Autoconhecimento feminino: da vida para a literatura


Créditos: Divulgação


O príncipe que já não era mais tão encantado, depressão pós-parto, as dificuldades na infância e a dor pela perda da mãe teceram Os Fios da Vida de Angel. A obra da pedagoga e escritora Nanci Otoni, narrada de forma humorística, um dos traços característicos de sua personalidade, é um retrato desenhado em 132 páginas de várias dificuldades enfrentadas por mulheres em algum momento da jornada.

A história se passa no ambiente familiar, responsável por vários conflitos vividos por Angel e Prince durante 29 anos de convivência. A frustração com a lua de mel que acabou antes do esperado, além de uma gestação, parto e puerpério traumáticos, comprometeu ainda mais a saúde mental da protagonista que já não viveu uma infância e adolescência com estabilidade.

Novamente grávida… Quando estava no terceiro mês de gestação, perdeu a sua adorada mãe. Ela morreu de repente, foi um grande abalo para a família. A pressão de Angel subiu muito durante o velório. Sendo assim, ela ficou sob os cuidados de uma amiga que era enfermeira. Quanta dor ela sentiu naquele momento, mas não manifestou como devia, porque temia prejudicar o neném que crescia no seu ventre.
(Os Fios da Vida, pág. 48)

Por meio de terapias, reflexões, autoconhecimento e ressignificações, Angel compreende o que está por trás de tantas dificuldades e dores. Os Fios da Vida é para todo o leitor que ainda espera encontrar a felicidade, mas sem se esquecer das oscilações que uma vida intensamente vivida ainda vai apresentar.

Verdadeira homenagem para a mãe da escritora, a obra registra os ensinamentos de uma mulher que acreditava na educação como o único caminho para o sucesso. Assim como a protagonista, Nanci Otoni também realizou o sonho de sua adorada mãe: formou-se em Letras para ser educadora.

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Jaqueline Gomes

Jaqueline Gomes

Jornalista graduada pela Universidade Nove de Julho, é especialista em Jornalismo Cultural, Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais. Trabalha na área de comunicação desde 2010. Fundadora do Site Acesso Cultural, sempre quis desenvolver um veículo onde pudesse noticiar o que acontece de novidade no meio do entretenimento cultural. Apaixonada por shows de rock, livros, filmes, séries e animais.

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