Madeline Brewer lança 2ª temporada de The Handmaids Tale no Brasil




Vencedora de oito ‘Emmys’ em 2017, a série baseada na obra de Margaret Atwood, estreia hoje nova temporada no Paramount Channel

Por Walace Toledo

Foto: Rodrigo Bueno

Com 20 indicações ao “Emmy” 2018, “The Handmaid’s Tale – O Conto da Aia” é uma das mais aclamadas séries da atualidade. Muito aguardada, a segunda temporada estreia hoje às 21h, no Paramount Channel Brasil.

Para divulgar a continuação da história, o canal de TV por assinatura trouxe a atriz Madeline Brewer, a aia Janine / Ofwarren, para uma bateria de entrevistas na capital paulista. A convite da Paramount, acompanhamos a coletiva de imprensa realizada em um hotel de luxo nos Jardins. 


De poucos sorrisos e aparência tímida, Madeline participou por uma hora do bate-papo denso sobre a série, mediado pela jornalista e youtuber Fernanda Catania (Foquinha).

Se você não assiste THT, entenda agora o cenário: Num futuro distópico, pós-golpe, Estados Unidos torna-se República de Gilead, governada por regime totalitário e teocrático. O mundo está assolado por uma taxa de infertilidade imensurável; as mulheres são ditas como culpadas desta situação. Sendo assim, as elas são propriedades do Estado, não têm direitos e estão divididas em castas – mulheres férteis, raras nessa realidade, pertencem ao grupo das aias e têm apenas uma função: procriar para famílias de homens poderosos (Comandantes). Uma vez ao mês, obrigatoriamente, as aias devem participar da “cerimônia”, que nada mais é do que o sexo sem consentimento da aia com o Comandante, detalhe, o papel da esposa é segurar os braços da outra mulher e assistir o bizarro ritual de procriação. ~ Sim, é extremamente revoltante tudo isso! ~


A trama baseada na obra homônima escrita por Margaret Atwood em 1985, torna-se, para muitos, indigesta na telinha. Tortura, estupro, sexismo, governo ditador, fundamentalismo religioso são alguns dos temas abordados no seriado. Por isso, “é uma experiência desafiadora que exige do público; exige que ele participe, pense”, afirma a atriz, também conhecida por interpretar Tricia Miller em “Orange is The New Black”.

“Todos esses atos vis que a gente vê sendo cometidos contra mulheres na série, eles acontecem de verdade no mundo, aconteciam em 1985 quando Margaret escreveu e isso está dentro da 2ª temporada também. Eu sei que os roteiristas da série têm contato com integrantes da ONU, eles sabem quais agressões são cometidas contra as mulheres. Então, é bastante difícil assistir, porém relevante”, comenta Madeline. 


Foto: Divulgação

“Todas as mulheres nessa série são diferentes, complexas, elas têm motivações distintas, não importa a posição que estejam nessa sociedade.” 

Segundo Brewer, na nova temporada Janine vai passar por alguns momentos bem emocionantes com a sua filha Charlotte. Na história as aias são separadas de seus filhos após o parto, não podendo ter mais contato com as crianças. Fato esse que podemos “traçar um paralelo interessante entre Gilead e o mundo que a gente vive hoje, sobretudo nos EUA, sobretudo no momento que essa série estava sendo filmada. Foi muito difícil, mas eu acho muito importante contar esta história num momento como esse”. Ao mesmo tempo que bebês eram separados das aias na ficção, crianças eram cruelmente separadas de seus pais nas fronteiras dos Estados Unidos com o México, devido à nova política para imigrantes ilegais instituída pelo presidente Trump. ~ tenso ~

Pela desobediência – durante a 1ª season -, Janine ou aia Ofwarren, é penalizada. O resultado é a retirada do seu olho direito (!). Para Madeline é um grande desafio interpretar a personagem caolha, “uma experiência meio desorientadora”, já que perde metade da visão. O processo de maquiagem dura cerca de 45 minutos e é bem chatinho, entretanto é o que ajudou Brewer a criar sua aia mais a fundo. Sobre o icônico figurino vermelho, “pensar em todo trabalho que envolve cada pesponto dessas túnicas criadas pela figurinista Ane Cabtree, é quase sagrado vesti-las e fazer parte disso”.


Motivos para assistir ambas temporadas de “The Handmaid’s Tale”? Madeline lista: TV bem feita, excelentes atuações, crítica, pensante, é arte em todos os níveis. 

Vale ressaltar, na ocasião da estreia, as operadoras de TV por assinatura Oi TV, Sky (pós-pago) e Vivo TV estarão com sinal aberto para todos os assinantes. Aproveite e desfrute do conteúdo do Paramount Channel até 9 de setembro. 

Paramount Channel anuncia segunda temporada de The Handmaids Tale ainda este ano no Brasil




Por Nicole Gomez

O Paramount Channel anunciou que continuará a exibição da aclamada série The Handmaid’s Tale no Brasil pela TV paga. A segunda temporada deve ter estreia no segundo semestre de 2018.

Foto: Divulgação

Na segunda temporada, Offred (Elisabeth Moss) tem de lidar com as consequências de uma perigosa decisão, enquanto é assombrada por memórias de seu passado. No elenco, nomes como Bradley Whitford, Clea DuVall, Cherry Jones e Marisa Tomei são novidades.

Foto: Divulgação
Recentemente, o Paramount Channel encerrou a exibição da primeira temporada, que estreou em 2017 nos Estados Unidos. A série original do Hulu é protagonizada por Moss, Joseph Fiennes, Yvonne Strahovski, Alexis Bledel e Samira Wiley. 

The Handmaids Tale ganha data de estreia no Brasil




Por Leina Mara

Uma das séries mais comentadas atualmente finalmente ganha data de estreia no Brasil. “The Handmaid’s Tale” será exibida dia 11 de março, às 21h, na Paramount Channel.

Foto: Divulgação
A série, produzida pelo streaming da Hulu, é baseada no livro “O Conto de Aia”, de Margaret Atwood. A história se passa em um futuro distópico na República de Gilead (antigo EUA), governada por um regime totalitário e teocrático em meio a uma guerra civil. Nesse novo sistema, as mulheres são propriedades do Estado, não tem nenhum direito e são divididas em castas. As mulheres férteis, um tipo raro, pertencem ao grupo das “aias” e tem apenas uma função na sociedade: procriar para família de homens poderosos e suas esposas estéreis.

Em 2017 a série teve 13 indicações ao Emmy Awards e conquistou 8 prêmios, incluindo o de “Melhor Série de Drama”, “Melhor Atriz Protagonista em Drama” (Elizabeth Moss), “Melhor Atriz Coadjuvante em Drama” (Ann Dowd), “Melhor Direção de Série Dramática” (Reed Morano) e “Melhor Roteiro para Série Dramática”.