Querido Amigo está de volta! O espetáculo que surgiu através de uma campanha de crowdfunding estreou em 2015 realizará sua quinta temporada. A peça esteve em cartaz nos teatros Commune, Parlapatões, Extra Itaim e também no teatro Augusta onde permaneceu por nove meses, recebendo diversas indicações de prêmios incluindo ‘Prêmio Papo Mix’ no ano de 2018.
Com elenco renovado, os atores Bruno Bianchi e Conrado Costa se unem a Gustavo Vierling e Ivo Ueter em apresentações que acontecerão aos domingos, às 19h30 no teatro West Plaza, com estreia oficial no dia 05 de setembro.
Querido Amigo conta uma intrigante história de coincidências da vida, quando quatro rapazes cruzam suas trajetórias a partir da convivência diária, misturando diversos sentimentos como a amizade, o amor e o preconceito, em todas as suas formas.
Créditos: Divulgação
Bernardo e Cristiano são grandes amigos desde a infância. Quando adultos, decidem dividir o mesmo apartamento, ganhando assim mais intimidade e espaço na vida um do outro.
Em meio às confusões do dia a dia, Bernardo (gay) se declara ao amigo (hetero), colocando a amizade de anos à prova, surgindo assim sentimentos e inseguranças entre eles. Após a revelação, os personagens fazem questionamentos a amizade, tentando em meio de situações cômicas salvar a relação com a ajuda de outros dois amigos, Pedro e Kadu que revelarão outras respostas ao longo da trajetória.
Escrita pelos autores Gustavo Vierling e Thiago Mantovani, com direção de Ivo Ueter, a peça é uma boa pedida para pensar em indagações sobre diversas situações de relacionamentos. Imperdível!
Serviço Querido Amigo Teatro West Plaza Temporada: De 05 à 26 de Setembro aos domingos às 19h30 Valores: R$ 50,00 (inteira) R$ 25,00 (meia entrada) Autores: Gustavo Vierling e Thiago Mantovani Elenco: Bruno Bianchi, Conrado Costa, Gustavo Vierling e Ivo Ueter. Operação de som e luz: Kauan Silva Apoio: Acesso Cultural Duração: 90 minutos Classificação: 14 anos Ingressos On-line: https://bit.ly/2Wu1d9J
Sucesso na televisão e na internet, a personagem Mika e seus amigos estarão presentes no evento “Folia no Teatro”, no Teatro Opus. O evento gratuito realizado pela Sintese Produções, acontece neste sábado (28) , e contará com oficinas com brincadeiras, música e diversão para crianças de todas as idades. O evento que conta com a curadoria da Start Arte, segue todos os protocolos e orientações da Organização Mundial da Saúde na prevenção da Covid-19.
O evento terá capacidade para aproximadamente 250 pessoas, e será realizado no foyer do teatro, que fica em uma ampla área livre no rooftop do Shopping Villa Lobos, dando vista para umas das regiões mais nobres e charmosas de São Paulo.
Atualmente a série é exibida nos canais TV Cultura, Band e Disney Junior, e plataformas de streaming como Amazon Prime Video e PlayKids. Além do canal oficial do Youtube, que conta com episódios da série, karaokê, shows e que já ultrapassou mais de 1 milhão de inscritos.
Serviço
O que?: Folia no Teatro com O Diário de Mika Quando?: 28/08/2021 Endereço: Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros, São Paulo/ SP Horário: 13h30 Valor: Entrada Gratuita
Estreia no dia 13 de agosto, sexta-feira, no Teatro União Cultural, em São Paulo, sob realização do Governo do Estado de São Paulo por meio Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, “Pra Você Lembrar de Mim”, drama escrito pela dramaturga carioca Regiana Antonini que narra as dificuldades na relação de um pai e uma filha após a notícia do diagnóstico de alzheimer precoce.
Estrelada por Carina Sacchelli e Eduardo Martini sob a direção de Elias Andreato, a obra nasceu da amizade entre os atores, que sempre tiveram o desejo de encenar um espetáculo no qual desenvolvessem a relação de um pai e uma filha. Na peça, o jornalista Hélio é diagnosticado com a síndrome de Alzheimer precoce, e, a partir desta notícia, a relação com sua filha, Bruna, se transforma, invertendo os papéis de cuidado e cuidador.
“O Hélio foi criado a partir do amor que ele sente pela filha, e com a não emoção em fazer as cenas do texto. Veja, o doente de Alzheimer não se emociona. O Eduardo pode se emocionar, mas o personagem não. Foi difícil entender essa matemática e realizar, mas com o olhar generoso do Elias e a mão forte do Rodrigo Chueri, fui muito bem encaminhado e me joguei de cabeça”, conceitua Martini.
Créditos: Rodrigo Chueri
A obra, inclusive, leva o ator a um lugar pessoal muito forte, uma vez que seu pai, Milton Martini, ex-superintendente financeiro da Itaipu, sofreu do mal de Alzheimer até o dia de sua morte. “É claro que quando termina o ensaio, cada movimento, cada cena que fiz me lembra meu pai. Às vezes é impressionante como enxergo ele em mim, e por isso não quis assistir nenhum filme que falasse do assunto, porque queria usar toda essa vivência que tive ao lado dele durante os cinco anos que ficou doente”, conta o ator.
O espetáculo que chega ao Teatro União Cultural, entretanto, não busca a figura de um homem sucumbindo à doença, mas o olhar para a figura do familiar que cuida do doente. “Já é sabido que o paciente com esse tipo de demência sofre, mas validarmos as angústias e preocupações dos familiares desse paciente é algo necessário e justo. Eles são as vítimas ocultas da doença, pois também são afetados por ela, mas diferente do doente, estão totalmente conscientes sobre a gravidade da doença”, pontua Carina.
O diretor Elias Andreato avalia a contemporaneidade do espetáculo, ao tratar sem tabus de um assunto delicado. “Esta doença é o grande fantasma de todo ator e também de qualquer cidadão. Todos nós conhecemos ou já tivemos um parente com esta doença. Ela nos ronda. Enfrentá-la, é uma forma de purgar o medo. Isso me interessa como artista”, diz.
Créditos: Rodrigo Chueri
“Este tipo de espetáculo, não se propõe a verticalizar, mas apontar com poesia a gravidade da doença. Nós artistas não devemos ter medo do ridículo e nem do melodrama. A humanidade dos personagens se constrói nos detalhes e com delicadeza”, finaliza Andreato.
“Pra Você Lembrar de Mim” fica em cartaz no Teatro União Cultural, no bairro do Paraíso, próximo à estação Brigadeiro da Linha Verde do Metrô, entre os dias 13 de agosto e 03 de outubro, sexta-feira a domingo às 21h e às 19h. Os ingressos custam R$ 60,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pela bilheteria virtual Sympla. Nos dias 10 e 11 de agosto (terça e quarta-feira), a produção realizará dois ensaios abertos gratuitos, voltados ao público de baixa renda.
SERVIÇO:
Pra Você Lembrar de Mim
Data: 13 de agosto a 03 de outubro
Local: Teatro União Cultural – São Paulo (SP)
Endereço: Rua Mário Amaral, 209 – Paraíso (próx. a estação Brigadeiro do Metrô)
O Teatro União Cultural segue os protocolos de segurança e prevenção contra a Covid-19 determinados pela Organização Mundial da Saúde. É obrigatório o uso de máscara facial durante a estada no teatro e durante todo o espetáculo. Será realizada a aferição de temperatura antes da entrada no espaço. O teatro disponibiliza álcool em gel e cumpre as normas de sanitização determinadas pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
O pai expulsou o filho de casa por não aceitar a sua orientação sexual. Vinte anos depois eles se reencontram, o filho agora é uma drag queen e eles têm o tempo de uma vela se consumir para acertar as suas diferenças. Essa reconciliação acontecerá no espetáculo “A Vela”, que faz estreia nacional – e no formato virtual – no dia 19 de agosto (quinta-feira), às 20h30, na programação do Palco Instituto Unimed-BH em Casa. Com texto de Raphael Gama e direção de Elias Andreato, a montagem traz os atores Herson Capri e Leandro Luna, interpretando pai e filho. A transmissão será ao vivo e gratuita, pelos canais no Youtube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais), do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio) e da Pólobh (Polobhprodutora), e pelo Canal 264 da Claro TV.
“É uma felicidade poder estrear esse espetáculo e trazer este tema tão importante e sempre atual. A peça discute preconceito, acolhimento e a relação familiar de uma forma inteligente e sensível. Os preconceitos estão por aí, à nossa volta, o tempo todo. Convivemos, de uma forma ou outra, com pessoas conservadoras e até negacionistas. Acho que a arte tem o dever de abordar os temas que tocam e afligem a sociedade. O acolhimento às diferenças é um deles. As diferenças precisam ser discutidas. E a pandemia colocou isso ainda mais em evidência: sabemos que muitas pessoas se viram ainda mais acuadas, sofrendo violências de todos os tipos dentro das suas próprias casas, que eram para ser o lugar mais seguro nesse momento”, ressalta Herson Capri.
Créditos: Caio Gallucci
Na trama, o velho professor Gracindo, vivido por Capri, decide se mudar para um asilo, por conta própria, depois de se ver muito sozinho após o falecimento de sua esposa. Ele havia rompido relações com o filho há muito tempo, quando descobriu sobre sua orientação sexual, expulsando-o de casa. Prestes a se mudar, Gracindo precisa empacotar suas coisas e acaba revirando seu passado enquanto a falta de luz o obriga a acender uma vela. Porém, quem chega para ajudá-lo nessa mudança é Cadú, ou melhor, Emma Bovary, seu filho drag queen, vivida por Luna, que retorna para tentar fazer as pazes com seu velho pai e entender o que fez um homem tão culto agir de forma tão violenta. Mas Cadú, ou Emma, é categórico: eles têm apenas o tempo da vela que o pai acendeu se consumir para essa conversa se resolver.
“É uma história contada com delicadeza para que o espectador possa se identificar com os personagens. O nosso objetivo é mergulhar numa relação verdadeiramente teatral e humana. O teatro sempre será a arena necessária para debater todas as formas de preconceitos”, diz o diretor Elias Andreato.
Entre álbuns de fotos, livros clássicos, música e poesia, os personagens vão revirando o passado para entender o presente e enfrentar o futuro. Ambientada em uma casa com poucos móveis e algumas caixas, o elemento central em cena é uma janela, onde o tempo e os segredos são discutidos.
A peça é entremeada por trechos de famosos escritores e pensadores, com músicas que definiram gerações como Carpenters, Edith Piaf e Dalva de Oliveira. O drama, vivido entre pai e filho, pretende aproximar as questões pertinentes da sociedade contemporânea, levando o espectador a entrar em contato, de maneira sensível, com temáticas extremamente relevantes: as relações humanas e os preconceitos instaurados na estrutura social e familiar.
Créditos: Caio Gallucci
Para Leandro Luna, o espetáculo aborda as relações humanas e as feridas familiares que todos temos e nos identificamos. “É muito importante, principalmente nos dias de hoje, estarmos em constante discussão sobre as diferenças e estimularmos a tolerância e o respeito ao próximo. Vivemos tempos muito polarizados, onde o conceito de moral e conservadorismo tem alimentado a sociedade com discursos odiosos, segregacionistas, em vez de criar o diálogo respeitoso e democrático. Precisamos, por meio da arte, propor o discurso de temáticas que incentivem o respeito entre os indivíduos, principalmente, a partir do ponto de vista da educação familiar.”
Para a construção do texto, o autor Raphael Gama recorreu à percepção que teve ao constatar a dificuldade em dialogar com sua avó, uma mulher tradicional, com resistência para entender as mudanças que aconteciam na sociedade e o quanto a incompreensão familiar afetava as escolhas de vida das drag queens em geral. “Eu convivo com diversos artistas queers de São Paulo. Conheço pessoas que foram expulsas de casa e o fato dessa comunidade seguir sendo tão negligenciada e odiada, mesmo em meio à tanta informação, me fez querer falar do assunto no ambiente familiar e sobre a importância do diálogo como ferramenta de cura”, explica. Ele conclui: “A Vela não é sobre mocinhos e bandidos, não é sobre vítimas e vilões. É sobre algo que todos nós conhecemos intimamente. É sobre família e amor. Sobre erros humanos. Sobre conflito de gerações e de identidades. E a importância do diálogo em tempos tão odiosos. Mais do que falar sobre quaisquer tabus ou polêmicas, quando falamos sobre amor falamos sobre reflexão e cura.”
Ficha técnica:
Texto: Raphael Gama. Direção: Elias Andreato. Elenco: Herson Capri (Gracindo) e Leandro Luna (Cadú/Emma Bovary). Assistente de direção e produção: Rodrigo Frampton. Produção: VIVA Cultural e Luna Produções Artísticas. Iluminador: Cleber Eli. Contraregragem e Camarim: Renato Valente.
Duração: 65 minutos | Classificação etária: 14 anos.
Serviço
“PALCO INSTITUTO UNIMED-BH EM CASA” – 2ª TEMPORADA
Espetáculo “A Vela”, com Herson Capri e Leandro Luna – 19 de agosto (quinta-feira), às 20h30.
Gratuito | Transmissão ao vivo pelos canais no Youtube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais),
do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio) e da Pólobh (Polobhprodutora), e pelo Canal 264 da Claro TV.
A Noviça Mais Rebelde está comemorando 12 anos de sucesso com uma temporada popular no Teatro Renaissance. O espetáculo já circulou pelo Brasil fazendo mais de 650 apresentações e foi visto por mais de 400 mil pessoas. Só na cidade de São Paulo foram nove temporadas, nos teatros Renaissance, Raul Cortez e Santo Agostinho. No Rio de Janeiro foram quatro meses de temporada no Teatro Leblon.
Na peça, o ator Wilson de Santos dá vida à Irmã Maria José, uma freira que canta, dança e conta histórias do seu passado picante para interagir com o público enquanto aguarda a chegada da Madre Superiora, que lhe prometeu um número de destaque num espetáculo beneficente. A Noviça Mais Rebelde fará 8 únicas apresentações, de 01/08 à 19/09/2021, no Teatro Renaissance, aos domingos às 16h:00.
A Irmã Maria José é uma das personagens originais do musical “Noviças Rebeldes”, sucesso Off-Broadway chamado “Nunsense”, dirigido por Wolf Maia com a Cia Baiana de Patifaria. A Noviça Mais Rebelde é uma criação do próprio Wilson com ajuda do norte-americano Dan Goggin, autor de “Nunsense”. Na peça, a hilária freira que era renegada ao papel de contrarregra por não possuir talento – e por ter uma personalidade irreverente demais – volta tentando provar mais uma vez que sua fé pode conviver com as luzes dos holofotes e com os aplausos do público.
A comédia musical tem início quando a irmã Maria José se vê obrigada a entreter a plateia enquanto a Madre Superiora não chega para o show beneficente preparado para a noite. Improvisando jogos interativos e números musicais – todos retirados de lembranças hilárias do seu passado nada católico, antes de se converter à Igreja –, ela leva para o palco imitações e comentários sobre a vida no Brasil, num jogo direto com o público. Em pouco mais de uma hora, todos participam de um “bingo santo”, de um jogo de roleta e até de um número de cabaré. Em meio às apresentações, Irmã Maria José ainda encontra espaço para falar sobre sua vida, alternando poesia e humor ao narrar a transformação de uma “garota da vida” em uma freira católica.
Créditos: João Caldas
A Noviça Mais Rebelde estreou em 2009, em Campinas (SP). Wilson de Santos, que durante mais de dez anos fez grande sucesso em montagens da Cia. Baiana de Patifaria como “A Bofetada” e “Noviças Rebeldes”, já foi dirigido por nomes como Bibi Ferreira (Viva o Demiurgo), Jorge Takla (Vitor ou Vitória) e Charles Möeller (A Diabólica Moll Flanders). Na TV, viveu o camareiro do night club Copacabana em Kubanacan (novela de Carlos Lombardi com direção de Wolf Maya) e o personagem “Jojo”, em Duas Caras (novela de Aguinaldo Silva com direção de Wolf Maya).
Depois dos espetáculos Beethoven em Fá (para Menores) e 23 de setembro, transmitidos de forma online, o Espaço Cultural Bricabraque apresenta o monólogo Clareana, com texto e direção de Marcello Airoldi e interpretação de Dani Moreno em encenação presencial nos dias 26 e 27 de junho, sábado e domingo, em duas sessões, às 16 e 19 horas. Os ingressos já estão à venda na Sympla e custam R$ 30,00. Escrito há cerca de oito anos, o texto de Clareana foi refeito especialmente para a interpretação da atriz. “Quando a Dani me convidou para escrever uma peça em que atuasse para esse projeto do Brica Braque com produção da Priscila Prade, imediatamente pensei em reescrever o texto. Adaptei a dramaturgia, não mais com dois personagens e sim na voz de uma só mulher – a mãe de uma criança que é abusada pelo próprio pai.”
Clareana é uma menina que se suicida diante da mãe por não conseguir lidar com o abuso cometido pelo pai. A narrativa percorre a trajetória desta mulher contando seu passado até o tempo presente, quando decide ter condições e forças para dividir a história de sua vida e o ocorrido depois do ato. O abuso é um dos temas fundamentais da peça, entretanto o autor e diretor observa ser outra a questão mobilizadora da trama. “É a vida que a mulher levou depois de ter descoberto a violência sexual do próprio marido contra a filha. O fato de conseguir reelaborar os acontecimentos, após tantos anos, e contar ao público, expectador e testemunha de seu relato.” Marcello Airoldi tirou a ideia para o texto de uma história real contada por um amigo há muitos anos. A partir de duas imagens potentes – a morte trágica de uma moça e um homem que se embriaga ao beber Coca Cola -, construiu a dramaturgia da obra.
Créditos: Priscila Prade
A trilha musical, criação de Dugg Mont, é formada por sons que auxiliam a plateia a se situar como parte integrante do inconsciente da personagem e vivenciando o estranhamento do relato denso apresentado para o público. Assinado por Karen Brusttolin, o figurino é simples e artesanal, uma camisola, e remete à intimidade, à vida pessoal da personagem, despida de vaidade. A iluminação de Cesar Pivetti se relaciona diretamente com a personagem, quase como uma parceira de cena. Não realista, o cenário minimalista, comporta uma cadeira e um plástico negro de grandes dimensões sobre o qual a atriz pisa, se enrola e se movimenta. Parte da sonoplastia é feita com o barulho do plástico. “É quase uma dança f eita pela atriz com este adereço gigante e de aspecto obscuro”, diz Marcello Airoldi, observando que se trata de metáfora do inconsciente da personagem. “Há muita simplicidade e eficácia cênica no cenário. Ele auxilia Dani a compor e elaborar de forma mais clara para a plateia os elementos narrativos dessa dramaturgia.”
Aos 35 anos, Dani Moreno sabe o peso da responsabilidade de interpretar essa mãe que revela o motivo da filha ter se matado. A atriz pensava em fazer um monólogo só depois dos 50 anos. “Talvez, quem sabe, eu me sentisse preparada para contar uma história. Com o incentivo da Priscila, o texto e a direção do Marcelo Airoldi, não tinha como deixar esta oportunidade passar.” A atriz acredita que as mulheres, em geral, se identificam com este texto em algum momento. “A peça mexe com questões inerentes às mulheres em geral, a mulher na sociedade, a relação mãe e filha, mulher e homem, igreja; assuntos atuais que precisam ser abordados. Em algum grau toda mulher já sofreu algum tipo de abuso – sexual, moral ou psicológico. A mulher es tá muito vulnerável, infelizmente, mesmo hoje no século 21 a gente ainda precisa debater o tema.”
Dani conta que foi Priscila Prade quem deu o pontapé inicial do projeto. “A gente trabalha junto há quase dez anos. Ela é uma grande incentivadora do teatro. Mesmo no meio da pandemia, conseguiu aprovar vários projetos em editais e está apresentando em seu espaço. A realização deste projeto é da Priscila Prade”, diz Moreno, que terminou de gravar sua participação na novela Gênesis, da TV Record, com previsão de ir ao ar na primeira semana de julho.
Serviço
Espetáculo – CLAREANA
Dias 26 e 27 de junho , sábado e domingo, em duas sessões – às 16 e 19 horas. Espaço Cultural Bricabraque / Rua Dr Alberto Seabra 900 B / Vila Madalena. Whatsap – 11 96660 9120. Ingressos pelo Sympla. R$30,00 (preço único). Indicação de público-alvo e classificação indicativa. 14 anos.
De acordo com as determinações do Plano São Paulo para o Combate ao Coronavírus:
O Espaço atende com a quantidade reduzida de publico, de acordo com as determinações do plano São Paulo.
Assentos intercalados com distância permitida de 1,5 metros.
Obrigatório o uso de máscara durante todo o período do evento.
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