DAVID GUETTA APRESENTA ‘LISTEN’ EM SÃO PAULO




Por Andréia Bueno
Fotos e Vídeo Rodrigo Bueno

Em passagem pelo Brasil com a sua “World Tour”, o DJ francês David Guetta assumiu as pick up’s no Pavilhão do Anhembi na noite da última sexta-feira (15).

Eleito pela revista “Billboard” o melhor artista de música eletrônica de 2015,  o pontual DJ subiu ao palco ao som de “Play Hard”, carro chefe de “Listen”, seu último álbum de estúdio, lançado em 2014, recheado de participações estreladas, incluindo as cantoras Sia e Nicki Minaj, além do cantor de soul John Legend.

Com direito a efeitos especiais e  iluminação exclusiva, o DJ colocou o público para dançar durante às 2 horas em que se apresentou e mostrou porque fica no topo da lista de melhores DJ’s do planeta.

Atração principal da noite, David se apresentou após  João Lee e o alemão Robin Schulz (convidado de Guetta nos shows em solo nacional). Ao final do show, David Bowie foi homenageado por Guetta com um remix do cantor. Tom Keller e Adriano Pagani encerraram a noite com chave de ouro.

Assumidamente apaixonado pelo Brasil, David interagiu com o público (estimado em 15.000 pessoas) e declarou o quanto estava feliz em poder se apresentar novamente em SP. Sendo esta a nona vez que David retorna ao país. 

Confira abaixo um trecho de “Play Hard”:

Cia Teatro Balagan apresenta CABRAS




“Quem já encontrou cabra que fosse animal de sociedade?

Tal o cão, o gato, o cavalo, diletos do homem e da arte? ”

João Cabral de Melo Neto

Fotos de cena de Ale Catan
CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam, novo espetáculo da Cia Teatro Balagan, estreia no dia 22 de janeiro, sexta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo. Na mesma noite haverá o lançamento do programa com a publicação do texto de Luís Alberto de Abreu que compõem a dramaturgia do espetáculo. A temporada segue em cartaz até 13 de março, sempre às sextas, sábados e domingos. 

CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam tem como tema central a Guerra. Porém, a guerra que encontramos na nova criação da Cia Teatro Balagan transcende o confronto direto em campo de batalha, ela é sonhada, esperada, narrada, fazendo-se presente em outras dimensões da experiência humana. Não é a guerra dizimatória, mas aquela que pressupõe e mantém a relação com o Outro – o Inimigo –, e que está presente nas manifestações sagradas e nas festividades, como atos de constante resistência e criação.

A investigação das matérias cênicas que, a princípio partiu do Cangaço, dos movimentos de resistência ao Estado, das guerras não oficiais, intituladas como revolta, ou banditismo, sempre fortemente reprimidas, e que findaram em geral com a decapitação e exposição das cabeças de seus líderes, se delineou em torno da tríade Guerra-Festa-Fé, três aspectos intrínsecos de uma ação de resistência e luta, cujos desdobramentos suscitaram uma diversidade de temas que tecem e constituem o território do espetáculo: o inimigo, a vingança, os conflitos parentais, o nomadismo, a cerca, o ethos guerreiro, o valor da palavra, entre outros, abordados sob diversas perspectivas culturais.

Do cangaceiro e do samurai, da mitologia hindu e da indígena, da cabra de João Cabral e da cabra de Dionísio, do pandeiro e da rabeca, da dança dos caboclinhos e dos cantos das Caixeiras do Divino, dos estudos biomecânicos e dos arquétipos animais do Kempô compuseram-se os corpos que narram, bem como as crônicas narrativas que integram o espetáculo.

O espetáculo, do ponto de vista da linguagem, aprofunda a pesquisa da Cia Teatro Balagan em relação à narrativa e ao ator narrador, foco de investigação constante desde a fundação da companhia e presente nos espetáculos anteriores, como em Recusa (que estreou em outubro de 2012, em São Paulo e que, desde então, percorreu diversos festivais do país. Foi indicado a 13 prêmios e conquistou seis, entre eles o Shell de melhor direção – Maria Thaís – e melhor cenário – Márcio Medina) e Prometheus – a Tragédia do Fogo.

Cabras, então, é narrado, cantado, tocado e dançado por um bando. Bando de cabras, bando de dez atores – vinte pegadas de alpercatas – que migram constantemente, transitando entre diversas perspectivas e vozes narrativas. O coro se sobrepõe à noção de protagonista e nenhuma personagem se consolida se não como lugar, como uma perspectiva a ser habitada temporariamente. Assim cada ator, transita por tantos lugares quanto são as acepções dadas à própria palavra cabra. Cabra é o animal, é gente, é o homem, é a mulher, é bandido, é polícia, é diabo – origem de expressões (e mitos) populares como “cabra macho”, “cabra safado”, “cabra marcado”, “cabra da peste”, a “cabra cabriola”, “a puta cabra”. 

“Para nós o termo evoca a potêcia transgressora do próprio animal, que não respeita cercas, limites”, diz Maria Thaís.

A composição dramatúrgica, criada por Luís Alberto de Abreu e Maria Thaís, é formada por vinte pequenas crônicas escritas por Luís Alberto de Abreu, que foram organizadas no espetáculo em quatro partes, cada uma contendo cinco textos narrativos: Guerra, Fé, Festa e Fogo-Paz-Fogo.

Guerra – a guerra parental (em que as tensões entre grupos familiares, como um fogo de monturo que, aparentemente apagado, pode reacender-se ao menor vento), do ethos guerreiro, da arma que espera a hora que vai matar.

Guerra-Fé – é a guerra tal qual inscrita nos corpos marcados pela escravidão do negro, pela dizimação cultural do índio, pela submissão do mestiço, a persistir e revelar outras visões de mundos.

Guerra-Festa – que permite a inversão do mundo ou a criação de um mundo sem fronteiras no qual a dimensão simbólica e mítica da guerra, traduz-se em danças, poesias, músicas e vestimentas; e, finalmente,

Guerra – Fogo,Paz,Fogo – é a inevitável alternância entre guerra-paz-guerra, dos cabras “que não se  espantam com a aspereza das pedras”.

Resultado da pesquisa e do diálogo travado entre encenadora e dramaturgo, a dramaturgia tem como premissa uma organização não temporal, mas espacial – ou seja, cada narrativa é independente, é um lugar, um espaço em que se configura uma perspectiva, um território; e, a multiplicidade na natureza das vozes, através de crônicas nas quais os objetos, os seres, os animais e os humanos narram os acontecimentos, revelando diferentes perspectivas de mundo.

A escritura cênica em Cabras, como em todos os espetáculos da Balagan, se define a partir do espaço. A longa e profícua parceria entre Maria Thaís e Márcio Medina,  diretora e cenógrafo e figurinista da Cia, norteia as escolhas da encenação que diferencia, pelo uso de diversos elementos a composição de cada uma das quatro partes,  transformando o Lugar da cena.

Em Cabras o Lugar – formado por um piso-terra, o sol vermelho e um único tronco de árvore – adquire significados e se transforma a partir da presença dos atores, do desenho da cena, dos figurinos, objetos, instrumentos, do desenho da luz e do público, que é parte integrante da cena. São os espectadores, divididos em duas arquibancadas dentro do espaço cenográfico, que criam os limites e a zona de fronteira da encenação.

Os figurinos são cromaticamente diferenciados a cada bloco e se transformam através de sobreposições a uma roupa-base que remete à forma da calça usada no Cangaço, agregando a ela os aspectos dos guerreiros, religiosos ou traços animais, como a própria figura da cabra.

O repertório musical e sonoro foi investigado e praticado durante todo o processo de pesquisa e é o resultado do trabalho de muitas mãos – direção, atores, do músico Alício Amaral, que foi professor de rabeca durante todo o processo – e, na versão final do espetáculo, contou com a Direção Musical de DrMorris. A sonoridade, construída a partir de dois instrumentos principais – a voz e a rabeca – é formada por cantos tradicionais (Brasil, México), cantos que remetem ao Cangaço, além de músicas especialmente compostas para o espetáculo.

O Processo de pesquisa

A pesquisa e a construção do espetáculo foram realizadas no decorrer de dois anos e meio e viabilizadas fundamentalmente pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que contemplou parte da pesquisa em sua 22ª e a etapa de conclusão do espetáculo na sua 26ª edições, além do edital Proac 08/2014, que possibilitaram no processo de investigação e criação o compartilhamento com o público – através de encontros com teóricos, pesquisadores e artistas, exibição de filmes, etc. – além da realização de oficinas, de uma viagem de campo à região fronteiriça dos estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás e a realização de quatro versões experimentais do espetáculo, apresentadas no período de maio a novembro de 2015.

A CIA TEATRO BALAGAN

Balagan é uma palavra presente em diversos idiomas como o russo, o turco, o árabe e o hebraico e pode significar teatro de feira, baderna, bagunça ou confusão. Essas definições provocam o projeto artístico da Cia, na atitude criativa e aludem a vozearia, a coexistência – em fricção –  de múltiplas vozes.

Desde seu surgimento os trabalhos da Balagan assumem uma dimensão pedagógica que abrange artistas e espectadores na medida em que propõem longos períodos de pesquisa e experimentação, nos quais o trânsito entre a criação em sala de ensaio e os momentos de abertura pública conjugam dois pólos da prática cênica: o fazer e o ver. É neste trânsito que as perspectivas teatrais possíveis, suscitadas pelo contato artesanal com as matérias escolhidas, se revelam.

Em 1999, a Cia estreou seu primeiro espetáculo, Sacromaquia. Desde então foram criadas outras cinco obras: A Besta na Lua (2003/2004), Tauromaquia (2004/2005/2006), Západ – A Tragédia do Poder (2007), Prometheus – A Tragédia do Fogo (2011 – em repertório) e Recusa (2012 – em repertório). Os espetáculos mereceram indicações e premiações da crítica especializada,  circulando por todo o Brasil e, em 2014, a Cia Teatro Balagan foi reconhecida como  Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de São Paulo (junto a um conjunto de vinte e dois (22) teatros independentes da cidade) por suas atividades de valor cultural referencial para a construção da identidade paulistana.

Sugestão de Sinopse:

Nas vinte crônicas independentes que compõe CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam, a GUERRA é o tema central. A vingança, o ethos guerreiro, o inimigo, os conflitos parentais, o nomadismo são narrados ou cantados por vozes humanas, de animais e, ainda, vozes de seres (a natureza, objetos), que revelam suas perspectivas, delimitam o território e a aventura de estar fora dele.

CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam

Estreia em 22 de janeiro (convidados), sexta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo

Ficha Técnica:

Atores: 

André Moreira, Deborah Penafiel, Flávia Teixeira, Gisele Petty, Gustavo Xella, Jhonny Muñoz, Maurício Schneider, Natacha Dias, Val Ribeiro e Welligton Campos.

Direção Maria Thaís

Texto Luís Alberto de Abreu

Dramaturgia Luís Alberto de Abreu e Maria Thaís

Cenografia e Figurino Márcio Medina

Preparação Musical Direção Musical Dr Morris

Preparação Musical (Rabecas) Alício Amaral

Iluminação Aline Santini

Divulgação Adriana Monteiro

Fotos Alexandre Catan

Produção Géssica Arjona

Assistente de Direção Murilo De Paula

Assistente de Cenografia e Direção de Palco Marita Prado

Assistente de Figurino Thais Teresa Lacerda Franco

Montagem e Operação de Luz Michelle Bezerra

Técnico de Montagem Mateus Fiorentino Nanci

Assessoria Sonora (acústica) Kako Guirado

Design Gráfico Regina Cassimiro

Ilustrações Paloma Franca

Design da marca Cabras Pedro Matallo

Captação e Edição de Vídeo Fernando Bergamini

Assistentes de Fotografia Juliana Borghi e Renan Martins

Secretaria Danilo Correa

Estagiário Felipe Boquimpani

Apoio Produção Ana Chiesa Yokoyama

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Preparação Musical  e Corporal

Professor de Rabeca Alício Amaral

Pesquisa e Repertório Musical Atores (que participaram de todas as etapas de pesquisa e criação),  Alício Amaral e Maria Thaís

Composição Musical Alício Amaral, André Moreira, Deborah Penafiel, Dr Morris, Flávia Teixeira, Gisele Petty, Gustavo Xella, Jhonny Muñoz, Maria Thais, Maurício Schneider, Natacha Dias, Val Ribeiro e Welligton Campos.

Oficina de construção de Rabeca Mestre Sebastião Pereira

Oficina de Kinomichi Christiana Cavalcanti

Oficina Introdução à exploração do canto vibratório e Encontro com Maud Robart (outubro de 2014)

Preparação Kempô Alexandre Gusmão

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Cenário                

Himawari8 (árvore, banco de bambu e sol);

Marita Prado e Nilton Araujo (piso)

Figurino

Costureiras(o)  Antônia Soares da Cruz (couros), Benê Calistro, Célia Calistro, Cidinha Calistro (roupas de papel), Conceição Aparecida da Silva (hakamas), Judite de Lima e equipe – Dilma Tibiriça, Dirlene Emílio,  Maria Lúcia da Silva e Teresinha de Lima – (roupa base, roupa branca e vestido vermelho), Domingo Soriano Venialgo (reformas)

Tratamento  Cesar Rezende de Santana (envelhecimento); Leka Oliveira – Atelier Etno Botânica (tingimento roupas de barro) e  Tinturaria Jam (tingimento hakamas)

Adereços

Cabeças Juliana Notari  (com assistência de Fábio Supérbi ); Máscara de arame Renata Sandoval ; Máscara de gravetos Murilo De Paula; Boizinho – construído para o espetáculo Tauromaquia Heloísa Cardoso

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Palestras e Encontros  Eduardo Duwe, Jorge Mattar Villela, Mateus Araújo Silva, Mestre Zé de Vina e Murilo Carvalho

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Espaços de Apresentação (versões experimentais) Condomínio Cultural, Cia da Revista, Caçamba de Arte, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e Centro Cultural da Juventude.


Serviço:

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

Estreia e lançamento do programa do espetáculo com o texto de Luís Alberto de Abreu que compõe a dramaturgia de Cabras – cabeças que voam, cabeças que rolam.

Estreia em 22 de janeiro, sexta-feira, às 21h ( Para convidados)

Temporada: de 23/01 a 13/03/2016 – sexta e sábado às 21h e domingo às 20h

Rua Vergueiro, 1000 – ao lado da estação de metrô Vergueiro

Telefone  (011) 3397 4002  

DURAÇÃO: 120 minutos

RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 12 anos

No anexo da sala Adoniran Barbosa

CAPACIDADE: 80 pessoas

INGRESSO: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia entrada

DIA PROMOCIAL – ingressos a R$ 3,00: 29/01/2016 

Thiago Fragoso estreia ‘AS BENEVOLENTES’ em SP




Romance de Jonathan Littell, vencedor do Grande Prêmio da Academia Francesa e do Goncourt 2006, ganha adaptação teatral inédita no país

Estreia nacional em 21 de janeiro de 2016 no Teatro Arthur Rubinstein na Hebraica, em São Paulo.

Temporada de 22/01 a 28/02/2016

Fotos de Rogério Louzada

O arrebatador e premiado romance de Jonathan Littell publicado originalmente na França em 2006, e no ano seguinte no Brasil pela Alfaguara/Objetiva, ganha versão teatral a partir de 21 de janeiro no Teatro Arthur Rubisntein, em monólogo encenado pelo ator Thiago Fragoso, com direção de Ulysses Cruz.

Desde quando leu o livro em 2007, Ulysses teve o desejo de levar para o teatro a obra considerada um tratado da maldade humana e que chegou a ser comparada pela crítica ao livro “Guerra e Paz”, de Tolstoi. “Quando li As Benevolentes, de Jonathan Littell, fiquei impressionado, não só com a capacidade narrativa do autor, como também com sua ousadia ao lidar com um tema tão complexo e arrepiante”, diz Cruz.

Thiago, que retorna aos palcos paulistanos após sete anos (sua última temporada foi em 2009 – com a peça Rock´n ‘Roll, de Tom Stoppard, no SESC Pinheiros) diz que o que mais o mobilizou no projeto foi a possibilidade de se discutir a “maldade humana”. 

“As Benevolentes faz uma implacável denúncia sobre a gênese da crueldade humana. Das memórias de um monstro inescrupuloso emerge toda a banalidade do mal, usando a definição proposta por Hannah Arendt em seu livro sobre o julgamento do nazista Adolph Eichmann. Sem buscar justificativas para seus atos bárbaros, o protagonista nos permite enxergar como o horror se constrói e se espalha no cotidiano”, ressalta o diretor.

A peça narra a trajetória de Maximillian Aue, um burocrata que se torna oficial da SS nazista (uma das mais famosas divisões da organização nazista de Adolf Hitler) e participa dos principais eventos que marcaram a ascensão e queda do Terceiro Reich, incluindo a derrota final do exército alemão com a tomada de Berlim pelos aliados, passando pela implantação dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau.

Aue é um intelectual altamente culto, que aceita exercer o papel de carrasco com frieza e distanciamento. Consegue escapar e viver com outra identidade, até que resolve contar sua história, sem se vangloriar, mas também sem nenhum sinal de arrependimento. Vivendo anonimamente na França, ele se recorda também de sua deturpada relação com a família.
“Horror. Essa é a mesma palavra que ecoa, sem ser pronunciada, entre os pensamentos torturantes de Maximilian Aue, o antivilão de As Benevolentes. Ele sabe que o que faz é injustificável, inútil e cruel. Mas seu refinamento filosófico e sua desprezível honestidade o impedem de ser um cínico. Em suas memórias ou ações não há busca por redenção, tampouco piedade. Seu desprezo pela política e sua incapacidade de acreditar na humanidade o libertam para o mundo — e o encarceram na mais absoluta solidão”, diz o idealizador do projeto Marco Antonio Araujo.
Littell utilizou a estrutura da música clássica, compassos e andamentos de uma ópera, para nomear os sete capítulos do livro: Toccata, Allemandes I e II, Courante, Sarabande, Menuet (en rondeaux), Air e Gigue.

“Em Toccata, capítulo de abertura do livro, está o embrião da peça e percebi isso quando alertado pelo jornalista Marco Antonio Araujo”, diz Ulysses.

Valderez Cardoso Gomes, tradutora e adaptadora, optou por extrair fragmentos que chamassem à reflexão a crueldade humana.  “O texto, embora esteja localizado historicamente na barbárie do Holocausto, nos permite pensar sobre a tragédia humana e a banalidade do mal que acompanha a humanidade até os dias de hoje”, acrescenta Cruz.

“O que perturba em As Benevolentes, para além do registro histórico, é a proximidade com a nossa época. A mensagem é clara: as atrocidades, a covardia, a arrogância daqueles tempos tenebrosos continuam presentes no nosso cotidiano. A maneira impiedosa com que alguns se comportam, em nome de uma suposta integridade, seja ela política, religiosa ou social, demonstra de forma inequívoca que os “escolhidos” tratam o planeta como se fosse deles, ignorando, com toques de cinismo, o fato incontestável de que chegamos aqui depois e que somos apenas hóspedes de uma terra que não precisa de nós, embora nós muito precisemos dela”, conclui Ulysses.
Para compor o personagem, o ator Thiago Fragoso contou com a preparação corporal do diretor de movimento Leonardo Bertholini, que nesta montagem assina também como diretor assistente; da luz de Caetano Vilela e da direção de arte de Veronica Valle,– um tributo às vítimas do mal construído a partir dos memorais do holocausto.
“Desde o início buscamos uma iconografia física em relação aos gestos para construir uma linguagem corporal apoiada na performatividade, sempre em consonância com a dramaturgia do espaço, de modo que em todas as coreografias e a cada apresentação tenha um fator eventual que se estabelece entre o público e o performer, explica Bertholini.
As Benevolentes é o primeiro monólogo do ator Thiago Fragoso no teatro.

A OBRA

‘As Benevolentes’ recebeu diversos prêmios, inclusive o prestigiado Goncourt (2206), além do Grande Prêmio da Academia Francesa. Best seller na Europa (só na França vendeu mais de 700 mil exemplares), chegou a ser comparado pela crítica especializada como um romance à altura de ‘Guerra e Paz’, de Tolstoi, por seu portentoso mergulho histórico, fruto de uma pesquisa contundente à qual o autor se dedicou por mais de dois anos.

O AUTOR

Filho do ex-jornalista e escritor de thrillers judeu polonês, Robert Littell, Jonathan nasceu nos Estados Unidos (Nova Iorque) em 1967, ganhou cidadania francesa onde foi morar aos três anos de idade e, hoje, vive em Barcelona, na Espanha. Estudou Letras em Yale, conheceu os dramas da Bósnia, Tchetchênia e Congo, regiões tomadas por guerras civis. Em 2001, abandonou o ativismo humanitário, dedicando-se exclusivamente à pesquisa que resultou em Les Bienveillantes.

Serviço:

Estreia para convidados – Dia 21 de janeiro

Temporada de 22/01 a 28/02/2016

Sextas-feiras, às 21h30 – R$ 60,00; Sábados, às 21h – R$ 80,00 e aos Domingos, às 18h – R$ 80,00.
Clube Hebraica, Teatro Arthur Rubinstein, Rua Hungria 1000.
Central de Atendimento do Clube – das 12h às 20h, Informações: 11 3818-8888

Indicação de faixa etária – 12 anos.

Duração 75 minutos

Vendas no local ou pelo ingresso rápido www.ingressorapido.com.br – Tel. 11 40031212

520 lugares

Acessibilidade

Estacionamento com manobristas – estapar vallet – RS 32,00

Companhia da Sombra apresenta teatro de terror à meia luz em SP




Com um candelabro aceso numa sala escura, a Companhia da Sombra convida os espectadores a encararem seus medos e comparecer ao Teatro UMC, em São Paulo, para o espetáculo Memento Mori – Um Ensaio Para a Morte. A peça é de teatro de sombras e está em cartaz durante os meses de janeiro e fevereiro, sempre aos sábados, com ingressos que variam de R$40 a R$20.

Sobre a peça

O espetáculo Memento Mori é inspirado nos clássicos da literatura gótica do século XIX e no cinema de horror da primeira metade do século XX. Um caleidoscópio de imagens sinistras se desenrolam numa grande tela diante dos espectadores. Ainda que não haja propriamente uma narrativa definida, as silhuetas são reconhecíveis e ressoam no imaginário e crenças de quem assiste de formas muito particulares, cada espectador “compondo” sua própria história. 

Essa é a aposta do diretor Rodrigo Emanoel Fernandes: “A iconografia do horror gótico é muito presente no nosso imaginário, independente do interesse que cada um possa ter pelo tema. Mesmo que você nunca tenha se interessado muito por filmes de horror ou temas do oculto, certamente você já especulou sobre a morte, sobre a possibilidade de continuar ou não existindo de alguma forma depois dela, já sentiu o medo do escuro e já teve a impressão de sentir presenças em lugares sabidamente vazios”, reflete. “Quando as atrizes projetam as sombras na tela estamos tentando atingir esses pontos de pressão no público e temos obtido resposta”.

“De forma meio consciente, meio inconsciente, acabamos nos inspirando em alguns dos autores mais pessimistas do gênero, como Sheridan Le Fanu ou mesmo Poe”, prossegue Rodrigo, “mas foi especialmente Ambrose Bierce que nos marcou, um autor americano que tinha um estilo muito particular para seus contos de fantasmas e desaparecimentos misteriosos. É uma constante em suas histórias espectros perdidos que vagam por uma espécie de limbo incompreensível, em perpétua desesperança. De uma forma ou de outra, nosso espetáculo mostra esse tipo de reflexão mórbida”.

Sobre a Companhia

A Companhia da Sombra é um grupo ainda jovem, mas que busca se estabelecer no cenário nacional das artes cênicas pela combinação de duas linhas de pesquisa criativa: o aprofundamento na linguagem e técnicas do teatro de sombras e o resgate dos pressupostos temáticos e dramatúrgicos do gênero do horror, suas raízes literárias e fílmicas, num retorno proposital às obras e autores que estabeleceram os fundamentos do gênero.

“O teatro de sombras é uma das manifestações cênicas mais antigas”, nos conta Daiane Baumgartner, atriz e coordenadora do grupo. “Suas origens são milenares, desenvolvidas paralelamente em todos os continentes. Tem algo de muito direto e fundamental no ato de projetar sombras numa tela, as silhuetas são como ícones que evocam universos na imaginação do público. E a nossa aposta é justamente nessa combinação que nos parece quase “natural” entre a linguagem do teatro de sombra e a tradição do horror gótico, que está tendo uma espécie de renascimento na cultura popular, como se pode perceber pelo sucesso de séries recentes como Penny Dreadful e filmes como A Colina Escarlate, com todo o seu repertório de castelos, neblina, fantasmas e inspiração na literatura clássica do final do século XIX”.

Parcerias

O espetáculo Memento Mori – Um Ensaio Para a Morte foi construído a partir do apoio da lei de incentivo à cultura ProAC Editais, da Secretaria de Estado da Cultura. A Companhia da Sombra foi contemplada com o edital que financiou a pesquisa, materiais e toda a concepção da peça, que já foi apresentada em cidades do interior paulista como Rio Claro, Santa Gertrudes, Corumbataí e Bauru. Para estrear em São Paulo, a Companhia contou com a parceria do Teatro UMC, que cedeu o espaço para ensaios, e agora abriga as apresentações.   

Sobre o Teatro UMC

Projetado para múltiplo uso e com modernos equipamentos de mecânica cênica, iluminação e sonorização, seguindo padrões técnicos internacionais, o espaço tem capacidade para290 espectadores e possui infraestrutura e tecnologia adequadas para receber espetáculos diversos. Com palco de 14m x 7m, o teatro conta com camarins equipados com ar condicionado, cadeiras, guarda-volumes, espelhos, banheiros com chuveiros exclusivos, araras e escada com acesso exclusivo ao palco (camarim seco). Charme à parte, o Teatro UMC tem jardim e espaço gourmet com atendimento da rede Fran´s Café, com mesinhas, cadeiras, ombrelones e bancos. O foyer possui som ambiente, iluminação diferenciada, rede Wi-fi e banheiros. De acordo com a lei, o Teatro UMC possui acessibilidade. Assim, está adaptado para acesso facilitado para pessoas com deficiência física, como banheiros e rampas apropriados.
Sinopse
O Memento Mori é a lembrança da morte. A terrível consciência da finitude que nos define como espécie. A Companhia da Sombra convida a todos a adentrar nas trevas para não apenas lembrar da morte, mas dançar com ela um melancólico bailado!

Ficha Técnica 
Concepção: Companhia da Sombra 
Direção e Pesquisa: Rodrigo Emanoel Fernandes 
Dramaturgia: Companhia da Sombra 
Atrizes/Ator- Sombristas: Bruna Villa, Daiane Baumgartner, Fabíola Gonçales e Marcos Calegari (trabalham apenas 3 atores por apresentação)
Cenário: Juciê Batista 
Música original e fotografia: Bruno Hayata 
Operador de som: Bruno Hayata/ Rodrigo Emanoel Fernandes
Ilustração e Comunicação Visual: Glaucia Silva  
Produção: Andressa Francelino, Daiane Baumgartner e Fabíola Gonçales.

Serviço
Memento Mori – Um ensaio para a morte
Sábados, de 16/jan a 27/fev, às 19:00h.  (Exceto dia 06/fev)
Onde: Teatro UMC – Av. Imperatriz Leopoldina, 550 – Entrada pelo Boulevard Lateral do Fran’s Café. 
Bilheteria: (11) 2574-7749. 
Concepção: Companhia da Sombra. 
Classificação etária: 14 anos. 
Duração: 50 minutos. 
Ingressos: Antecipados – R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia). 
Site de vendas: www.compreingressos.com 
Estacionamento: local ao preço de R$15,00 o período. 
Ar condicionado, wi-fi e espaço gourmet do Fran´s Café.

ESTREIA: DIGA QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU




Inspirado no universo do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980), estreia no dia 20 de janeiro no Teatro Augusta o espetáculo Diga que Você já me Esqueceu, com texto e direção de Dan Rosseto.

A tragicomédia apresenta temas comuns à obra de Nelson Rodrigues. Em cenas realistas, os personagens lidam com situações em que devem explorar suas motivações, fantasias, desejos secretos e a autopunição.

Durante a apresentação o público passeia, dentro de um contexto artístico com capacidade total de catarse, por sensações provocadas intencionalmente pelos atores o que torna possível motivar, podar, punir, seduzir, fantasiar, chocar e fazer refletir.

A peça repousa sobre a palavra, trabalhada dramaticamente e resulta em uma poesia e a fragilidade que se funde com o poético.

Para dar um ar mais realista o cenário e figurino, foram trazidos para os anos de 1950, época em que a peça se passa, assim como a trilha sonora.

No elenco os atores Adriano Toloza, Ângela Figueiredo, Luciana Garcia, Pedro Bosnich, Renata Maia, Thalyta Medeiros, Thais Boneville, Tiago Pessoa, dão vida aos personagens rodriguianos.

Sinopse: É chegado o dia do casamento de Silvio e Lúcia, um casal unido pela família que guarda em ambos os lados muitos segredos que estão à beira de serem revelados no dia desta cerimônia, marcada para a tarde num belo jardim. O que era para ser uma feliz comemoração desfia em sua trama acontecimentos do passado que trazem as personagens até a sombria tarde de hoje, onde um
temporal assinala tragédias e confissões.

FICHA TÉCNICA:
Texto e direção: Dan Rosseto
Elenco: Adriano Toloza, Ângela Figueiredo, Luciana Garcia, Pedro Bosnich,
Renata Maia, Thalyta Medeiros, Thais Boneville, Tiago Pessoa
Assistente de direção: Arno Afonso
Produção: Fabio Camara
Cenário: Alcides Peixe
Figurino: Danielli Guerreiro
Fotos: Raquel Pinheiro
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: Applauzo Produções, Harsea Teatro, Lugibi Produções Artísitcas,
Pessoa Produções

SERVIÇO:
LOCAL: Teatro Augusta (Rua Augusta 943, Consolação), Sala Paulo Goulart,
302 lugares. Acesso à deficiente.
DATA: 20/01 até 31/03 (Quartas e Quintas às 21h)
INGRESSOS: R$ 40,00 (Inteira). Aceita cartões.
INFORMAÇÕES: (11) 3151 4141
DURAÇÃO: 70 min
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

LUIZA POSSI TRAZ DE VOLTA A SP O SHOW ESPECIAL DE VERÃO




Pelo terceiro ano consecutivo, Luiza Possi apresenta, em São Paulo, o “Projeto Especial de Verão. O show, já esperado todos os anos pelos fãs, acontece dia 23 de janeiro, sábado, no Centro Cultural Rio Verde.

Para o repertório, Luiza escolheu novamente somente músicas que combinem com o clima da estação, que coloquem o público para dançar e, apesar de serem músicas preferidas dela, que não façam parte do repertório comum de seus shows. Entre as canções escolhidas para o set list, estão sucessos de Michael Jackson, Charlie Brown Jr, entre outras supresas.

A banda que acompanha a cantora no palco é formada pelos músicos Bruno Coppini (baixo), Ivan Teixeira (teclado), Will Bone (sax e violão), Zeca Loureiro (guitarra) e Ramon Montagner (bateria).

SERVIÇO

Luiza Possi | Show de Verão 2016

Local: Centro Cultural Rio Verde

Data: dia 23 de janeiro | sábado

Horário: 21h30. Abertura da casa: 20h

Preço: R$50 (primeiro lote)

Vendas: www.sympla.com.br. Aceita todos os cartões de débito e crédito.

Estacionamento na frente do local

Acesso para deficientes

Ar condicionado