“Cultura, O Musical” traz proposta diferente para a TV


Créditos: Divulgação


O programa Cultura, O Musical, que chegou com uma proposta incrível para os profissionais do Teatro, bem como os fãs dessa arte, vem cumprindo esse papel perfeitamente. Com grandes profissionais do meio à frente da atração, a apresentação por conta de Jarbas Homem de Mello e uma bancada de jurados formada por Fabi Bang e Leonardo Neiva no júri fixo com convidados que se intercalam semanalmente para completar o time, o programa é feito para aqueles que apreciam e incentivam o teatro.

Com a etapa das eliminatórias recém-encerrada, tendo sua última no último domingo (19), agora a atração será disputada por 12 concorrentes, que estão em busca de um único sonho: os palcos de teatro. A atração funciona como uma audição televisionada e com plateia comum, onde os participantes sobem ao palco interpretando um número de algum musical com o qual mais se identificam e recebem as notas dos jurados, além de dicas e os indispensáveis “puxões de orelha”.

Créditos: Divulgação

A seleção de participantes já interpretou desde O Fantasma da Ópera, até Wicked e outros sucessos. Com grandes talentos concorrendo, a missão de escolher os melhores ficará cada vez mais difícil. O objetivo do programa é revelar os novos artistas do cenário do Teatro Musical, com jovens talentos que já sabem o que fazem, pois trata-se de pessoas que já estiveram em algum momento, pisando em um palco, ao menos em um papel secundário.

As semifinais irão ao ar nos dias 26 de maio e 2 de junho, exibidas pela TV Cultura.

Sesc Pinheiros recebe a estreia de O Importado, solo de Odilon Esteves


Créditos: Kika Antunes


O Sesc Pinheiros recebe o espetáculo O Importado, solo do ator Odilon Esteves, concebido a partir do conto “O Importado Vermelho de Noé”, do escritor André Sant’Anna (escrito na década de 90). A peça, que estreia em São Paulo, acontece de 23 de maio a 15 de junho no Auditório, de quinta a sábado, às 20h30.

O Importado gira em torno de um jovem administrador, homem branco, bem-sucedido financeiramente, que dirige seu carro importado, às margens do rio Tietê, rumo ao aeroporto. A chuva faz piorar o trânsito, atrapalhando seus planos.

Créditos: Kika Antunes

Nesse contexto, preso no trânsito, o personagem dispara seus pensamentos, sem os filtros da diplomacia ou da hipocrisia. E este homem revela-se, em seu íntimo, extremamente racista, meritocrata, machista e materialista.

O processo de criação por Odilon

Eu comecei esse processo querendo pesquisar a palavra “loucura”, nas suas várias acepções. Qual é o limiar que separa a sanidade da insanidade, o real da alucinação? Quanto a vida virtual nos aliena do mundo palpável? É mesmo irreal o que é fruto de nossa imaginação?

Depois esta palavra me levou aos seus sinônimos e antônimos. O que poderia ser o oposto de “loucura”? A “normalidade”, a “sanidade”, a “lucidez”? Foi aí que me lembrei deste conto do André Sant’Anna, cujo personagem/narrador é considerado, por uma parte imensa de nossa sociedade, a norma, o projeto de vida almejado, o caminho de uma vida exitosa. Esse personagem é um homem obcecado por dinheiro, por posição, por poder. E me pergunto: aderir plenamente a um projeto de vida cujo único fim é acumular bens, passando por cima do que quer que seja para atingir esse objetivo, atropelando si mesmo, os outros, a natureza… como é possível que isso seja considerado sanidade, normalidade, sensatez?

Créditos: Kika Antunes

Esse texto me parecia, quinze anos atrás, uma alegoria do homem branco racista, privilegiado, meritocrata. Como se fosse preciso exagerá-lo, mostrá-lo com uma lupa, para que o víssemos dissecado. No entanto, nos últimos tempos, esse homem saiu da toca aos montes, explicitamente, está por toda parte, porque ele não é somente um homem. Ele é uma ideia, uma visão de mundo, um projeto de construção da sociedade. E esse ser humano estufa o peito para vangloriar-se daquilo que deveria ser considerado desumano.

Quando um processo de criação é iniciado, conhece-se o ponto de partida, mas aonde o processo vai levar, é uma incógnita. Esse personagem me causa reações que vão do ódio à pena, do asco ao medo, da irritação à prostração. Parece uma montanha-russa. A peça é só um mote para continuarmos a conversar sobre esses temas, porque não dá para fazer vista grossa a tudo o que esse personagem representa.

Serviço
O IMPORTADO
De 23 de maio até 15 de junho de 2019. Quinta a sábado, às 20h30
Local: Auditório (98 lugares)
Valores: R$ 25,00 (inteira), R$ 12,50 (estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 7,50 (credencial plena do Sesc trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h
Tel.: 11 3095.9400
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Sesc Pinheiros nas redes: Facebook, Twitter e Instagram: @sescspinheiros

Últimas semanas de ‘De Volta a Reims’, peça que discute a subjetividade gay


Créditos: Cacá Bernardes


Segue em cartaz no Viga Espaço Cênico o espetáculo De Volta a Reims, livremente inspirado no relato autobiográfico Retour à Reims, escrito pelo filósofo francês Didier Eribon em 2009. A peça tem direção de Cácia Goulart com assistência de Emerson Rossini, texto de Reni Adriano e interpretação de Pedro Vieira, indicado ao prêmio Shell de Melhor Ator em 2016 com o espetáculo Eu Tenho Tudo, também dirigido por Cácia Goulart.

O desejo de montar De Volta a Reims partiu do ator Pedro Vieira, que assistiu uma adaptação da obra de Eribon no Festival de Avignon em 2017. O enredo acompanha o retorno de um intelectual à sua terra natal, onde se depara com um cenário político e social completamente diferente do da época em que morava lá, mais de 30 anos atrás. Entre os questionamentos que o acometem, estão sua relação com a própria sexualidade, alvo de ataques homofóbicos no tempo em que vivia no local, e o contexto operário que mudou completamente de perfil nas últimas décadas. Para Cácia Goulart, diretora da montagem, a interpretação de Pedro trafega pelo drama e pela filosofia, o que conecta suas memórias e realidade histórica às narrativas de Eribon.

“Além de atual o tema é universal e, quando escrito, já antecipava a ascensão da ultradireita e do neoliberalismo no mundo. Tivemos vivências diferentes mas, todos nós, em algum momento da vida, de algum modo tivemos experiências ligadas à homofobia, questões ligadas a raça e posição social. Tudo isso nos move a mergulhar nesse trabalho”, conta Emerson Rossini, assistente de direção e produtor de De Volta a Reims. Cácia Goulart complementa: “Proponho uma encenação que valorize sobretudo a dramaturgia construída a partir do que é essencial na obra original: a força absoluta do texto como um tecido de ideias necessárias ao nosso tempo”. Tais questões foram trazidas à cena por meio do texto, som e imagens que acompanham as memórias do personagem.

Créditos: Cacá Bernardes

“Alarmado com a ascensão galopante da extrema direita na Europa e a aceitação crescente dos discursos e práticas xenófobos junto às classes trabalhadoras, o autor faz ainda uma ferrenha crítica à esquerda, por esta não ter mais um projeto de mundo e, nas últimas décadas, ter feito coro aos discursos neoliberais”, pontua o dramaturgo Reni Adriano, complementando que também é possível observar no Brasil um movimento de esquerda desarticulado, que possibilitou o crescimento de práticas políticas autoritárias e desalinhadas aos interesses do povo.

O livro Retour à Reims será publicado no Brasil em breve e já foi traduzido três vezes para o inglês – nos Estados Unidos, Inglaterra e Canadá – e uma na Alemanha. Didier Eribon é mais conhecido mundialmente por ser autor da biografia de Michel Foucault, mas seu livro de memórias lançado em 2009 tem recebido acolhida calorosa em todo o mundo, tendo sido adaptado para o teatro em três países: França (Laurent Hatat, 2014), Alemanha (Thomas Ostermeier, 2017) e Bélgica (Stéphane Arcas, 2017).

“É um relato sobre a luta para se libertar de um meio social operário homofóbico e a impossibilidade de reconciliar-se com as classes populares representadas pelos próprios pais e irmãos, trinta anos depois. A constituição da identidade sexual do autor aparece como um profundo projeto político de libertação e questionamento do poder, ao mesmo tempo em que a sexualidade torna possível o ‘milagre’ de sua ascensão social e intelectual, elevando-o a uma classe média cultural que o distancia para sempre dos afetos familiares”, sintetiza o dramaturgo Reni Adriano, complementando que o texto acompanha a volta do personagem à sua cidade de origem após a morte do seu pai, o que desencadeia muitas dessas reflexões.

Créditos: Cacá Bernardes

“Essa fusão de realidades universaliza o sentimento de resistência à força conservadora que cresce em muitas partes do mundo, e de forma assustadora no Brasil, onde a situação nos parece ainda mais grave, porque somos uma frágil e jovem democracia assolada por um golpe político cujo resultado, entre outras catástrofes sociais e econômicas, é o sufocamento crescente de uma cultura miscigenada e vibrante”, diz Cácia Goulart.

O assistente de direção Emerson Rossini, que já trabalha em parceria com Pedro há mais de vinte anos, conta que a diretora optou por uma encenação simples, necessária para que se evidencie o texto interpretado por Pedro e sua correlação com as projeções que o acompanham. “Pedro nasceu em Palmeiras dos Índios, em Alagoas, e veio para São Paulo aos 17 anos. Sua história também tem relações fortes com o relato de Eribon e de Reni”, conta Emerson.

Cácia Goulart reforça que o mergulho do ator nas próprias memórias e nas questões propostas por Eribon é urgente para um processo de reparação histórica à nossa trajetória de país colonizado, sempre sujeito a todo tipo de violência. “A partir de um minucioso trabalho em sala de ensaio, o ator evoca suas próprias afecções em contato com a contundência crítica de Eribon, jogando com as suas memórias, iconografias, cantigas e outras expressões culturais locais para criar um espaço de desnudamento, de ‘cara lavada’, posta diante de outros seres humanos”, finaliza.

SERVIÇO

De Volta a Reims

Até 26 de maio de 2019

Sextas e sábados, às 21h, e domingo, às 19h

Local: Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 CEP: 05409-003). Entre a rua Heitor Penteado e a Amália de Noronha, próximo ao metrô Sumaré. Tel: (11) 3801-1843. Capacidade: 73 lugares.

Classificação indicativa: Livre. Duração: 90 minutos

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Intervenção celebra mulheres negras na mostra de William Forsythe


Créditos: Clarissa Lambert


Neste fim de semana, nos dias 18 e 19/05, a Cia Pé no Mundo convida o público para respirar, transpirar, ressoar, lembrar e valorizar a história de importantes mulheres negras que, mesmo vivendo em situações de extrema adversidade, resistiram, ganharam destaque e influenciaram toda a cultura e produção intelectual brasileira.

Dirigido e coreografado por Cláudia Nwabasili e Roges Doglas, espetáculo, ao mesmo tempo que celebra o protagonismo de lideranças fundamentais, como Aqualtune, Dandara , Maria Firmina dos Reis, Luísa Mahin, Carolina Maria de Jesus, Ruth de Souza e Mercedes Batista, experimenta livremente a movimentação corporal gerada pelos estímulos da exposição de William Forsythe. A mostra, pela primeira vez no Brasil, está instalada no Sesc Pompéia. Pensando nisso, ntervenção dialoga, também, com a arquitetura da unidade projetada por Lina Bo Bardi.

Créditos: Clarissa Lambert

Compondo o elenco, além dos diretores Cláudia Nwabasili e Roges Doglas, Micaela Rodrigues, Victtória Damásio, Ana Pina, Cristiano Saraiva, Thaís Menutole, Andrus Santana, Carolina Martins e Giovana Andrade. O figurino é assinado por Juliana Andrade. Já a orientação de pesquisa teórica é da Mariana Queen Nwabasili.

Possibilitando refletir e criar novos imaginários para o corpo negro através das artes, a Cia Pé no Mundo para a exposição “William Forsythe: Objetos Coreográficos” inspira-se, essencialmente, em potências femininas.

Mulheres. Negras. Nomes atemporais.

SERVIÇO:

Sesc Pompeia recebe intervenção da Cia Pé no Mundo para “William Forsythe: Objetos Coreográficos”

Dias 18 e 19 de maio
Sábado a partir das 18h | Domingo a partir das 11h30
Atividade Gratuita

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93
*Não possui estacionamento.

O sucesso Dinos Experience volta a São Paulo para curta temporada


Créditos: Divulgação


Visto por mais de 280 mil pessoas desde sua estreia, Dinos Experience, a maior aventura jurássica de todos os tempos, acaba de confirmar uma nova temporada! Após imenso sucesso em suas apresentações em cidades do Brasil, o megashow de dinossauros em tamanho real volta a São Paulo, no Teatro do Shopping Eldorado em curta temporada, até 02 de junho.

Os ingressos para a temporada do espetáculo já estão disponíveis, pela internet, através do link https://compre.ingressorapido.com.br/event/60482-2/d/60487 e na bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – Teatro das Artes, dentro do Shopping Eldorado), com valores a partir de R$25 (meia-entrada). Dinos Experience é apresentado pelo Ministério da Cidadania e Palco Infantil.

Créditos: Divulgação

No total, Dinos Experience traz ao público mais de 15 dinossauros que ajudam a contar como viviam, se alimentavam e se defendiam dos temíveis predadores. O projeto de entretenimento educativo para toda a família está alinhado a um dos principais pilares do licenciamento da marca Animal Planet para o Brasil.

Além do Animal Planet, os canais Discovery Kids e Discovery Home & Health também são parceiros de mídia do evento.

O espetáculo é um megashow com dinossauros em tamanho real, incluindo um Pterossauro com cinco metros de asas, um Anquilossauro, entre outras espécies como: Tiranossauro Rex, Estegossauro, Velociraptor, Dilofossauro, Brachiossauro, Espinossauro, Deinonico, Parassaurolofo.

Créditos: Divulgação

Conduzido de maneira lúdica e educativa, o megashow é um passeio via máquina do tempo que viaja pelos três períodos da Era Mesozoica, em que viveram os dinossauros. No prólogo, o cientista e pesquisador, acompanhado de seu aluno fascinado por dinossauros, se apresenta ao público e leva a máquina do tempo diretamente ao período Permiano, pré jurássico.

A primeira parte do espetáculo representa o começo da Era dos Dinossauros, com alguns animais do período Triássico. Na segunda parte, considerada a “Era de Ouro” é apresentada ao público o período Jurássico. O período Cretáceo, tão rico no registro fóssil, contém a maior parte dos seres conhecidos pelo público O epílogo aborda a extinção de toda espécie de dinossauros, o que mudou no mundo após estes animais e o surgimento dos seres humanos, até se encerrar no ponto que é a grande surpresa do espetáculo: que os dinossauros não estão extintos!

Serviço

DINOS EXPERIENCE – SÃO PAULO

APRESENTAÇÃO: MINISTÉRIO DA CIDADANIA E PALCO INFANTIL

TEATRO DAS ARTES – SHOPPING ELDORADO

Data: 11 de maio até 02 de junho

Horários: 15h e 17h

Local: Teatro das Artes, loja 409 do Shopping Eldorado

Endereço: Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo/SP

Duração: 60 minutos.

Classificação etária: Livre. Menores de 14 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis. Crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais, não pagam.

PREÇOS: De R$ 25,00 à R$120,00 ( confira tabela completa)

MEIA-ENTRADA – 50% de desconto.

De acordo com a Lei Federal 12.852 (Estatuto da Juventude) e 12.933 de 2013 têm direito a compra de até 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento os seguintes beneficiários.

PELA INTERNET

Ingressos para a temporada no Shopping Eldorado podem ser adquiridos pela internet através do link:

https://compre.ingressorapido.com.br/event/60482-2/d/60487

BILHETERIA DO EVENTO E LOJA OFICIAL– SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

Teatro das Artes, loja 409 do Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo/SP)

Horários:
Terça-feira a Quinta-feira – das 14h às 20h;

Sexta-feira a Domingo – das 14h até o início do espetáculo noturno.

Redes Sociais

Instagram: @dinosexperience

Facebook: https://www.facebook.com/dinosexperience/

Site: www.dinosexperience.com.br

Youtube: https://www.youtube.com/dinosexperience

Simbad, o Navegante – Faz curta temporada no Teatro Alfa


Créditos: Paulo Barbuto


Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (2015) em quatro categorias (Melhor Espetáculo Infantil, Melhor Ator para Ronaldo Aguiar, Melhor Iluminação para Wagner Freire e Melhor Direção para Carla Candiotto), Simbad, o Navegante reestreia dia 11 de maio, sábado, 17h30 no Teatro Alfa. A peça é o quarto trabalho para crianças da Cia. Circo Mínimo.

Trata-se de uma adaptação do clássico As Mil e Uma Noites, que reúne contos árabes como Ali Babá e os Quarenta Ladrões e Aladim e a Lâmpada Maravilhosa. Simbad, O Navegante foi o espetáculo mais premiado de 2015 em São Paulo, tendo sido eleito o Melhor Espetáculo do ano segundo o jornal O Estado de São Paulo e segundo melhor espetáculo segundo o Jornal Folha de São Paulo. Único espetáculo brasileiro selecionado para participar do IPAY–International Performing Artsfor Youth, nos EUA.

No palco estão o ator-fundador do Circo Mínimo, Rodrigo Matheus (que também assina a dramaturgia da peça) e Ronaldo Aguiar – palhaço, bailarino e acrobata aéreo convidado. Quem assina a montagem é a premiada Carla Candiotto, atriz, diretora, autora e produtora teatral, que com Simbad, Canção dos Direitos da Criança e Cinderela Lá Lá Lá ganhou o Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2015 na categoria Arte para Crianças.

Créditos: Paulo Barbuto

Com o cenário todo estruturado em bambus, eles encenam as sete viagens do aventureiro Simbad. Juntos, eles manipulam estruturas de bambu que dão suporte para as acrobacias e ajudam a transformá-las em barcos, baleias, ilhas e pássaros gigantescos para narrar as viagens do marujo.

Tal qual a rainha Sherazade, que contou belíssimas histórias para o rei Xariar durante mil e uma noites, dois palhaços contadores de histórias compartilham com o público as aventuras do marujo Simbad, aventureiro que desbravou os mares em busca de riquezas e desafios. A lenda já teve adaptações para o teatro, cinema (em formato de animação e live-action) e quadrinhos.

Para adaptar a famosa história do marujo Simbad, foi utilizada a versão de Mamede Mustafa Jarouche, pesquisador, tradutor e professor universitário da USP, que fez a primeira tradução direta do clássico árabe Mil e Uma Noites para o português. Em sua recriação, o Circo Mínimo manteve o arquétipo peculiar de Simbad. “Ele tem uma paixão pelo desconhecido e não consegue ficar quieto. Simbad está em um lugar e, quando o dinheiro acaba ou quando está entediado, já vai para outro”, conta Rodrigo.

Nos contos originais, Simbad é dividido por duas facetas que representam a dualidade do ser humano. Nesta adaptação, os dois personagens são palhaços contadores de histórias que pretendem encenar as aventuras vividas por ele. O personagem de Rodrigo Matheus é o tipo mais inteligente e astuto, sempre disposto a ludibriar a sua dupla. Ele quer interpretar Simbad o tempo inteiro e engana o parceiro para que ele nunca tenha a oportunidade de assumir esse papel. Assim, o palhaço feito por Ronaldo Aguiar fica com a representação das bestas, selvagens e da esposa do marujo, mesmo sempre sonhando em ser o herói, motivação que o move durante o espetáculo.

A diretora Carla Candiotto destaca a facilidade em trabalhar com dois artistas que disponibilizaram desde o início as habilidades circenses e cênicas de seus corpos à criação do espetáculo, que teve três meses de ensaios intensivos antes de ser concluído. “O trabalho principal foi equalizar os tipos de atuação dos dois. Rodrigo tem um perfil mais intenso e aventureiro, já o Ronaldo é mais estourado e histriônico. O que priorizamos é a relação forte que há entre eles. Por mais que o personagem do Rodrigo se sobreponha em alguns momentos ao do Ronaldo, centramos o tempo inteiro que um não existe sem o outro.”

Além da presença cênica dos atores, o cenário chama a atenção pelos bambus. Há uma estrutura piramidal com 4m de altura baseada nas criações de Marcelo Rio Branco, que desde 1999 preside o Sistema Integral Bambu, projeto que trabalha o seu uso desde as concepções corpóreas, como o trabalho de ergonomia e equilíbrio; as psíquicas, como a simbologia da planta; e sociais, como econômica, estética e plástica. “Conheci o trabalho do Marcelo por meio do grupo Nós no Bambu, de Brasília”, conta Rodrigo a respeito da inspiração para Simbad, o Navegante. A equipe brasiliense é caracterizada pela criação de espetáculos de danças acrobáticas sobre esculturas artesanais da planta.

Nós somos apenas provocadores da criatividade dele. As crianças vão enlouquecer com tudo que é mostrado no palco pelos artistas”, conclui.

Serviço

Espetáculo infantil Simbad, O Navegante

Estreia dia 11 de maio, sábado e domingo, às 17h30, na Sala B do Teatro Alfa. Tel. (011) 5693-4000. Capacidade: 204 lugares.

Temporada: De 11 de Maio a 30 de Junho. Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Recomendado para crianças a partir de 5 anos.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira para adultos) e R$ 20,00 (meia para crianças, estudantes e maiores de 60 anos).

Grupo Alfa: 50% de desconto funcionários devidamente identificados. Banco Alfa: 20% de desconto para clientes devidamente identificados. Assinantes do teatro Alfa: 10% de desconto.

Taxa de serviço de R$ 5,00 por ingresso adquirido para Sala A e R$ 2,00 para Sala B. Call Center Ingresso Rápido: (11) 4003-1212. Desconto de 50% para clientes Porto Seguro e acompanhantes.

Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. (11) 5693-4000. Site: www.teatroalfa.com.br

Ingresso rápido ou pelos telefones: 11 5693-4000 | 0300 789-3377.

Acessibilidade – motora e visual. Estacionamento: Sala A – Vallet R$ 45,00 e Self Park R$ 31,00. Sala B – Vallet R$ 30,00 e Self Park R$ 20,00.