Com 8 indicações, “VICE” é um dos destaques do Oscar 2019


Créditos: Matt Kennedy / Annapurna Pictures


Após receber seis indicações ao Golden Globes, duas ao SAG Awards e nove ao Critics’ Choice Awards, “VICE” conquista agora oito indicações ao Oscar® 2019, afirmando-se como um dos principais filmes do ano. O longa, que acompanha a história de ascensão de Dick Cheney (Christian Bale) ao se tornar o homem mais poderoso da política mundial, foi destaque nas principais categorias da premiação, sendo indicado a Melhor Filme, Melhor Diretor com Adam McKay, Melhor Ator com Christian Bale, Melhor Atriz Coadjuvante com Amy Adams, Melhor Ator Coadjuvante com Sam Rockwell, Melhor Edição, Melhor Roteiro Original e Melhor Maquiagem.

Essa é a quarta indicação de Christian Bale ao Oscar®, o ator já havia concorrido em 2014 por sua atuação em “Trapaça” e em 2016 por “A Grande Aposta”. Em 2011, ele foi vencedor na categoria de Melhor Ator Coadjuvante por “O Vencedor”. Este ano, depois de faturar os prêmios de Melhor Ator no Golden Globes, no SAG Awards e no Critics’ Choice Awards por sua atuação em “VICE”, Bale se destaca como um dos favoritos a levar para casa o prêmio também no Oscar®, se isso acontecer, será sua segunda vitória na premiação. Amy Adams, que já colecionava cinco indicações ao Oscar®, também foi destaque por sua atuação em “VICE” ao ser indicada à categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Sam Rockwell, que interpreta o ex-presidente George W. Bush no longa, recebe sua segunda indicação consecutiva a Melhor Ator Coadjuvante, mesma categoria em que saiu vitorioso na edição passada por sua atuação em “Três Anúncios Para Um Crime”. Os vencedores serão conhecidos no dia 24 de fevereiro de 2019.

Créditos: Matt Kennedy / Annapurna Pictures

Outra categoria em que o filme dispara como um dos favoritos é a de Melhor Maquiagem, prêmio que já faturou no Critics’ Choice Awards deste ano. Em entrevista ao Hollywood Reporter, o maquiador Greg Cannom, que já venceu o Oscar® três vezes por seus trabalhos em “Uma Babá Quase Perfeita”, “Drácula” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”, afirmou que precisou utilizar todas as suas ferramentas para transformar Christian Bale em duas versões do político Dick Cheney, uma com 21 anos e outra com 75. Para os figurinos mais complexos, o maquiador afirma que levava entre duas e três horas para transformar o ator por completo. “Algumas vezes, filmamos com as duas maquiagens no mesmo dia, então eu precisava refazer todo o processo para deixá-lo com outra idade”, conta Cannom. “Eu ficava preocupado em deixar Christian esperando tanto tempo, mas ele nunca teve nenhum problema com isso. Enquanto eu fazia sua maquiagem, ele ficava pesquisando fotos, vídeos e tudo sobre o Dick Cheney”.

Para o diretor Adam McKay, vencedor do Oscar® em 2016 por “A Grande Aposta”, abordar a vida de uma das figuras mais emblemáticas, poderosas e controversas da política americana, não foi uma tarefa fácil. No vídeo exclusivo liberado pela Imagem Filmes ( confira abaixo) o diretor conta um pouco mais do processo de retratar Dick Cheney nos cinemas, um político que conseguiu transformar o mundo, mesmo longe dos holofotes. “VICE” conta ainda com Steve Carell e Tyler Perry no elenco e é, sem dúvidas, um dos maiores destaques desta temporada de premiações.

“VICE” chega aos cinemas brasileiros em 31 de janeiro. A Imagem Filmes é a distribuidora responsável pelo lançamento. Saiba mais através do Instagram oficial do filme: @vicefilme.

Sucesso de público e crítica, A Carruagem de Berenice reestreia em SP


Créditos: Guto Garrote


O diálogo entre o adulto e a criança é o tema do infantil A Carruagem de Berenice, com dramaturgia de Camila Appel, músicas originais de Zeca Baleiro e elenco composto pelas atrizes Luiza Micheletti (Moça da Carruagem) e Thay Bergamin (Berenice). A peça faz temporada a partir do dia 2 de fevereiro, sábado, 17h30, no Teatro Alfa, e levanta questões comuns ao universo infantil – Berenice tem apenas oito anos, mas já lida com situações difíceis, como toda criança dessa idade.

Ela escuta os pais brigando, sofre bullying na escola por querer fugir de estereótipos, vê seu grande amigo mudar de cidade e questiona conceitos de vida e a morte ao saber que seu animal de estimação morreu. O espetáculo aborda questões que normalmente trariam constrangimento com naturalidade e diversão. Essa mensagem é o mote da peça, idealizada para mostrar que também há leveza nos desafios e que sofrer é um sentimento tão natural quanto se alegrar.

A trama conta a história da menina Berenice e a Moça da Carruagem. Berenice enfrenta suas primeiras situações difíceis e tem a ajuda da Moça da Carruagem, uma figura misteriosa que se espanta com a espontaneidade da criança. Juntas, partem em uma aventura que levanta noções de geografia, espaço, tempo e liberdade de expressão.

Créditos: Guto Garrote

As músicas de Zeca Baleiro traduzem esse lema com maestria. A criança, na sua essência, recebe a visita de uma mulher em uma carruagem. Não existem opostos, mas sim momentos da vida. O espetáculo mostra que o tempo pode ser um caminho para compreender que a beleza da vida é viver.

Serviço

Espetáculo infantil A Carruagem de Berenice
Reestreia dia 2 de fevereiro
Sábado, às 17h30, na Sala B do Teatro Alfa.
Telefone: (11) 5693-4000.
Capacidade: 204 lugares.
Temporada: Sábados e domingos, às 17h30. Até 17 de março.
Duração: 50 minutos.
Classificação: Livre.
Recomendado para crianças a partir de 6 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira para adultos) e R$ 20,00 (meia para crianças, estudantes e maiores de 60 anos).

Call Center Ingresso Rápido: (11) 4003-1212.

Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722
Tel. (11) 5693-4000.
Site: http://www.teatroalfa.com.br
Ingresso rápido ou pelos telefones: 11 5693-4000 | 0300 789-3377
Acessibilidade – motora e visual.
Estacionamento: Sala A – Vallet R$ 45,00 e Self Park R$ 31,00.
Sala B – Vallet R$ 30,00 e Self Park R$ 20,00.

Confira entrevista exclusiva com Kéfera Buchmann, Gio Lancellotti e João Côrtes


Créditos: Andréia Bueno


Estrelado por Kéfera Buchmann e com direção de Pedro Amorim (“Divórcio”), “Eu Sou Mais Eu” estreia nesta quinta, dia 24 de janeiro. O longa conta ainda com João Côrtes e Giovanna Lancellotti no elenco e é produzido por Damasco Filmes e Universal Pictures. Angélica Lopes e L.G Bayão assinam o roteiro e Lara Guaranys, Marcus Baldini, Gustavo Munhoz, Abrão Scherer e Marcos Scherer, a produção. A Imagem Filmes é a distribuidora responsável pelo lançamento.

Em seu novo filme dedicado ao público jovem, depois do sucesso de “É Fada”, em “Eu Sou Mais Eu”, Kéfera vive Camilla Mendes, uma estrela da música pop. Dona dos maiores hits do momento, ela não tem tempo para pensar em nada que não seja sua fama e seus milhões de seguidores. Sem paciência para a concorrência, tudo que importa é que a sua nova música ‘Eu Sou Mais Eu’ seja a número um nas paradas.

Com milhares de compromissos na agenda, voltar no tempo, com certeza, não estava nos seus planos. Mas quando misteriosamente acorda em 2004, Camilla terá que lidar com os dramas da adolescência, o bullying da inimiga Drica (Giovanna Lancellotti), as provas e trabalhos da escola… tudo de novo! Vai ser até moleza se readaptar à vida antes da selfie, o complicado mesmo vai ser conseguir convencer seu melhor amigo, Cabeça (João Côrtes), que ela veio do futuro e agora precisa da sua ajuda para voltar.

Créditos: Andréia Bueno

Para encarar o papel da popstar Camilla, Kéfera passou por uma longa preparação, com ensaios, aulas de canto, aulas de dança e mudanças no visual. Além de reviver músicas clássicas dos anos 2000 que embalaram o discman de todos os adolescentes da época, “Eu Sou Mais Eu” também conta com uma faixa inédita na voz da própria Kéfera, a gravação de um videoclipe e um show com a presença de seus fãs na plateia em que canta o sucesso “Máscara”, da cantora Pitty.

O elenco conta ainda com Flávia Garrafa (“Fala Sério, Mãe!”), Arthur Kohl (“O Mecanismo”), Marcella Rica (“Boa Sorte”), André Lamoglia (“Juacas”) e a participação especial de Felipe Titto.

Kéfera reuniu a imprensa e apresentou em primeira mão , “Eu Sou Mais Eu”, além de contar curiosidades sobre o longa, como , por exemplo, o bullying que sofreu durante a infância e adolescência no colégio em que estudava. A atriz e youtuber contou que sofreu nas mãos de várias “Drikas ( personagem de Giovanna Lancellotti), principalmente em função do sobrepeso que tinha na época. Kéfera contou que certa vez, chutaram sua lancheira do segundo andar do colégio para impedirem que ela comesse seu lanche durante o intervalo.

O trio de protagonistas e o diretor Pedro Amorim concederam entrevista exclusiva para o #AC, aperte o play e confira detalhes sobre o filme que tem tudo para bater recordes de bilheteria.

Giovanna Lancellotti e João Côrtes também falaram sobre seus personagens e contaram curiosidades do filme. Confira!

Paródia sobre os super-heróis reestreia no Teatro COMMUNE

Paródia sobre os super-heróis reestreia no Teatro COMMUNE

Créditos: Bianca Vasconcellos


Divertida tanto para adolescentes como para adultos, a comédia “Anti-Comics – Desconstruindo os Super Heróis”, do COMMUNE Coletivo Teatral, ganha mais uma temporada popular no Teatro COMMUNE, entre 12 e 27 de janeiro de 2019, com sessões aos sábados, às 21h, e aos domingos às 20h. Os ingressos custam apenas R$20.

O espetáculo é uma paródia sobre os super-heróis Batman, Robin, Super-Homem e Mulher Maravilha, que já estão idosos e enfrentam os mesmos desafios e dilemas que as pessoas comuns. A montagem é composta pelos textos “O Evangelho Segundo o Super-Homem”, “A Vida Sexual dos Morcegos” e “A Festa do Pijama”, todos da premiada escritora argentina Sonia Daniel.

“A experiência de trabalhar com personagens icônicos com humor irônico e cores hilariantes coloca em consideração as construções que o imaginário coletivo tem dessas figuras. A possibilidade desses textos de pôr em xeque seus superpoderes e colocá-los em situações de vulnerabilidade nos leva a pensar sobre teorias filosóficas relacionadas com ‘O mito do super-herói’”, comenta o diretor Augusto Marin.

Em a “A Vida Sexual dos Morcegos”, há um reencontro de Batman e Robin velhos e sem glamour. Robin aparece disfarçado de Homem-Aranha, fantasia que usa em um show de strip-tease em uma boate gay. Já Batman revela seu passado: as experiências com substâncias que deram origem ao homem-morcego, a criação da Bat Caverna, o casamento com a Batgirl e a confissão de um crime – para espanto do garoto prodígio.

O segundo quadro, “A Festa do Pijama”, é um monólogo no qual a Mulher Maravilha, após ser presa, fala de sua vida sentimental fracassada e revela que decidiu se prostituir porque queria ser amada como uma mulher de verdade e não aguentava mais ser apenas um símbolo sexual, perfeita e intocável.

“O Evangelho Segundo o Super-Homem” parodia a história do Super-Homem, que não quer mais ser herói e tem dois pais judeus. O texto nasce de uma teoria de que o homem de ferro foi criado como um personagem messiânico, com muitos pontos em comum com Jesus Cristo. Ao tomar consciência de sua condição de messias, ele vive um apocalipse pessoal, capaz de trazer uma mudança para a história de toda a humanidade.

A nova temporada de “Anti-Comics” é uma das ações previstas no projeto “Territórios da Imaginação: 15 anos de resistência da COMMUNE”, que foi contemplado pela 31ª edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

SERVIÇO

Anti-Comics – Desconstruindo os Super-heróis, de Sonia Daniel

Teatro COMMUNE – Rua da Consolação, 1218 (ao lado do metrô Higienópolis – Mackenzie – Linha 4 – Amarela)

Temporada: 12 a 27 de janeiro, aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 20h

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

Informações: (11) 3476-0792

Classificação: a partir de 12 anos

Duração: 60 minutos

Capacidade: 99 lugares

Gênero: Comédia

http://commune.com.br/

http://facebook.com/teatrocommunesp

Shade – Entre Bruxas e Heróis estreia dia 24 de janeiro


Créditos: Divulgação / Cineart Filmes


Depois de passar por mais de 20 festivais pelo mundo de ganhar os prêmios do juri popular no Festival Internacional de Toronto (Tiff Kids) e de melhor filme na Mostra Geração do Festival do Rio deste ano, o filme chega ao Brasil no dia 24 de janeiro com distribuição da Cineart Filmes.

O longa, dirigido por Rasko Miljkovic, é um coprodução entre Sérvia e Macedônia e nos apresenta o garoto Jovan, que tem 10 anos de idade e nasceu com paralisia cerebral parcial. Tímido, autoconsciente e sem muitos amigos, ele frequentemente deixa a sua mente escapar para uma cidade imaginária, onde ele é Shade, um super-herói que combate crimes, bruxas e bullies, e no qual não é limitado pelo seu próprio corpo. Jovan está em sua zona de conforto vivendo dessa forma até que conhece Milica, uma garota que não se intimida facilmente e que logo o intima a embarcar em uma aventura – libertar o seu pai de sua nova namorada, que ela acredita ser uma bruxa que o enfeitiçou e o roubou de sua mãe. Os novos amigos logo se unem e preparam um plano para quebrar o feitiço e libertar o pai de Milica para reunir sua família novamente. Dedicado a ajudar a nova amiga nessa missão, Jovan precisa desmontar o muro que construiu ao seu redor e enfrentar algumas de suas limitações e inseguranças.

Créditos: Divulgação / Cineart Filmes

Shade – Entre Bruxas e Heróis é, acima de tudo, um retrato honesto e delicado de luta e aceitação e de como uma amizade verdadeira pode levar a descoberta da força interior. “Eu espero que uma parte dos espectadores olhe ao redor e preste atenção a todos os que vivem, se esforçam em procurar seu lugar no mundo assim como nós, mas são marginalizados e velados na invisibilidade somente porque é mais confortável para nós não lidar com eles, acreditando que eles vão de alguma maneira evaporar e desaparecer se nós o ignorarmos por tempo suficiente”, diz.

Ainda segundo o diretor, em tempos como os de hoje, o cinema torna-se uma ferramenta fundamental para faciliatar a comunicação com as crianças. “Eu acredito que vivemos em tempos em que as crianças são comunicadas com mais liberdade e abertamente, ou pelo menos é o que estamos tentando globalmente, e é uma tendência que eu apoio totalmente. Me parece que a maneira mais saudável e sensata é que essas questões sejam comunicadas as crianças por um meio que elas achem acessível e divertido, e essa é a razão pela qual o cinema é uma excelente plataforma de comunicação”, finaliza Miljkovic.

Confira o trailer:

Espetáculo solo aproxima tragédia grega da memória escravocrata do Brasil


Créditos: Julieta Bacchin


Entrelaçando o clássico Medeia de Eurípedes e a escravidão no Brasil, o solo Medea Mina Jeje faz circulação por vários locais da cidade de São Paulo com a contemplação da 7ª. edição do Prêmio Zé Renato. A montagem é dirigida por Juliana Monteiro com dramaturgia de Rudinei Borges e atuação de Kenan Bernades.

As apresentações acontecem nos seguintes lugares: Centro Cultural Da Penha (12 e 13 de janeiro), Teatro Arthur Azevedo (De 18 de janeiro a 17 de fevereiro), Centro Cultural Vila Formosa (De 22 a 24 de fevereiro), Centro Cultural Olido (De 1 a 3 de março) e Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (16 e 17 de março). As apresentações contam com entrada gratuita.

O espetáculo, um poema cênico no qual Medea, uma mulher negra escravizada na Vila Rica de Nossa Senhora de Pilar de de Ouro Preto, nas Minas Gerais do século XVIII, narra o sacrifício de seu filho Age, é uma releitura do clássico Medeia de Eurípedes.

A dramaturgia de Rudinei Borges é constituída a partir da fricção entre a narrativa polissêmica da Medea negra da Mina Jeje e a leitura da clássica tragédia datada de 431 a.C. Na peça de Eurípedes, a protagonista mata os próprios filhos para se vingar do abandono de Jasão, por quem havia renunciado à própria família e à terra natal.

Em oposição à heroína trágica, em Medea Mina Jeje, a escravizada Medea vê na morte do filho a única libertação possível do sofrimento causado pelo trabalho escravo nas minas de ouro que moveram a economia brasileira colonial durante séculos.

“O espetáculo nasceu do desejo de conversar com a minha ancestralidade, de abrir os ouvidos para as vozes de indivíduos livres que foram trazidos para o Brasil como escravos e dar voz aos meus mortos”, afirma o intérprete Kenan Bernardes, também idealizador e produtor geral da peça. “Encontrei na tragédia de Eurípedes e na obra homônima do cineasta italiano Pasolini, o fio disparador que deu origem a esta Medea. Foram quase dois anos de pesquisa e processo que agora oferto ao público como quem deseja entregar um presente a alguém muito estimado.”

Para a diretora Juliana Monteiro, a relação entre as obras reverberou em todos os envolvidos no projeto. “A aproximação com determinados aspectos da jornada de Medeia de Eurípedes permitiu aos artistas deste espetáculo traçar uma analogia com sua própria trajetória, o encontro com desejos de reelaborar os próprios caminhos no teatro”, relata.

A mina em Ouro Preto (MG), que dá nome ao espetáculo, hoje é uma atração turística. No entanto, é mais do que isso: cicatriz da escravidão que perdurou no Brasil por mais de três séculos e trouxe consequências visíveis até hoje nas mais diversas camadas sociais do país, sobretudo para a população negra.

Muitos escravizados trabalharam nas minas na extração de minérios em Minas Gerais, um dos estados com maior concentração de negros no século XVIII. As condições de trabalho eram extremamente precárias e provocaram a morte de incontáveis vidas naquele período.

Créditos: Julieta Bacchin

Atividades Formativas

Além da apresentação do espetáculo Medea Mina Jeje, o projeto realiza uma ação formativa intitulada Diálogos Trágicos – Memórias Ancestrais E Identidades Afrodiaspóricas: Diálogos Atemporais.

Em algumas das sessões, a educadora e pesquisadora do Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora da PUC/SP, Liliane Braga, media conversa com o público em torno a reflexões provocadas pelo espetáculo.

Performances negras presentes em celebrações e rituais têm sido historicamente inferiorizadas por sistema educacional e midiático eurocêntrico, que impõem como padrão manifestações culturais pautadas em forma letrada de conhecimento. Tal sistema cria hierarquizações – como o “erudito” e o “popular”; o “mainstream” e o “underground”.

Este diálogo intenciona desnaturalizar ideias que inferiorizam o saber-fazer africano e afro-brasileiro, realizado na injunção entre mente, corpos e sentidos, aproximando-se à experiência sensorial provocada pelo teatro.

Essa ação acontecerá sempre 10 minutos após a apresentação das seguintes sessões:

Janeiro: 12 (Centro Cultural Da Penha); 18 e 27 (Teatro Municipal Arthur Azevedo);

Fevereiro: 01, 03, 08, 10 e 15 (Teatro Municipal Arthur Azevedo); 22 e 24 (Centro Cultural Vila Formosa);

Março: 01 (Centro Cultural Olido) e 17 (Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes).

SERVIÇO

MEDEA MINA JEJE

Centro Cultural Da Penha

Dias 12 e 13 de janeiro, sábado, 20h e domingo, 19h

Largo do Rosário, 20 – Penha de Franca, São Paulo

(11) 2295-0401

Teatro Municipal Arthur Azevedo

De 18 de janeiro a 17 de fevereiro, sexta e sábado, 21h e domingo, 19h

Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo.

(11) 2605-8007

Centro Cultural Vila Formosa

Av. Renata, 163 – Chácara Belenzinho, São Paulo

De 22 a 24 de fevereiro, sexta e sábado, 20h, e domingo, 19h

(11) 2216-1520

Centro cultural Olido – Sala Paissandu

Av. São João, 473 – Centro, São Paulo.

De 01 a 03 de março, sexta e sábado 20h, e domingo, 19h

(11) 2899-7370

Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes

R. Inácio Monteiro, 6900 – Conj. Hab. Sitio Conceição, São Paulo

Dias 16 e 17 de março, sábado 20h, e domingo, 19h

(11) 3343-8900