Visitamos a 37º Expoflora em Holambra!




Por colaboradora Daniela Mesquita

Considerada a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, a Expoflora em Holambra ocorre anualmente para comemorar a chegada da primavera. Durante o primeiro fim de semana do evento, conferimos as novidades da 37º edição da feira.

Foto: Rodrigo Bueno

Holambra, a cidade que cedia a Expoflora, está localizado a 145 Km de São Paulo. Os ingressos para a feira podem ser adquiridos por R$ 48,00 na bilheteria, também por meio de representantes e pela internet. Crianças de até cinco anos, acompanhadas de adulto pagante, não pagam ingresso, assim como refeições no principal restaurante do recinto.

Dentro do evento, existe uma grande variedade gastronômica, uma das principais sugestões é a culinária alemã. Desde as barracas com petiscos, refeições, sorvetes, sucos, refrigerantes e o delicioso chopp de vinho. O preço varia de R$ 16,00 uma porção de batata fritas com cheddar até mesmo um almoço self service por apenas R$33,00. Alguns lugares do evento não aceita cartões, então é legal levar dinheiro em espécie, no recinto tem caixa eletrônico 24hrs para não passar apuros.

Foto: Rodrigo Bueno

A Festa das Flores funciona de sexta à domingo, das 9h00 às 19h00. Um dos espetáculos mais esperados pelos visitantes é a Parada das Flores, um desfile de carro alegórico com a tradição da cidade e a Chuva de Pétalas, que ocorrem no final da tarde, a partir das 16h00. O evento continua, com shows ao vivo e apresentações de danças típicas holandesas. Além das atrações, vale a pena ir às compras.

Passar nas barracas de lembrancinhas e claro adquirir as mais belas mudas e plantas que só existem lá com preços acessíveis. Cada espaço da exposição, há uma demonstração diferente com diversas variedades de plantas. Arranjos para casamentos e festas, inclusive um setor dedicado para decoração de casas e ambientes. Com lindos jardins, jacusas, ofurôs, dentre outros de muito bom gosto, assinado por arquitetos maravilhosos para inspirar todos os visitantes.

Foto: Rodrigo Bueno

Vale a pena fotografar e apreciar cada ambiente. O evento todo é muito acolhedor e familiar. Confortável para  todos, os pequenos vão ao delírio na mini fazendinha com animais fofos. E claro que não poderia faltar, um parque de diversão, que é a alegria de toda as idades.

A mini fazenda está inclusa no ingresso da Expoflora. Porém, o parque é a parte, os ingressos são comprados na bilheteria do próprio local (R$8,00 por brinquedo). O Museu de Holambra faz parte do terreno da feira e para ter acesso nesta época é necessário ter o ingresso do evento. A Exploflora também conta também com um grande estacionamento.

Nossa dica é aproveitar  para conhecer a cidade de Holambra, que além da feira conta com pontos turísticos como o Moinho de Ventos, que tem uma vista linda de toda a cidade por apenas R$10,00.

Foto: Divulgação/Acesso Cultural

O Deck do Amor, é um cenário lindo e bem romântico, onde são feitas as maiores juras de amor. Deixar lá o cadeado junto do seu amor com uma trilha sonora e arremessar da ponte a chave ao rio, quase uma cena de filme, não é mesmo?! <3

Curtir a noite com bons drinks ao som de música ao vivo no Bier Trunk Pub Bar, que está localizado bem no centro da cidade e de fácil acesso. A cidade possui pousadas  e hotéis bem em conta e aconchegantes. Não esqueça de reservar com antecedência! 

Serviço
Expoflora 2018
Localização: Holambra/SP (Região de Campinas)
Data: 23 de agosto a 24 de setembro (de sexta a domingo)
Horário: das 9h às 19h
Ingressos: R$ 48,00 na bilheteria 
Informações: (19) 3802-1499,  (19) 98115-1294,  (19) 98114-9783,  (19) 98168-3600

O legado olímpico para o turismo brasileiro




Por Ricardo Seripierro
Aproveitando o momento olímpico pelo qual o país passa, quero trazer algumas perguntas válidas… momento para refletirmos e pensarmos a respeito do turismo brasileiro… e o legado que será deixado para o país após as Olimpíadas.

Foto: Divulgação

Primeiramente quero deixar bem claro que meu texto não tem nenhuma intenção política, de criticar os jogos, a Copa, ou o que quer que seja… minha intenção é exclusivamente pensar o que o país faz com seu turismo… ou melhor, o que não faz…

E por que escrever a respeito disso agora? Por que não aproveitar os jogos e deixar toda essa paradinha de lado? Porque cansei do papinho de legado… melhorias e benefícios para a população e que os jogos servirão como um chamariz de turistas de todos os cantos da galáxia.

Sempre me indignei com a posição do Brasil no “mercado” do turismo… somente em 2014 o país alcançou o número de 6 milhões de visitantes… isso devido à Copa, e nos 49 minutos do segundo tempo… antes disso, o país “segurou” o número de 5 milhões de visitantes por muuuuuitos anos… em 2015, mesmo com o “legado” da Copa, o número de estrangeiros visitando o país alcançou somente os 6,4 milhões.

Para se ter uma ideia, a Argentina, em 2015, recebeu 5,7 milhões de visitantes, em 2014 batera seu recorde com 5,9 milhões de habitantes… somente 100 mil a menos que o Brasil, e sem a Copa… e convenhamos, apesar de adorar o clima do nosso país hermano, o que eles têm que nós não temos? Em tempo, e para efeito de comparação, Nova York, nos EUA, recebeu em 2015, 58,3 milhões de habitantes… somente Nova York!!!!!!… e o campeão é a França, com 84,5 milhões de visitantes no ano passado, sendo que grande parte disso só visita Paris…

Ok, aí a comparação ficou injusta… mas vamos lá… o que o Brasil tem de menos? Segurança, preços, infraestrutura, incentivos ao turismo, e por aí vai… se o país não cuida dos seus, como cuidar de seus visitantes, não é mesmo? Mas como países com problemas parecidos, ou até piores, conseguem atrair turistas? A Índia, por exemplo, vende a exoticidade da sua beleza independente da sua efetiva pobreza… a própria Argentina, é muito parecida com o Brasil, mas leva uma pequena vantagem na hora de “se vender” para os turistas… Uruguai… Cuba… Vietnã… Peru… só pra citar alguns… países que atraem muitos turistas mas que não são os lugares mais fantásticos para se morar.

Bom, o ponto principal é que turistar pelo Brasil pode custar muito, muito, muito, mas muito caro… agora mesmo ouço uma reportagem pelo rádio contando que a redução do valor do dólar permitiu que uma família (pai, mãe e filho) que viajariam em dezembro para Gramado, pudesse alterar os planos para viajar para Orlando economizando R$1.600,00. Por que viajar pelo Brasil pode custar tão caro??

Não, a infraestrutura daqui não é melhor e por isso deve ser mais cara… na verdade, em alguns dos principais points turísticos do Brasil, como o Rio de Janeiro, por exemplo, você consegue hospedagem de todas as categorias e preços, restaurantes de todas as categorias e preços, lojas de todas as categorias e preços, e por aí vai… mas parece que os empresários do ramo querem ficar milionários às custas de poucos clientes, ou seja, melhor garantir o meu do mês com dois ou três, a ter preços que permitam que minha casa esteja cheia durante o mês inteiro. O mesmo se aplica a valores de passeios e serviços em geral… um receptivo no mesmo Rio de Janeiro, que é aquele transporte do aeroporto ao hotel, ou vice versa, pode custar até R$200,00, dependendo da agência que você fechar. Se você chegar por lá e chamar um táxi, provavelmente pagará menos…

Fato é que viajar costuma ser visto como um dos bens mais supérfluos que pode existir na vida de uma pessoa. Acontece que em outros países isso não é um fato. E algumas pessoas já começam a ver as viagens como algo não tão supérfluo aqui pela Terra Brasilis (o que inclui este que vos escreve). Se não está na lista de prioridades, então o certo é cobrar muito caro por esses serviços?

Mas ok, viver no Brasil é ter que pagar impostos e serviços caros… todos já deveriam ter aprendido isso….. meu ponto principal é que, vira e mexe, você vê na TV aí da sua casa algum comercial te convidando para visitar o Peru… ou visitar a Colômbia… ou visitar o Texas… ou visitar o Emirados Árabes… mas você não é “convidado” a conhecer os Lençóis Maranhenses… nem a Serra Gaúcha… o Morro de São Paulo… ou até mesmo o próprio Rio de Janeiro… eu trocaria um quarto dos comerciais chatos e repetitivos da Trivago que entopem a programação da nossa TV para ver comerciais bem produzidos que convidassem a conhecer os confins do Amazonas.

Exagero meu? Vamos lá… confesse… qual o incentivo que você tem para viajar pelo seu próprio país? Se a iniciativa não é sua, nada feito… e nas agências de viagens, tirando as fotos de alguns destinos mais comuns de duas ou três praias brasileiras que provavelmente estarão espalhadas pelo ambiente, muito provavelmente você verá muitas fotos da França, da Disney, de Buenos Aires, de Cancún, e por aí afora.

E o que tudo isso tem a ver com os Jogos Olímpicos? Engana-se aquele que imagina que uma Olimpíada serve apenas para se ganhar medalhas e apresentar atletas saradões… bom, para quem se oferece para ser a sede dos jogos isso vai muito além dessa proposta. O conceito geral é o de “se exibir” e mostrar para seus visitantes que você tem um destino propício para receber bem (claro, isso e gerar empregos, gerar renda, atrair investidores, e ganhar dinheiro… acho que já disse isso, não? rsrsrs…). Essa é a ideia do legado… deixar  infraestrutura adequada não somente para seus usuários moradores, mas para seus eventuais visitantes.

E o Rio de Janeiro precisaria disso? Meu… de verdade… o Rio de Janeiro deveria estar no top 5 de lugares a se conhecer de qualquer mortal ou alienígena de qualquer partezinha da Via Láctea… e o mesmo serve para o restante do Brasil. Existe natureza, história, gastronomia, clima, arquitetura, amor, aconchego, qualidade, paisagens deslumbrantes, destinos espetaculares, sensações diversas, experiências fantásticas, lembranças eternas…

Mas alguém que me lê nesse instante gritará: ahhh… mas aqui não tem segurança… não tem saúde… é tudo muito caro… ok, ok, ok!!! Mas você pode ter sua carteira roubada em plena Champs-Élisées, em Paris, ou até mesmo na meiuca da Times Square, em Nova York… você nunca ouviu falar de gente que perdeu todas as suas compras quando deixou o carro estacionado numa rua qualquer de Orlando ou Miami? Quanto à saúde, existem seguros viagem de altíssimo nível e que garantiriam o melhor atendimento onde quer que você esteja no país… preços altos? bom, isso dependerá do seu plano de viagem e sua programação. Se é possível viajar para os EUA e economizar, para a Europa e economizar, por que isso não aconteceria por aqui?

Não quero generalizar… mas existem problemas e situações de risco em qualquer lugar do planeta… mas se você se programar, pesquisar, e se informar adequadamente, poderá evitar muitos desses perrengues… e por que não fazer isso para conhecer aquela praia bacanuda de Santa Catarina? Ou aquela seleção de museus em São Paulo?

Quanto ao legado, é claro que eu torço para que tudo dê certo nas Olimpíadas. Tudo isso ligado ao turismo vai muito além dos Jogos Olímpicos. Obviamente tudo isso depende de autoridades e empresários mais preocupados com o crescimento do mercado turístico brasileiro. Em tempo, o Ministro de Turismo da Índia explicou em entrevista no início deste ano, que “o turismo indiano, diferentemente do brasileiro, não depende da própria população para ser um grande negócio, mas é surpreendente ver como o turismo do Brasil se move só com a força da sua classe média viajante”.

Como é possível depender somente de parcela da sua população? Ainda mais em um ambiente de crise pelo qual passamos, isso é uma tremenda bobagem. É necessário, sim, ter uma campanha internacional e também nacional para atrair mais pessoas para conhecerem o país. Apresentar as belezas, o exótico, o único, o imperdível, tudo…………

Além disso, investir no desenvolvimento da hospitalidade, da hotelaria, do turismo, de serviços, e tentar aproximar os preços ligados ao turismo à realidade dos viajantes (entendo os hotéis classe AAA, mas aquela hospedaria no pé da ponte no centro da cidade não pode cobrar o mesmo que um resort…

Enfim, essas são algumas considerações a respeito do turismo no Brasil… no desejo que os Jogos Olímpicos não sirvam apenas para a necessidade de momento de enriquecer alguém… de gerar lucros imediatos e soluções temporárias para problemas sérios da cidade… e você, o que pensa a respeito do legado Olímpico? Quais suas sugestões para melhorar o turismo no país? Compartilhe conosco e com nossos demais leitores. Quem sabe da nossa conversa surja uma forte e eficiente luz?!?!

Turismo que vale ouro!




Rio2016 bate recorde em turismo e mostra que a cidade esta preparada para receber turistas de braços abertos

Por Camila Moreira

Rio de Janeiro, cidade maravilhosa: um dos destinos brasileiros mais disputados pelos turistas sediou em agosto e setembro os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, eventos que mostraram um pouco da nossa beleza para mais de 5 bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Foto: Divulgação

Para atrair visitantes, o governo brasileiro optou por criar, por tempo limitado, uma política de isenção de vistos para os australianos, norte-americanos e japoneses. Esta iniciativa surtiu efeito e o número de turistas superou as estimativas dos órgãos oficiais, foram ao total 541 mil estrangeiros no período olímpico e 243 mil durante a Paralimpíada.

Investimento

Com a vinda de tantos turistas, os órgãos de turismos investiram 12 bilhões de reais no setor hoteleiro, resultando em 70 novos hotéis, que geraram 10 mil empregos diretos e mais de 30 mil indiretos, mas será que este cenário se manterá após os grandes eventos?

Alexandre Lima, que mora no Rio a alguns anos, destaca algumas mudanças feitas na cidade “A cidade pipocava de obras e afetou drasticamente o trânsito – as obras claramente queriam tirar os carros do centro, dando preferência ao transporte público (com ênfase no VLT) e aos pedestres – eu, como nunca tive carro aqui, gostei bastante; opinião não compartilhada pelos taxistas da cidade, por exemplo.”.

A cidade ainda recebe, proporcionalmente, poucos turistas estrangeiros, em relação a outras cidades turísticas. No ano de 2015 foram 6,3 milhões, número 80% maior se pensarmos em 10 anos atrás, onde havia a entrada de 5 mil turistas, mas 1,9% menor que 2014, ano em que foi realizada a Copa do Mundo, que concentrou pouco mais de 6,4 milhões.

Para o secretário do turismo do Rio de Janeiro, Antônio Pedro Figueira de Mello, ainda há muito que comemorar “Foram sete anos de preparação, dedicação e empenho para fazermos da Rio2016 uma experiência enriquecedora e inesquecível para o turista. Estamos muito felizes com o resultado de forma geral e ainda mais motivados para os demais eventos que teremos pela frente.”

Turistas

Um dos intuitos da Prefeitura do Rio de Janeiro junto com os órgãos de turismo estaduais era usar os Jogos olímpicos para promover os pontos turísticos da cidade, se for analisado dados de pesquisas disponibilizadas pela EMBRATUR e Riotur a missão foi cumprida com sucesso.

Somente no mês de agosto foram 1,17 milhão de turistas na cidade carioca, sendo que 760 mil eram visitantes brasileiros e 410 mil eram estrangeiros. Os locais que mais mandaram turistas foram, do exterior, Estados Unidos (17%), Argentina, (12%) e Alemanha (7%). Já os turistas Brasileiros saíram principalmente de São Paulo (43%), Rio Grande do Sul (9%) e Minas Gerais (7%).

A Sorocabana Bruna Muraro participou dos jogos olímpicos como voluntária e se surpreendeu com a cidade. “Eu sempre tive vontade de conhecer o Rio de Janeiro e ao contrario da maioria, não estava com receio de ir. Eu realmente achava que a cidade iria me surpreender. Os cariocas são muito receptivos e tem uma energia maravilhosa. Eu voltaria toda semana se fosse possível.”.

Durante o período olímpico Bruna trabalhou na Arena Carioca 2, onde ocorreram competições de Judô e luta Greco Romana, esportes que ela e muitos brasileiros tinham pouco contato, mas muitos estrangeiros foram prestigiar, “O contato com o publico foi intenso, um aprendizado diário, principalmente pela quantidade de pessoas de outras culturas que você conhece, a Luta Greco Romana tem pouca tradição no Brasil, então a maioria do publico era estrangeiro. Foi como se o mundo todo estivesse lá.

Alexandre Lima afirma que no período olímpico rolou muita festa, “em qualquer lugar da cidade que você estivesse o povo estava comemorando, nos bares, nos restaurantes, botecos, só passavam os jogos. As noites da lapa, que é onde eu moro, nunca foram tão animadas e cheias”. 

Pontos negativos

Que as olimpíadas foram um sucesso de publico não há como negar, mas, alguns pontos fazem os turistas, principalmente os brasileiros, pensarem duas vezes para uma possível volta ao Rio de Janeiro. Há muito já se sabe que a cidade figura na lista das cidades mais caras do mundo, mas, os Jogos olimpicos escancaram isto ainda mais.

Os valores dos hotéis cariocas sofreram uma supervalorização nos últimos anos por conta dos vários eventos que a cidade vem recebendo, a cidade tem diárias na média de R$350,00 a R$400,00 nos seus principais hotéis, preço que ficaram estratosféricos durante a Rio2016, hotéis que se localizam longe dos centros turísticos subiram as suas diárias para R$1,2 mil e aqueles que ficam em locais estratégicos da cidade chegavam a ter diárias de R$ 3,000,00.

Muitos brasileiros não contavam com a alta das diárias e preferiram vender seus ingressos dos jogos. Já os turistas estrangeiros preferiram outras opções fora os hotéis: 25% optaram por imóveis alugados através de aplicativos como, por exemplo, o Airbnb.

Outro quesito muito criticado pelos turistas foram os preços de alimentos praticados em pontos turísticos e nos locais de provas: foram 50,8% de avaliação negativa por parte dos brasileiros e 42,4% por parte do público de fora. Era possível encontrar água de 500 ml a R$ 8, salada de 300g a R$ 20, mini pizza a R$ 15. Havia um restaurante em área exclusiva para credenciados olímpicos onde o buffet self-service custava R$ 98. A aventura olímpica, de fato, custou caro!