Maria Gadú mostra nova faceta em show




Por Andréia Bueno
Fotos Rodrigo Bueno

A cantora Maria Gadú subiu ao palco da Casa Tom Brasil na noite do sábado (29) para apresentar Guelã, show baseado em seu terceiro trabalho de estúdio, no qual assina a produção.

Mesclando a tradicional MPB com toques de experimentalismo, Gadú surpreendeu e empolgou a plateia em diversos momentos, como por exemplo quando interpretou a canção “O bloco”, no qual trouxe um ritmo diferente com a presença de instrumentos tribais que formam um conjunto incrível com a letra.

Acompanhada por Federico Puppi (cello), Lancaster Pinto (baixo) e Bianca Godói (bateria), a cantora também apresentou canções dos discos anteriores com nova roupagem, e foi muito aplaudida, inclusive durante a interpretação do clássico “Ne Me Quites pas”.

Além da bela apresentação de Maria Gadú, os admiradores foram agraciados com a presença da mãe da interprete, D. Neusa Maria que realizou sessão de autógrafos para o lançamento  do livro Sobreminhapessoa.com  no saguão da casa de espetáculos, antes do show.

TEMPORADA PRORROGADA: OS ESTRANHOS QUE NOS HABITAM




Por Rodrigo Bueno

Em cartaz desde agosto no Top Teatro, a peça “Os Estranhos Que Nos Habitam” fez tanto sucesso que estendeu a sua temporada até 30 de setembro

Foto: Divulgação

Com Bruno Narchi, Carina Gregório e Diego Antunes no elenco, ‘Os Estranhos Que Nos Habitam‘ mobiliza a narrativa tensional do suspense e promove uma pertinente discussão sobre o comportamento humano. Santiago (Bruno Narchi) é um jovem escritor de romances que tem dificuldades em socializar, vive em posição de desconfiança e uma tendência para antipatizar com outras pessoas. Ele sofre do transtorno de agorofia, e o medo de sair de casa o mantém enclausurado em seu apartamento há 3 anos. Sua única companhia é a imagem de um Homem Branco – Theodoro (Diego Antunes), que se confunde com um dos personagens do seu livro, ao mesmo tempo retrata sobre alguém que amou demais. Seu cotidiano passa a se tornar mais problemático, ao receber a visita constante de sua nova vizinha, a tímida, prestativa e solitária, Cecília (Carina Gregório) que insiste em manter um vinculo de amizade com ele. Duas pessoas que escondem um caráter frágil, uma personalidade ambígua e que têm muita dificuldade em lidar com os seus sentimentos.

Foto: Divulgação

“O perigo não é abrir seu coração a qualquer pessoa. O perigo está em quem você escolhe prender dentro dele” – SANTIAGO
O texto de Wagner D’Avilla foi inspirado no “Estudo Comportamental da Obediência” do psicólogo Stanley Milgram que avaliou e revelou o comportamento que demonstra como cidadãos comuns, pessoas aparentemente equilibradas, podiam cruzar os tênues limites da maldade. Na obra, o autor manipula as informações dadas ao público de forma que tudo se encaixe aos poucos, sem jamais perder a sensação de estranhamento diante do exibido, como um grande jogo de xadrez formado por diálogos e ações estrategicamente pensadas.

Foto: Divulgação

A produção, dirigida por Antônio Ranieri, está em cartaz todas as quartas-feiras, até dia 30/09 no Top Teatro em São Paulo. O Acesso Cultural super recomenda!





Serviço:

Os Estranhos Que Nos Habitam

Quarta-Feira às 21h00 até 30 de Setembro
Quanto: R$ 40,00 inteira R$ 20,00 meia-entrada

TOP Teatro – Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista – São Paulo
Duração: 60 minutos
Recomendação: 15 anos
Gênero: Suspense / Drama

A Língua em Pedaços em cartaz no Teatro Eva Herz




Por Andréia Bueno

Com Ana Cecília Costa (idealizadora do projeto e interprete de Santa Teresa) e Joca Andreazza no papel do arauto da poderosa Igreja Católica, o espetáculo acontece na cozinha do Mosteiro São José, primeiro convento de Carmelitas Descalças fundado por Teresa  e mostra o embate entre a carmelita e seu inquisidor, que a acusa de subversão e heresia por causa de suas experiências místicas.

Foto: Divulgação

A peça celebra os 500 anos do nascimento de Santa Teresa D’Ávila, com texto de Juan Mayorga que é baseado no livro autobiográfico (O Livro da Vida) da poetisa e santa espanhola Teresa d’Ávila (1515-1582). Em suma, “A Língua em Pedaços” mostra a incompreensão em torno de Santa Teresa d’Ávila e concede ao público brasileiro a oportunidade de conhecer melhor sua vida e pensamento.

Após temporada de sucesso no CCBB, onde estreou, o espetáculo “ A Lingua em Pedaços” está em cartaz no Teatro Eva Herz, com sessões aos sábados com temporada prorrogada até 12 de dezembro.

O Acesso Cultural recomenda!

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A atriz Ana Cecília Costa tem um convite especial para todos que curtem o #AcessoCultural. Vem ver!
Posted by Site Acesso Cultural on Sábado, 8 de agosto de 2015




Serviço:

A Língua em Pedaços

Com Ana Cecília Costa e Joca Andreazza

De Juan Mayorga

Direção Elias Andreato

Todo sábado ( até 12/12)  às 18h, no Teatro Eva Herz

Ingressos:

Na bilheteria

Unidade: Conjunto Nacional

Endereço: Av. Paulista, 2073 – Bela Vista – São Paulo/SP

Horários: Terça a Sábado, das 14h às 21h

Domingos, das 12h às 19h 

Pela internet: 


A compra está sujeita a uma taxa de conveniência de 15% sobre o valor de cada ingresso 

Pelo telefone:

Call center da Ingresso.com:

*A compra está sujeita a uma taxa de conveniência de 20% sobre o valor de cada ingresso

Ziza Fernandes grava DVD no Theatro Municipal de SP




Por Lívia Maria Guedes e Rodrigo Bueno

Na última segunda-feira, 31, a cantora Ziza Fernandes subiu ao palco do Theatro Municipal de São Paulo para a gravação do seu primeiro DVD, intitulado ‘Segredos‘.

Crédito: Rodrigo Roncolato

Comemorando 25 anos de carreira a cantora que também é professora do “Curso de Expressão Viva” da Oficina Viva Produções encantou o seu público com sua alegria, autenticidade e leveza em conduzir cada momento do DVD.  Músicas de sua autoria como ‘Volta Pra Casa’, ‘Tempo de Vitória’ e ‘Para Ser Amado’ fizeram parte do setlist. A gravação do ‘Segredos’, contou com a participação especial do Padre Fábio de Melo e do cantor Maninho.
Com ingressos esgotados, o show aconteceu de forma simples e verdadeira sem necessidade de repetição das canções. “Foi realmente um show valendo!” diz Ziza.

Crédito: Rodrigo Roncolato
Crédito: Rodrigo Roncolato

Os seguidores da cantora comentam nas redes sociais que já estão ansiosos para o lançamento deste novo trabalho, muitos já querem ter o DVD físico em mãos. O lançamento está previsto para o dia 05 de dezembro em um evento da TV Canção Nova, o Hosana Brasil.

Você também ficou curioso para saber mais sobre Ziza Fernandes? Não deixem de acompanhar o Acesso Cultural!

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É HOJE! Ziza Fernandes grava o seu DVD #Segredos no Theatro Municipal de São Paulo e deixou um recado para a galera do Acesso Cultural, confira! #ZizaFernandes

Michel Teló grava DVD no Espaço das Américas




Por Andréia Bueno

Com alta tecnologia e performances que surpreenderam a plateia, Michel Teló gravou o seu novo DVD intitulado “Baile do Teló” no Espaço das Américas, em São Paulo na madrugada da última quinta-feira (2).

Com direito a imensos telões,um dos diversos detalhes tecnológicos da apresentação foi a utilização de câmeras em 360º. Isso permitirá que os fãs assistam ao DVD olhando para todos os ângulos da imagem, como se estivessem no palco com o músico. 

O show contou com participação especial de Seu Jorge (nas canções “Diz Aí Teló” e “Burguesinha”), da dupla Breno & Caio Cesar  (em “Não me Leve a Mal”) e do Padre Rodrigo Ferreira mas o momento mais emocionante foi quando se juntou aos amigos do grupo Tradição, com o qual Teló começou a carreira. Juntos, eles cantaram  ˜Barquinho” e “Pra que Rumo Nóis Vai”.

Polivalente, Teló mostrou versatilidade ao tocar bateria, viola, guitarra e sanfona. E por falar em sanfona, Michel se emocionou ao tocar sua primeira sanfona, presente do pai quando tinha 9 anos de idade e em certo momento da apresentação, fez um pout-pourri tocando desde “Asa Branca” de Luiz Gonzaga, passeando pelo “Tema da Vitória” (de Ayrton Senna) finalizando com  “Sweet Child O’ Mine”, do Guns ‘N Roses. 

Com duração de quase 3 horas, a gravação teve 29 músicas, sendo que sete não entrarão no DVD. A maioria das canções são inéditas, como “Prefiro a Solidão”, “O Presente e o Futuro”, “Essa Mania”, “Não Tem pra Ninguém”, “Chocolate Quente”, “Tá Quente”, “Coração Cansou”, “Hoje Tem”, “Ah Tá! Pera” e “Levanta o Copo”. Hits como “ Amiga da Minha Irmã”, “Humilde Residência” e “Ai, Se Eu te Pego” não poderiam ficar de fora do setlist. O lançamento do DVD está previsto para o mês de novembro.

Ao final, Michel surpreendeu sua mulher, a atriz Thais Fersoza ao dedicar-lhe a canção “Cantor e Atriz”, composta especialmente para ela. 

Famosos como o cantor Daniel, a dupla Maria Cecília & Rodolfo, os interpretes da dupla Rosa & Rosinha,  a ex-panicat Juju Salimeni , o humorista Carlinhos e Geisy Arruda comparecem à apresentação. 

TEATRO: Canção dos Direitos da Criança estreia em SP




A mais importante obra musical de Toquinho estreia dia 12 de setembro com direção de Carla Candiotto

Clássico do musical infantil brasileiro, espetáculo de Toquinho e Elifas Andreato tem canções compostas para a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Foto: João Caldas

O disco – interpretado por Chico Buarque, Elba Ramalho e Leonardo, entre outros grandes nomes da MPB, ultrapassou a marca de 500 mil cópias vendidas. Para encenar a obra, foi convidada a diretora Carla Candiotto, que tem nome associado às mais importantes e premiadas produções do teatro infantil. Encabeçando o elenco está a atriz Carol Badra.

O mais importante entre todos os trabalhos musicais do violonista, cantor e compositor Toquinho para o universo infantil, o disco Canção dos Direitos da Criança (interpretado por grandes nomes da Música Popular Brasileira, como Chico Buarque, Elba Ramalho e Leonardo) virou espetáculo musical que estreia no Teatro Frei Caneca dia 12 de setembro, sábado, às 16 horas, para temporada de dois meses.

A ambientação remete à era vitoriana, em meio à Revolução Industrial. Engrenagens, polias e chaminés complementam o cenário de um mundo que começa a ser regido pelas máquinas e onde as crianças são obrigadas a trabalhar mais do que gente grande. No desenrolar da história, a cenografia se desdobra e revela também objetos circenses e coloridos, e personagens característicos como o leão, o elefante e a bailarina, elementos que levam o público a um verdadeiro conto de fadas.

Com músicas de Toquinho e Elifas Andreato, o espetáculo – realização da Script Produções – tem texto e direção de Carla Candiotto, cenário e figurino de Marco Lima, luz de Wagner Freire e direção musical e arranjos vocais de Daniel Rocha. O elenco reúne Carol Badra (Rainha), Fabiano Medeiros (Menino), Igor Miranda (Faxineiro e Primeiro Ministro), Bernardo Berro (Coisinha), Carolina Rocha (Coisinha), Lucas Cândido (Coisinha), Renata Airoldi (Coisinha) e Thiago Ledier (Coisinha).

Foto: João Caldas

Inspirado na Declaração Universal dos Direitos da Criança, Toquinho e Elifas compuseram 10 músicas, cada uma para um dos 10 princípios aprovados pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em novembro de 1959. Para dar vida às canções e encenar o espetáculo, a premiada diretora Carla Candiotto (prêmios APCA e Coca-Cola Femsa) foi buscar na história a origem dos direitos da criança. Encontrou conteúdo na figura de uma intelectual, escritora e humanista inglesa, pioneira do movimento em defesa dos direitos da criança, Eglantyne Jebb (1876-1928).

Para a diretora, um dos desafios de seu trabalho foi criar um espetáculo sobre os direitos das crianças sem ser didática. A estratégia foi mesclar o período histórico do começo da Revolução Industrial com a linguagem clownesca. Os personagens das crianças, todos com trejeitos e personalidade, geram uma simpatia quase imediata com o público. “As crianças acabam se identificando com os personagens”, conta Carla. Os ensaios contaram com a participação crítica de Inácio e Regina, filhos de Carla Candiotto e Carol Badra, respectivamente.

Divertido e atual, o texto do espetáculo foi criado pela diretora durante os ensaios. A montagem tem o estilo característico de Carla Candiotto (criadora da premiada Cia Le Plat du Jour, ao lado de Alexandra Golik) – rápidas movimentações, corre-corre, cenas limpas e bem desenhadas, ação concentrada em um personagem para facilitar o entendimento dos pequenos, luta e bordões que marcam cada tipo.

No reino da Rainha Má, as crianças são chamadas de “Coisinha” para simplificar o tratamento e estão às voltas com planos mirabolantes para convencer a todos de que precisam de mais comida. Nessa aventura, precisam vencer o fiel escudeiro da Rainha, o Primeiro Ministro, que quer dominar o mundo e ser o mais lindão do Reino.

Com 60 minutos de duração, a peça dosa na mesma medida texto e música (foram selecionadas 7 das 10 canções do disco para integrar o musical), entre elas Gente tem sobrenome, É bom ser criança, Imaginem, Natureza distraída, Herdeiros do Futuro e Aquarela, a única que não faz parte do disco A Canção dos Direitos da Criança.

Cada uma das crianças do reino tem características bem peculiares. Há o rapaz inteligente mas prolixo, que faz todos os amigos dormirem com suas explicações; a menina cheia de ideias mirabolantes, que se expressa com a linguagem do rap, e o garoto ingênuo e bondoso, que sempre é escolhido para encarar as aventuras decididas pelo grupo. A paixão pela turma, bordões e brincadeiras de quente e frio ajudam a deixar o espetáculo ainda mais identificado com o universo da garotada.

A Rainha criada para Canção dos Direitos da Criança foge do estereótipo de poder e malvadeza de outras histórias infantis. A personagem solitária vive a conversar sozinha ou com o agressivo cachorro Vulcão. Seu motivo para ser tão má parte de um grande segredo revelado apenas no final da peça.

“Ela tem um buraco no peito e isso fez com que se esquecesse da bondade e da alegria de viver”, conta a atriz Carol Badra, intérprete da Rainha. Para Carol (integrante da companhia Os Fofos Encenam desde 2001), a personagem perdeu o encanto pela própria infância.

As coisas começam a mudar de forma quando a rainha é convidada para sair dos seus aposentos e revisitar o lado de fora do reino. “O passeio ao lado de uma criança faz com que ela recorde sua infância. Esse trecho da peça me lembra o filme Hook – A Volta do Capitão Gancho, em que o Peter Pan (interpretado por Robin Williams) volta pra Terra do Nunca depois de adulto e, já esquecido da infância, percebe como perdeu tempo ao deixar de lado a alegria de ser criança”, observa Carol.

Os demais atores da peça, escolhidos por audição entre cerca de 100 candidatos, auxiliaram Carla na composição dos personagens. “Eu analisava a disponibilidade corporal dos atores e formatava os personagens a partir daí”. O passo seguinte foi buscar química entre os atores para levá-la aos personagens.

Em uma cena memorável do espetáculo, a diretora se inspirou no tom militar de Another Brick in The Wall, clássico da banda britânica Pink Floyd, para coreografar e dar nova melodia a música Imaginem. Em meio a versos como “Armas de fogo, seria tão bom / Se fossem feitas de isopor / E aqueles mísseis de mil megatons / Fossem bombons de licor”, os personagens marcham com o intuito de mostrar para as crianças – com letra e imagens – como a guerra é algo nocivo. As referências ousadas da encenadora para a cena também foram encontradas no musical Across the Universe, com canções dos Beatles e que se passa na Guerra do Vietnã.

Dois espetáculos anteriores também se basearam no disco A Canção dos Direitos da Criança: Os Direitos da Criança, 2004, com texto de Ana Maria Machado e direção de Osvaldo Gabrieli, e Canção dos Direitos da Criança, 1997, com direção de Roberto Lage e texto de sua autoria com Elifas Andreato. A proposta da montagem atual é estimular a criatividade, passando a importância e o significado dos direitos da criança de forma irreverente e divertida.

Segundo o cenógrafo e figurinista Marco Lima, a principal diferença entre a montagem de Carla Candiotto e a Osvaldo Gabrieli – ambos com cenários criados por ele – é que o texto de Carla situa toda a ação em um só espaço, inspirado na Era Vitoriana, com toques de contos de fadas. Na primeira encenação os personagens percorriam diversos lugares com características semelhantes ao do conteúdo das letras das músicas.

“Das memórias de infância da Rainha surge um circo para transformar a rigidez desse reino industrial. Iremos utilizar alguns recursos, como teatro de sombras, bonecos, máscaras, efeitos e muito adereço para realizar um espetáculo encantador”, complementa Marco.

Foto: João Caldas

Toquinho para crianças

É vasta e importante a obra de Toquinho dedicada às crianças. Os trabalhos do violonista, cantor e compositor voltados ao público infantil foram criados a partir da década de 80, quando Vinicius de Moraes pediu ao parceiro que musicasse seus poemas do livro Arca de Noé.  Resultaram desse trabalho os discos Arca de Noé 1 e Arca de Noé 2, lançados pela gravadora Ariola, em 1980 e 1981, respectivamente. Em 1983, veio Casa de Brinquedos, onde os brinquedos ganham vida, e viram personagens que falam por meio de seus intérpretes. A Bicicleta é Simone, O Robô é o Tom Zé, O Aviãozinho é o próprio Toquinho. Chico Buarque, Paulinho Boca de Cantor, Carlinhos Vergueiro, Baby Consuelo, Cláudio Nucci  e Roupa Nova também participam.

Sobre Carla Candiotto

Prêmio APCA 2011 de Melhor Direção pelos espetáculos Histórias por Telefone (com Cia Delas, que ganhou também o prêmio Coca-Cola Femsa de Melhor Direção), A Volta ao Mundo em 80 Dias (com Cia Solas de Vento) e Sem Concerto (com Circo Amarillo), Carla Candiotto desenvolve sua carreira tanto em trabalhos na Cia Le Plat du Jour (criada junto com Alexandra Golik, e especializada em montagens modernas de clássicos como Cinderela Lá Lá Lá, Rapunzel, Alice no País das Maravilhas, João e Maria e Peter & Wendy, entre outras peças) como em produções de outros grupos de teatro. Atriz e diretora desde os 22 anos, atua também como autora e produtora teatral. Entre os recentes trabalhos com outras companhia, destaque para A Famosa Invasão dos Ursos na Sicilia (2014, de Dino Buzzatti, com Cia Delas), Simbad, o Marujo (2014, adaptação de Rodrigo Matheus, Cia Circo Mínimo), Jucazecajú (2012, de Gilles Eduar, Cia Circo Mínimo, 7 indicações ao Femsa e 2 ao CPT) e Penélope, de Flávio de Souza, com Angela Dippe e Robson Vilsac). Em teatro adulto, Carla dirigiu, recentemente, Cymbeline, de W. Shakespeare, adaptação Escola de Arte Dramática da USP (EAD); e Fala Comigo Antes da Bomba Cair, cujo texto Carla adaptou de peças de Mário Bortolotto e Tennessee Williams.

Sobre Eglantyne Jebb

Fundadora da organização social Save the Children, Eglantyne Jebb (1876-1928) dedicou sua vida, depois da Primeira Guerra Mundial, à infância europeia. É ela que está por trás da primeira versão da Declaração Universal dos Direitos da Criança, conhecida como a Declaração de Genebra de 1924. Em 1948, após a Segunda Guerra Mundial, a Declaração de Genebra ganhou dois novos importantes parágrafos, um contra a discriminação de raça, nacionalidade e religião, e outro, pela integridade da família e direitos sociais da criança. Finalmente, em 20 de novembro de 1959, a Assembleia Geral das Nações Unidas, a ONU, aprovou os dez princípios que compõem em definitivo a Declaração Universal dos Direitos da Criança, tão importantes como a Declaração Universal dos Direitos do Homem, mas praticamente desconhecidos até hoje pela maioria dos povos do mundo, que continua a ignorar os direitos da infância.

Sobre as músicas

Em 1986, da parceria com Elifas Andreato, nasceu o disco Canção dos Direitos da Criança , lançado em 1987 pela PolyGram (Philips). Sua fonte de inspiração foi a Declaração Universal dos Direitos da Criança, que, em síntese, são 10 princípios aprovados pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em novembro de 1959. Para cada direito Toquinho fez uma canção. O disco representa, sem dúvida, o mais importante trabalho que já se fez no Brasil com relação criança, tendo recebido da ONU uma carta como reconhecimento por sua contribuição à humanidade. Vale registrar a penetração da obra de Toquinho dedicada ao publico infantil nos âmbitos escolar e social.

Declaração dos Direitos da Criança e do Adolescente

1. Todas as crianças são iguais e têm os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.

2. Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possa se desenvolver física e intelectualmente.

3. Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade.

4. Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento.

Esse direito também se aplica à sua mãe.

5. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.

6. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.

7. Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer.

8. Todas as crianças têm direito de ser socorrida em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.

9. Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho.

10. Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

Ficha Técnica

Canções: Toquinho e Elifas Andreato. Texto e Direção: Carla Candiotto. Assistentes de Direção: Fernando Escrich e Bebel Ribeiro. Elenco: Carol Badra (Rainha), Fabiano Medeiros (Menino), Igor Miranda (Faxineiro E Primeiro Ministro), Bernardo Berro (Coisinha), Carolina Rocha (Coisinha), Lucas Cândido (Coisinha), Rennata Airoldi (Coisinha) e Thiago Ledier (Coisinha). Direção Musical e Arranjos Vocais: Daniel Rocha. Co-Direção Musical e Arranjos Instrumentais: Daniel Tauszig. Composição de Músicas Incidentais: Daniel Tauszig. Preparação Vocal: Daniel Rocha e Jorge Godoy. Pianista Ensaiador: Jorge Godoy. Transcrição e Editoração de Partitura: Daniel Rocha. Gravações, Mixagem e Masterização: Estúdio Casa Da Lua.  Coreografia: Roberto Alencar. Assistente de Coreografia: Renata Aspesi. Técnica Circense: Carlos Cosmai. Cenografia: Marco Lima. Assistente de Cenografia: César Bento. Cenotécnico: Fernando Brettas (Estúdio Onozone). Figurino: Marco Lima. Adereços: Luiz Rossi. Costureiras: Zezé De Castro e Nena. Iluminação: Wagner Freire – Armazém Da Luz. Assistente de Iluminação: Cristiano Paes e Alessandra. Visagismo: Leopoldo Pacheco. Operador De Som: Eder Soares. Camareira: Terezinha Caetano. Direção de Produção: Bel Gomes. Produção: Marlene Salgado. Assistente de Produção: Carol Yamasaki. Assessoria de Imprensa: Arteplural. Design Gráfico: Luiz Briquet. Fotos de Divulgação: João Caldas. Administração: Vânia Neder. Promoção Escolar: Diverte Cultural. Coordenação Geral: Raul Leite. Realização: Script Produções.





Serviço

Local: Teatro Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 596-7o andar – Consolação. 
Lotação: 600 lugares
Temporada: de 12 de setembro a 1º de novembro
Sábados e domingos às 16 horas
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Bilheteria

Horários de funcionamento:

Segunda: Fechado
Terça a domingo: das 13 h até o início do espetáculo. *
*No dia em que não houver espetáculo a bilheteria funciona
até as 19 h.
Telefones: (11) 3472-2229 e (11) 3472-2230 
(Atendimento somente nos horários de funcionamento da bilheteria)

INGRESSO RÁPIDO

FONE: (11) 4003-1212 / www.ingressorapido.com.br.