CRÍTICA: O Contador




Por Luci Cara

Fazer o espectador torcer pelo personagem principal , um assassino , se dar bem em seu trabalho , é um indicativo de que o filme é muito bem feito , certo ? E não , isso não é um spoiler , está na descrição do filme em qualquer site ou resenha que a gente encontrar por aí. As surpresas são outras. 

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Um menino com “disfunção neuronal” , ou autismo severo , dificuldade de se relacionar e ter empatia ,  raciocínio lógico acima do normal, e um irmão como companheiro, é ajudado , com um bom nível de brutalidade , a se tornar um homem auto-suficiente, pelo seu pai, um severo militar. 

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Ben Affleck , o contador, tem duas distintas profissões , interligadas entre si : ajuda a descobrir fraudes fiscais de “foras da lei” , e também é contratado como assassino por esses mesmos “outsiders” , quando querem eliminar seus inimigos. Vive sozinho , e segue uma rotina para não surtar e nem ser descoberto. Até cruzar com um fiscal do Tesouro Nacional em seu caminho . E com uma esquisitona nerd e bonita. E com um outro assassino frio . Não conseguimos sentir cansaço, apesar do filme ter a duração um pouco maior do que o normal , e queremos entender toda a trama em que ele se envolve , a sua história de vida , saber se irá ou não ser preso , sobreviver , casar e ter filhos (quem sabe?)….  


Os homens vão querer ser um “herói” frio que coloca missões a cumprir em sua vida como metas , e as mulheres vão suspirar à espera de um guarda-costas com olhar distante e sorriso tímido. Aperte o play e deleite-se com uma prévia do que vem por aí!



Veja o trailer do novo filme de Renée Zellweger




Contracenando ao lado de Keanu Reeves, a atriz Renée Zellweger interpreta a mãe de um adolescente suspeito de ter assassinado o próprio pai no suspense “The Whole Truth”. 


A estrela de “O Diário de Bridget Jones” gerou controversa depois de surgir quase irreconhecível após realizar algumas cirurgias plásticas.

E você, achou que Renée está muito diferente? Assista o trailer abaixo e deixe sua opinião!

MEU REI: Entrevista exclusiva com EMMANUELLE BERCOT




Premiada como melhor atriz no Festival de Cannes por “Meu Rei”, Emmanuelle Bercot conversou com o Acesso Cultural sobre as filmagens do longa, como foi ganhar o prêmio de Cannes e muito mais. Confira a entrevista na íntegra!

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Você sabia que Maïwenn a tinha em mente para interpretar Tony desde o momento em que terminou de filmar POLISSIA?

Ela nunca tocou no assunto nos dois anos que se seguiram ao lançamento do filme. Então, um dia, ela apareceu com uma parte do roteiro – a parte que se passa no centro de fisioterapia – e me disse que queria que eu fizesse a protagonista do filme dela. Eu fiquei chocada.

Qual foi a sua reação inicial?

Foi ao mesmo tempo empolgante – a perspectiva de fazer um filme com Maïwenn é sempre estimulante para um ator – e irreal. Mas eu só fui mesmo entender a dimensão do que ela estava me pedindo quando ela me deu a versão final do roteiro.

Houve algum momento em que você pensou em recusar?

Sim. Por um bom tempo achei que não deveria ser eu a interpretar Tony e eu disse isso para Maïwenn. Eu dei mil bons motivos para ela: “Você precisa de uma mulher mais bonita, com coxas mais finas etc”. E então ela veio com uma frase para a qual não havia resposta: “Pare de julgar as minhas decisões. Você está falando comigo como uma diretora. O filme é meu, a visão é minha”. Isso bastou para mim. Ela já tinha me dirigido em POLISSIA, eu sabia o quanto ela adora atores. Eu sabia que ela não ia me deixar sozinha, sabia que não ia me abandonar, que ia me dar apoio.

Antes de se tornar diretora, você quis ser atriz e atuou em filmes regularmente. Esse papel principal em MEU REI foi uma espécie de vingança dos seus primeiros anos?

Eu adoro atuar. Eu atuo de tempos em tempos quando me oferecem papéis, mas desde que comecei a dirigir, atuar ficou em segundo plano. Eu não tenho nenhuma frustração quanto a isso, nem feridas a curar. A Tony de MEU REI foi um grande presente de Maïwenn e uma das surpresas da vida, mas de forma alguma uma vingança.

O filme exigiu muita preparação?

Maïwenn queria que eu estivesse em boa forma física. Eu trabalhei muito nisso junto com um instrutor, fazendo muita ginástica com pesos e exercícios de musculação que me ajudaram a ganhar uma boa percepção do meu corpo. Foi importante para a personagem, especialmente nas cenas no centro de educação física, e foi de grande ajuda para mim durante as filmagens. Maïwenn tem um estilo de direção que às vezes faz você se sentir drenado. É como um desafio esportivo: você tem que se esforçar para ultrapassar seus limites. Graças ao treinamento, eu estava mentalmente pronta. Maïwenn também me pediu para passar um tempo trabalhando com uma advogada e me deu dois livros para ler – “Full of Life”, de John Fante, e “O Movimento Romântico”, de Alain de Botton. Sem entender bem a ligação, eu tentei perceber o que chamou a atenção dela e o que ela queria que eu absorvesse para o papel. Sem dúvida que, inconscientemente, eu tirei elementos desses dois trabalhos para alimentar minha performance. Quando ela o escolhe para um papel, Maïwenn também está escolhendo a pessoa que você é. Para me preparar para Tony, também pensei muito neles como casal e mergulhei em algumas memórias da minha própria vida. Foi uma tarefa solitária que consistiu em escavar algumas emoções, certos estados mentais, para extrair material visceral que eu pudesse usar para ser o mais autêntica possível dentro da performance.

Isild Le Basco, que interpreta sua cunhada, trabalhou com você no seu início como diretora. Você a conhece, e já trabalhou com Maïwenn como corroteirista em POLISSIA. Parece que você tem quase uma relação familiar com elas.

Sim, são vínculos muito tangíveis, quase como os de uma família. Eu as conheço há muito tempo e havia algo de muito comovente nessa dinâmica que nos uniu através do filme.

Você diria que Tony é uma vítima?

De jeito nenhum. Nunca há vítima e algoz num casal! Tony tem que suportar muito, mas nunca desiste. Ela luta por seu ideal, que é começar uma família e viver com o pai do seu filho. Eu a vejo como uma guerreira. Mas o vício dela naquele homem impede que veja que a relação é impossível. Ela está se destruindo, mas continua. Ela não consegue controlar.

Fale sobre as filmagens. Você sentiu muita pressão?

Eu estava muito focada e só pensava no filme. A pressão vinha de manhã, quando chegava no set. Enquanto dirigia minha scooter, repetia para mim mesma: “Ela a escolheu, você está onde tem que estar, confie nela, você só tem que dar a ela tudo o que tem”. Quando eu chegava lá, não havia tempo para medo ou análises, eu estava trabalhando, no presente.

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Você discutiu suas cenas com Vincent Cassel?

Nós conversávamos muito sobre como víamos o casal e sobre as relações entre homens e mulheres, mas nunca na tentativa de concordar em como deveríamos interpretar.

Quais cenas você achou mais desafiadoras?

As cenas envolvendo felicidade são sempre traiçoeiras. Você sempre se preocupa se está sendo cliché demais, ou se está exagerando, sendo muito bobo ou romântico. Algumas das cenas de crise também foram difíceis.

Você começou filmando as cenas no centro de fisioterapia, onde Tony revive sua relação com Georgio nos últimos 10 anos.

E foi mais louco ainda porque eu não sabia tudo o que íamos filmar que envolvesse a relação deles ou até onde eu iria. Mas eu sabia bem como representar o sofrimento. Nessa parte, a atuação foi muito física, e eu acho isso fascinante, porque é orgânico. Durante o período de resiliência em que ela está curando suas feridas emocionais ao curar sua perna, Tony faz amizade com um grupo de jovens. Você sente que, apesar de ela ser mais velha do que eles, ainda tem algo da sua alma adolescente dentro de si. Eles a trazem de volta à vida. Graças a eles, ela recupera o gosto pelas coisas simples da vida, como sorrir, sair para caminhar, prazeres infantis até. Estou convencida de que são as crianças quem nos salvam, é isso o que o filme quer nos dizer de uma certa forma. É um renascimento através da energia da juventude, a cura através da descoberta de relações diretas e puras, sem agressões e mentiras, sem nenhum tipo de disputa de poder.

Como foi ganhar o prêmio de Melhor Atriz em Cannes?

Foi incrível. Foi o reconhecimento do trabalho (a personagem de Maïwenn e Etienne Comar, a direção de Maïwenn e a performance indissoluvelmente ligada a Vincent) por pessoas por quem, em sua maioria, tenho uma grande admiração. Depois eu sempre coloco os prêmios em perspectiva – eu nunca teria ganhado o prêmio se o júri fosse outro.

O filme da diretora e roteirista Maïwenn (Polissia), estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 22 de setembro. Imperdível!

Curta-Metragem brasileiro inspirado em “Chaves” é divulgado no YouTube




Por Leina Mara

Em homenagem à obra de Roberto Bolaños, o diretor Marcos Pena roteirizou o filme “Moleque”, inspirado na série mexicana de sucesso “Chaves”. 

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Com um ar realista, o filme usa crianças interpretando personagens infantis e tendo como cenário uma comunidade localizada em Santa Efigênia, bairro de Belo Horizonte, Minas Gerais. 

Os nomes dos personagens foram adaptados. Chaves se tornou Moleque, Seu Madruga é Soneca, Quico é Fred e Chiquinha é Fran. Os jargões famosos dos personagens também foram atualizados para o filme. 

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“Moleque” foi feito em parceria com Guerrilha Filmes e contou com o recurso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. 

Para dar continuidade à história, Marcos Pena está realizando uma campanha para arrecadação de dinheiro. 

Ficou curioso? Aperte o play e assista.




2 anos sem Robin Williams




Por Andréia Bueno

No dia 11 de agosto de 2014, o mundo acordou perplexo e ficou mais triste com a notícia da partida repentina e precoce do ator Robin Williams. 


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No ano passado, em entrevista à revista “People”, a esposa do ator, Susan Williams comentou sobre o que motivou o suicídio: a demência de corpos de Lewy (DCL), doença neurodegenerativa progressiva,que altera o estado de ânimo, os movimentos e causa alucinações.”Não foi depressão que matou Robin. A depressão foi, digamos, um dos 50 sintomas e um dos menos importantes, por sinal”, disse ela. Além da demência de Lewy, o ator lutava contra o mal de Parkinson, a depressão e a ansiedade.

Para homenagear este grande ator, vencedor do Oscar em 1998 por “Gênio Indomável” , listamos clássicos para assistir neste dia em que sua morte completa dois anos.

Patch Adams – O Amor é contagioso

Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar dele ser o primeiro da turma.




Sociedade dos Poetas Mortos

Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a “Sociedade dos Poetas Mortos”.

Gênio Indomável
Em Boston, um jovem de 20 anos (Matt Damon) que já teve algumas passagens pela polícia e servente de uma universidade, revela-se um gênio em matemática e, por determinação legal, precisa fazer terapia, mas nada funciona, pois ele debocha de todos os analistas, até se identificar com um deles.






Bom dia, Vietnã

Adrian Cronauer (Robin Williams) vai para o sudeste da Ásia para trabalhar como dj na Rádio Saigon, operada pelo governo americano. Em contraste com os tediosos locutores que o precederam, Cronauer é bem dinâmico e inicia sempre as transmissões com um sonoro e vibrante “Bom Dia, Vietnã!”, tocando músicas que não tinham sido aprovadas por seus bitolados superiores. As piadas que conta durante o programa provocam a indignação de Steven Hauk (Bruno Kirby), seu superior imediato, que tenta sabotá-lo.



           Uma Babá Quase Perfeita
Daniel Hillard (Robin Williams) está passando por uma fase complicada, acaba de se separar de Miranda (Sally Field) e perdeu o seu emprego. Impedido pela ex-esposa de passar mais tempo com os filhos, ele tem uma ideia inusitada para recuperar a relação com as crianças. Daniel veste-se como uma senhora idosa escocesa e tenta conseguir o cargo de babá no seu antigo lar.



Amor Além da Vida
Chris Nielsen (Robin Williams), Annie (Annabella Sciorra), sua esposa, e os filhos do casal formam uma família feliz. Mas os jovens morrem em um acidente e o casal é bastante afetado, principalmente Annie. No entanto, eles superam a morte dos filhos e conseguem levar suas vidas adiante, mas quatro anos depois é a vez de Chris morrer em um acidente e ser mandado para o Paraíso. Mas não um Céu com arcanjos e harpas, pois lá cada um tem um universo particular e o dele é uma pintura (sua mulher coordenava uma galeria de arte). Enquanto tenta entender o Paraíso, onde tudo pode acontecer, bastando que apenas deseje realmente, Chris fica sabendo que Annie, dominada pela dor, comete suicídio. Assim, ele nunca poderá encontrá-la, pois os suicidas são mandados para outro lugar. Mesmo assim decide tentar achá-la, apesar de ser avisado que mesmo que a encontre, ela nunca o reconhecerá.

The Birdcage – A Gaiola das Loucas
Armand (Robin Williams), dono de um “drag nightclub”, é homossexual assumido e vive com a estrela (Nathan Lane) da sua casa noturna. Quando seu filho (Dan Futterman) diz que vai se casar com a filha (Calista Flockhart) de um senador (Gene Hackman) e que os pais da noiva decidem conhecer a família, as confusões para manter as aparências começam.

Comédia Funcionário do Mês terá estreia antecipada




Filme teve a maior bilheteria da história da Itália

Milhões de italianos foram aos cinemas se divertir com os filmes estrelados por Checco Zalone sob a direção de Gennaro Nunziante, que consolidou-se como a maior bilheteria da Itália de todos os tempos. A partir de 18 de agosto, com a estreia de Funcionário do mês pela Galeria Filmes, o público brasileiro terá a chance de conferir o mais recente resultado dessa parceria.
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O filme conta a história de Checco, um funcionário público que leva uma vida pacata em uma pequena cidade italiana. Sua situação muda quando precisa fazer uma difícil escolha: deixar seu cargo estável ou ser transferido para longe da casa de seus pais para defender seu emprego. O herói opta por ficar com o emprego e começa uma peregrinação em vários postos de trabalho, em uma manobra para forçar sua demissão.

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Numa medida desesperada de seu superior, Checco é enviado ao Pólo Norte para defender pesquisadores italianos de ursos polares. O que ninguém esperava é que, em um local tão hostil, Checco encontraria o amor. Ele se apaixona pela cientista Valeria (Eleonora Giovanardi), que estuda animais em perigo de extinção. É assim que começa a aventura de Checco na descoberta de novos horizontes.

Confira o trailer: