Os três sobreviventes de Hiroshima estreia no Rio de Janeiro


Créditos: divulgação


Os japoneses Takashi Morita, 95, Junko Watanabe, 76, e Kunihiko Bonkohara, 79, sobreviventes da bomba atômica que devastou Hiroshima em 1945, são protagonistas do espetáculo que usa técnicas do teatro-documental para abordar o ataque e suas consequências.

No dia 2 de novembro, em sua primeira e única apresentação no Rio de Janeiro, a peça é destaque dentro da Mostra Ásia no Centro Cultural dos Correios. No dia 6 de agosto de 1945, no estágio final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram uma bomba na cidade de Hiroshima e três dias depois, atingiram também Nagasaki. Como resultado dos primeiros e piores ataques nucleares contra civis, os números oficiais informam contagem de mortos entre 130 e 240 mil, além de sobreviventes que buscaram retomar suas vidas depois da tragédia.

Com roteiro e direção de Rogério Nagai, “Os Três Sobreviventes de Hiroshima”, reconstrói a história do militar Takashi Morita, na época com 21 anos, e dos civis Kunihiko Bonkohara, com 5 anos e Junko Watanabe, com 2 anos, que estavam em Hiroshima no dia do bombardeio. A peça documental aborda como o trio, que imigrou ao Brasil no período pós-guerra, lida com o fato de terem vivenciados um dos momentos mais genocidas de todos os tempos.

A explosão foi o trágico prenúncio do fim da guerra e o início de uma nova vida que os personagens reais do espetáculo passariam a experimentar. Em cena,os três trazem relatos emocionantes e narram os momentos da explosão, os dias seguintes e a decisão de migrarem para o Brasil.

A plateia poderá conferir projeções de fotos originais e canções da época que serão executadas pelos sobreviventes e com participação de 12 músicos brasileiros tocando tambores japoneses(taiko). “Ainda que trate de uma tragédia, o texto traz uma profunda reflexão sobre resiliência, perdão e superação. Reunir os sobreviventes no palco foi a maneira que encontrei de mostrar a importância de mensagens de paz e para que acontecimentos como esses nunca mais se repitam”, ressalta o diretor.

Esta será a primeira vez que o espetáculo vem para o Rio de Janeiro, após ter passado por São Paulo e Curitiba onde foi assistido por mais de 5mil pessoas. As sessões lotadas e com muitos espectadores do lado de fora do teatro, enaltece a iniciativa da montagem de “Os Três Sobreviventes de Hiroshima”.

SERVIÇO

Os Três Sobreviventes de Hiroshima – Com Takashi Morita, Kunihiko Bonkohara, Junko Watanabe e Rogério Nagai
Data: 2 de novembro
Horário: 19h
Local: Mostra Ásia no Teatro do Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro
Informações: (21) 2253-1580 Duração: 60 minutos Recomendação: 12 anos Entrada: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)
Ingressos aqui

Alinne Moraes estreia “Relâmpago Cifrado”


Créditos: divulgação


“O que você faria se descobrisse que sua vida foi inventada? Num tempo em que as fake news dominam o mundo, o que é verdade e o que é mentira sobre cada um de nós?”

Movido por estas perguntas, o dramaturgo Gustavo Pinheiro escreveu a peça “Relâmpago Cifrado”, que estreia dia 08 de novembro no Teatro Petra Gold, com Ana Beatriz Nogueira e Alinne Moraes. A direção é de Clarisse Derzié Luz e Leonardo Netto,este também diretor de “Um Dia a Menos”, outra peça de Ana Beatriz Nogueira, que estreou este ano e que volta à cena no mesmo teatro.

“Relâmpago Cifrado” tem seu título extraído do poema “Amor e Seu Tempo”, do livro “As Impurezas do Branco”, de Carlos Drummond de Andrade. “A peça propõe um jogo delicado em que o público constrói a história no mesmo ritmo das duas personagens. É uma peça sobre o tempo, a memória e a empatia.”,afirma o autor, Gustavo Pinheiro.

“O jogo de cena, o encontro com Alinne no palco, o texto afiado do Gustavo… Tudo me encanta. Parceiros antigos e novos, gente de teatro, gigantes e firmes… Tudo me encanta.”, afirma Ana Beatriz Nogueira, que já vem de uma parceria longa com Alinne Moraes na TV.

Ao que a amiga Alinne Moraes completa:”Hoje, fazer teatro com tanta censura, com tantos absurdos e cortes, conseguir levantar uma boa peça que nos faz refletir sobre a humanidade é muito importante, é resistência e também um ato político.

Sinopse

A ação se passa no consultório da Médica A (Ana Beatriz Nogueira), profissional reconhecida e respeitada em seu meio, ligada aos valores humanos da medicina e de forte senso ético. Ela recebe a visita da jovem e talentosa Médica B (Alinne Moraes ), ambiciosa e um tanto cheia de si, que vem em busca de uma carta de recomendação para ser aceita em uma especialização muito almejada.

A Médica A não recebe a Médica B com simpatia. Os encontros custam a ser marcados, e são difíceis quando acontecem. As duas tem visões muito diferentes da profissão, e a discussão ética vai se agravando até que uma revelação de um acontecimento passado muda o rumo da história de ambas.

Serviço:
Data: 08 de novembro (6ªf), às 20h até 22 de dezembro
Local: Teatro Petra Gold / Sala Marília Pêra
Rua Conde de Bernadotte, 26 – Leblon  Tel: (21) 2529-7700
Horários: sexta sábado e domingo 20h /  Ingressos: sexta R$70,00; sábado e domingo R$80,00. Ingressos online aqui.

Com músicas do Rouge musical “Brilha la Luna” estreia no Rio


Créditos: Júlia Assis


Os fãs da música pop têm mais uma razão para comemorar. No dia 2 de novembro estreia, no Teatro Prudential (RJ), o espetáculo “Brilha la Luna” que tem inspiração nas músicas do grupo Rouge.

O musical, uma produção da Lab Cultural com apoio da Aventura Entretenimento, tem texto de Juliano Marceano, direção de Pedro Rothe (Elis – A Musical), direção musical de Tony Lucchesi (vencedor do Prêmio Bibi Ferreira por Bibi – Uma Vida em Musical) e coreografias de Victor Maia (coreógrafo do quadro Lata Velha, do Caldeirão do Huck). Os figurinos são assinados pela estreante Ana Elisa Schumacher (M.O.T.I.M).

A ideia, segundo os idealizadores, nasceu antes mesmo da volta do grupo em 2013.

A ideia surgiu faz tempo. Uma das minhas melhores amigas, que é atriz e estava fazendo novela comigo na época, viveu em uma comunidade hippie até seus 16 anos sem acesso algum a tecnologia ou cultura pop. Aquela história ficou tanto na minha cabeça que comecei a rascunhar a ideia de uma peça sobre essa garota que passa uma vida em uma aldeia afastada da cidade e cai de paraquedas no mundo frenético da televisão. No café onde eu escrevia o nome das primeiras personagens, tocou Ragatanga. Foi ali que me ocorreu que “Aserejé” é um nome ótimo para uma comunidade alternativa e que esse tal “Diego” que vira a esquina podia ser um mochileiro que apresenta todo esse universo a essa garota. Me juntei com o Juliano (Marceano, autor do texto) e começamos a desenvolver a dramaturgia em cima do repertório que a gente conhecia de cor: éramos fãs da banda de dormir na porta do estádio para ir no show! – completa Diego Montez, um dos idealizados do espetáculo.

Créditos: Júlia Assis

A história tem como base a personagem Luna, que dá nome ao espetáculo, uma jovem que viveu toda sua vida na Comunidade de Arerejé, um refúgio hippie criado por seus pais escondido das grandes metrópoles. Ela vive uma vida tranquila, mas ao completar 18 anos, se vê órfã e sente que falta algo em toda aquela perfeição. É aí que ele vira a esquina vê Diego e toda a história começa.

O espetáculo passou pelo aval das integrantes do Rouge em 2017 e foi aprovado de cara.

Foi um dos momentos mais tocantes da trajetória da peça. Apresentamos em 2017 uma leitura para elas e foi um momento muito lindo de troca. Elas se emocionaram, agradeceram o carinho e homenagem e se demonstraram muito abertas na época. Ter a bênção das cinco seria essencial – diz Diego.

Uma das razões do Rouge ser a escolha para o espetáculo foi que, além de ser um dos maiores grupos pop do Brasil, é também o motivo que torna tão fácil escrever uma dramaturgia sobre, elas falavam para todos e por todos.

Todos se identificavam com os temas dos hits que iam desde baladas apaixonadas a verdadeiros hinos de empoderamento. Em seu retorno, o grupo se aprofundou mais nas discussões sobre a importância de se valorizar, respeitar o próximo e espalhar o amor. Além do mais…todos, inclusive você que está lendo, já dançaram uma boa Ragatanga em alguma festa! – ressalta Montez.

O espetáculo tem como premissa convidar a família toda, fãs do grupo e fãs de musical a refletir de maneira leve sobre sonoridade, diversidade e o poder dos sonhos. Tudo que as meninas passaram em suas músicas e a que são causas tão urgentes hoje em dia. A maioria dos hits do Rouge estará presente em 1h30 de espetáculo.

O elenco de “Brilha la Luna” é alternante, ou seja, cada personagem é interpretado por dois atores que dividem as sessões do musical. Sendo assim, os 9 personagens da peça são vividos por 18 atores e um elenco diferente em toda sessão!

Estão no elenco: Carol Botelho (Peter Pan) e Marcella Bartholo, que dão vida a Luna, a personagem Lilith é vivida pelas atrizes Myra Ruiz (Wicked) e Bel Lima (Bibi Ferreira). Robson Lima (Isso que é Amor) e André Sigom (60! Doc Musical) serão Diego. Pedro, o melhor amigo, é vivido por Léo Bahia (da novela O Tempo Não Para) e Tauã Delmiro (70! Doc Musical). Calíope, a bailarina que tenta se provar apesar dos padrões é interpretada por Lyz Ziese (da novela O Sétimo Guardião) e Julia de Aquino (O Grande Cometa / RJ). Carol Vanni (Hoje é Dia de Rock!) e Amanda Doring (70! Doc Musical) dão vida a mimada Tiffany. Dois atores se alternam para viver a drag Queen Thalia: Diego Martins (X-Factor) e Victor Maia (Company – A Comédia Musical da Broadway). Dinho, o tímido e confuso assistente é interpretado por Daniel Haidar (Merlin – Ao Som de Raul Seixas) e Luiz Gofman (O Homem de La Mancha) e Helga Nemetik (Show dos Famosos) e Fernanda Gabriela (Yank!) dão vida a misteriosa e energética Theodora. Completam o elenco: Deborah Marins (Rock In Rio – Lisboa), Raí Valadão (Man in The Mirror), Adam Lee (Ayrton Senna – O Musical), Yasmin Lima (Shrek), Lucas Becerra (Musical Popular Brasileiro) e Luiza Cesar (O Despertar da Primavera).

Os ingressos já estão à venda pelo Sympla.

SERVIÇO:

Brilha La Luna

Gênero: Musical
Temporada: 2 de novembro a 16 de dezembro
Sessões: Sábados às 16h, Domingos às 16h e Segundas às 19h
Preço: R$ 25 a R$ 75 reais
Classificação: 12 anos
Teatro Prudential
Rua do Russel, 804 – Glória (RJ)
Telefone: (21) 2558-3862
Lotação: 359 lugares
Venda online: Sympla

Última semana de ‘A História de Nós 2’ no Teatro Porto Seguro


Créditos: Crica Richter


Em cartaz há 10 anos e com média de 800 mil espectadores vistos em mais de 30 cidades, A História de Nós Dois está em curta temporada no Teatro Porto Seguro, em São Paulo. Com texto de Lícia Manzo (autora das novelas A Vida da Gente, de 2011, e Sete Vidas, de 2015), o espetáculo é protagonizado por Alexandra Richter e Mouhamed Hafouch e conta a história de um casal já separado que recapitula os altos e baixos da relação na noite em que ele retorna ao apartamento para pegar seus pertences.

Lena e Edu começam apaixonados, mostrando as descobertas e o prazer do início do relacionamento. A leveza de serem somente dois. Após alguns anos de casamento e um filho pequeno, os dois se transformam em seis: Lena, Mammy, Maria Helena, Edu, Duca e Carlos Eduardo, dando voz e desejo às diferentes facetas de um mesmo homem e uma mesma mulher, provocando uma instabilidade na vida do casal que não consegue mais encontrar uma sintonia e a cumplicidade de antes. Nos 65 minutos de espetáculo, o espectador é conduzido por um texto questionador, provocador e com muitas pitadas de humor, que mostra os momentos da relação sob a perspectiva de cada personagem. A relação, filho, anseios profissionais, sonhos… todos esses questionamentos são levantados durante o espetáculo, comprovando que a relacionamento dos personagens tem muito em comum com o nosso, em algum momento da vida. Em cena, Alexandra e Mouhamed esbanjam química e conseguem valorizar ainda mais o texto de Lícia. Os atores divertem e emocionam na medida certa, levando o público a uma experiência bastante satisfatória.

Créditos: Crica Richter

Com direção de Ernesto Piccolo, A História de Nós Dois já concorreu aos Prêmio Shell e APCA de melhor texto. Quem ainda não assistiu, o espetáculo fica em cartaz até 27 de outubro no Teatro Porto Seguro. Vale a pena conferir!

Serviço:
Temporada: até 27 de outubro de 2019
Sextas e sábados: 21h. Domingos: 18h. Bilheteria: Terça a sábado, das 13h às 21h. Domingo, das 12h às 19h.
Telefone: 11 3226 7300
Teatro Porto Seguro: Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elísios – São Paulo/SP
Ingresso: Sexta-feira – R$ 80,00 (plateia/inteira) e R$ 40,00 (meia) – balcão e frisa R$ 45,00 (inteira) e R$ 22,50 (meia).
Sábado e Domingo – R$ 100,00 plateia (inteira) e R$ 50,00(meia), balcão e frisa R$ 45,00 (inteira) e R$ 22,50 (meia).
Classificação: 12 anos. Duração: 65 minutos. Gênero: Comédia romântica. Lotação: 496 Lugares.

Musical “Miranda” estreia em São Paulo


Créditos: Divulgação


Com texto de Vladimir Capella, direção geral de Rafael de Castro e direção musical de Diego Baffi, o novo espetáculo do Grupo Artemis, “Miranda”, já tem sua estreia marcada para o dia 02 de novembro.

O musical, com tema medieval, conta a história da jovem Miranda, vivida por Anna Preto, que foi abandonada num cais, quando ainda era um bebê e tem que se disfarçar de homem e seguir mundo afora em busca de sua verdadeira identidade. Augusto Portes vive o Cavalo Amigo, um cavalo mágico que vai colocar a heroína Miranda em grandes aventuras em sua busca pela verdade da história que se perdeu. Elizabeth Clini vive a mãe que não era mãe, uma mulher que acha a bebê Miranda e cuida como se fosse uma filha, na esperança de alguém viesse procurá-la e pagar uma bela fortuna em troca.

Em sua trajetória, Miranda chega a uma praça onde o povo, à mercê da Rainha Má, a encoraja a salvar o Rei doente. O Príncipe oferece uma fortuna para quem colocar o Rei de pé. A Rainha, porém, condena à morte quem fracassar na tentativa. Miranda encara o desafio e descobre muito mais do que imaginava quando saiu do meio da floresta em busca do seu destino.

Para completar o time, estão no elenco: Márcia Oliveira, Cássio Collares, Fábio Viecelli, Analice Pierre, Augusto Portes, Diógenes Gonçalves, Fernando Maia, Valmir D’Fiamma, Stefani Dourado, Grazielle Angélica e Oliver Egídio.

Serviço

Miranda terá apresentações aos sábados e domingos, às 16h, em uma curtíssima temporada, que vai até o dia 24 de novembro, no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo. Os ingressos custam R$16,00 e já estão à venda no site Sympla.