Curral, dirigido por Marcelo Brennand, está sendo rodado no interior do Pernambuco




Longa marca a estreia do diretor em ficção. Thomás Aquino, Rodrigo García e Carla Salle estão no elenco


Por Andréia Bueno
O filme Curral, dirigido por Marcelo Brennand, está sendo rodado em Gravatá, Pernambuco. O longa conta a história de Chico Caixa (Thomás Aquino), um homem humilde recrutado por seu amigo de infância Joel (Rodrigo García), candidato a vereador, para ajudar na conquista de votos num importante bairro. Neste drama político, Chico é a mola motriz para situações que irão questionar os processos eleitorais no interior do Nordeste.
Thomas Aquino, Rodrigo García, Marcelo Brennand e Pedro Wagner (Foto:Daniela Nader)
Marcelo Brennand dirigiu em 2011 o premiado documentário “Porta a Porta”, onde acompanhou o passo a passo de candidatos a vereador da cidade de Gravatá, no interior de Pernambuco, e as estratégias dos seus cabos eleitorais para conquistar os votos da população. Inspirado na trajetória de sucesso do documentário Marcelo criou a história de seu primeiro longa-metragem de ficção: “Curral”.
O diretor conta que “as referências dos processos de campanha e procedimentos, já haviam sido reunidas durante o documentário Porta a Porta. O desafio agora é transformar essas informações em um drama político, envolvente e crítico, sem ser partidário ou panfletário. A intenção aqui é observar e questionar os procedimentos eleitorais que marcam esse tipo de certame, notadamente nas cidades de interior”. E complementa que a ideia é que o projeto “resulte num filme de narrativa envolvente, que o público sinta empatia pelo protagonista, mas que também provoque pontos de reflexão sobre a sociedade pernambucana, nordestina e brasileira e desperte debates sobre o tema do processo político de uma eleição”.
O elenco é composto por Thomás Aquino (“Bacurau” e “Praia do Futuro”), Rodrigo García (“Tatuagem”) e Carla Salle (“Motorrad”). A direção de fotografia é de Beto Martins. A direção de arte é de Juliano Dornelles (“Aquarius”, “Bacurau” e “O Som ao Redor”) e o figurino fica com Rita Azevedo (“Aquarius”).
No longa, Chico Caixa (Thomás Aquino) é um homem humilde e ex-funcionário da distribuidora de água de Gravatá, em Pernambuco, local que sofre com a escassez hídrica. Ele é recrutado por um amigo de infância, o advogado Joel (Rodrigo García), que precisa conquistar votos de um bairro popular fundamental para conseguir se tornar vereador. Para se eleger os dois usam o fornecimento de água como moeda de troca com a população. Chico se vê confrontado entre suas necessidades financeiras e seus princípios.
Curral é uma produção de Bárbara Maranhão e Marcelo Brennand. O filme tem roteiro de Marcelo Brennand, Fernando Honesko e Marcelo Muller. O longa é uma produção Zéfiro Filmes, em coprodução com a Querosene Filmes e distribuição da Pandora Filmes. 

Impressões sobre a segunda temporada de 3%




Por Nicole Gomez

A segunda temporada da série brasileira 3%, exibida pela plataforma de streaming Netflix, já chegou trazendo boas impressões graças à fotografia, que voltou melhorada e corrigindo alguns dos erros do passado, como por exemplo, deixar clara até demais a diferença entre o Maralto e o Continente (enquanto os habitantes do Maralto sempre surgiam bem vestidos, os do Continente estavam sempre com as roupas rasgadas e sujos). A produção deu uma boa amenizada nisso, não deixando de lado a linguagem visual proposta. A qualidade das imagens, tanto de um, quanto de outro, também está arrasadora e dando gosto de ver. Os figurinos também demarcam bem as diferenças entre os dois, destacando os vestidos e macacões de Michele (Bianca Comparato) e as roupas mais maltratadas de Joana (Vaneza Oliveira).
Foto: Divulgação

O que mais prendeu a atenção nessa segunda temporada foi o fato de que várias das histórias foram melhor explicadas, como a própria Causa, que o espectador até sabia do que se tratava, mas não como havia surgido. A temporada explicou isso muito bem, além da criação do Maralto, apresentando o trio fundador (não, não é um casal, como se falava à exaustão), vivido por Fernanda Vasconcellos, Maria Flor e Sílvio Guindane. 
Outro enredo que ganhou um justo destaque foi a origem de Marco (Rafael Lozano), que surpreendeu e não morreu no fatídico acidente que literalmente o dividiu no meio. Na segunda temporada, além do retorno do vilão, ainda mais implacável e determinado do que antes, suas origens vêm à tona, graças ao elo que o liga com Marcela (Laila Garin), que é nada menos que sua mãe. 
Foto: Divulgação
Marcela, que por sua vez, faz jus ao estilo “tudo ou nada” de viver de Marco, quando acaba matando Ezequiel, sob a justificativa de descobrir que um dos grandes chefes do Maralto, é na verdade, da Causa. Após uma quase confissão de Ezequiel, digna de deixar o espectador com raiva de como aconteceu, Marcela trata de dar um fim a ele, virando assim, a nova autoridade do Maralto. O ponto alto desse “conflito familiar” é quando Marcela, tomada por uma certa ligação com o filho, acaba dando uma chance a ele de retornar ao Maralto. Chama a atenção o fato de que Marco também acaba virando chefe da Milícia, para onde foi após se recuperar e ser retirado do Maralto, que mata o líder anterior praticamente da mesma forma com a qual Marcela acaba com a vida de Ezequiel. Ao mesmo tempo que fica ainda mais evidente a ganância de Marco, suas fraquezas também se evidenciam. Após o acidente no Processo, Marco acaba ganhando o apelido de Marco Manco, graças à sequela que sofre. Com isso, humilhações por parte dos integrantes da Milícia, além das ofensas de sua própria mãe, vem à tona. 
Na segunda temporada, os planos de Joana, Fernando (Michel Gomes) e Rafael (Rodolfo Valente) continuam consistentes e cada vez mais concretos, para acabar com o sistema do Maralto. Em uma sequência quase cinematográfica, o trio quase consegue apagar os dados dos participantes do Processo, o que daria um fim em tudo. Não fosse por Michele, que faz um backup desses dados e os usa como moeda de troca para que se tenha melhores condições no Continente, inclusive tentando convencer Fernando a ficar a seu lado, mais uma vez. Michele já havia feito algo parecido para finalmente resgatar seu irmão. Mas para quem pensa que eles viveram felizes para sempre, se engana, pois ele se mostra favorável às ideias do Maralto. 
Foto: Divulgação

3% também deixa um gosto de “quero mais” graças à Gloria, vivida por Cynthia Senek, melhor amiga de Fernando e que sonha em ser aprovada no processo, disposta a tudo para isso. Com ela, também vem a explicação de como o garoto ficou paraplégico, ainda criança, depois de uma brincadeira dos dois. 
E como não poderia deixar de ser, Fernando continua cada vez mais contrário a seu pai, pastor do Continente, que trabalha dia após dia para vender aos moradores de lá a boa vida que terão no Maralto. 
Foto: Divulgação
Fica evidente que a terceira temporada, já confirmada pela Netflix, promete e muito! 
E você, gostou da segunda temporada de 3%? O que espera da terceira? Comente!

O Peso do Passado, com Nicole Kidman, ganha trailer e pôster em português




Drama chega aos cinemas brasileiros no início de 2019, com distribuição da Diamond Films


Por Andréia Bueno
A Diamond Films acaba de divulgar o trailer legendado e o pôster em português de “O Peso do Passado”. O longa, dirigido por Karyn Kusama (“O Convite”), traz Nicole Kidman transformada no papel de Erin Bell, uma detetive da polícia de Los Angeles que anos atrás se infiltrou, como agente disfarçada, no submundo do crime.
Foto: Divulgação / Diamond Films

Na missão, ela se uniu a membros de uma gangue, numa tarefa que terminou de maneira desastrosa, deixando marcas em sua vida. Anos depois, ela volta a se envolver com as mesmas pessoas, numa busca obsessiva pelo líder da gangue. Assombrada por suas memórias e por demônios adormecidos, Erin deve lidar com sua própria culpa. Confira o trailer:
“O Peso do Passado”, que participou dos festivais de Londres e Toronto deste ano, tem ainda no elenco Toby Kebbell, Sebastian Stan, Tatiana Maslany, Bradley Whitford. O filme tem previsão de estreia no Brasil em janeiro de 2019, com distribuição da Diamond Films.

Cartaz: Divulgação

Peça de Plínio Marcos segue em cartaz no Centro Cultural São Paulo




Além do espetáculo, haverá mesa de debates e lançamento de um documentário sobre os 50 anos da primeira montagem

Por Andréia Bueno
Montada apenas três vezes, todas dirigidas pelo saudoso João das Neves (1935-2018), a peça Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos (1935-1999), ganha nova encenação, com direção de Helio Cicero. O espetáculo segue em cartaz no Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Espaço Cênico Ademar Guerra até 16 de dezembro. O elenco é formado por Jairo Mattos, Fernando Trauer, Fernanda Viacava, Rogério Brito e Douglas Simon, além do próprio diretor.
Foto: Priscila Prade

A comedia circense narra as articulações e malandragens de seis vagabundos – Mandrião, Teco, Manduca, Popô, Pilico e Totoca – que sobrevivem pedindo dinheiro nas ruas e becos de uma cidade grande. Apenas Mandrião e Pilico têm chapéus para pedir esmolas, sendo que o primeiro com a ajuda do Teco, uma espécie de secretário, contrata – ou praticamente escraviza – os demais pedintes, respaldados por uma falsa crença criada por um deles.
Mandrião e Teco armam um plano para acabar com Pilico, porque eles descobrem que o concorrente estaria tentando trazer os outros pedintes para seu lado. No meio dessa disputa, os empregados Manduca, Popô e Totoca analisam as vantagens que vão ganhar ao se aliar a cada um desses dois lados.
A encenação caracteriza todos os personagens como palhaços e explora a linguagem do realismo fantástico. “Esta é uma forma de homenagear Plínio Marcos, porque, antes de mais nada, ele era um palhaço. A linguagem clownesca está na estrutura do texto, com as características clássicas do universo clown, no qual as duplas aparecem com suas figuras típicas e referências. A opção pelo realismo fantástico do diretor Helio Cicero foi feita porque a única forma de contar essa história é através da poesia, já que a realidade é tão crua e dura e se supera a cada dia”, revela o ator e idealizador do espetáculo Fernando Trauer.
A própria realidade brasileira atual serviu como fonte de inspiração. “As referências são diárias sobretudo em época de eleições: a história recente do país, os conchavos políticos, o Poder Judiciário, a dominação religiosa, a nossa São Paulo brasileira de tanta miscigenação, sujeira e belezas misturadas, a pobreza e as riquezas antagônicas. Além disso, adotamos a palhaçaria com suas referências clássicas, o universo do artista das ruas e a análise do indivíduo social e suas mazelas e belezas que o fazem humano”, comenta Trauer.
A montagem é ambientada em uma estação de trem abandonada, com trilhos disformes que levam a diferentes caminhos – esta é uma forma de homenagear João das Neves e seu maior espetáculo, O Último Carro.
Foto: Priscila Prade
Indicada ao Prêmio Molière em 1968, a montagem icônica de João das Neves para a obra aconteceu no teatro Opinião, no Rio de Janeiro, com Milton Gonçalves, Ary Fontoura, José Wilker, Denoy de Oliveira, Jorge Cândido e Teca Calazans no elenco. As outras duas encenações ocorreram em 1969, no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, e em 1970, no Teatro Arena, em Porto Alegre.
O espetáculo é uma atração do projeto Plínio Marcos, uma Realidade da São Paulo Brasileira, que ainda prevê bate-papos e ciclo de leituras. Uma mesa redonda (em data a ser definida) vai contar com participação de Maria Thereza Vargas, Alcir Pécora, Oswaldo Mendes e Kiko Barros. Na ocasião, também acontece o lançamento do documentário Jornada de um Imbecil, 50 anos de Entendimento, que comemora a primeira montagem da peça de Plínio Marcos. A peça de 1968, tinha Milton Gonçalves, Ary Fontoura, José Wilker, Denoy de Oliveira, Jorge Cândido e Teca Calazans, no elenco. O filme também marca a última entrevista dada pelo diretor João das Neves.
Serviço:
JORNADA DE UM IMBECIL ATÉ O ENTENDIMENTO 
Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Espaço Cênico Ademar Guerra
Duração: 130 minutos. Gênero: Comedia. Classificação: 14 anos.
Ingressos: R$ 30 (inteira); R$15 (meia-entrada).
Temporada: até 16 de dezembro. Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h.
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo, SP.
Bilheteria: de terça a sábado, das 13h às 21h30; domingos, das 13h às 20h30. 
Vendas pelo site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br). 
Capacidade: 130 lugares. 
Informações: (11) 3397 4002.

Universal TV estreia o musical A Escolha Perfeita 2




Continuação do sucesso de 2012 conta com Anna Kendrick, Rebel Wilson e Brittany Snow no elenco

Por Andréia Bueno
O Universal TV estreará, no dia 5 de dezembro, às 19h50, a comédia musical A Escolha Perfeita 2. Estrelado por Anna Kendrick (“O Contador”), Rebel Wilson (“Missão Madrinha de Casamento”) e Brittany Snow (“Hairspray: Em Busca da Fama”), o filme é a continuação de A Escolha Perfeita, lançado em 2012.
Foto: Divulgação / Universal TV

No longa, após vencerem o Campeonato Regional, as Barden Bellas ganham a oportunidade de se apresentar para ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos. Porém, o show é um grande fiasco, e o grupo é proibido de participar de competições no meio acadêmico. A única saída de Beca (Anna Kendrick), Fat Amy (Rebel Wilson) e cia é vencer o campeonato mundial, o que eliminaria as punições aplicadas ao grupo. Mas há um problema: nunca uma equipe americana venceu o torneio antes.
O filme marcou a estreia da atriz Elizabeth Banks como diretora, que também atua no longa. Também fazem parte do elenco Hailee Steinfeld, Adam DeVine, Ana Camp, Skylar Astin, Ben Platt e Katey Sagal. A Escolha Perfeita 2, arrecadou US$ 287 milhões nas bilheterias do mundo todo, mais do que o dobro do arrecadado pelo primeiro filme.