Mãe Só Há Uma ganha prêmio do Teddy Award em Berlim




Mãe Só Há Uma foi premiado no Teddy Award, que contempla os melhores filmes com temática LGBT no Festival de Berlim. O longa de Anna Muylaert ganhou o prêmio concedido pela revista Männer Magazin. Confira a justificativa do júri:

“Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert, conta uma história tocante, inteligente, engraçada e perfeitamente queer sobre identidade e famílias – as que escolhemos e as que nos escolhem. O filme fala de gênero e sexualidade de forma muito humana e leve. Seu elenco maravilhoso, liderado pelo belo Naomi Nero e a ótima Daniela Nefussi, nos fez rir, chorar e pensar ao mesmo tempo. Nós prevemos que o público ao redor do mundo vai acolher e amar esse filme tanto quanto nós. Parabéns a todos os envolvidos na produção de Mãe Só Há Uma por esse trabalho espetacularmente bem feito”.

ESTREIA ADIADA : ¡QUE VIVA EISENSTEIN! – 10 DIAS QUE ABALARAM O MÉXICO




Indicado ao Urso de Ouro na edição de 2015 do Festival de Berlim, ¡QUE VIVA EISENSTEIN! – 10 DIAS QUE ABALARAM O MÉXICO teve sua data de estreia adiada nos cinemas de São Paulo. Uma nova data de estreia será divulgada em breve. Concebido pelo visionário cineasta britânico Peter Greenaway, a produção – cujo título em português remete à obra inacabada de Sergei Eisenstein, “Que viva México!”, reconstrói como teriam sido os dez dias que o mestre do cinema soviético passou na cidade de Guanajuato, no México.

Greenaway, reconhecido por filmes como “O Livro de Cabeceira”, “O Cozinheiro, o Ladrão, Sua mulher e o Amante”, “O Bebê Santo de Macon” e “Afogando em Números”, ao falar sobre o filme aqui conta como descobriu a obra de Eisenstein aos 17 anos, a explorou em suas várias facetas e como seu olhar sobre o cinema mudou a partir da obra do cineasta russo.

Ele levanta ainda a hipótese da viagem ao México ter sido um divisor de águas na carreira de Eisenstein, e analisa as mudanças na forma de filmar nos filmes pré e pós México.

Greenaway nos conta o que essa viagem teve de tão fascinante para mudar tão radicalmente um gênio do século XX e questiona a relação entre realidade e ficção – respondendo parte da crítica que acusou o filme de ser pouco fiel à História tida como real.

Considerado como o filme mais polémico da Mostra de SP 2015 pelo jornal Folha de SP, foi também considerado pela revista francesa Le Nouvel Observateur como “um dos mais belos filmes dedicados ao cinema”.

Sinopse

Em 1931, o cineasta soviético Sergei Eisenstein, recentemente rejeitado por Hollywood e sob crescente pressão para retornar à Rússia stalinista, chega à cidade mexicana de Guanajuato. O filme de Peter Greenaway explora a mente do gênio criativo ao focar dez dias apaixonados, repletos de temores e desejos de amor, sexo e morte, que ajudaram a moldar o restante da vida e da carreira de um dos maiores mestres do Cinema.





Ficha técnica

Eisenstein in Guanajuato | 2015 | Holanda, México, Finlândia, Bélgica, França | Biografia/Comédia | 105 min.

Direção: Peter Greenaway

Elenco: Elmer Bäck, Luis Alberti e Maya Zapata

Distribuição: Esfera Filmes

Previsão de lançamento: a definir

‘AMOR EM SAMPA’ ESTREIA DIA 28 DE JANEIRO NOS CINEMAS!




Comédia romântica reúne grande elenco com histórias de amor e sonho que se conectam na metrópole

Bruna Lombardi, Rodrigo Lombardi, Eduardo Moscovis, Tiago Abravanel, Miá Mello, Mariana Lima, Marcello Airoldi, Letícia Colin e Bianca Müller chegam aos cinemas no dia 28 de janeiro de todo o Brasil com AMOR EM SAMPA, dirigido por Carlos Alberto Riccelli e Kim Riccelli — que também atuam no filme.

A comédia romântica, com roteiro de Bruna Lombardi, retrata cinco histórias de amor e de sonhos que se entrelaçam, percorrem a intimidade das relações e mostram como todos estão conectados nessa grande rede da cidade. AMOR EM SAMPA fala não apenas de amor, mas também dos sonhos e da força de vontade, a força motriz que move a cidade e as pessoas”, explica Bruna. A atriz e roteirista usou o humor para contar as histórias de cada um dos personagens, que se conectam e trazem temas como superação, sonhos, idealismo e amor. Tudo isso tendo como cenário — e até personagem — a capital paulista, que emprestou sua grandiosidade e lugares emblemáticos para o desenrolar da trama.

Quem leva o espectador para a divertida viagem de AMOR EM SAMPA é o taxista Cosmo (Carlos Alberto Riccelli), que largou o trabalho no escritório e se apaixonou pela vida percorrendo as ruas da cidade. Ele será uma das pessoas que ajudarão o publicitário Mauro (Rodrigo Lombardi, em seu primeiro longa metragem), a colocar em prática uma campanha de transformação na capital, que a torne um lugar com mais respeito, gentileza e amor entre as pessoas. Para concretizar esse sonho, ele busca o apoio de Aniz (Bruna Lombardi), uma empresária moldada pela frieza das corporações, mas que conserva um lado sensível em sua visão de mundo. Aniz vai viver uma relação de confronto e jogo com o ambicioso Lucas (Eduardo Moscovis), um empresário que se depara com uma paixão inesperada.

Nos encontros de Amor em Sampa, Mauro vai conhecer e se interessar por Tutti (Mariana Lima), uma estilista famosa que acaba de enfrentar um divórcio e não acredita mais no amor.  Seu assistente, o super fashion Raduan (Tiago Abravanel) tem outro problema: ele está para casar com o tímido Ravid (Marcello Airoldi), que terá de superar obstáculos para assumir seu relacionamento.

Entre o mundo da moda e os palcos, estão as amigas Mabel e Carol (Letícia Colin e Bianca Muller), duas jovens aspirantes a atriz, que sonham com a fama e o sucesso, e quando menos esperam, se veem em uma aventura com o diretor de teatro Mateus (Kim Riccelli). Quem também quer a fama é a espevitada modelo Lara (Miá Mello), que veio do interior com a amiga Gisnelly (Carol Portes) para arrumar um marido rico em São Paulo e seduz Cosmo, aproveitando de sua boa vontade.

A música também tem papel de destaque em AMOR EM SAMPA  Em algumas cenas, o elenco solta a voz e os personagens contam suas histórias em canções cheias de humor escritas por Riccelli e Bruna.





São Paulo, personagem e cenário do filme, emprestou endereços icônicos para as locações, entre eles Sala São Paulo, Jockey Club, SESC Pompéia, Parque Ibirapuera, Bienal, Avenida Paulista, Faria Lima, Metrô e Cinemateca, entre outros lugares com um olhar  novo e vibrante da cidade. AMOR EM SAMPA é a terceira coprodução da Pulsar Cinema e Coração da Selva, e terá distribuição pela Elo Company.


ANIMAÇÃO ‘MASHA E O URSO’ AGORA EM DVD




Sucesso mundial entre a criançada chega às lojas como opção de presente de Natal

Transmitida em mais de 100 países e com mais de 550 milhões de visualizações YouTube (canais americano e russo), a primeira temporada da série de animação russa ‘MASHA E O URSO’ (Маша и Медведь, no original), a nova febre do momento entre a garotada, chega ao mercado de vídeo brasileiro pela Focus Filmes.

Vencedora do ‘Kidscreen Awards 2015’ na categoria de melhor animação, a primeira temporada completa da série será lançada no Brasil divida em 3 DVDs, sendo que os dois primeiros volumes chegaram às lojas este mês, e o terceiro está marcado para o primeiro semestre de 2016. Produzida pela ‘Animaccord Studios’, o desenho é sensação em vários países no mundo, incluindo Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Dinamarca e Austrália, e no Brasil o sucesso também foi garantido em suas exibições nas TVs pagas, em canais como ‘Cartoon Network’ e ‘Boomerang’.

Por trazer conteúdo recomendada para toda a família, tratando de assuntos do dia a dia de forma educativa, o animado passou também a ser exibido na TV Cultura, ganhando dois horários na programação infantil do canal aberto. Cada episódio apresenta à garotada de forma inteligente e engraçada temas como amizade, liberdade de criatividade, a inquietação e as habilidades básicas da criança.

Baseada em um conto de fadas do folclore russo, a história nos apresenta Masha, uma menina atrapalhada e inquieta que vive em uma floresta e adora brincar. Certo dia, ela conhece o pacato Urso, um animal de bom coração, que vai ter seu mundo tranquilo virado de cabeça para baixo quando sua nova amiga entra em cena.

A lebre, o esquilo, o panda, o tigre, o pinguim, a ursa e uma clássica dupla de vilões formada por dois lobos – um bobo e outro astuto – também vivem nessa floresta que sempre será repletas de muitas aventuras, já que cada episódio tem seu próprio enredo e são independes dos outros. Além disso, o seriado é repleto de canções, todas originais.

Criada com a tecnologia CGI 3D, feita totalmente por computação gráfica, ‘MASHA E O URSO’ é um grande sucesso na TV e na internet, seu site oficial recebe até 80 mil visitantes diários e o perfil do desenho no Facebook conta com mais de 3.700.000 de seguidores.

A Focus Filmes espera que o sucesso da TV e da internet se repita também no mercado de vídeo. “Acreditamos que o desenho ‘Masha e o Urso’ agrade em cheio as crianças de nosso país, e também as famílias como um todo. Pois em cada país que tem sido lançado a aceitação é enorme e consequência disso é o sucesso que se transforma em números impressionantes em todos os segmentos”, afirmou Afonso Fucci, diretor de marketing da distribuidora. “Esperamos que estes dois primeiros DVDs que foram elaborados com muito carinho e os outros que estão por vir tragam muita alegria à criançada”, completou.

Os dois primeiros volumes dos DVDs de ‘MASHA E O URSO’ podem ser adquiridos em livrarias, magazines, lojas de brinquedos e sites, vendidos pelo preço sugerido de R$16,90 a unidade e trazendo um quebra-cabeça diferente de brinde em cada edição.

EPISÓDIOS DVD VOL.1 E VOL.2

VOLUME 1
01. Como Eles se Conheceram
02. Não Acordar Até a Primavera
03. 1,2,3 Acenda a Árvore de Natal
04. Pegadas de Animais Desconhecido
05. Os Lobos
06. Dia de Geleia
07. Primavera Para o Urso
08. Fui Pescar
09. Me Ligue Por Favor

VOLUME 2
01. Aprendendo a Patinar
02. Primeiro Dia de Aula
03. Entrada Proibida
04. Pique-esconde não É Para Fracos
05. Cuidado
06. Priminho
07. Melhoras
08. Receita Para o Desastre

‘PIADEIROS’ DE GUSTAVO ROSA DE MOURA ESTREIA DIA 19/11




Depois de percorrer mais de 40 cidades localizadas nos lugares mais remotos das cinco regiões do Brasil – e de Portugal –, ouvindo piadas, histórias e causos bem-humorados, o diretor Gustavo Rosa de Moura lança no dia 19 de novembro, em circuito comercial, “Piadeiros”. Este é o terceiro documentário do cineasta que também dirigiu “Cildo” (2010) e “Consideração do poema” (2012). Gustavo atualmente finaliza “Canção da Volta”, seu primeiro longa-metragem de ficção. 

Foto: Divulgação
Um autêntico road movie da risada, o filme revela uma pesquisa itinerante por piadeiros não profissionais em todo o país. Nele, encontramos gente boa de contar piada nas ruas, praças, bares e mercados. Gente a quilômetros de distância dos holofotes dos palcos e da televisão. Gente que, além de interessante, tem o especial talento de fazer os outros rirem apenas contando uma piada. Gente, talvez, um tanto em extinção.
Sem recorrer a teorias, teses ou julgamentos, o documentário não deixa de ser também uma investigação sobre oralidade e humor brasileiros, bem como sobre diferenças regionais, tabus e preconceitos.
O filme, que teve world première na 39° Mostra Internacional de São Paulo, revela o processo de busca do diretor e da equipe de filmagem, incluindo fracassos, dificuldades e acasos para achar os tais piadeiros. E como a ideia sempre foi – para além de rir – observar as particularidades do contar de cada um deles, o diretor optou por não editar internamente as piadas, evitando assim qualquer alteração de conteúdo, ritmo ou jeito de narrar. Tudo que está lá está exatamente como foi dito, como foi contado.
Segundo o diretor, o documentário é muito mais o retrato de um processo do que uma antologia de boas piadas, mesmo sendo um filme bem engraçado e divertido. “Não é fácil chegar com uma câmera diante de alguém e pedir para que conte uma piada. As melhores piadas surgem meio do nada, em situações espontâneas, que são difíceis de capturar com uma câmera. É completamente diferente de um depoimento convencional. Mesmo assim, conseguimos alguns resultados bastante orgânicos, de rolar de rir”, observa.
É o caso de personagens como Araújo – que vende cachaça no mercado de Belo Horizonte –, um sujeito simpático e mineiríssimo que deixa as piadas saírem naturalmente no meio da conversa, uma atrás da outra, sem anunciar nem pedir licença. Há também vários outros ótimos piadeiros como Brother, Ney, Adão e os meninos de Bujaru, todos muito autênticos, simpáticos e divertidos.
Por fim, o filme vai a Portugal em busca das origens disso tudo.


“Piadeiros” é uma realização da produtora Mira Filmes e conta com a distribuição da Espaço Filmes.

Crítica: Os Olhos Amarelos dos Crocodilos




Por Gabriel Antoniolli

Primeira cena (ou uma das primeiras): um diálogo frio demais. “Se é assim, não volta mais. Vá embora”. “Ok, e quem vai cuidar das minhas plantas?”.

É nesse ritmo que Os Olhos Amarelos dos Crocodilos (2014) começa. Frio, eu achei. Num primeiro momento, inclusive, suspeitei que os atores não eram bons o suficiente para expressarem a dor e a melancolia do momento decisivo de um divórcio. Engano. Mais que isso: retratação de um relacionamento desgastado. Fazia sentido.

Jo (Julie Depardieu), uma das partes do divórcio, não me atraiu de cara. Fria, jeito meio bobo e aparentemente surpresa o tempo todo. Depois me ganhou com sua bondade. É irmã de Iris (Emmanuele Béart), bem casada há não sei quantos anos e com um filho que ela mal liga. Ligar, mesmo, só para dinheiro e fama, como ela mesma chega a assumir em um momento do filme.  ​​​

​(Foto: divulgação)
Logo que Jo se separa, Iris tenta a consolação. Porém, nem dentro de casa Jo tem apoio: sua filha Hortense (Alice Isaaz) praticamente odeia sua mãe, jogando nela toda a culpa pela separação e proclamando palavras de pura raiva e desprezo contra a progenitora. Entendi que seria um momento complicado para uma adolescente de 15 anos, então dei um desconto. A mãe então continua seu trabalho – é pesquisadora e está escrevendo uma tese a respeito da Idade Média. Iris, com suas papilas gustativas sedentas pela fama e pela popularidade, arruma um esquema: usar a tese de Jo para escrever um livro de ficção. Quem escreveria o livro? Jo, claro.

Essa é basicamente a sinopse desse longa francês​ (em um de seus elencos)​ que me fez refletir e me emocionar em larga escala, por uma série de fatores.

A brevidade da vida é uma coisa surreal. Nos acostumamos ao que já está acostumado – cotidiano, amigos, família, casa, trabalho, esposa/marido. Esquecemo-nos que um dia as coisas mudam, e mudam mesmo. Por mais leve que seja o tom de Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, percebemos o trág​​ico em meio à comédia. percebemos o drama em meio às melosidades. E que toda a efemeridade faz muito mais sentido quando aproveitada da melhor forma possível, o que nem sempre vimos no filme. Receio e falta de atitude nem sempre leva a algum lugar; mentiras e falsas posições também não.

Logo pouco antes do fim, um abraço acalentou a tomada praticamente final. E isso valeu bem​. Um abraço ao final sempre melhora as coisas, ainda mais quando é sincero.