Fabiano Medeiros traz show com releitura da Tropicália

Fabiano Medeiros traz show com releitura da Tropicália

Créditos: Divulgação


O cantor e ator Fabiano Medeiros, conhecido por trabalhos inesquecíveis como a participação no show “Tambores de Minas” de Milton Nascimento e sua atuação como Ney Matogrosso no musical “Cazuza, pro dia nascer feliz“, mergulhou na experimentação tropicalista e traz novos arranjos em uma releitura divertida e criativa de músicas consagradas do movimento que revolucionou a linguagem da MPB, a Tropicália.

Na quarta-feira (07/04), Fabiano estreia a temporada online do show “Tropicália é preciso!” que irá até o dia 24/04, quartas e sábados, sempre às 22h, pelo canal do Youtube. Anote na agenda!

Livro conta a trajetória de Roberto Carlos pelo olhar da crítica musical

Livro conta a trajetória de Roberto Carlos pelo olhar da crítica musical

Créditos: Bruno Thys


Desde a Jovem Guarda, Roberto Carlos é um sucesso de público e fenômeno de vendas. A crítica musical, porém, demorou a lhe estender o tapete vermelho. A maior parte do tempo ele foi visto como um cantor alienado, brega, carola e acomodado. Chegou a ser rotulado como “debilóide”. Para contar a trajetória do mais bem-sucedido nome da música brasileira de todos os tempos, sob o ponto de vista da imprensa especializada, o pesquisador Tito Guedes garimpou centenas de resenhas publicadas desde os anos 60 até hoje. O resultado é Querem acabar comigo, um retrato da obra do Rei a partir de uma perspectiva inédita.

Em mais de meio século de carreira, Roberto viveu uma relação difícil com a crítica, pouco generosa em suas análises e na contramão da crescente popularidade do ídolo. Querem acabar comigo mostra, curiosamente, que os raros momentos de trégua se deram quando medalhões da MPB abraçaram o cantor: na Tropicália, com Caetano Veloso à frente; com o LP de Nara Leão com repertório todo do cantor no fim dos anos 70; ou quando Maria Bethânia gravou um aplaudido tributo ao Rei. E a mesma crítica que no início da carreira de Roberto defenestrou o iê-iê-iê e seus primeiros sucessos românticos, décadas depois exaltaria canções desta fase, classificando-a como “obra-prima”.

Querem acabar comigo é fruto de uma pesquisa extensa de Tito Guedes, que trabalha no Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB). O autor pinçou textos sobre os álbuns de Roberto Carlos publicados em grandes veículos como Folha de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, Manchete e Veja. Muitas dessas resenhas foram assinadas por jornalistas, escritores e críticos de prestígio, entre eles Sérgio Cabral, Flavio Marinho, Augusto de Campos, Fausto Wolff, José Miguel Wisnik, Antonio Carlos Miguel, Tárik de Souza, Jotabê Medeiros, Mauro Ferreira e Carlos Calado.

Como destaca no prefácio outro jornalista consagrado, Arthur Dapieve, Querem acabar comigo “não é tanto sobre a carreira do cantor e compositor consagrado na Jovem Guarda – embora, naturalmente, ela seja indiretamente historiada a cada linha – e sim o modo como os jornalistas especializados a comentaram“.

Editado pela Máquina de Livros, Querem acabar comigo chega às principais livrarias e sites do país às vésperas de Roberto Carlos completar 80 anos, no formato impresso e em e-book.

Tropicália é tema de peça on-line

Tropicália é tema de peça on-line de grupo jovem alemão

Créditos: Divulgação


2020 mudou a história do mundo. De uma hora para outra precisamos rever nossa vida e todos os setores da cultura tiveram que se adaptar a uma nova realidade. E, com certeza, um dos meios que mais foram afetados foi o teatro. Mas como arte é resiliência e inquietação, um grupo teatral situado em Colônia (Alemanha) percebeu que essa também poderia ser a hora de se expressar, e sentindo que a discussão sobre criar em tempos de pandemia é muito forte e necessária, criaram a peça virtual “Revoluções Tropicalistas: uma experimentação cênica“.

A concepção da peça nasceu em formato digital, e sem encontros presenciais, desde o início, já que a Alemanha enfrentava lockdown e quarentenas estendidas. Mesmo assim, o grupo, que partilha o interesse pela língua portuguesa e pela cultura lusófona, resolveu em junho de 2020 contar essa história no meio da pandemia.

Mas como manter a teatralidade inerente ao texto estando a um palmo de uma câmera? Começaram longos ensaios diários, estudos de texto, pesquisa de linguagem, e junto com tudo isso o medo da capacidade de se adequar a tantas mudanças. Mas o medo deu vazão à vontade de criar. Foram três meses de preparação, onde todos os participantes se debruçaram em pesquisa, levantando todo o tipo de material sobre a Tropicália: de livros a documentários, passando por músicas e filmes da época, além de entrevistas e conversas informais com pessoas que viveram o movimento.

Revoluções tropicalistas: uma experimentação cênica” é encenada por onze atores, de diferentes origens e nacionalidades. Aproveitando-se da vantagem do encontro virtual, enquanto a maioria dos participantes reside em Colônia, na Alemanha, o experimento também conta com atores do Brasil e França. A peça é toda falada em português com legendas em alemão para que o público local também possa entender.

Desde o primeiro encontro do grupo há uma pergunta que permeia todos os ensaios: Estamos fazendo teatro? e após meses de discussões, concluímos que a resposta não é tão importante quanto o efeito que a pergunta nos causa. Ao discutir as formas do fazer teatral, nos fortalecíamos diariamente como indivíduos e como grupo, com a participação de alguns integrantes que não se conhecem pessoalmente, mas que compartilham das mesmas dores deste ano pandêmico. E chegamos à conclusão que sendo teatro ou não, temos a certeza de que estamos aqui pelo teatro, pela arte e pela cultura“, explica Alexandra Marinho, carioca que mora na Alemanha desde 2014 e é diretora da peça.

A apresentação é transmitida gratuitamente e de forma exclusiva pela plataforma Zoom, às 20h na Alemanha e 15h no Brasil. Após todas as apresentações, os atores e o diretor continuam na plataforma para conversar com o público sobre este caminho que estão seguindo e responder dúvidas dos espectadores.

SERVIÇO

Datas e horários: dias 9, 16, 23, 30 de Janeiro às 15h (seguido por debate)

A sala de espera estará aberta a partir das 14h30

IMPORTANTE: necessário fazer a inscrição previamente

Inscrição e programa do espetáculo: Clique aqui!

Colaboração consciente:

Conta Brasil:

Andrea Piol

Banco do Brasil

Ag 2917-3

C.c 16555-7

CPF 883.937.713-15

Conta Alemanha:

Gabriel Frey

IBAN: DE82 3705 0198 1932 1253 52

BIC: COLSDE33XXX

Sparkasse KölnBonn

Paypal: Clique aqui!

Os Novos Baianos desembarcam no Espaço das Américas




Banda traz a turnê Acabou Chorare os Novos Baianos se encontram no dia 1 de setembro

Por Redação

Os Novos Baianos – Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor Luiz Galvão – continuam na estrada com sua turnê “Acabou Chorare os Novos Baianos se encontram”. Desta vez, eles desembarcam no Espaço das Américas, um dos maiores e melhores espaços para shows de São Paulo, na sexta-feira, dia 1 de setembro, para apresentar a turnê mais comentada de 2016, que conta com um repertório marcante, passando por toda a trajetória da banda.

Foto: Divulgação

Seja na doce voz de Baby, nos solos de guitarra virtuosos de Pepeu, na batida de pandeiro de  Paulinho, na levada de violão característica de Moraes ou quem sabe nos poemas únicos do letrista Luiz Galvão, o público terá uma oportunidade única de conferir um show inédito na cidade.

São raras as bandas que podem dizer que suas músicas atravessam diversas gerações, como os Novos Baianos. O grupo teve seu apogeu nos anos 70, ápice da ditadura militar e de um cenário de repressão e censura. Como em um trecho da música “Anos 70” que leva o nome do período, não à toa, uma das canções de maior sucesso e um verdadeiro hino da época, apesar das dificuldades enfrentadas, eles acabaram “deixando marcas na imagem e no som”. De lá pra cá, sucessivas gerações de artistas e fãs seguem ouvindo e sendo influenciadas pela modernidade presente em hits como “O Samba da Minha Terra”, “Preta Pretinha”, “Brasil Pandeiro”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta” e “A Menina Dança”, todos essas e tantas outras presentes no repertório da turnê.

Seus trabalhos são atuais em todos os tipos de análises possíveis, soam contemporâneos musical e historicamente. Em virtude disso, em 2007, a edição brasileira da Revista Rolling Stone convocou estudiosos, produtores e jornalistas para eleger os maiores discos da nossa música em todos os tempos. “Acabou Chorare” foi eleito o melhor.
Os ingressos estão à venda, para adquirir, basta ir pessoalmente às bilheterias do Espaço das Américas (de segunda a sábado das 10h às 19h – sem taxa de conveniência) ou então acessar o site da Ticket 360 . Os preços vão de 1º lote: R$ 60,00 (meia entrada) e R$ 120,00 (entrada inteira)

Para mais informações, acesse www.espacodasamericas.com.br.

Facebook: www.facebook.com/espacodasamericas | Instagram: @espacodasamericas

Serviço 
Show Os Baianos | Espaço das Américas
Data: 1 de setembro de 2017 (sexta-feira)
Abertura da casa: 21h
Início do show: 23h30
Censura: 18 anos

Local: Espaço das Américas ( Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo – SP)
Capacidade da casa para este evento: 7.274 lugares
Acesso para deficientes: sim
Ingressos:  Os ingressos vão de 1º lote: R$ 60,00 (meia entrada) e R$ 120,00 (entrada inteira)
Compras de ingressos: Nas bilheterias do Espaço das Américas (de segunda a sábado das 10h às 19h – sem taxa de conveniência ) ou Online pelo site Ticket360   
Formas de Pagamento: Dinheiro, Cartões de Credito e Debito, Visa, Visa Electron, MasterCard, Diners Club, Rede Shop. Cheques não são aceitos.
Call center Ticket360: (11) 2027-0777

Objetos proibidos: Câmera fotográfica profissional ou semi profissional (câmeras grandes com zoom externo ou que trocam de lente), filmadoras de vídeo, gravadores de audio, canetas laser, qualquer tipo de tripé, pau de selfie, camisas de time, correntes e cinturões, garrafas plásticas, bebidas alcóolicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, inflamáveis em geral, objetos que possam causar ferimentos, armas de fogo, armas brancas, copos de vidro e vidros em geral, frutas inteiras, latas de alumínio, guarda-chuva, jornais, revistas, bandeiras e faixas, capacetes de motos e similares.  

Livro reúne artistas e intelectuais que revelam Novos Significados para o célebre disco dos Novos Baianos




Quarenta e cinco anos depois de “Acabou Chorare” – o disco, surge Acabou Chorare – o livro

Por Redação

Idealizado pela pesquisadora Ana de Oliveira, o lançamento da editora Iyá Omin reúne uma série de textos e projetos visuais que reinterpretam, recriam ou se inspiram nas composições do clássico LP dos Novos Baianos para revelar riquezas ainda escondidas e jogar novas luzes sobre a obra que assumiu importância fundamental na história da música e da própria cultura brasileira das últimas décadas.

Foto: Divulgação

O livro traz textos de Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Xico Sá, Evando Nascimento, Carlos Rennó, Hermano Vianna, Beatriz Azevedo, André Masseno e Fred Góes, enquanto Vik Muniz, Tulipa Ruiz, Opavivará!, Joana César, Alemão, Odyr, Domenico Lancellotti, André Vallias, Bel Borba e Gen Duarte colaboram com as artes visuais que comentam as dez canções da obra original.
Na época de seu lançamento, “Acabou Chorare” surpreendeu ao juntar guitarras a cavaquinhos, adotando uma abordagem roqueira para o samba, o baião, o chorinho. Mas talvez ainda mais surpreendente tenha sido o sucesso popular daquela ousada alegria em tempos de dura ditadura, quando a juventude se dividia entre politizados e alienados. E quando a conciliação entre o engajamento e o desbunde parecia impossível.      

“Acabou Chorare é uma obra colossal, produzida com inventividade e desembaraço em meio às conturbações do ano de 1972 e fruto de uma inusitada experiência coletiva”, ressalta Ana de Oliveira. “O disco apresenta um repertório precioso de músicas que não demorariam a se transformar em clássicos da MPB e agora se tornam objeto de inspiração para os artistas, compositores e intelectuais que, pela lei natural dos encontros, juntam-se neste livro, convidados a escreverem e a criarem trabalhos visuais a partir do impulso seminal dessas canções.”, afirma ela.
A pesquisadora convidou artistas, escritores, compositores e intelectuais de diferentes vertentes para compor a obra, que inclui poema, crônica, prosa poética, análise comparativa, conto, pintura, desenho, grafite, colagem e arte digital. Essa pluralidade um tanto caótica acaba por representar a insólita experiência coletiva dos Novos Baianos e a época do lançamento do disco.
“Nesse contexto de contradições, impasses e pirações, os Novos Baianos formavam uma das mais belas e autênticas simbioses da música com a vida”, continua Ana. “De pós-tropicalistas, cabeludos e desbundados, eles passaram a artistas de grande luminosidade na constelação musical da época, com uma proposta modernizadora em termos sonoros, artísticos, poéticos e comportamentais. Numa conjuntura repressora como a do Brasil naquele momento, tornaram-se símbolo, mais do que de resistência, de afirmação da própria existência.”
O projeto gráfico de Acabou Chorare tem a assinatura de André Vallias e é inspirado nas publicações alternativas das décadas de 1970 e 1980. “Há nele um quê de almanaque udigrudi, confluindo para a cultura digital dos anos seguintes e a recente valorização dos processos artesanais”, comenta o artista.
Acabou Chorare, o livro, foi concretizado com patrocínio do Ministério da Cultura e Ashland. Seu lançamento acontecerá no dia 13 de junho.

SERVIÇO:

“Acabou Chorare”, de Ana de Oliveira

Editora: Iyá Omin

Formato: 31×31

Páginas: 204

Preço sugerido: R$ 99,00

Alegria Alegria: Zélia Duncan estreia musical que celebra os 50 anos de tropicália




Em 2017 a Tropicália comemora 50 anos! Para celebrar a história deste movimento que revolucionou a Música Popular e a Cultura Brasileira, com suas singularidades e sua importância, estreia em maio, em São Paulo, Alegria Alegria.

Foto: Divulgação

Com roteiro e direção de Moacyr Góes, Alegria Alegria tem um elenco de 13 atores e será protagonizado pela cantora Zélia Duncan, que assume o papel de condutora do espetáculo.

Além de Zélia, o elenco do espetáculo será composto pelos talentosos artistas Josi Lopes, Laura Carolinah, Luana Zenun, Nay Fernandes, Pamella Machado, Stephanie Serrat, Thalita Pereira, Bruno Fraga, Daniel Caldini, João Felipe, Luiz Araujo, Marcos Lanza e Patrick Amstalden.

Com estreia dia 11 de maio, no Teatro Santander, em São Paulo, produção da Atual Consultoria e patrocínio do Banco Santander, Alegria Alegria terá as canções de Caetano Veloso como eixo da encenação, consideradas pelo diretor “a tradução mais fiel do movimento”, mas também contará com composições de Gilberto Gil, Roberto Carlos, Luiz Gonzaga e Vicente Celestino, entre outros.

“A Tropicália não foi uma obra do Caetano; foi uma obra de muitos artistas. No entanto, creio que Caetano é a expressão mais radical, mais imperativa do tropicalismo. Isso significaria muita coisa porque é uma obra extraordinariamente bela, com canções muito elaboradas.”, explica Góes.

Além de Moacyr Góes e Zélia Duncan, a ficha técnica do espetáculo reúne outros nomes consagrados do teatro brasileiro, como Hélio Eichbauer (cenografia), Alonso Barros (coreografia), Ary Sperling (direção musical) e Fabio Namatame (figurinos), entre outros. Para contar a história do tropicalismo, no entanto, o diretor optou por criar um espetáculo musical não convencional: “Não é um espetáculo que atenda, digamos, à trajetória tradicional do musical como linguagem, que é ter uma história. É uma trama composta por músicas que ajudam desenvolvê-la até o seu desenlace. Não acho que para falar de tropicalismo, para pensar sobre tropicalismo, devesse ser assim; colocar em uma trama tão tradicional o que, em si, é tão pouco afeito a normas. Eu procurei estruturar um roteiro que tivesse uma lógica, que contasse uma história, mas não de uma maneira tradicional, que não fosse um musical didático. Eu não quero explicar para as pessoas o que foi o tropicalismo, eu quero que as pessoas passem por uma experiência com as músicas e com as cenas, que o espetáculo produza sentimentos, reflexões, emoções etc. É um espetáculo para você sorver.”

Serviço:
ALEGRIA ALEGRIA
LOCAL: Teatro Santander
SESSÕES: Quintas e Sextas, às 21h, Sábados, às 18h e 21h, e Domingos, às
18h.
TEMPORADA: 11 de maio a 9 de julho de 2017
CAPACIDADE: 1090 assentos, sendo 16 espaços para cadeirantes e 8
poltronas para obesos.

ESTACIONAMENTO: Teatro (Eventos Corporativos, Shows e Musicais – R$
35,00 – Estacionamento acessível apenas para carro.)

INGRESSOS: De R$ 25 a R$ 250
PREÇOS SEXTAS-FEIRAS E SÁBADOS
SETOR: MEIA-ENTRADA (R$) / INTEIRA (R$)
PLATEIA VIP: 125 / 250
PLATEIA SUPERIOR: 100 / 200
FRISA PLATEIA: 80 / 160
FRISA BALCÃO A:60 / 120
BALCÃO A:60 / 120
BALCÃO B:25 / 50
PREÇOS QUINTAS-FEIRAS
SETOR: MEIA-ENTRADA (R$) / INTEIRA (R$)
PLATEIA VIP: 115 / 230
PLATEIA SUPERIOR: 90 / 180
FRISA PLATEIA: 70 / 140
FRISA BALCÃO A: 50 / 100
BALCÃO A:50 / 100
BALCÃO B:25 / 50