Resenha: Cinquenta Tons Mais Escuros




Por colaborador: Jurandir Vicari

A trilha sonora é MARAVILHOSA! Dito isso, vamos falar do filme. Sim eu li o primeiro livro, até o final. Me julguem! O interesse despertado não me manteve para que eu lesse os demais livros. Então, sinceramente, não sei se a continuação é fiel ao livro. Mas deixo alerta, se procura sexo, talvez você tenha melhor sorte no Cine Privê da Band, Faixa Sensual do Multishow ou um pornô mesmo.

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Eu tinha esperanças que a franquia que foi um sucesso de bilheteria de 2015 fosse melhorar, afinal teve uma arrecadação muito boa, mas os problemas do primeiro continuam. O casal protagonista: Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastacia, Ana, Steele (Dakota Johson), não tem a menor química. Fiquei com saudades de Crepúsculo, tanto nas atuações da Bella, quanto na química do casal.

A continuação foca no passado problemático do Sr. Grey, afinal uma pessoa problemática não poderia curtir SM, segundo a mente americana puritana media. E o filme começa assim! Um desses “traumas” se deve ao relacionamento do protagonista com a personagem Elena Lincoln, apelidada de miss Robson, e quem dá vida a ela é a atriz Kim Basinger, que tem experiência em filmes sensuais, mas infelizmente nem ela consegue fazer uma boa atuação.

Duas ou três cenas, eu achei impressionante, mas  são muito poucas. Tive a impressão que costuram situações muito ruins a muito boas, sem se preocupar com a interligação entre elas. Faltou Roteiro, faltou interpretação, abundou publicidade! Só recomendo se você é fã dos livros.

Resenha: Liga da Justiça Sombria




Por colaborador Jurandir Vicari

Se a MARVEL arrasa nas telonas, não podemos dizer o mesmo nas telinhas. As series DC estão aí para provar isso. Supergirl, Arrow,The Flash e  DC’s Legends of Tomorrow a cada dia conquistam mais fãs.  Além disso temos as animações. E confesso que sou fã desde Superamigos. Sim eu sou “velho”. E é um grande prazer falar de Liga da Justiça Sombria

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Lançado mundialmente dia 24 de janeiro de 2017, o longa apresenta os heróis que amamos em uma estória bem “adulta” enfrentando ameaças sobrenaturais, onde a força do Superman não é suficiente, logo entra em cena personagens ligados ao misticismo como: John Constantine, o poderoso demonologista criado pela lenda, Alan Moore, que criou um anti-herói com a aparência do Sting, que pulou das HQs, chamada Hellblazer para as telonas sendo interpretado pelo Keanu Reeves, depois para a série de TV; Zatanna, a poderosa feiticeira que invoca as mais poderosas mágicas as falando ao contrário; Desafiador, o trapezista fantasma; Etrigan, o demônio que rima;  Orquídea Negra; Monstro do Pântano, um dos personagens mais poderosos que é a personificação da natureza; e finalizando a equipe, Batman.


Bem, Batman é ele mesmo e dispensa apresentações, que unidos tentam salvar o mundo de hordas de demônios, feiticeiros malévolos e outras ameaças ocultas. Uma pena não explorar todo o poder da Zatanna, e ela aparecer mais como uma “mocinha em perigo” em vez da poderosa mágica que ela é.

Resenha: A Escova de Dentes Azul




Por colaboradora: Nicole Gomez da Silva

“A Escova de Dentes Azul” é um livro baseado em uma história vivida por Marcos Mion, autor do livro, juntamente com seu filho Romeo, que nasceu com o TEA – Transtornos do Espectro Autista. No livro, através de exemplos, é explicado que crianças com essa característica são especiais, no sentido de enxergarem a vida de uma forma diferente e simples, ao mesmo tempo que reparam nos detalhes do dia a dia.

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O surpreendente é que a história é narrada por Pankeka, a cachorrinha da família, diferentemente do comum, o que deixou a narrativa muito mais interessante de ser observada: o relacionamento do pequeno com os animais, que é algo que é também muito destacado.

O livro é de leitura fácil, pois possui linguagem bem simples e muitas figuras. Direcionado para as crianças, apesar de também atrair a atenção dos adultos, traz a conscientização para o Espectro Autista, ajudando para o maior conhecimento do que é esta característica, assim, facilitando a conscientização, o respeito e a tolerância desde cedo.

O livro pode ser encontrado em todas as livrarias do Brasil.

Resenha: O Homem que viu o infinito!




Por Luci Cara

A música é agradável! As paisagens nos remetem a uma serenidade típica do oriente desconhecido e exótico, com o vai e vem das ondas do mar, seus moradores observando o horizonte e imaginando o que se esconde no além-mar, um território para eles proibido. O Homem que viu o infinito, com a potente voz de Jeremy Irons ao fundo, narra como a sua improvável amizade, a de um professor de Cambridge, com um indiano semi-analfabeto, o transformou profundamente, começa muito bem. Nos faz querer vê-lo inteiro, conhecer o que acontece aos dois durante o tempo em que passam juntos.

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Baseado numa estória real, do matemático da cidade de Madras, sul da Índia, Srinivasa Ramanuja, que tenta em vão ser reconhecido em seu país como um cientista com a ajuda de seus patrões para fazer chegar até a universidade de Cambridge um de seus estudos, onde desperta a atenção do professor Hardy, vivido por Irons, que o “adota” como pupilo. 

Somadas as dificuldades de adaptação ao clima, à comida, à rigidez, ao preconceito, e sempre com saudades de seus entes queridos, ele persiste na busca dessa transmissão de conhecimento, que considera ter adquirido de maneira divina, para desespero de seu amigo ateu. Nada fácil, se somarmos a isso o desencadear de uma guerra… 

Enfim um filme bem dirigido, com ótimos atores, e um bom roteiro, para nos deleitar durante duas horas!

Resenha: As vantagens de ser invisível




Por Natalia Moura Tomaz

Quando Charlie, Logan Lerman, decide fazer parte dos momentos e não apenas observar [como sempre fez] sua vida muda radicalmente.

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Ele é um garoto amável, sensível, inteligente e sonha em ser escritor. Quando teve que voltar à escola após o suicídio de único e melhor amigo, se vê sozinho. Decide que vai conseguir ter bons amigos e passa a registrar sua rotina em cartas e enviá-las para um desconhecido com o pseudônimo Charlie.

Seu pedido é atendido no que conhece Patrick, Ezra Miller, numa aula em comum. A partir daí sua vida muda completamente.

O filme dirigido por Stephen Chbosby, também escritor do livro, aborda de maneira artística a vida de alguém com depressão e como o carinho de pessoas queridas e pequenas atitudes podem mudar  perspectiva de quem passa por isso. 

Além disso, tem uma trilha sonora impecável, como: Asleep – The Smiths; Heroes – David Bowie; Low – Cracker etc. Vale a pena conferir!

RESENHA: Enclausurado, novo livro de Ian McEwan




Por Dilson Cross 

‘Enclausurado na barriga da mãe, ele escuta os planos da progenitora para, em conluio com seu amante, que é também tio do bebê, assassinar o marido. Apesar do eco evidente nas tragédias de Shakespeare, este livro de McEwan é uma joia do humor e da narrativa fantástica. Em sua aparente simplicidade, Enclausurado é uma amostra sintética e divertida do impressionante domínio narrativo de McEwan, um dos maiores escritores da atualidade.”

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“Enclausurado” é um pequeno romance estranho de McEwan, e é mais brilhante do que tem o direito de ser. O enrendo parece surgido de uma imensa fonte de obras literárias liberais: um crime aparentemente passional baseado em “Hamlet”, narrado por nada menos que um feto.

Se você puder ir além dessa premissa que parece um tanto quanto nojenta, descobrirá um romance que soa até mesmo como uma brincadeira, mas oferece uma história que é um suspense surpreendente. Ao contrário de Shakespeare, pode-se dizer que “Enclausurado” é uma comédia filosófica com certos momentos de tragédia.

“Então aqui estou eu, de cabeça pra baixo em uma mulher”. É assim que se abre esse monólogo apresentado num líquido amniótico. McEwan tem o que parece ser muito divertido: construir uma voz que é ao mesmo tempo viva com jogo de palavras, selvagem e capaz de todos os tipos de disposições antiéticas. 

Às vezes, McEwan emprega uma voz para divagar sobre algumas preocupações familiares. Por quê esse é um feto precoce. Ao longo de vários dias escuros, ele revela um gosto peculiar para vinhos, um amplo conhecimento em história e uma curiosa interação com eventos atuais. Tal coisa seria inacreditável, exceto que nosso narrador afirma ser um assíduo ouvinte dos programas educacionais de sua mãe. Mas o romance é voltado para o seu total isolamento, uma consciência presa como testemunha relutante de tudo.

Ele sabe que há algo de errado:”Fora destas paredes quentes”, ele adverte, “um conto de gelo desliza para a sua conclusão horrorosa.” Sua mãe, Trudy, tem um caso com seu tio, Claude. Que, quando não estão fazendo sexo – descrito de uma perspectiva assustadoramente perto – estão planejando assassinar o marido de Trudy, tudo para colocar ele fora do caminho para ficar com uma velha casa cara em algum lugar de Londres.



O que um feto pode lamentar, além da incapacidade de agir? “Esperar é o jeito”, ele reconhece. Ao ouvir os planos dos conspiradores, o pré-nascido reflete e divaga sobre o mundo que está prestes a entrar. “Uma combinação, pobreza e guerra, com a mudança climática mantida em sigilo, um épico antigo em nova forma, grandes movimentos de pessoas, com rios engolidos como na primavera, Danubes, Rhines e Rhones, de pessoas com raiva ou desoladas ou desperançosas, amontoados nas fronteiras contra os portões de arame farpado, derrubada em milhares para compartilhar a sorte do Ocidente “.

McEwan, que ganhou o Prêmio Booker em 1998 por “Amsterdam”, tem mostrado uma forte preferência por novelas curtas, e neste caso mostra que a contenção parece mais sensata do que nunca. Seu narrador observa que alguns autores – os bebês adoram – pode realizar maravilhas em pequenos espaços. McEwan sabe que a brevidade é a alma da sagacidade.