Marrom, O Musical uma homenagem a cantora Alcione estreia em São Paulo


Créditos: Caio Gallucci


Com quantas histórias se faz a vida de uma artista com 50 anos de carreira? Um simples ser humano pode contá-las ou seria preciso convocar uma entidade ao mesmo tempo sagrada e profana – quiçá um bando inteiro delas?

Como falar de Alcione sem falar do Maranhão? Impossível! Por isso, o que se verá no palco, é uma história triste que acaba em festa, a história do Boi revisitada, entremeada com a história dessa maranhense ilustre, que lá atrás foi apenas uma menina no meio de nove irmãos, filha de Filipa e João Carlos.

Alcione pode ser muitas: menina, mulher, uma loba, filha amorosa, musicista apaixonada, perseguidora de sonhos. De onde ela veio, qualquer criança sabe, desde sempre, a história do Boi. Aliás, ela e o Boi são ambos filhos do Maranhão – terra tão amada e muito cantada pela Marrom. E de lá vieram 4 quatro artistas para integrar ao elenco e boa parte dos mais de 300 figurinos também foram bordadas em São Luís, na Cooperativa Cuxá, numa parceria sócio-cultural promovida pelo Instituto Humanitas360.

Créditos: Caio Gallucci

Marrom, o Musical traz 23 atores e atrizes em cena, texto e direção de Miguel Falabella e como uma grande produção acaba movimentando não só a cena mas também a economia da cidade. São mais de 250 empregos diretos e indiretos gerados neste período desde a concepção até o fim da temporada que se inicia no dia 26 de agosto e vai até 07 de novembro, no Teatro Sérgio Cardoso, na região central de São Paulo.

O espetáculo pretende reafirmar o teatro como um ato de comunhão. Que vai fazer rir, chorar, cantar junto, se espantar, se emocionar, ser criança de novo, encontrar o desconhecido. “Vive bem quem sempre espera um gracejo”. Quem vier de olhos e braços abertos, vai certamente sair da plateia, depois das quase duas horas – pouco para contar e cantar tanto – como Alcione é com relação à vida e à arte: agradecida!

O ator e produtor Jô Santana, diretor da Fatto Produções, é o idealizador da “TRILOGIA DO SAMBA”, começando em 2016 com o musical “Cartola-O Mundo é um Moinho”, em 2018 com “Dona Ivone Lara-Um Sorriso Negro”, e encerrando em 2022 com “Marrom, o Musical.”

SERVIÇO:

Marrom, o Musical, espetáculo de Miguel Falabella
Estreia: 26 de agosto
Temporada: 26 de agosto a 07 de novembro
Sessões: De sexta a segunda-feira (sexta, sábado e segunda – 20:30, domingo – 17:00 com sessão extra às 16:00 de sábado, a partir de 03/09)
Local: Teatro Sérgio Cardoso

Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista

Valores: De R$ 80,00 a R$ 200,00 inteiras

De R$ 40,00 a R$ 100,00 meias
Ingressos à venda: Plataforma Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/74871/d/148103
Telefone: (11) 3288-0136
Classificação: Livre

Ney Matogrosso apresenta novo show na Vibra São Paulo


Créditos: Edu Deferrari


Aos 77 anos, Ney Matogrosso não para. O novo projeto “Bloco de Rua” começa nos palcos para só depois ganhar outros formatos. O repertório foi selecionado enquanto Ney excursionava com o show anterior e o seu critério não foi o ineditismo: “Não é um show de sucessos meus, mas quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez eu misturei coisas que já gravei com repertório de outras pessoas”, pontua Ney.

O set list revela a diversidade do repertório: “Eu quero é botar meu bloco na rua” (Sergio Sampaio), de onde saiu o título da turnê, “A Maçã” (Raul Seixas), “Alcool” (Bolero Filosófico), da trilha original do filme “Tatuagem” (DJ Dolores), “O Beco”, gravada por Ney nos final dos anos 80 (Herbert Vianna/Bi Ribeiro) e “Mulher Barriguda”, do primeiro álbum dos Secos e Molhados, de 1973 (Solano Trindade/João Ricardo), são algumas das músicas escolhidas por Ney.

Duas canções foram pinçadas do compacto duplo Ney Matogrosso e Fagner, lançado em 1975: “Postal do Amor”(Fagner/Fausto Nilo/Ricardo Bezerra) e “Ponta do Lápis” (Clodô/Rodger Rogerio). Outros dois clássicos que Ney nunca havia cantado, “Como 2 e 2” (Caetano Veloso) e “Feira Moderna” ( Beto Guedes/Lô Borges/Fernando Brant), também estão no roteiro.

Créditos: Edu Deferrari

O figurino, sempre aguardado com expectativa se tratando de um show de Ney Matogrosso, foi criado sob medida pelo estilista Lino Villaventura. Luiz Stein assina o cenário, composto por projeções, e Juarez Farinon a luz do espetáculo, com supervisão de Ney.

A banda afiada é a mesma que o acompanhou nos últimos 5 anos, reunindo Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes(trompete) e Everson Moraes (trombone).

Ney Matogrosso se apresenta na VIBRA São Paulo, no dia 26 de agosto. O show já tem ingressos disponíveis pela uhuu.com ou bilheteria da casa. Mais informações no serviço abaixo.

SERVIÇO

“BLOCO DE RUA” – NEY MATOGROSSO

VIBRA São Paulo (Av. das Nações Unidas, 17955 – Vila Almeida)

www.vibrasaopaulo.com

Classificação: Livre.

Ar-condicionado

Data: 26 de Agosto

Horário: 22h

Ingressos

A partir de R$60

Obs.: Confira legislação vigente para meia-entrada.

Canais de venda oficiais:

Uhuu.com – com taxa de serviço

https://tinyurl.com/tknymb8w

Bilheteria física – sem taxa de serviço

Vibra São Paulo

Segunda a sexta – 12h às 15h

Sábado e Domingo – Fechado (em dias de show, aberto das 14h até a hora do evento)

Formas de pagamento:

– Bilheteria da casa: dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito

– Site da Uhuu.com e outros pontos de venda oficiais: cartão de crédito

Cartões de créditos aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo

 

Disney disponibiliza novo trailer do live-action “PINÓQUIO”


Créditos: Disney Enterprises, Inc. © 2022 Disney Enterprises, Inc. All Rights Reserved.


O novo trailer, imagens e stills do live-action “Pinóquio” da Disney, que estreará no dia 8 de setembro no Disney+ Day, já estão disponíveis. O longa-metragem é estrelado por Tom Hanks, Benjamin Evan Ainsworth, Joseph Gordon-Levitt, Keegan-Michael Key, Lorraine Bracco, com Cynthia Erivo e Luke Evans.

O vencedor do Oscar® Robert Zemeckis dirige esta releitura em live-action da amada história do boneco de madeira que embarca em uma emocionante aventura para se tornar um menino de verdade. Tom Hanks estrela como Gepeto, o entalhador que constrói e cuida de Pinóquio (Benjamin Evan Ainsworth) como se ele fosse seu próprio filho. Joseph Gordon-Levitt é o Grilo Falante, que serve como guia e “consciência” de Pinóquio; a indicada ao Oscar® Cynthia Erivo é a Fada Azul; Keegan-Michael Key é João “Honesto”; a indicada ao Oscar® Lorraine Bracco é Sofia, a Gaivota, uma nova personagem, e Luke Evans é o Cocheiro. Também integram o elenco Kyanne Lamaya como Fabiana e Jaquita Ta’Le como sua marionete Sabrina, Giuseppe Battiston como Stromboli e Lewin Lloyd como Espoleta.

Além das amadas canções do clássico da animação, incluindo “When You Wish Upon a Star” interpretada por Cynthia Erivo, o filme apresenta canções originais compostas pelos indicados ao Oscar® Alan Silvestri e Glen Ballard (O Expresso Polar). A trilha sonora da Walt Disney Records estará disponível no dia 8 de setembro e está disponível para Pre-Save/Pre-Add.

O roteiro de “Pinóquio” é de Robert Zemeckis & Chris Weitz. Andrew Miano, Chris Weitz, Robert Zemeckis e Derek Hogue são os produtores do filme, com Jack Rapke, Jacqueline Levine, Jeremy Johns e Paul Weitz como produtores executivos.

Musical inédito traz canções de Roberta Campos e faz temporada no Teatro Viradalata


Créditos: Caio Gallucci


Inspirado no curta-metragem Nem Que Tudo Termine Como Antes, de Daniel Caselli e Mariana Martinez, o musical Tempo Certo é o primeiro espetáculo original do selo Circuito Off. Com canções de Roberta Campos – artista indicada ao Grammy Latino -, a peça traz no elenco Daniel Cabral, Éri Correia, Álvaro Real e Vanessa Mello. A idealização é de Daniel Cabral e Éri Correia, a direção artística e o texto são de Rafael Pucca, a direção geral é de Álvaro Real e a direção musical e arranjos são de Thiago Perticarrari. Tempo Certo faz temporada no Teatro Viradalata a partir do dia 3 de setembro, sábado, 21h.

A trama é um romance leve que conduz o espectador por reflexões sobre as relações líquidas que são estabelecidas nos dias de hoje. Passando-se numa metrópole, o enredo apresenta Cris e Duda, duas pessoas que partilham de uma conexão especial e fazem um acordo inusitado para tentar evitar as dores do fim da paixão. Além da dinâmica acelerada da cidade, a peça também aborda temas como as relações superficiais, os medos contemporâneos e a eterna busca por controle do tempo.

“Nós esperamos oito anos após o lançamento do selo Circuito Off para produzirmos um espetáculo ao vivo porque queríamos fazer de uma forma saudável e economicamente viável para todos. É fundamental para a economia criativa que os novos produtores, artistas e criativos tenham apoio de grandes patrocinadores para desenvolverem seus projetos e contarem novas histórias”, diz Álvaro Real, diretor geral do projeto e também integrante do elenco.

Os dois personagens são interpretados por todo o elenco, compondo quatro casais diversos. “O texto passou por diversas mudanças, mas a mais radical foi a de ter quatro atores interpretando dois personagens e revezando entre si. Um passo ousado que está valendo a pena”, diz Rafael Pucca. Para o diretor, os maiores desafios foram deixar a história clara, mesmo com tantas trocas e saltos temporais, e criar uma peça a partir de uma ideia já eternizada no audiovisual, cuidando de honrar sua origem, mas também deixá-la com uma marca autoral dessa nova produção.

“Eu sempre senti falta de mais produções autorais e me lembrei de um curta-metragem que eu tinha assistido uma vez e tinha me encantado. Chamei o Daniel pra entrar nessa comigo e ele abraçou a ideia na hora! Depois chamamos nossos amigos que também toparam de pronto e hoje temos em mãos esse presente que é o Tempo Certo”, diz Éri Corrêa, idealizadora da peça e que também está no elenco.

A peça é embalada por sucessos de Roberta Campos, cantora e compositora que se destacou nos últimos anos com mais de 200 composições, indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e outros destaques, como 19 canções em trilhas de novelas e o prêmio de Melhor Cantora de MPB no Prêmio Profissionais da Música de 2016. “Me sinto honrado por ter sido convidado para fazer a direção musical dessa peça ao lado de pessoas tão talentosas e queridas. Criar arranjos a partir das músicas da Roberta Campos foi uma responsabilidade e desafio imensos, assim como o prazer em ver o resultado disso tudo tomando forma”, diz Thiago Perticarrari, diretor musical e arranjador.

Em Tempo Certo, algumas das músicas da artista que foram rearranjadas para o espetáculo são De Janeiro a Janeiro, Minha Felicidade, No Tempo Certo das Horas e Sete Dias. Além disso, Roberta também compôs uma música inédita especialmente para o espetáculo, que conta com uma estética narrativa mais próxima a do teatro musical.

“Falar sobre o amor e sobre o controle do tempo não é nada fácil. O maior desafio é trazer a mesma sintonia para o mesmo personagem, interpretado por dois atores em multiversos diferentes. Estou muito feliz de ter pessoas incríveis trabalhando juntas para que essa história chegue para as pessoas e possa tocá-las de alguma maneira”, finaliza Daniel Cabral.

Serviço
Tempo Certo, o Musical
De 3 de setembro a 28 de novembro. Sábados, 21h; e domingos, 19h.
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). À venda pela Sympla ou na bilheteria do Teatro Viradalata.
Local: Teatro Viradalata| Endereço: Rua Apinajés, 1387. Perdizes – São Paulo (SP)
Capacidade: 273 lugares
Duração: 1h30 min
Classificação indicativa: 14 anos

Bilheteria
Horário de Funcionamento:
sábados – das 14h até 22h
domingos – das 14h até 20h

Dúvidas:
(11) 3868-2535
contato@teatroviradalata.com.br

Com Virginia Cavendish e Ana Cecília Costa,”Mary Stuart” estreia em São Paulo


Créditos: Priscila Prade


Em uma montagem moderna, vibrante e acessível ao grande público, o espetáculo MARY STUART traz a versão contemporânea dos bastidores da rivalidade histórica entre a rainha da Escócia Mary Stuart e a rainha da Inglaterra Elizabeth I, protagonizadas, respectivamente, por Virginia Cavendish e Ana Cecília Costa. Com direção de Nelson Baskerville, a peça gira em torno da famosa disputa de poder entre as monarcas e estreia para público dia 19 de agosto de 2022 no Teatro do SESI-SP. Trata-se da adaptação de Mary Stuart, obra clássica do teatro alemão (escrita por Friedrich Schiller), feita por Robert Icke e traduzida por Ricardo Lísias. Esta montagem aconteceu em Londres, em 2017, onde obteve estrondoso sucesso.

Na pesquisa inicial para a encenação, o diretor dirige seu olhar para o universo dark medieval das histórias de reis e rainhas. “O contraste claro/ escuro na iluminação e nas cores dos cenários remete ao cinema noir; assim como a luz indireta, ao expressionismo alemão”, diz. A proposta de Baskerville é fazer com que o texto de 1800 se comunique de forma contemporânea com o público de hoje, provocando identificação, no sentido de se fazer reconhecer em uma trama de poderosos do hemisfério Norte nossa própria história e mazelas. “A intenção é trazê-la para os dias de hoje, mantendo alguns elementos clássicos como coroas e vestimentas, sem prejuízo de sua essência e ao mesmo tempo tentar faze r com que nos reconheçamos dentro desse mundo com suas injustiças e disputas acirradas de poder”.

Créditos: Priscila Prade

No cenário, dois ou mais níveis vão proporcionar a ideia do poder e seus ‘degraus’, “embora tanto o palácio de Elizabeth como a masmorra de Mary Stuart retratem a mesma prisão observa Nelson: “É interessante notar que as duas rainhas estão aprisionadas – Mary em sua masmorra e Elizabeth em seu mundo cercado de homens que tentam submetê-la às suas regras”. Atores estarão em cena praticamente o tempo todo para criar o clima constante de que ninguém nesse lugar estará sozinho, mesmo que pense que sim; pessoas escutam através das paredes e tramam. Na música, o diretor conta que “a inspiração inicial é a de Rick Wakeman e sua clássica obra As Seis Mulheres de Henrique VII, álbum icônico dos anos 1970, onde o compositor lançando mão de outro gênio, Bach, dedica uma música para cada uma das mulheres do rei; e sabemos que uma das homenageadas nessa obra é Ana Bolena, casada com Henrique, decapitada por ele e mãe de Elizabeth de nossa peça”.

Ficha Técnica:

Adaptação: Robert Icke Tradução: Ricardo Lísias. Direção artística: Nelson Baskerville Elenco: Virginia Cavendish, Ana Cecília Costa, Chris Couto, Genézio de Barros, César Mello, Fernando Pavão, Joelson Medeiros, Iuri Saraiva, Fernando Vitor, Alef Barros, Letícia Calvosa.

Cenografia: Marisa Bentivegna. Figurinos: Marichilene Artisevskis. Iluminação: Wagner Freire. Trilha Sonora: Daniel Maia. Direção de Imagem e Videomapping de André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo). Ilustrador: Luciano Feijão. Adereços: Marcela Donato.

SERVIÇO

MARY STUART – Teatro do SESI-SP. Avenida Paulista, 1313. Temporada: de 19 de agosto de 2022 até 27 de novembro de 2022. Quintas, sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 19h. Reservas gratuitas pelo Meu Sesi (www.sesisp.org.br/eventos). Recomendação etária – a partir de 14 anos. Duração – 110 minutos. Pré-estreia para convidados – dia 18 de agosto.

Bendita Trupe propõe ‘antropofagização contemporânea’ em DESMASCARADOS


Créditos: Maria Clara Diniz


No Centenário da Semana de Arte Moderna, a Bendita Trupe presta uma homenagem a Oswald de Andrade (1890-1954), realizando uma desconstrução de O Rei da Vela. O resultado desta pesquisa cênica é DESMASCARADOS, uma (des)homenagem aos Reis da Vela do século XXI. Com direção de Johana Albuquerque, o espetáculo estreia no dia 18 de agosto no Teatro de Contêiner, onde segue em cartaz até 18 de setembro, com temporada de 5ª a domingo.

O elenco de criadores é composto pelos atores Marcelo Villas Boas, Vera Bonilha, Joca Andreazza, Fernanda Dumbra, Luciano Gatti, Cris Lozano, Sérgio Pardal, Pedro Birenbaum, Silvia Suzy, Jaime Branco, Ma Reys e Lisi Andrade. Completa a equipe em cena, 05 jovens atores que se destacaram no processo formativo como colaboradores bolsistas, contrapartida do Fomento, Lei Municipal que subsidiou o projeto.

Como seria “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade, caso ele o escrevesse nos dias atuais? Para responder a tal pergunta, a Bendita Trupe trabalhou com a criação de cenas a partir de fontes documentais, em processo colaborativo. As cenas surgem de um cruzamento entre os materiais modernistas, o ideário oswaldiano, um olhar sobre a peça e os acontecimentos que atravessam a todos em 2022. É dessa mistura e desta colaboração coletiva que surge este novo texto, DESMASCARADOS, que é construído no corpo dos atores.

Créditos: Maria Clara Diniz

Ainda sobre esse esforço de “comer” a obra oswaldiana, a diretora e idealizadora do projeto Johana Albuquerque acrescenta: “A ‘devoração’ parte do conceito de se alimentar de referências “de fora” para fortalecer “dentro”, e a desconstrução que estamos realizando surge exatamente deste lugar: olhar para um Brasil sem empatia e sem máscaras, numa linguagem debochada e demolidora – assim como fez Oswald de Andrade – mas agora com as nossas palavras, com foco no contemporâneo.”

DESMASCARADOS pode ser visto como um espetáculo em camadas, um panorama lúdico e ácido que faz o público rir, constrangedoramente, diante do que nos tornamos depois que a ‘elite da barbárie’ tomou as rédeas do país. O que ressoa da longa investigação da Bendita Trupe sobre o legado modernista e o ideário oswaldiano é a constatação de que os princípios da exploração despudorada que domina o nosso cotidiano não advêm de agora, e sim desde que conquistadores, donos do mundo e fabricantes de impérios dominaram as terras brasileiras em nome de suas majestades reais.

Serviço
Desmascarados – Uma (des)homenagem aos Reis da Vela do século XXI
Temporada: 18 de agosto a 18 de setembro, de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h.
Teatro de Contêiner – Rua dos Gusmões, 43, Luz
Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)
vendas online no Sympla
Classificação: 12 anos
Duração: 140 minutos
Capacidade: 80 lugares