CIDADE CINZA É LANÇADO NO iTUNES COM AÇÕES PARA DIA DO GRAFFITI




Documentário que acompanha a trajetória de grafiteiros brasileiros como OsGemeos, Nina e Nunca, com trilha sonora de Criolo e Ganjaman, o lançamento promove eventos em homenagem ao dia Graffiti, data que foi criada e depois revogada, em São Paulo. 
A O2 Play lança, no próximo dia 27 de março, no iTunes, o filme “Cidade Cinza”. Dirigido por Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, Cidade Cinza retrata a história de um dos principais grupos de arte de rua de São Paulo e sua disputa por espaço com uma cidade brutalista e cimentada. Produzido pela Sala12, filmado durante seis anos, “Cidade Cinza” acompanha o trabalho de artistas reconhecidos internacionalmente, como OsGemeos, Nunca, Nina, Ise, Finok, Zefix, entre outros, e seu impacto visual na cidade de São Paulo. 


O lançamento será cercado de diversos eventos que prestam uma homenagem ao dia do Graffiti, que vigorou como data oficial na cidade de São Paulo até ser retirada do calendário do município pelo então prefeito Gilberto Kassab, por conta da lei Cidade Limpa. 
“Hoje é quase um pedido de respeito. O Dia do Graffiti foi criado em homenagem ao Alex Vallauri, um dos pioneiros da arte de rua no Brasil, morto em 27 de março de 1987”, conta Marcelo Mesquita, diretor do filme. “Seria muito significativo se o prefeito Fernando Haddad reestabelecesse essa data no calendário da cidade”, pede. A comemoração foi estabelecida em 2004, pela então prefeita Marta Suplicy, antes de ser revogada por Kassab. No âmbito nacional, o então deputado federal Fabio Feldmann (PSDB/SP) chegou a criar um projeto de lei estabelecendo a data, ainda nos anos 1980, mas a proposta acabou sendo engavetada.
A polêmica envolvendo a data dialoga perfeitamente com o tema retratado em “Cidade Cinza”. “Mais do que um filme de graffiti, ‘Cidade Cinza’ é um filme sobre e para São Paulo. É o retrato de uma cidade onde a miopia cultural e a completa falta de planejamento urbano imperam”, diz Mesquita “Artistas como Osgemeos, Nina, Nunca e Criolo criaram um universo único, cada um a seu estilo, mas com uma poesia prima e não menos paulistana”, explica.
“Cidade Cinza” foi exibido no maior festival de documentários da América Latina, o “É Tudo Verdade” em abril de 2013 e foi sucesso absoluto de público. Fez também parte da seleção oficial do 29º Festival de Varsóvia (Polônia), do festival Films du Monde, realizado em Montreal (Canadá), do Festival de Zurich (Suíça), e do DOCNYC, festival norte americano que tem Joe Sacco e Michael Moore entre os organizadores. Em outubro de 2013, foi exibido ainda na 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em uma sessão gratuita realizada no vão livre do MASP – Museu de Arte de São Paulo, com lotação esgotada com mais de 1000 pessoas presentes.



Financiamento Coletivo e distribuição“Cidade Cinza” é uma produção independente, que levou sete anos para ser realizada. Após esse longo processo, e com o filme pronto, o sonho dos realizadores era que o filme fosse distribuído nos cinemas de todo o Brasil. Para tal, a produtora precisaria ter recursos para investir na comunicação e divulgação do projeto, assessoria, estreia, cópias etc., a fim de que o filme pudesse atingir as exigências e interesses do mercado exibidor do Brasil. 
Como não conseguiram captar todos os recursos necessários via Lei de Incentivo, os produtores de Cidade Cinza optaram por abrir o projeto para o Crowdfunding, em julho, e tiveram 60 dias para captar o valor pedido no esquema “tudo ou nada. A campanha encerrou no dia 13/09 com o resultado final de R$98.778 captados através de 530 apoiadores – e ultrapassou em 19% o valor estipulado com meta.
Nos cinemas, “Cidade Cinza” foi o primeiro filme distribuído pela O2 Play – braço da O2 Filmes com foco para distribuição em cinema, em parceria com a Espaço Filmes, de Adhemar de Oliveira. “A Espaço Filmes e a O2Play reconheceram a importância e a força do projeto em um momento crucial para nossa equipe”, ressalta Marcelo Mesquita. “É com muito orgulho e graças a essas pessoas que hoje podemos afirmar que estaremos nos principais cinemas do Brasil”, comemora.
“Colocar o filme à disposição nas plataformas de Video On Demand, como o iTunes, é uma maneira de fazê-lo alcançar ainda mais espectadores”, explica Igor Kupstas, diretor da O2 Play. “Muita gente pediu o filme pelas redes sociais mas não foi possível atender este público nos cinemas – finalmente chegamos ao Brasil todo”.
Eventos da Semana do GraffitiEntre os eventos gratuitos em homenagem ao Dia do Graffiti, destacam-se ações na periferia de São Paulo, como a realizada em uma praça no bairro de Perus, com abertura de Dede do Quilombaque e exibição gratuita do filme, seguida de bate papo com os diretores e “Cidade Cinza”, mediado pelo grafiteiro conhecido como Bonga. Ou mesmo a exibição que será realizada paralelamente à exposição de shapes de skate grafitados por diversos artistas da zona Sul de São Paulo e um live paint com alguns grafiteiros no Centro Cultural Monte Azul. Após a exibição, haverá uma roda de conversa com os diretores Marcelo mesquita e Guilherme Valiengo, e dois grafiteiros. 
Veja a lista completa, abaixo:
Sábado, 22 de março – 19hExibição do filme “Cidade Cinza” e lançamento do livro Graffiti em SP de Antonio Eleison Leite. Após a exibição, bate papo dos diretores Marcelo mesquita e Guilherme Valiengo com grafiteiros da região.
Local: Centro Cultural Pombas UrbanasEndereço: Avenida dos Metalúrgicos, 2100 – Cidade Tiradentes – São Paulo / SP

Domingo, 23 de março – 19h
Abertura com Dede do Quilombaque, exibição do filme “Cidade Cinza” em praça pública, seguida de bate papo com os diretores Marcelo mesquita e Guilherme Valiengo, mediado por Bonga, grafiteiro.
Local: Praça Inácio Dias – na frente da estação CPTM de PerusEndereço: Praça Inácio Dias, s/n

Terça-feira, 25 de março – 19h30 
Exibição dos filmes “Grafitti Dança” (curta metragem) e “Cidade Cinza”, na área externa do teatro, seguida por uma roda de conversa com a Nene Surreal (grafiteira), Agner Rebouças (convidado do Coletivo Grafitte com Pipoca de grafitte e audiovisual) e os diretores de “Cidade Cinza”, Marcelo mesquita e Guilherme Valiengo. 
Local: Teatro Clara Nunes do Mad – Movimento do Audiovisual de Diadema e Ponto de Cultura Cine Eldorado Endereço: Rua Graciosa, 300 – Praça em frente ao Centro Cultural Diadema

Quarta-feira, 26 de março – 19h 
Exibição de “Cidade Cinza”, seguida de bate-papo sobre o grafite como intervenção urbana e ferramenta de inclusão social. Na mesa, além dos diretores do filme, Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, estarão presentes um educador da casa e o grafiteiro e arte-educador Dingos Del Barco, que mora e atua na região.
Local: Casa de Cultura e Cidadania de Osasco Endereço: Rua Dr Miguel de Campos Junior, S/N, Colinas D’Oeste – Osasco (travessa da Av João Ventura dos Santos, altura do 1500, próximo à Igreja Católica Santa Terezinha).

Quinta-feira, 27 de março – 19h 
Exibição do filme “Cidade Cinza”, (local utiliza furgão movido a energia solar, com equipamento de projeção tanto para lugares fechados, como ao ar livre), seguida de bate-papo sobre o grafite como cultura e intervenção social na Baixada do Glicério e no bairro do Cambuci. Na mesa, além dos diretores Marcelo mesquita e Guilherme Valiengo, estarão Luis Birigui, grafiteiro e morador do Cambuci, além de arte-educador na Cooperglicério e Roger Itokazu, da Rede de Moradores do Cambuci, coletivo que está pensando novas atividades e intervenções para o bairro, como recuperação e ocupação de praças e espaços públicos, o grafite como intervenção artística no espaço público, a criação de redes de colaboração no bairro etc.
Local: EMEI Regente Feijó Endereço: Rua Dom Duarte Leopoldo, s/n – em frente à casa de nº 270

Sexta-feira, 28 de março – 18h
Apresentação de grupos musicais Coletivo Feira cultural, maracatu e percussão Versos em brisa (rap), Morfina (rap) Chambs, Os C.O.N.G.S / Davila Magros.(E.R CREW), Nego puma (batalha da TSP), Zudao (FC3) e exibição em praça pública do filme “Cidade Cinza”, seguida de conversa com diretores e militantes da cultura do graffiti de Taboão da Serra.
Local: Praça Nicola Vivilechio, s/n, Taboão da Serra.

Sábado, 29 de março – 18h
Exibição do filme “Cidade Cinza” em paralelo à exposição de shapes de skate grafitados por diversos artistas da região e um live paint com alguns grafiteiros. Após a exibição, haverá uma roda de conversa com os diretores Marcelo mesquita e Guilherme Valiengo, e dois grafiteiros mediada pelo Diko. 
Local: Centro Cultural Monte Azul Endereço: Av. Tomás de Souza, 552 – Jd. Monte Azul

Domingo, 30 de março às 18h 
Exibição do filme “Cidade Cinza” no Minhocão

Trilha sonora
Um dos destaques de “Cidade Cinza” é a trilha sonora produzida por Daniel Ganjaman, além de “Doum”, música inédita especialmente composta pelo rapper Criolo para o filme. “Recebemos a música com o filme já pronto, e tivemos que entrar novamente na ilha de edição para mudar o final, tamanha a sua força”, revela o diretor. “A letra é um soco no estomago, e transforma o Criolo de certa forma em um dos protagonistas do filme”.
Junto ao lançamento de “Cidade Cinza” nos cinemas, a produtora Sala12 lançou, ainda, o clipe de “Doum”, dirigido por Marcelo Mesquita e Peppe Siffredi:http://www.youtube.com/watch?v=aIGYh-B0oy0
Sinopse“OsGemeos, Nunca e Nina são artistas famosos no mundo todo por seu estilo de grafite. No exterior, suas obras são expostas em museus e galerias. Em São Paulo, sua cidade de origem, os seus grafites são pintados de cinza pela prefeitura. Ao som da trilha original de Criolo e Daniel Ganjaman, CIDADE CINZA acompanha a repintura de um enorme mural que foi apagado, abre nossos olhos para as cores deste grupo de artistas e questiona o cinza que cerca nossas vidas nas grandes metrópoles.”
Taglines-“Debaixo de uma parede cinza existe um amor pela nossa cidade” – OsGemeos-Cultura não se Apaga

Hercules 3D estreia nesta sexta nos cinemas nacionais




O tão aguardado filme épico Hercules (The Legend of Hercules, EUA, 2014) estreia nesta sexta (7), nos cinemas em circuito nacional. A aventura de ação que narra a origem do semideus, filho de Zeus e da Rainha Alcmena, as lutas e batalhas que ele precisa enfrentar para trazer justiça à terra em que nasceu e os conflitos íntimos com os quais ele se depara para finalmente aceitar seu destino como homem e herói.

Com grandiosas sequências de ação, os protagonistas tiveram que se empenhar em treinamentos de equitação, esgrima e exercícios para conquistar a forma física de grandes guerreiros. Para Kellan Lutz (A Saga Crepúsculo), que interpreta o jovem Hercules, as três semanas antes do início das filmagens foram especialmente agitadas. “Como ator, eu escolhi fazer filmes de ação. Muitas cenas de ação foram concebidas em grande escala, outras são mais homem a homem, e eu realmente coloquei tudo de mim em todas elas – tenho cicatrizes para provar isso, mas elas são como tatuagem para me lembrar dessa experiência única”, conta o ator.
 Hercules foi filmado originalmente em 3D com avançadas técnicas de efeitos especiais e suntuosa produção pelo diretor e co-roteirista Renny Harlin (12 Rounds, 5 Dias de Guerra, O Pacto). “O formato 3D é incrível, ele realmente nos transporta imediatamente para dentro do mundo do filme. Na nossa produção, tudo foi concebido para ser filmado em 3D, desde a construção do set, os figurinos, as armas, até a maquiagem e os cabelos. Isso permitiu que a direção e a cinematografia explorassem todas as possibilidades do formato, e o filme ficou realmente muito bonito, diz o diretor e co-roteirista de Hercules, Renny Harlin (12 Rounds, 5 Dias de Guerra, O Pacto).
Todo o elenco sentiu o mesmo entusiasmo com as filmagens originais em 3D. “Eu nunca tinha filmado diretamente em 3D antes”, diz o ator Liam McIntyre (da série Spartacus), que interpreta o capitão Sotiris, aliado do jovem Hercules. “É curioso ver a técnica evoluir e ser criada quase ao vivo no set, porque às vezes você vai para os monitores, assiste a cena com óculos 3D, e os efeitos ganham vida na sua frente. Você pode ver como eles são utilizados para contar melhor a história e torná-la ainda mais emocionante”.
Hercules inspira-se na célebre mitologia grega e a recria sob a perspectiva de um jovem homem em luta com o seu destino. Maltratado pelo pai, o sanguinário conquistador Rei Anfitrião, enviado para morrer no exílio longe do grande amor de sua vida, a princesa de Creta, Hebe, Hercules estabelece uma sólida aliança com o capitão Sotiris na desafiadora jornada para derrotar a tirania de Anfitrião, recuperar sua amada e ocupar o lugar de um dos maiores heróis da Grécia.
Elenco:


Kellan Lutz (A Saga Crepúsculo) no papel-título, Hércules reúne um elenco de atores em ascensão como Liam McIntyre, Gaia Weiss, Liam Garrigan, Roxanne McKee (da série Game of Thrones), Scott Adkins (A Hora Mais Escura, Os Mercenários 2) e veteranos como Rade Serbedzija (Na Terra de Amor e Ódio, Jogo entre Ladrões) e Johnathon Schaech (Ladrões, Cinco Dias de Guerra).
Assista ao trailer:

Evento infantil Caminhando com Dinossauros no Iguatemi Alphaville




 De 17 de janeiro a 02 de fevereiro, no Iguatemi Alphaville, as crianças viverão uma intensa aventura no evento inspirado no filme Caminhando com Dinossauros.





Os pequenos serão envolvidos pela atmosfera pré-histórica na ambientação do evento, localizado no Piso Tocantins, para conhecer as curiosidades dos dinossauros e do tempo em que viviam no planeta Terra. As crianças poderão colorir os desenhos do filme e, depois de passar por um túnel de elástico, encontrão um divertido quiz. Em grupos, os participantes entrarão na brincadeira para ganhar pontos e completar o circuito. Para registrar o momento, as crianças poderão tirar fotos em um painel, localizado na área externa do evento.

Baseado no megassucesso da TV, o filme Caminhando com Dinossauros, que estreia no dia 17 de janeiro, é a experiência mais imersiva em 3D, capaz de transportar o público para o meio de uma aventura épica no mundo pré-histórico, onde um simples dinossauro luta para se tornar um herói para a posteridade. Pela primeira vez na história do cinema, os espectadores poderão sentir e viver a era em que os dinossauros comandavam a Terra. Uma experiência inesquecível para toda a família.

Serviço:


Caminhando com Dinossauros

Quando: 17 de janeiro a 02 de fevereiro

Horário: Das 14h às 20h

Onde: Piso Tocantins

Faixa indicativa: De 04 a 12 anos

Sobre o filme: www.caminhandocomdinossauros.com.br

O evento é gratuito!

Carrie – A Estranha (2013)




Por Gabriel Antoniolli

Kimberly Pierce tinha uma possibilidade de fazer de Carrie (2013) algo diferente do que já haviam feito os outros dois diretores que fizeram filmes baseados na obra homônima de Stephen King. E fez. Mas não como se esperava. Ela tentou fazer algo com uma atmosfera tensa o tempo todo. Conseguiu, em partes. Mas provavelmente não chegará a atingir o público esperado.




(Foto: Divulgação) 

Sua versão da obra adapta o conto de King para o ano de 2013. Onde antes se via o bullying apenas na escola, Pierce adapta para a era globalizada onde o que está no mundo real está também no YouTube e aquela cena clássica do vestiário do começo tem esse toque de tecnologia.

Chloë Grace Moretz, a atriz que interpreta Carrie, não é estranha. Eu sei que o título é “Carrie, A Estranha” apenas em português no Brasil, mas estranha é algo tão relativo que não tem como não comparar com a atriz em si. 

Carrie é estranha apenas para quem não entende o que sua mãe faz com ela e aí, entrando num mérito totalmente superficial a respeito da escolha da atriz às opiniões dos colegas de escola de Carrie, eu concordo com a denominação.

Afinal, o que faz Carrie de tão estranho (além de ter poderes paranormais)?

(Foto: http://5throwjoe.com/review-carrie-2013)

Sua mãe, interpretada por Julianne Moore, sim, é estranha. A senhora White prega a fé religiosa extremista e não hesita em falar que Carrie não poderá pecar. 

Ao saber da primeira menstruação da menina, não hesita em acusá-la de pecadora. ORA, senhora White, mas que hipócrita: você é realmente tão ignorante a ponto de realmente acusar Carrie por algo que seu corpo iria passar, certo? Foras, gostei da atuação de Moore. Conseguiu dar profundidade ao papel da mãe e me fez ter ainda mais desprezo pela personagem.

(Foto: Diário de Pernambuco)

Claro que Carrie se vê em um dilema: sua mãe ou sua vida? Ela acaba sendo alvo de zoação da escola toda pelo que aconteceu no vestiário quando de repente o cara mais popular da escola o convida para o baile de formatura – nade menos do que o sonho de qualquer menina americana com 14 anos. E ela vai. E lá shit happens. 

O diferencial da versão de Pierce é que – opa, spoiler! Mas quem não conhece a história, me desculpe, depois de tantos anos do lançamento do livro e do filme, está é muito atrasado – após a matança habitual de Carrie no baile de formatura o filme continua. Ficou meio trash, meio “Arraste-me para o Inferno” e sangue por toda a parte. Não que eu não goste, mas tudo em excesso é ruim. 
Até mesmo Carrie White se tornando serial killer de bullies. O que eu salvaria desse terceiro ato são alguns efeitos especiais, como a cena do carro que empina e entra com tudo na cabine telefônica. Fora isso, muito barulho pra nada.

(Foto: Cinetoscopio)

Antes do lançamento do filme, li por aí que Carrie havia sido transformada praticamente num X-Men. É bem por aí, infelizmente.

Aconteceu em Saint-Tropez @ São Paulo




Por Gabriel Antoniolli
Não costumo gostar de comédias românticas. Mas tentei assistir “Aconteceu em Saint-Tropez” ignorando isso. Deu bastante certo.
Saint-Tropez era uma antiga vilinha de pescadores que de uns tempos pra cá é ponto de férias dos famosos hollywoodianos. Não nego que seja um lugar bacana. Talvez boa parte do filme não se passe em Saint-Tropez. Não declaradamente. Mas vamos ao enredo.
No início, nos é apresentada a trama envolvendo os irmãos Roni e Zef. Enquanto a filha do primeiro vai se casar, a esposa do segundo acaba de falecer. E ambas as cerimônias são no mesmo dia e – por situações engraçadas e inusitadas – no mesmo lugar.

Noga, a filha de Zef, estava indo ao “casamenterro” pelo Eurostar quando, entre uma lágrima e outra pela morte da mãe, acaba conhecendo um jovem francês. Por algum motivo (e essas coisas não precisam de um), Noga se apaixonou pelo rapaz e o beijou inesperadamente, mas o cara nem esboçou reação e foi embora sem olhar pra trás. Foram, então, até o casamento e Noga reconheceu o até então desconhecido noivo – afinal, havia o beijado no Eurostar um dia antes. Só eventos caóticos a partir disso.
Vocês verão que isso é errado.
Vi o filme achando cada cena mais elegante que a anterior. Diria que o cinema francês tem mesmo essa elegância natural, com uma trilha sonora quase que imperceptível de tão natural com que se agregam às imagens. É uma montagem de elementos perfeita que dá suavidade e sutileza na medida certa.
A música, aliás, está muito presente no filme. Roni é cantor e fã de Sinatra. Zef e Noga tocam em uma mini orquestra, sendo violinista e violoncelista, respectivamente. Com presenças de cordas e sopros, há um convite subliminar para a erudição.
Como já disse, superei meu pré-conceito e gostei demais. Valeu bem a pena.
Ah, claro. Bellucci coadjuvante é um toque de classe adicional como o guarda-chuvinha desse drink.
(Imagem de http://desgensquisembrassentenstream.manifo.com/)

Mostra Indie Brasil no CCSP




Os longas exibidos na Mostra, fazem parte da série “Mês da Cultura Independente”

Setembro é mês de cultura independente na
Secretaria Municipal de Cultura e, para integrar essa programação, o Centro
Cultural São Paulo
, o Cine Olido e o Centro de Formação Cultural da Cidade
Tiradentes
prepararam uma mostra com filmes nacionais realizados de forma
independente. Serão exibidos filmes inéditos que ficaram restritos aos
festivais de cinema (não chegando às salas de exibição e ainda desconhecidos do
público), como Mataram meu irmão, de Cristiano Burlan, ganhador do
festival É tudo verdade de 2013, além de outras obras do mesmo cineasta que
nunca foram para as salas de cinema.

A mostra também conta
com a pré-estreia de Esse amor que nos consome, primeiro
longa-metragem do cineasta Allan Ribeiro; HU (Pedro Urano e Joana Traub Csekö),
ganhador do prêmio de melhor filme da mostra aurora do Festival de Tiradentes
em 2012; e Estradeiros, documentário estilo road movie realizado por Sergio
Oliveira e Renata Pinheiro.

Apresentando
histórias inusitadas, exibiremos também A noite do chupacabras,
mais recente filme de Rodrigo Aragão (Mangue Negro), que conta com uma trama
baseada na lenda do “chupacabras”, surgida na década de 1990, e a A
floresta de Jonathas
, novo filme de Sergio Andrade.

Evaldo Mocarzel,
respeitado cineasta que já dirigiu os documentários Do luto à luta e À
margem do concreto
, terá dois de seus mais recentes trabalhos exibidos em
nossa programação: Antártica e Quebradeiras.

Trazendo essas
novidades, a mostra pretende apresentar o recente cinema nacional que é feito
com pouco dinheiro, mas com muita qualidade. Filmes que tratam da imensa
diversidade de um território tão grande.
Cena do longa “Esse Amor Que Nos Consome” – Reprodução
Confira a programação:

Dia 3
19h30 MATARAM MEU IRMÃO
(Brasil, 2012, 78min,
DCP) – direção: Cristiano Burlan
Há 12 anos, Rafael
Burlan, o irmão do diretor Cristiano Burlan, foi assassinado com sete tiros. O
cineasta decide relembrar os fatos, investigando o envolvimento do irmão com as
drogas e compondo um retrato da violência que domina os bairros do subúrbio de
São Paulo.

Dia 4
17h ANTÁRTICA
(Brasil, 2009, 72min,
DVD) – direção: Evaldo Mocarzel
O documentário segue
um grupo de geólogos em uma expedição pelo extremo sul do globo terrestre.
Evitando depoimentos ou outras formas de intervenção, o filme registra o
cotidiano dos cientistas, a beleza das paisagens e os perigos do local.

19h30 A FLORESTA DE JONATHAS
(Brasil, 2012, 98min,
DCP) – direção: Sérgio Andrade – elenco: Begê Muniz, Ítalo Castro e Viktoryia
Vinyarska
Jonathas vive com os
pais e o irmão, Juliano, em um sítio na área rural do Amazonas. Por meio de uma
barraca de frutas na beira da estrada, os irmãos mantêm contato com todo tipo
de pessoa. Um dia, eles conhecem Milly, uma turista da Ucrânia, e Kedassere, um
indígena local. Juntos, decidem passar o final de semana acampando. 

Dia 5
17h CONSTRUÇÃO
(Brasil, 2007, 48min,
exibição digital) – direção: Cristiano Burlan
A cidade de São Paulo
em seu contínuo processo de construção e desconstrução, vista a partir do
microcosmo de um canteiro de obras, seus trabalhadores e as várias máquinas em
plena atividade.

19h30 ESSE AMOR QUE NOS CONSOME
(Brasil, 2012, 80min,
DCP) – direção: Allan Ribeiro – elenco: Gatto Larsen, Rubens Barbot e Wilson
Assis
Gatto Larsen e Rubens
Barbot são companheiros há mais de 40 anos. Eles acabam de se mudar para um
casarão abandonado no centro da cidade, onde ensaiam com sua companhia de
dança. O dia a dia da dupla envolve a criação artística e a crença nos orixás.
Por meio da dança, eles marcam os territórios do Rio de Janeiro.

Dia 6
17h A NOITE DO CHUPACABRAS
(Brasil, 2011, 95min,
exibição digital) – direção: Rodrigo Aragão – elenco: Mayra Alarcón, Ricardo
Araújo e Petter Baiestorf
Um jovem casal
retorna para sua terra de origem, no interior do Espírito Santo. Ao chegar,
reencontram os parentes transtornados pela misteriosa morte dos animais da
fazenda.

19h30 ESTRADEIROS
(Brasil, 2011, 79min,
exibição digital) – direção: Renata Pinheiro e Sergio Oliveira
O documentário passa
por Peru, Buenos Aires, São Tomé das Letras, Recife e São Paulo, mas sem
destino definido. Registra o estilo de vida dos que vivem livres no mundo, nômades
no subcontinente da América Latina.

Dia 7
17h QUEBRADEIRAS
(Brasil, 2009, 71min,
DVD) – direção: Evaldo Mocarzel
Apesar de ter cerca
de 18 milhões de hectares de babuçuais, a expansão da pecuária e a devastação
das palmeiras tem ameaçado a cultura secular das quebradeiras de coco de babaçu
na região do Bico do Papagaio, onde os estados do Maranhão, de Tocantins e do
Pará se encontram.

19h30 HU
(Brasil, 2011, 71min,
DCP) – direção: Pedro Urano, Joana Traub Csekö
Um edifício partido
ao meio: de um lado, o hospital; do outro, a ruína.

Dia 8
17h SINFONIA DE UM HOMEM SÓ
(Brasil, 2011, 93min,
exibição digital) – direção: Cristiano Burlan – elenco: Henrique Zanoni, Regina
Vianna e Hélio Cícero
História de um homem
comum que sai do interior do Brasil para tentar a vida em São Paulo trabalhando
na construção civil. A revolta metafísica deste personagem é a revolta do homem
contra sua condição.

19h30 LAURA
(Brasil, 2011, 76min,
exibição digital) – direção: Fellipe Barbosa
O diretor Fellipe
Barbosa segue Laura do MoMA aos metrôs de Nova York durante a noite,
completamente encantado com essa mulher fabulosa e misteriosa. 

Dia 10 
17h CONSTRUÇÃO
19h30 ANTÁRTICA

Dia 11
17h ESSE AMOR QUE NOS CONSOME

19h30 O HOMEM DA CABINE
(Brasil, 2008, 90min,
exibição digital) – direção: Cristiano Burlan
Entre o claro e o
escuro das salas de projeção, existe um profissional pouco conhecido da plateia
de cinema: o projecionista. O documentário registra a rotina desses
trabalhadores que possuem uma longa e solitária jornada de trabalho.

Dia 12
17h HU

19h30 A NOITE DO CHUPACABRAS 

Dia 13

17h LAURA
19h30 QUEBRADEIRAS

Dia 14
17h MATARAM MEU IRMÃO
(Após a sessão haverá
um debate com o diretor Cristiano Burlan.)

Dia 15
17h A FLORESTA DE JONATHAS

19h30 ESTRADEIROS

Dia 17
17h A NOITE DO CHUPACABRAS

19h30 HU

Serviço: 
Centro Cultural São Paulo – CCSP 
Rua Vergueiro, 1000
Paraíso – São Paulo
(11) 3397-4002 / (11) 3397-4064 
http://www.centrocultural.sp.gov.br


Sala Lima Barreto – ingresso: R$1,00 (taxa de
manutenção, sem direito a meia-entrada) – a bilheteria será aberta uma hora
antes do início do filme – indicação: 14 anos.