de apresentação,” conclui Interlandi.

Crédito: Daniele Voirin
Sinopse

Peça baseada no texto apócrifo “O Evangelho segundo Tomé” (séc. II). O ator personifica o apóstolo Tomé no instante em que toma conhecimento deste texto, diferente e contestador. Uma imersão poética na qual palavra, dança e canto coexistem em um só corpo, em uma só voz.

Ficha Técnica:
Idealização: Antonio Interlandi
Com: Antonio Interlandi
Voz: Maria de Medeiros
Tradução e adaptação: Jean Gillibert e Antonio Interlandi
Supervisão de direção: Nita Klein
Iluminação: Nádia Luciani
Coreografia: Malavika
Trilha sonora original: Khalid Kouhen
Supervisão de texto: Silvia Bittencourt
Cenografia: Augusto Vieira
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli
Projeto Cultural incentivado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás
Produção Executiva: Maria Júlia Interlandi e Berta Lucia de Freitas Campos

Serviço:
Palavras Esquecidas – O Evangelho Segundo Tomé.
Estreia dia 15 de setembro, quinta-feira, às 21h no Teatro Eva Herz.
Temporada: Quintas e sextas-feiras, às 21h. Até 9 de dezembro.
Duração: 70 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos.
Ingressos: R$ 50,00 (meia R$ 25,00).
Capacidade: 168 lugares (quatro lugares para cadeirantes).
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura, Conjunto Nacional- Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista.
Bilheteria: Terça a sábado, das 14h às 21h; domingo, das 12h às 19h.
Informações: (11) 3170-4059.
Vendas Ingresso Rápido.