O documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem” mergulha no processo criativo e na gravação do projeto de estúdio AmarElo e ainda no show de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, em 2019, para contar a história da cultura negra do Brasil nos últimos 100 anos.
Com realização da Laboratório Fantasma, produção de Evandro Fióti e direção de Fred Ouro Preto, “AmarElo – É Tudo Pra Ontem” traz entrevistas exclusivas com relevantes personalidades brasileiras, como Fernanda Montenegro, Zeca Pagodinho e Pabllo Vittar. A narrativa é costurada ainda por cenas de bastidores, imagens de arquivo e animações. Veja o trailer:
“Foram as histórias dos livros e dos filmes que me fizeram sonhar com outra possibilidade de ser, viver e existir“, diz Emicida. “A ideia do documentário é a de colocar as pessoas em contato com uma história que as façam se perguntar: se já houve neste país tanta grandiosidade, por que essas histórias vão sendo, de alguma maneira, invisibilizadas e esquecidas? Estou feliz que vamos conseguir apresentar em escala global outra perspectiva a respeito do Brasil. Isso é mágico“, avalia.
O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020. A Netflix e a Laboratório Fantasma ainda terão um segundo projeto, que será lançado em 2021.
OMG! Noah Centineo, de Para Todos os Garotos; Madison Reyes e Charlie Gillepsie, de Julie and the Phantoms; a cantora Pabllo Vittar; Gloria Groove, de Nasce Uma Rainha; e a poderosa Anitta acabam de ser confirmados para o Tudum ao Vivo. O festival digital da Netflix poderá ser assistido por todos os fãs mundo afora no YouTube e no Tik Tok da Netflix Brasil ou pelo site. O Tudum ao Vivo acontece entre os dias 3 e 5 de novembro, a partir das 19h. E aí, já separou seu lookinho pra participar do sofá?
Créditos: Netflix
Outras atrações de peso já foram anunciadas e seguem confirmadíssimas: Ashley Park e Lucas Bravo, de Emily em Paris; o elenco de Sintonia – Jottapê, Bruna Mascarenhas e Christian Malheiros; Joel Courtney, o Lee de A Barraca do Beijo; Ana Valeria Becerril e Yankel Stevan, de Control Z; Felipe Castanhari diretamente do Mundo Mistério e o cantor Emicida, estrela do documentário AmarElo, que estreia em dezembro.
Em novo formato virtual na sua segunda edição, o Tudum ao Vivo terá muitas surpresas durante sua programação, como o ChatRolê. A qualquer momento, qualquer fã assistindo em casa pode subir ao palco do Tudum e participar de um encontro virtual cara a cara com alguns de seus maiores ídolos. A dinâmica de como se inscrever será explicada ao vivo! E ainda vão rolar vários bate-papos sobre os temas presentes nas séries e filmes da Netflix com atores e convidados especiais, além de apresentações musicais, depoimentos, trailers e anúncios exclusivos de novas produções – tudo isso comandado pela dona e proprietária da Netflix, a apresentadora Maisa. Fique de olho nas redes sociais da @netflixbrasil, para acompanhar o lineup completo por dia de evento.
E, até lá, que tal curtir a versão digital do Almanaque Tudum? Acesse Tudum Netflix. São dezenas de atividades interativas que prometem dar aquele quentinho no coração de todo fã de cultura pop e entretenimento. Tudo isso sem gastar N-A-D-A. O site tem muitos gifs animados, vídeos especiais, clipes e versões estendidas de atividades, como “Jogo dos Privilégios” e “Quem é você na Netflix“. Stickers, pôsteres icônicos e um paper toy do Eric de Sex Education criada pelo ilustrador Carlo Giovanni estão prontinhos para receber o clique de download dos fãs. A versão impressa do Almanaque Tudum teve 150 mil cópias impressas distribuídas gratuitamente para o Brasil inteiro.
Serviço Tudum ao Vivo: Data: 3 a 5 de novembro Onde: site oficial, YouTube e Tik Tok da Netflix Horário: a partir das 19h
A Netflix anunciou a produção do documentário Netflix AmarElo – É Tudo Pra Ontem, de Emicida, com animações, entrevistas e cenas de bastidores. Usando o show do rapper no Theatro Municipal em 2019 como espinha dorsal, o filme dirigido por Fred Ouro Preto explora a produção do projeto de estúdio AmarElo e, ao mesmo tempo, a história da cultura negra brasileira nos últimos 100 anos. Nele, estabelece-se um elo importante entre três momentos relevantes da história negra brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922; o ato de fundação do Movimento Negro Unificado (MNU), em 1978, pela valorização da cultura e de direitos do povo negro; e o emblemático espetáculo de estreia de AmarElo, que aconteceu no mês da consciência negra, novembro, em 2019.
“São quatro décadas que separam a nossa ascensão ao palco do Theatro Municipal do encontro das pessoas do MNU naquelas escadarias. Então subir ali e gritar ‘obrigado, MNU’ pro mundo é para que eles saibam que é da luta deles que nasce um sonhador como o Emicida”, diz o rapper. “Quando eu cheguei aqui, tudo era impossível, qualquer coisa que falávamos era tida como problemática e improvável de se realizar. Hoje, não é mais. E é dessa forma que quero que lembrem do meu nome no futuro, como alguém que sabia que o impossível era grande, mas não maior que si. O palco do Municipal abrigou alguns dos mais importantes movimentos da arte do planeta e acho que caminhamos para ser isso“, completa Emicida.
Créditos: Jef Delgado
O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020. A Netflix e Laboratório Fantasma ainda terão um segundo projeto, que será lançado em 2021.
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Após exaltar de onde emana o poder verdadeiro no single “Eminência Parda”, Emicida encaixa mais uma peça em seu próximo projeto de estúdio, que ele tem preferido chamar de experimento social em vez de disco – “apesar de ser nobre conduzir uma experiência sonora por, mais ou menos, uma hora, é preciso ter cuidado para cultura da música não ser engolida pela cultura das plataformas”. Lançada pela Laboratório Fantasma e distribuída pela Sony Music, “AmarElo” é a segunda música apresentada pelo rapper paulista e também a faixa que dá nome ao novo trabalho que está sendo proposto por ele. Ouça aqui.
“No primeiro passo desse processo, a nossa intenção era que as pessoas se sentissem grandes ao olharem no espelho. Agora, a ideia é que elas observem ao redor e se enxerguem maiores do que os seus problemas, independente de quais sejam”, diz Emicida. Para isso, o artista convidou as cantoras Pabllo Vittar e Majur para participarem do registro. Elas dão voz ao poema “Permita que Eu Fale”, do próprio Emicida, e a um trecho de “Sujeito de Sorte”, de Belchior. “As duas trazem, em suas vivências e em suas obras, histórias bonitas a respeito de acreditar em si e de lutar contra o mundo para ser quem são”, pensa Emicida.
Créditos: Fernando Schlaepfer
É emblemático e potente que, em pleno 2019, esses três nomes cantem os versos “ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro” – lembrando que: a cada 23 minutos, um jovem negro morre no país (segundo relatório do Mapa da Violência, de 2014); enquanto, a cada 20 horas, um LGBTQ+ tem morte violenta no Brasil, sendo mais de 72% dos casos assassinatos e 24% de suicídios (este levantamento foi feito pelo GGB – Grupo Gay da Bahia, mais antiga associação de defesa dos direitos da população LGBTQ+ no país).
“A música é cheia de mensagens importantes, atuais e que retratam a diversidade, a luta e a força que vivemos todos os dias. O valor social que ‘AmarElo’ carrega é enorme e vai promover reflexões que precisam, cada vez mais, ser levantadas”, reflete Pabllo.
“AmarElo” ganhou também um videoclipe impactante – gravado no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro – com a participação de Emicida, Pabllo Vittar e Majur. O registro audiovisual abre com um áudio de uma pessoa próxima ao rapper que tentou o suicídio (hoje, o dono do depoimento está bem). Ainda compõem a narrativa personagens que têm as suas cicatrizes como coadjuvantes, não, melhor, figurantes. Confira:
“Dividir a cena com eles dois é um marco na minha carreira e, principalmente, na música brasileira”, define a cantora não-binária Majur. “É muita representatividade em um momento que precisamos ter voz. ‘AmarElo’ traz na sua poesia o retrato de um Brasil de multiplicidade e que ressignifica a sobrevivência de um povo que me identifico muito. Canta a busca por nosso lugar social”, completa.
Trata-se da concepção de um hino para todos aqueles que merecem apenas um destino final: o pódio.
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