Beyoncé é a estrela homenageada do “Teatro Musical Canta”

Beyoncé é a estrela homenageada do "Teatro Musical Canta"

Créditos: Divulgação


A pandemia que colocou o ano de 2020 no pause mexeu com o ritmo de muitas pessoas, e foi pensando justamente nisso que nasceu o ‘Teatro Musical Canta‘, projeto digital que estreou há sete meses e buscou formas de movimentar as coisas, não deixando os fãs e artistas do gênero parados. Somando mais de oito horas de conteúdo e mais de 130 mil visualizações, a atração realiza na próxima semana uma homenagem a Beyoncé, um especial dividido em dois programas e com estreia marcada para os dias 21 e 22 de dezembro, às 21h, pelo canal do YouTube do Sessão Popular, realizador da iniciativa.

Com sete edições anteriores que celebraram a vida e carreira de grandes vozes femininas da pop music internacional, ‘Queen B‘, como é conhecida, completa o time de estrelas ao lado de Lady Gaga, Rihanna, Madonna, Taylor Swift, Mariah Carey, Whitney Houston e Ariana Grande. Juntas elas tiveram mais de 80 canções interpretadas por mais de 100 artistas do teatro musical brasileiro, entre jovens talentos e veteranos do meio, que se empenharam nas mais diferentes e criativas produções durante o período da quarentena, na segurança de suas casas, e explorando suas versatilidades ao soltarem a voz em repertórios bastante diferentes daqueles pelos quais são mais conhecidos.

Para a última edição do ano, foram convidados 37 artistas, entre nomes que já se haviam se apresentado e estreantes no programa, que revisitarão boa parte da discografia da diva, que se tornou mundialmente famosa em 1997, como vocalista do trio Destiny’s Child, antes de deslanchar em carreira solo seis anos depois e passar a emplacar dezenas de hits e colecionar títulos e prêmios, como ser a mulher com mais nomeações no Grammy Awards e também a primeira a ganhar seis prêmios em uma única noite, ou até mesmo ocupar o 4º lugar na lista das “100 celebridades mais poderosas e influentes do mundo“, pela revista Forbes.

Para explorar um repertório de quase 40 músicas, a primeira noite de apresentações reúne Edu Storm, Éric Augusto, Pedro Navarro, Artur Volpi, Ivan Parente, Laura Castro, Ana Araújo, Yasmin Calbo, Guil Anacleto, Laura Lobo, Nani Porto, Stacy Locatelli, Thais Piza, Myrthes Monteiro, Luciana Artrusi, Bruna Trajano, Letícia Soares, Camillo e Daniel Haidar. Já na segunda noite se apresentam no palco virtual Gui Figueiredo, Lara Suleiman, Thór Junior, Beto Sargentelli, Luiza Phoenix, Abner Depret, Anna Akisue, Murilo Armacollo, Edmundo Vitor, Ana Luiza, Gui Leal, Felipe Assis Brasil, José Dias, Carol Botelho, Luci Salutes, Cássia Raquel, Amanda Souza e Merícia Cassiano.

Para os fã da cantora, que também traz no currículo experiências marcantes no cinema como atriz, estrelando filmes musicais como ‘Dreamgirls‘ e ‘Cadillac Records‘ – onde interpretou Etta James -, ou dando voz à icônica leoa Nala, no live-action ‘O Rei Leão‘, da Disney, não ficarão de fora representantes destes três trabalhos, além claro, das mais icônicas como ‘Crazy in Love‘, ‘Listen‘, ‘Love on Top‘, ‘Halo‘ e até mesmo ‘Bootylicious‘, que passou a ser uma palavra do Oxford English Dictionary devido ao grande sucesso.

O ‘Teatro Musical Canta‘, que uniu os mundos da música pop com o teatro musical, e conquistou plateias virtuais de todas as idades com seu formato diferenciado, foi inspirado no projeto americano ‘Broadway Sings‘, mas apostou em referências dos antigos programas de música da TV, onde os clipes se misturavam a um conteúdo informativo sobre os artistas. Com apresentadores que se revezaram ao longo dos meses, a edição será apresentada por Guil Anacleto, e terá a participação especial de Luis Rodrigues, criador do canal Sessão Popular, lançado em 2018.

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‘Teatro Musical Canta’ apresenta repertório de Ariana Grande

'Teatro Musical Canta' apresenta repertório de Ariana Grande



Os sucessos de Ariana Grande são a nova aposta do programa ‘Teatro Musical Canta‘, atração que desde maio reúne artistas do teatro musical em apresentações virtuais cantando hits de grandes divas da música pop internacional. A edição, 7ª do projeto idealizado pelo canal ‘Sessão Popular’ e que já reuniu quase 100 estrelas dos palcos, estreia dia 20 de novembro, às 20h, pelo YouTube do veículo.

Considerada um fenômeno teen, a jovem que iniciou sua carreira como atriz, subindo ao palco aos 15 anos para interpretar a personagem Charlotte, no musical ‘13‘, da Broadway, já pôde ser vista também em séries da Nickelodeon, como ‘Victorious‘ e ‘Sam & Cat‘, antes de adentrar ao universo da música e se tornar uma referência – o que não a impediu de participar da série ‘Scream Queens‘, dirigida por Ryan Murphy (Glee e The Prom).

Inspirada por estrelas como Mariah Carey, Whitney Houston e Madonna – estas também já celebradas em outras edições do programa, bem como Lady Gaga, com quem fez um feat em maio – Ariana foi indicada ao Grammy onze vezes ao longo de seis anos de carreira, e conquistou o único deles em 2019, vencendo a categoria ‘Melhor Álbum Vocal de Pop’ com seu ‘Sweetener’.

Dentre os sucessos que embalam a carreira da estrela estão ‘7 Rings’, ‘Side to Side’, ‘One Last Time’, ‘Rain on Me’, ‘Bang Bang’, entre outros, que não ficarão de fora do repertório apresentado por Ana Luiza, Artur Volpi, Bruno Sigrist, Carol Botelho, Lara Suleiman, Laura Lobo, Luiza Gattai, Marianna Alexandre, Nina Medeiros, Pedro Navarro, Stacy Locatelli, Tabatha e Victor Maia. A apresentação do programa, com fatos e curiosidades sobre a vida e carreira de cantora, fica por conta de Gui Figueiredo, que também se apresenta.

Ariana e os Musicais

Grande fã de musicais, a artista não se limitou a experiência de integrar um elenco em 2008 e se conecta ao gênero sempre que pode, tendo já abrilhantando uma produção de ‘Hairspray‘ adaptada para a TV e exibida pela NBC, no papel de Penny Pingleton, considerado por ela um sonho adolescente.

Na mesma emissora participou do especial de Halloween, ‘A Very Wicked Halloween: Celebrating 15 Years On Broadway‘, em homenagem ao musical ‘Wicked‘, emprestando sua voz para a canção ‘The Wizard and I‘. Sua paixão pela obra se reflete também no aceite do convite do cantor britânico Mika, para gravar uma versão remix de ‘Popular‘, hit de Glinda.

Outra conexão especial é com o hino ‘Somewhere Over The Rainbow‘, eternizado por Judy Garland no clássico ‘O Mágico de Oz‘, e que ganhou uma interpretação significativa da cantora durante uma apresentação beneficente. A versão, registrada na ocasião, teve sua renda revertida para as famílias das vítimas do atentado em Manchester, que tirou a vida de 22 pessoas em 2017.

E deixando sua marca também no cinema, dividiu com o cantor John Legend a canção icônica ‘Beauty and the Beast‘, famosa na voz de Céline Dion com Peabo Bryson desde o lançamento da animação, em 1991. O novo dueto foi a música tema de lançamento do live-action ‘A Bela e a Fera‘, lançado também em 2017.

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‘Teatro Musical Canta’ reúne artistas para cantar Mariah Carey

'Teatro Musical Canta' reúne artistas para cantar Mariah Carey

Créditos: Divulgação


Com 30 anos de carreira e inúmeros agudos que fazem dela uma cantora diferenciada no mundo POP, Mariah Carey é a diva homenageada no mês do outubro pelo programa digital ‘Teatro Musical Canta‘, realizado pelo Sessão Popular. A apresentação, que vai reunir muitos dos maiores sucessos da cantora, com seus momentos de atriz, estreia nesta sexta, 23, às 20h, pelo canal do YouTube do veículo, onde a interação entre os espectadores acontece ao vivo.

A estrela que entrou para o Guinness Book citada como ‘Pássaro Supremo‘, por seu alcance vocal de cinco oitavas, figurou algumas vezes no topo da Billboard com os hits que fizeram sucesso na sua voz pelas últimas quatro décadas. Com mais de 15 discos lançados, Mariah soma mais de 200 milhões de cópias vendidas e surpreendeu os fãs recentemente ao lançar seu sétimo álbum de compilação, ‘The Rarities‘, que reúne 32 canções divididas em 2 discos.

Tantos sucessos resultaram no programa especial em celebração à vida e carreira da cantora que, além de amante do Natal – paixão essa eternizada pelo hino temático ‘All I Want for Christmas is You‘ –, contabiliza alguns trabalhos como atriz, a exemplo do longa musical ‘Glitter – O Brilho de Uma Estrela‘, que estrelou em 2001. Ao todo, 14 artistas do teatro musical brasileiro se encontram virtualmente para soltar a voz em versões exclusivas, entre solos e duetos, de hits como ‘My All‘, ‘Hero‘, ‘I Still Believe‘, ‘Without You‘ e ‘Agains All Odds‘.

Apresentado por Gui Figueiredo, figura já conhecida de edições anteriores, ele será o responsável por pontuar os altos e baixos da carreira da rainha dos falsetes e anunciar o time de intérpretes, composto por Abner Depret, Benét Monteiro, Chiara Guttieri, Cidália Castro, Gabriel Camillo, Helga Nemeczyk, Jeniffer Nascimento, Kiara Sasso, Letícia Soares, Myrthes Monteiro, Pedro Navarro, Thiago Perticarrari, Tiago Barbosa e Vitor Moresco.

A apresentação online é a 6ª edição do projeto que nasceu durante a quarentena e vem proporcionando uma fusão entre os fãs de musicais e da música pop internacional. Com contornos de um programa musical, que remete às atrações de sucesso dos anos 90, a iniciativa já recebeu mais de 70 artistas, entre novos talentos e os já consagrados dos palcos, e ultrapassou a marca de 50 mil visualizações entre as edições completas e as apresentações individuais.

Para os próximos meses, o Teatro Musical Canta, que já homenageou Lady Gaga, Rihanna, Madonna, Taylor Swift e Whitney Houston, terá ainda uma data para Ariana Grande (20/11) e outra para Beyoncé (19/12), além de uma edição especial em parceria com o Festival Online de Teatro Musical – Minha Vez de Brilhar, que, em sua 3ª edição – com inscrições abertas -, voltada para crianças e jovens de 09 a 15 anos, proporcionará como recompensa para os finalistas a participação no programa extra do dia 29 de novembro, embalado pelo tema ‘Broadway Family’.

Artistas do teatro musical cantam hits da música POP

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Créditos: Divulgação


Você já pensou em ouvir diversas vozes conhecidas dos musicais entoando hits de estrelas da música pop em suas próprias interpretações? Com o projeto musical ‘Teatro Musical Canta‘, que estreia esta sexta, 22, às 20h, será possível. Inspirado na famosa série de concertos de Nova York, ‘Broadway Sings‘, um time de convidados talentosos, que se renova a cada mês, vai apresentar versões cheias de personalidade de conhecidas canções.

A iniciativa é encabeçada pelo canal ‘Sessão Popular‘, veículo destinado especialmente aos fãs de teatro musical e idealizado por Luis Fernando Rodrigues. Criado em 2018, após ocupar um lugar na lista de vencedores do primeiro edital do Ministério da Cultura e da Secretaria de Audiovisual voltado para YouTube, onde se diferenciou por oferecer conteúdo acessível através da linguagem de sinais e legendas simultâneas. Agora, ele se reinventa no mercado como uma alternativa de entreter o isolamento social e com uma programação especial.

Apostando sempre em conteúdos variados, entre divertidos e informativos, o projeto expande agora suas atividades e plataformas e estreia em breve seu novo site, além de retomar presença nas redes sociais, lançando, entre suas novidades, este projeto musical diferenciado, que poderá ser visto online, através do YouTube e do IGTV, no Instagram.

Com estreia marcada para 22 de maio, a primeira apresentação contará com os covers inéditos e exclusivos de Ana Luiza Ferreira, Pedro Navarro, Laura Lobo, Beto Sargentelli e Eline Porto, Thais Piza, Nikki Valentine, Abner Depret e Luisa Phoenix – que, além de participar, conduz o especial que vai homenagear uma das divas da música POP internacional, Lady Gaga, escolhida para inaugurar a primeira temporada. Para as próximas, pode-se esperar por um novo time estelar e repertórios icônicos de nomes como Rihanna, Madonna e Kelly Clarkson.

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Aladdin, direção de Carla Candiotto, tem voo do tapete e mágicas


Créditos: Renato Peixoto


Referência em teatro infanto-juvenil, a premiada diretora Carla Candiotto – Prêmio Governador do Estado na categoria Arte para Crianças, além de seis estatuetas APCA e cinco troféus São Paulo de Teatro Infantil/Jovem – traz sua linguagem artística diferenciada para embalar a nova produção da Chaim Produções. A marca criativa e inteligente da encenadora agora poderá ser vista em Aladdin, o Musical, que estreia em São Paulo dia 2 de novembro, sábado, no Teatro Porto Seguro.

No palco, uma carroça estilizada se transforma numa caixa mágica e funciona como teatro ambulante, mercado, quarto e gruta. Em cena, 12 atores e um pianista vestem 25 figurinos e interpretam uma trupe de teatro que viaja pelo mundo contando uma das mais incríveis narrativas de aventura. Entre os personagens, destaque para o tigre branco Namur (companheiro de Jafar, o feiticeiro maldoso e ávido por poder), o espirituoso gênio da lâmpada e o tapete que acha que é um cachorro e funciona, comicamente, com acrobacias. Aladdin é um ladrãozinho de pequenos furtos, que, através de uma lâmpada mágica e um gênio, começa a repensar a vida e o amor. A princesa Jasmine é uma adolescente que deseja ser livre para escolher os seus próprios caminhos, diferente das mulheres de gerações anteriores que vislumbravam apenas o casamento como desejo máximo e definitivo.

O ganancioso Jafar se comporta com a astúcia e movimentos corporais de um gato. O Tapete Voador faz várias acrobacias. O Tigre possui formação acrobática. No Aladdin de Carla Candiotto, o personagem Gênio é um jovem bailarino. “O gênio gostaria de estar no mundo do show business, ele faz uma pequena homenagem a Broadway”, descreve a diretora.Para embalar a história que se desenrola no universo da fantasia e imaginação, a diretora utiliza uma fusão de linguagens artísticas, característica marcante em sua obra. Tem teatro físico, circo, manipulação de bonecos e teatro de sombras, truques e efeitos especiais, além de vídeos com imagens de palácios, luas e estrelas. “É uma história sobre mágicas, tem um gênio que mora numa lâmpada, um tapete que fala e um tigre que pensa. Enfim, a magia existe o tempo todo.

Créditos: Caio Galucci

Além de conteúdo e concepção, esta montagem de Carla Candiotto aposta na qualidade também na escolha da equipe de criativos, como tem sido ao longo de sua carreira. Com direção musical de Carlos Bauzys, design de luz de Wagner Freire, figurino de Fábio Namatame, cenário de Bruno Anselmo, coreografia de Alonso Barros, videografismo e videomapping de André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo), design de som de Tocko Michelazzo e visagismo de Dicko Lorenzo, o espetáculo tem texto de Carla Candiotto e Igor Miranda e músicas de Carlos Bauzys (com letras de Igor). O elenco é formado por Andreza Meddeiros, Bruno Ospedal, Caio Mutai, Edmundo Vitor, Giu Mallen, Gustavo Della Serra, Joyce Cosmo, Léo Rommano, Marco Antonio Costa, Nábia Villela, Pedro Navarro e Thays Parente.

Temporada – De 2/11 a 08/12 – Teatro Porto Seguro – São Paulo, SP. Sábados e domingos, às 15 horas. Duração: 1h15. Classificação Indicativa: Livre. Ingressos – Plateia – R$ 90,00 e Balcão e Frisas – R$ 50,00.

Além da temporada em São Paulo, curta turnê nacional:

Dias 5, 6, 12 e 13/10 – Rio de Janeiro, RJ – Teatro Clara Nunes
Dias 19 e 20/10 – Brasília, DF – Teatro do Hotel Royal Tulip
Dias 26 e 27/10 – Campinas, SP – Teatro Iguatemi
Dias 15 e 16/12 – Manaus, AM – Teatro Manauara

15 Perguntas para Pedro Navarro, o Smee de Peter Pan – O Musical




Dono de muitas gargalhadas ao lado de Daniel Boaventura, o intérprete do divertido pirata fala sobre a reta final do musical e sua trajetória.

Por Walace Toledo

Foto: Caio Bonicontro

Aos 24 anos, Pedro Navarro é uma das revelações do teatro musical paulistano. Em sua segunda produção profissional, o jovem se destaca pela veia cômica em “Peter Pan, o Musical da Broadway”, da Touché Entretenimento, em cartaz somente até hoje (15) no Teatro Alfa (SP). 

Cantor desde pequenino, aos 6 anos Navarro dava os primeiros passos cantando e atuando nas produções em datas especiais na igreja. O grande público pode apreciar sua arte na montagem brasileira mais recente do clássico “GODSPELL” (2016), no papel de Lamar – sob a direção do premiado Dagoberto Feliz.

Formado na 1ª turma de formação em Teatro Musical da América Latina do SESI – SP e graduado em Cinema, Pedro conta ainda na bagagem com cursos técnicos na área vocal nos Estados Unidos. 

Na superprodução “Peter Pan, o Musical da Broadway”, além de termos o primeiro Pan interpretado por um homem (Mateus Ribeiro), vemos o braço direito do Capitão Gancho (Daniel Boaventura) jovial e  cheio de energia em cena, constraste com o personagem da animação Disney, conhecido mundialmente. A química entre a dupla pirata é encantadora e conquista o público adulto e infantil de cara!

Foto: Luís França

– Qual sua primeira memória de pisar num teatro como espectador e ator? 

Como espectador foi quando criança, em uma montagem de Branca de Neve, onde eu gritei a peça inteira “A MAÇÃ TÁ ENVENENADA! PRESTA ATENÇÃO” – não fui uma boa plateia (risos).

Como ator foi minha primeira montagem académica de musical. Lembro que fiquei super nervoso, mas ansioso para apresentar. A cortina abria e o elenco já começava em cena.

– O desenvolvimento do canto, foi em qual momento?

Eu canto a vida inteira. Com seis anos já me apresentava cantando e desde então não parei. Comecei a me informar muito quando fui estudar e trabalhar com Teatro Musical, e foi aí que me interessei por voz e pelo estudo da voz. As demandas do canto de teatro musical são outras, é outro lugar. E também continuo estudando até hoje, acho que esse é o segredo na verdade, não existe linha de chegada para estudo.

– Tem mais artistas na sua família que puderam ser sua inspiração? O que mais te motivou à carreira artística?

Não vim de uma família de artistas, mas existia muita música e arte em volta também. Talvez se os tempos fossem outros, alguns parentes meus teriam sido. Porém minha família sempre me incentivou a procurar e seguir uma carreira que eu realmente gostasse. 

O que me motivou na verdade foi ir descobrindo que apesar de me identificar com outras áreas, nenhuma me dava uma satisfação tão completa quanto essa área. O ‘bichinho’ de querer mais, a dedicação. A ambição, identificação, a sensação de estar no palco. Tudo isso conta. Eu pensei muito e ao mesmo tempo eu deixei acontecer. Nada é bom se é forçado.

– Em 2016, você integrou a mais recente montagem de “GODSPELL” como Lamar. Uma estreia Broadway nacional mais do que abençoada! O quão importante e transformador foi esse musical para você? 

Nossa, não poderia ter pensado em um título melhor para ser o meu primeiro trabalho. Vocalmente são musicas que eu adoro, então poder criar dentro de uma coisa que você tem total segurança é muito legal. Era um elenco super sincronizado. Aprendi tanto como artista e como profissional com o ‘Godspell’, e como foi uma jornada longa, o espetáculo foi se transformando de acordo com o nosso amadurecimento, do elenco e equipe. 

– É só conversar contigo cinco minutos para perceber sua comicidade natural. Porém em cena, dizem que fazer rir é mais difícil do que fazer chorar. Apesar do seu humor intrínseco, você concorda com essa afirmação? 

Não sei. São duas coisas bem extremas e bem difíceis. Acho que depende do texto, do personagem, do ator. Talvez as pessoas falem isso porque a comédia depende muito da plateia, a plateia que vai ditar o tom, o ritmo e etc. No drama o Ator tem um pouco mais de poder para dar o clima da cena. Mas tudo depende muito, de caso pra caso. Resposta objetiva a minha (risos).

Foto: Luís França

– Peter Pan é uma das fábulas que mais desperta e resgata o período da infância nas pessoas. Como ou quando você percebe que se conecta com a sua criança interior, não deixando ela sumir no caos adulto do dia a dia? 

Nossa, que pergunta complicada. Quando estou envolvido numa coisa que sou completamente apaixonado. O Peter Pan me trouxe isso. Cantar me traz isso. Teatro me traz isso. E poder aproveitar as coisas mais simples fora do trabalho. Poder ter um momento só meu, com a cabeça em outro lugar. 

– Você audicionou para “Peter Pan” já com foco no Smee ou tinha em mente outro personagem? 

Pelo contrário, eu fui audicionar aberto para qualquer coisa. Fui para mostrar o meu trabalho. Logo nas primeiras fases, se eles pediam uma energia de índio na coreografia eu fazia, pediam pirata? ‘Vamos lá’! – Quando recebi o material de Smee para adicionar aí sim foquei no personagem e repeti varias fases com as cenas. 

– A vitalidade e jovialidade do seu Smee são características contrárias à figura madura do Smee que o grande público está acostumado da animação Disney. Como foi encontrar esse jovem Smee? Foi uma decisão da produção?

Foi uma proposta minha, que a produção comprou bastante e construí com a ajuda de todos. Foi uma delicia, e um processo sem apego também. Se isso funciona, ótimo. Se a direção fala, ‘isso aqui não funciona’, ok, vamos achar outra maneira. Acho que é assim que tem que ser. 

– A conexão entre Smee e Gancho em cena flui naturalmente e com muita verdade. Como foi o primeiro contato e o processo com o Daniel Boaventura? Foi ‘química’ à primeira vista? rs

Foi! Nos demos bem logo nas primeiras audições, nosso humor combina muito. Ele é extremamente generoso, e um ótimo parceiro de jogo de cena. Temos uma química muito boa, e pela troca entre Gancho e Smee, isso transparece bem nas cenas para a plateia. 

Foto: Luís França

– Crianças são imprevisíveis, tem algum fato inusitado / engraçado que aconteceu em cena com você e o Gancho? Como é o feedback da criançada pós-espetáculo?

Em sessões com muita criança, as crianças tentam conversar com os atores no palco, gritam, as vezes nos fazendo perder a concentração, é divertidíssimo quando temos muitas crianças, mas realmente, são imprevisíveis. A recepção pós show é muito legal, é emocionante ver as crianças com roupas de Sininho, Gancho, saindo do teatro. 

– Agora sendo o Smee: Se o Capitão Gancho te ‘passasse a espada e o chapéu’, como você imaginaria esse líder dos mares? rs

Nossa, seria a grande festa do caqui louco, não acho que o Smee seria um bom líder, ele é uma ótima liderança entre o grupo, mas como líder mesmo, ele enlouqueceria muito. Seria engraçadíssimo, mas nada funcional. 

– Última semana da temporada paulistana, qual o sentimento nesta reta final? Quais aprendizados você levará desta experiência na Terra do Nunca?

Um sentimento de conquista, de tristeza, mas de felicidade por um ciclo bem sucedido que termina. Levo muitos aprendizados, muitos. Como Ator, artista, profissional e como pessoa. Com certeza não serei o mesmo, pois mudei de opiniões, me aprofundei na arte…

– Além de ator, cantor, coach vocal na ‘Casa Motivo’, você ainda é graduado em Cinema! Já pensou em unir todas as artes e produzir (e atuar) um filme musical nacional?

Já sim, aliás tenho pensado muito nisso (risos). 

– Num TOP5 de canções de musicais, quais não saem da sua playlist? E exceto musicais, quais artistas você ouve?

Mudam bastante mas agora: O cast recording inteiro de Mean Girls, Dead Evan Hansen e Songs for A New World. Fora dos musicais atualmente estou ouvindo muito: Yebba, Vincent , Shoshana Bean, Morgan James e Kate Rockwell.

– Para finalizar, pode compartilhar novidades sobre trabalhos pós-Pan?

Ainda não posso compartilhar (risos), mas estou muito ansioso pra poder falar e também para mergulhar em águas novas, com a experiência das coisas boas que estou vivendo agora.