Livro questiona quem foi Marco Aurélio


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Marcus Aurelius Antoninus – nome adotado pelo imperador ao assumir o trono – nasceu em berço de ouro, no ano 121 d.C., em 26 de abril, em Roma. Filho de família patrícia, seu pai, Annius Verus, era prefeito e cônsul; sua mãe, Domitia Lucilla, era dama nobre em mais de uma acepção, extremamente culta, a ponto de escrever o idioma grego com perfeição.

Como o próprio esclarece em Meditações, livro lançado pela Editora Edipro, Marco Aurélio nunca frequentou a escola pública, toda a sua diversificada educação foi obtida de professores particulares. Aos 6 anos foi admitido na Ordem Equestre e, aos 8, no Colégio Sacerdotal; aos 12 anos já estava envolto com a filosofia helênica, não tardando para aderir ao estoicismo. Em 140 d.C., aos 19 anos, Marco Aurélio conquistou o consulado.

Após a morte do pai, ainda jovem, Marco Aurélio foi adotado por Antonino Pio, que sucedera o imperador Adriano. Proclamado príncipe herdeiro pelo pai adotivo, Marco Aurélio se torna imperador de Roma aos 40 anos.

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Em uma expedição que sempre sonhara fazer, o imperador visitou os principais centros da cultura grega: Éfeso, Esmirna e Atenas. Nessa última, cidade pérola da filosofia helênica, Marco Aurélio concedeu um apoio inestimável à manutenção das quatro grandes escolas da filosofia ocidental: a Academia de Platão, o Liceu de Aristóteles, o Pórtico de Zenão e o Jardim de Epicuro.

Apesar dos desafios durante o seu governo, como surtos epidêmicos, fome em Roma, ataques de inimigos e os problemas com o seu irmão adotivo, Lucius Verus, com quem dividia a fortuna do império e o reino, Marco Aurélio foi um excelente guerreiro e administrador, além de humanizar profundamente o exercício do poder.

Mas como o homem mais poderoso do mundo na época não se aproveitou da posição para humilhar e esmagar os mais fracos e oprimidos?

Os princípios que inspiraram Marco Aurélio estão disseminados em Meditações, uma série de 12 livros com notas pessoais do autor, publicada pela Editora Edipro. Em uma espécie de diário com reflexões para si mesmo, um dos principais imperadores da Roma Antiga, se baseia na filosofia estoica para expor traços de sua personalidade, que não se limita ao estudo teórico do estoicismo.

Sintetizando seus conceitos filosóficos em prática das virtudes, devoção religiosa e o interesse da comunidade, Marco Aurélio praticou largamente os fundamentos da filosofia de que se tornou adepto.

Por isso, Meditações não é só uma obra literária e filosófica, mas também um dos escritos mais reveladores e inspiradores mesmo no nosso tempo.

Ficha técnica

Título: Meditações
Editora: Edipro
Assunto: Filosofia
Preço: R$ 34,90
ISBN: 9788552100911
Edição: 1ª edição, 2019
Formato: 14 x 21cm
Páginas: 160

Andréia Bueno

Andréia Bueno

Apaixonada pelas artes em geral, ama registrar cada instante, seja no trabalho ou durante viagens. Já realizou entrevistas com artistas nacionais e internacionais para o Acesso Cultural. Adora conhecer novos lugares e culturas, tendo viajado por 14 países entre o continente europeu, africano e americano.

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66 respostas para “Livro questiona quem foi Marco Aurélio”

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