O espetáculo Piaf e Brecht, a Vida em Vermelho apresenta, a partir do dia 05 de julho no Teatro Prudential, uma coletânea das principais canções de dois grandes artistas do século 20, o poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht e a cantora francesa Edith Piaf, que possuem realidades e ideologias opostas. Encenado por Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto, a peça acontece a partir de um encontro hipotético, na sala de ensaios, onde eles falam sobre suas vidas, obras, anseios, angústias, medos, sonhos e realizações. O que começa como a tentativa de montar uma peça termina em um tsunami de sensações e pensamentos.
O carioca ganhou um novo espaço cultural para desfrutar neste ano. O antigo teatro Manchete, patrimônio tombado, foi devolvido ao público após passar por reformas e receber naming rights. Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, o espaço -projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo assinado por Burle Marx, nos anos 1970-, reabre, agora, como Teatro Prudential – Sala Adolpho Bloch.
Créditos: Daniel Bianchini
A Aventura e a seguradora Prudential do Brasil são as responsáveis por devolver ao Rio de Janeiro esse espaço tradicional de arte e cultura. O novo projeto oferece ao carioca um verdadeiro polo cultural, pois além do teatro, que conta com 359 lugares e um palco de 140 m² equipado para receber todos os tipos de espetáculo, o espaço dispõe, ainda, de um centro de convivência e ensaios, criado para receber várias produções ao mesmo tempo. Além disso, o projeto inclui um espaço bistrô com mesas a céu aberto e vista para um charmoso chafariz.
Serviço Piaf e Brecht, a Vida em Vermelho
Teatro Prudential – Sala Adolpho Bloch
Endereço:
Rua do Russel, 804 – Glória / Rio de Janeiro
Data: 05 de julho a 04 de agosto Horários: Sexta – 20h / Sábado – 20h / Domingo – 19h Direção: Bruno Perillo Texto: Aimar Labaki Vendas: Plateia (Setor único) – Sexta – R$ 80,00 / Sábado e Domingo – R$ 90,00 Classificação: 12 anos Duração: 90 minutos
As Formidáveis é uma peça infantil e musical que acompanha as aventuras e desventuras de um trio de amigas que são ao mesmo tempo cantoras pop e agentes secretas. Chefiadas pelo ex-vilão e atual caça-malfeitores Almeida, o trio papo-firme, com seu jeito atrapalhado, consegue impedir as maldades de vilões como Dr. Estraga-Prazeres, Monsieur Vilon, Dondoca, Kara-tê e Lero-Lero e, ao mesmo tempo, conquistar muitos fãs com suas apresentações num concurso de calouros. A peça é narrada pelo arqui-inimigo do trio, Dick Trapaceiro, e tem como tema principal a diferença entre mentira e verdade, entre parecer e ser, entre ter e ser. A peça cobre um período que vai de 1966 a 1971 e explora vastamente a estética pop da época: moda, costumes, gíria, música, dança, programas de rádio e de TV.
O texto inédito revisita os desenhos animados produzidos nas décadas de 60 e 70, bem como seriados deste período. Assim, tem como referências desenhos como Os Impossíveis, Brasinhas do Espaço, Frankenstein Jr., Super-Galo, Josie and the Pussycats, e seriados como As Panteras e Agente 86. A peça também homenageia um fenômeno musical pop dos anos 60 e 70, os Trios de Garotas Cantoras como as Supremes, As Xangrilas, Martha Reeves and the Vandellas, e explora as coreografias da época, resumidas no estilo de Gwen Verdon. Outra referência forte de As Formidáveis são os programas de auditório. Metade do enredo transcorre nos bastidores do programa Show sem Fim que homenageia os icônicos programas como os do Chacrinha, Silvio Santos e Flávio Cavalcanti.
Créditos: Divulgação
A peça aborda de forma inteligente e bem-humorada temas como a força da amizade e a importância de aceitar e assumir quem somos e como somos para poder realizar todo o nosso potencial. Também busca inspiração numa época – meados dos anos 60 até começo dos 70 – em que muitos valores estavam sendo questionados e recolocados, e espaços existenciais até então inéditos estavam sendo ocupados. Esses são temas bastante atuais, apesar dos 50 anos passados desde então, e estão na ordem do dia tanto para crianças como para adultos – o que torna o espetáculo interessante para todas as idades.
“Revisitar, com nosso olhar atual, o humor surreal, ingênuo e irônico dos desenhos animados e seriados de TV dessa época é ao mesmo tempo delicioso e desafiante. Achamos que algo dessa liberdade criativa pode nos ajudar a encarar os tempos atuais com mais leveza, afeto e honestidade, e isso se manifestou nas escolhas da Direção desde a concepção inicial até o produto final, passando pela formação e relação com a equipe de criação, e pela escolha e direção dos atores,” afirmam as diretoras. E completam: “O que tem na ficção tem na realidade, tem no mundo. Tem pessoas imperfeitas, cada uma com suas habilidades, trabalhando juntas – muito e com afeto – para fazer algo que valha a pena. Formidável é a amizade com seus encontros e desencontros, é a capacidade de conectar-se com os outros e compartilhar a vida.”
Serviço
AS FORMIDÁVEIS
SESC Bom Retiro (291 lugares)
Alameda Nothmann, 185
Informações: 3332-3600
Estacionamento na Alameda Cleveland, 529. R$ 5,50 (credencial plena) a primeira hora e R$ 2,00 a hora adicional; R$ 12,00 (público em geral) a primeira hora e R$ 3,00 a hora adicional
Bilheteria: Terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h
Vendas a partir de 19/06, às 17h30
Ingressos à venda nas bilheterias em toda rede Sesc SP
Domingos às 12h
Ingressos: R$ 17,00
R$ 8,50 (meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência)
R$ 5,00 (credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
As cantoras Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa estreiam PALAVRA DE MULHER, espetáculo com dez anos de sucesso, nos dias 13 (sábado) e 14 (domingo) de julho, no Teatro Procópio Ferreira em São Paulo. Com um misto de show e teatro, as cantoras / atrizes interpretam personagens femininas da obra de Chico Buarque. Uma novidade é que esta versão recebeu uma atualização ao longo destes 10 anos, incluindo novos textos e músicas diferentes.
Desde então, PALAVRA DE MULHER conquistou a crítica (em 2014, foi indicado em 4 categorias ao prêmio Bibi Ferreira) e arrebatou o público por onde passou – e não foram poucos os palcos em que foi apresentado. Ao longo desses anos todos, o espetáculo foi visto por mais de 250 mil pessoas em mais de 60 cidades país afora.
Créditos: João Caldas Filho
Revisitar o universo feminino a partir das canções de Chico Buarque, num momento em que a condição e o empoderamento da mulher estão no centro do debate, é não só oportunidade de desfrutar momentos de grande beleza e qualidade artísticas, mas também um estímulo à reflexão sobre tão relevante tema.
Num espetáculo que canta e encanta, faz rir e faz chorar, Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa emprestam corpo e voz a tantas outras mulheres para, num clima de cabaré, falar, através da música, de amores, dores de amores, esperança, solidão, encontros, desencontros, sedução, felicidade, força, abandono, liberdade, sonhos e conquistas.
Acompanhadas pelos músicos Ogair Júnior, Ramon Montagner e Robertinho Carvalho essas três talentosas cantoras/atrizes trazem um repertório que inclui músicas como “À Flor da Pele”, “Teresinha”, “Meu Namorado”, “Palavra de Mulher”, “Bem-Querer”, “O Meu Amor”, Folhetim”, “Atrás da Porta”, “Tango de Nancy”, “Tatuagem”, entre outras.
Baseado no filme School of Rock, de 2003, escrito por Mike White e estrelado por Jack Black, ESCOLA DO ROCK conta a história de Dewey Finn, um cantor e guitarrista na casa dos 30 e poucos anos, que ainda deseja se tornar uma estrela do rock. Depois de identificar o talento musical em seus alunos, ao fingir ser um professor substituto em uma prestigiosa e conservadora escola, Dewey forma um grupo do quinto ano, na tentativa de ganhar o próximo concurso: a Batalha das Bandas.
O mais novo sucesso de Andrew Lloyd Webber, o mesmo compositor e produtor de O Fantasma da Ópera, Cats, Jesus Cristo Superstar, entre outros, estreou em dezembro 2015 na Broadway, em 2016 em Londres, em 2017 iniciou turnê nos Estados Unidos e em 2018, subiu aos palcos em Sidney. A produção do Atelier de Cultura, em 2019, é o primeiro licenciamento internacional do título, e a primeira vez que o espetáculo será apresentado em versão para a língua local.
Créditos: Divulgação
A montagem no Brasil, apresentada pelo Ministério da Cidadania e Comgás, é dirigida por Mariano Detry, responsável pela direção de Chaplin o musical em São Paulo, Antuérpia e Amsterdã. Foi também responsável pela nova montagem de Les Miserábles e Cats na Espanha. Detry traz projeto cênico inédito que nos faz transitar pelo mundo do rock’n’roll com gigantesca eficácia: “É incrível dirigir ESCOLA DO ROCK, um musical encantador para toda família que não vai te deixar parado.”, diz o diretor.
O espetáculo traz um arrojado projeto de cenografia e figurino, ambos desenvolvidos especialmente para o Brasil pela cenógrafa e figurinista da produção original na Broadway e no West End, Anna Louizos de Nova Iorque, também responsável pelo design das produções de Avenida Q, In The Heights e Rodgers & Hammerstein’s Cinderella. Sua nova cenografia explora a altura da boca de cena do Teatro Santander e cria alturas com cinco elevadores automatizados construídos sob medida para a produção, além de projeções mapeadas que tornam os ambientes empolgantes.
Os figurinos remetem às tradicionais escolas americanas e ao mundo do rock, com pintura de tecido feita a mão e diversas aplicações de hotstamps, penas e lantejoulas que engrandecem ainda mais o musical.
A coreografia de Escola do Rock, é assinada por Philip Thomas, coreógrafo inglês que colaborou nas coreografias de Aladdin, Sweeny Todd, Tick Tick Boom, Oliver!, As Bruxas de Eastwick, Mary Poppins e Mamma Mia!. Assim como a composição, a coreografia é fundamental para o ritmo elétrico que conduz o espetáculo.
A direção musical é do Maestro Daniel Rocha, responsável por Annie e Billy Elliot, do Atelier de Cultura, que também será o regente da orquestra composta por 9 músicos. As músicas de Andrew Lloyd Webber serão reproduzidas na formação original da orquestra, como realizado em Londres e em Nova Iorque.
O desenho de luz fica a cargo do premiado inglês Mike Robertson, um dos maiores nomes para iluminação de teatro musical da atualidade. Robertson é vencedor do prêmio Olivier Award, entre outros tantos, ao redor do mundo. Seu projeto é criado em conexão com a composição das músicas, do cenário e das movimentações do elenco, do texto e das coreografias, construindo momentos emocionantes. Robertson também foi o iluminador dos projetos de Annie e Billy Elliot, do Atelier de Cultura.
A versão de letras de música e texto são de autoria de Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler (Billy Elliot, Wicked, A Pequena Sereia, Cantando na Chuva) e revelam singular aderência das letras de Glen Slater e ao texto de Julian Fellowes (o mesmo autor do roteiro de “Downton Abbey”) para o português.
Realizada pela produtora Atelier de Cultura, a montagem brasileira apresenta 42 crianças que se revezam durante as seis sessões semanais. Alguns estreantes em suas carreiras, outros gabaritados atores e atrizes mirins, são responsáveis por dar vida à icônica classe de Horace Green.
O espetáculo terá sua estreia nacional no Teatro Santander, um dos mais importantes e modernos palcos do país. O Atelier de Cultura renova a parceria com a casa de espetáculos que também sediou a bem-sucedida temporada de Annie, o musical. Com varas automatizadas e boca de cena com mais de 15 metros de altura, faz com que os projetos desenvolvidos para seu palco estejam em linha com o que há de melhor em termos de qualidade técnica no mundo.
Não perca a oportunidade única de assistir no Brasil a grandiosa produção de Escola do Rock, o mais novo hit da Broadway e West End. Trata-se da primeira produção mundial não realizada pela Really Useful Group, detentores originais do espetáculo, uma exclusividade do Atelier de Cultura. Uma experiência teatral tão forte e emocionante, que ficará para sempre em seu coração.
ELENCO:
Arthur Berges – Dewey Finn
Créditos: Divulgação
Sara Sarres – Rosalie Mullins
Créditos: Divulgação
Cleto Baccic – Ned Schneebly
Créditos: Divulgação
Thais Piza – Patty Di Marco
Créditos: Divulgação
ELENCO INFANTIL
Créditos: Divulgação
Mafê Mossini, Nina Medeiros e Sophia Marie – Katie (Baixista)
Agyei Augusto, Henrique Bonadio, e Nicolas Cruz – Zack (Guitarrista)
João Pedro Delfino, Rafael Mezadri e Thomas Diniz – Freddy (Baterista)
Dudu Ejchel, Henry Gaspar e Kauã Soares – Lawrence (Tecladista)
Bia Brumatti, Dudda Artese e Luisa Bresser – Summer
Luiza Gattai, Maria Clara Rosis e Rinon Ueyama – Tomika
Gigi Patta, Giovana Maciel e Valenthina Rodarte – Schonelle
Créditos: Divulgação
Isabella Daneluz, Julia Ribak e Martha Nobel – Marcy
Felipe Costa, Felipe de Souza e Luis Prudêncio – Andy
Lorenzo Tarantelli, Isidoro Gubnitsky e Paulo Gomes – Billy
Davi Lourenço, Gustavo Spinosa e Rodrigo Spinosa – James
Juju Morgade, Mariana Dias e Milena Blank – Madison
Gu Ferreira, Gabriel Meirelles e Michel Singer – Mason
Duda Ramalho, Erin Borges e Paula Serra – Sophie
Créditos: Divulgação
ENSEMBLE FEMININO
Clarty Galvão
Créditos: Divulgação
Jana Amorim (Cover de Rosalie Mullins)
Créditos: Divulgação
Keila Bueno
Créditos: Divulgação
Laura Carolinah
Créditos: Divulgação
Leilane Teles
Créditos: Divulgação
Luciana Artusi
Créditos: Divulgação
Roberta Jafet
Créditos: Divulgação
ENSEMBLE MASCULINO
Abner Depret
Créditos: Divulgação
Bernardo Berro
Créditos: Divulgação
Bruno Sigrist
Créditos: Divulgação
Cadu Batanero
Créditos: Divulgação
Fabricio Negri
Créditos: Divulgação
Guilherme Leal
Créditos: Divulgação
Mau Alves
Créditos: Divulgação
Thiago Perticarrari
Créditos: Divulgação
Tony Germano
Créditos: Divulgação
Tchello Gasparini (Cover de Dewey)
Créditos: Divulgação
Serviço ESCOLA DO ROCK
Teatro Santander (1.100 lugares)
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041
Informações: (11) 4810-6868
Bilheteria: Domingo a quinta, das 12h às 20h ou até inicio do espetáculo. Sexta e sábado, das 12h às 22h. Aceita todos os cartões de crédito e débito. Não aceita cheque. Estacionamento no local, R$ 35.
Mesmo após 60 anos desde que realizou sua primeira montagem, no Teatro de Arena, o espetáculo “Eles Não Usam Black-Tie”, com direção de Dan Rossetto e direção de produção de Fabio Camara, ainda é capaz de provocar os mais diversos sentimentos no público, sobretudo, o de identificação, pois continua demonstrando o cenário da realidade de muitas pessoas.
O enredo acompanha a vida cotidiana de Tião (vivido por Kiko Pissolato), um operário que se vê em um dilema entre seguir seus ideais e proteger a vida que está começando a construir com sua esposa Maria (vivida por Paloma Bernardi), que está à espera do primeiro filho do casal ou continuar a tradição familiar, defendida por seu pai, interpretado por Vicentini Gomez, de lutar por seus direitos em meio a um sistema bastante injusto, sob o risco de perder seu emprego.
Créditos: Divulgação
Decidido a não perder a garantia de dar um futuro melhor a seu filho e sua esposa, Tião acaba por não aderir à greve, deixando seus pais, irmão e toda a sua família decepcionada com aquela decisão. Mas Tião se mantém firme no que decidiu, causando consequências bem difíceis para si, com as quais precisa lidar.
A realidade retratada no espetáculo não é muito diferente do que estamos acostumados na vida: quem não tem uma mãe protetora, que enfrenta a realidade da vida sempre com bom humor e força? Ou aquele irmão que leva a vida mais sossegado, sem muitas preocupações? Os personagens com certeza causam a identificação por parte da plateia, pois são cuidadosamente pensados e interpretados pelos atores, desde o texto até a forma de se vestir.
Créditos: Divulgação
A veia cômica de “Eles Não usam Black-Tie” mora justamente aí: ao mesmo tempo que está propondo uma reflexão bastante séria, o espetáculo é tão próximo da vida real, que acaba divertindo o espectador. A atriz Miriam Palma, vale ressaltar, interpreta de forma semelhante à “mãe da gente” a personagem Romana, com todas as falas que todos nós estamos acostumados a ouvir e tudo mais (quem nunca ouviu a mãe pedir para que o filho carregue o endereço no bolso, caso algo dê errado?).
Também vale a pena conferir a atuação de Paloma Bernardi e Kiko Pissolato, que está emocionante, visceral e entregue. A sintonia entre os dois faz com que o público torça para que o casal em cena dê certo, ao mesmo tempo que conseguimos entender como é cada um deles e os motivos que fazem com que a individualidade de cada um seja tão preciosa.
O espetáculo, em cartaz no Teatro MorumbiShopping, está em curta temporada, mas ainda dá tempo de você ir conferir essa obra-prima de perto!
Serviço
Eles não usam Black-Tie
Teatro MorumbiShopping
Av. Roque Petroni Jr., 1089 – Jardim das Acácias.
31/05 até 30/06 (Sexta e Sábado 20h e Domingo 19h)
Com apenas 21 anos de idade, o autor, ator e diretor Vitor Rocha já assinou a autoria do aclamado “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, espetáculo vencedor de importantes prêmios no meio musical e que terá montagem no exterior em breve. Sua mais recente produção, em parceria com Elton Towersey e intitulada “Se Essa Lua Fosse Minha”, que estreou recentemente, já recebe excelentes críticas. Conversamos com Vitor sobre sua carreira, os trabalhos lançados e futuro. Confira!
Acesso Cultural: Como você se sente, sendo tão jovem e com uma produção de tanto sucesso, como é o “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, além de ser vencedor de tantos prêmios no meio cultural?
Vitor Rocha: Eu fico muito feliz com todo reconhecimento do meu trabalho, mas mais até do que feliz eu fico esperançoso. Eu acho muito legal e positivo ver as pessoas parando para ouvir o que um jovem como eu tem a dizer, de certa forma isso mostra uma abertura para o novo, né?
AC: Como foi o processo de criação de Se Essa Lua Fosse Minha, em parceria com o compositor Elton Towersey? Conte um pouco para a gente.
VR: Foi, além de bem desafiador, muito divertido, afinal trabalhar com quem a gente admira é muito gostoso. O Elton é um profissional muito respeitoso e humano e isso faz com que tudo seja mais leve no processo de criação. Eu contei a história para ele e falei de todas as referências que gostaria de usar no texto, nas letras e juntos nós começamos a montar esse enorme quebra-cabeças que é o ‘Se Essa Lua’. Depois de tudo muito bem estruturado e muita conversa, a gente se separa: ele vai compor e eu escrever. A criação em si foi bem rápida, mas durante um bom tempo eu e o Elton nos falamos 24h por dia (- isso não é uma metáfora).
Créditos: Divulgação
AC: Em agosto, “Cargas” fará sua estreia em Nova York. Qual você acha que é o maior desafio em adaptar um texto original brasileiro para o inglês, a serem interpretados por atores brasileiros?
VR: Sempre vou dizer que o maior desafio é não perder a essência de tudo. No caso do ‘Cargas’ a mensagem do espetáculo é universal, mas a forma como nós a levamos até o público é muito característica nossa e não deixar que isso se perca com toda certeza é uma tarefa bem difícil. Mas nossa equipe e nosso elenco de NY contam só com brasileiros, e eu conto com eles na “guarda” dessa essência, dessa brasilidade.
AC: Quais serão os próximos passos em sua carreira?
VR: Eu pretendo estrear mais um espetáculo musical ainda esse ano aqui em São Paulo e muitos outros planos vão sendo sonhados aqui dentro de mim todos os dias, mas todos têm a ver com ampliar as maneiras de contar histórias, rs.
Créditos: Victor Miranda
AC: Imaginando um próximo espetáculo de sua autoria: monte seu elenco dos sonhos.
VR: Eu gosto de escrever para pessoas que admiro e que são próximas de mim, não acredito muito no lance do perfil e adoro confiar na capacidade das pessoas de me surpreenderem. Não tenho muito isso de elenco dos sonhos enquanto escrevo por isso, acho que se uma pessoa se coloca (realmente!) à disposição de contar a minha história, pouco importa como/quem ela é. Contudo, trago um sonho nada secreto de escrever um dia para a Nicette Bruno, Adriana Esteves ou para a Claudia Raia.
AC: Entre atuações e espetáculos autorais, existe algum “queridinho” para você? Qual?
VR: Entre espetáculos que me marcaram existe um muito queridinho por mim, o musical “Concerto de Ispinho e Fulô” da Cia. do Tijolo. Eu já o vi algumas vezes e em todas me senti mudado como pessoa e artista! E entre atuações uma que me marcou (e marca) muito fazer sempre é o Gonçalo, o vendedor de lágrimas, um dos meus personagens em “Cargas D’Água”, ele é uma montanha russa e eu adoro isso!
Você pode conferir o trabalho de Vitor Rocha no espetáculo “Se Essa Lua Fosse Minha”, em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, localizado na Barra Funda!
Serviço:
Se Essa Lua Fosse Minha
Quando: Terças e quartas, às 21h. Temporada até 10 de julho
Onde: Teatro do Núcleo Experimental – Rua Barra Funda, 637. Barra Funda. São Paulo/SP
Ingressos: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia). Vendas pelo site http://bit.ly/2Wn3de8 ou na bilheteria do teatro 1h antes de cada sessão
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