Espetáculo Aqui Jaz Henry encerra temporada no Teatro Eva Herz




Público tem até o dia 29 de julho para conferir o espetáculo baseado na obra homônima do canadense Daniel MacIvor, o solo de Renato Wiemer.

Por Andréia Bueno

Com direção artística de Kika Freire, o espetáculo conta a história de um homem que acabou de morrer e tenta explicar uma série de fatos sobre a existência humana. Nem ele mesmo sabe o que é verdade – e nem teria como saber – pois mente a respeito tudo, até sobre a própria mentira.

Foto: Patrícia Ribeiro
Renato Wiemer traduziu a escrita polissêmica do autor canadense Daniel MacIvor (conhecido no Brasil pelas peças In On It, A Primeira Vista e Cine Monstro). “MacIvor tem uma maneira especial de escrita, uma dramaturgia não linear, meio ‘torta’, dissonante, mas que faz todo o sentido. Henry fala e se relaciona o tempo todo com a plateia. Quebrando a ‘quarta parede’ o espetáculo transporta o espectador para dentro da sua narrativa,” fala Wiemer.

A paixão do ator pelo estilo de MacIvor surgiu quando assistiu a uma montagem da peça In On It. “Minha experiência ao testemunhar a escritura dramatúrgica e a riqueza impressa do texto me trouxe a certeza que não me interessava qual história contar, mas sim, como contá-la. Nada importa para além do que é dito. Mesmo que sejam mentiras”, completa.

Serviço:

AQUI JAZ HENRY

Duração: 65 minutos. 

Classificação: 16 anos. 

Ingressos: R$60 (inteira); R$30 (meia-entrada).

Temporada: Até 29 de julho. Sábados às 21h e domingos 19h.

TEATRO EVA HERZ – Livraria Cultura, Conjunto Nacional

Avenida  Paulista, 2.073 – Bela Vista.

Bilheteria: Terça a sábado, das 14h às 21h; domingo, das 12h às 19h. 

Capacidade: 168 lugares.

Informações: (11) 3170-4059.

Vendas Ingresso Rápido.

Quero morrer com o meu próprio veneno no Centro Cultural Fiesp




Por colaboradora Marcella Nascimento

O espetáculo traz Ofélia que se apresenta em três versões dela mesma, interpretada por três atrizes: aquela que fala, a que pensa e a que escuta. Uma é o presente e a visão sobre si mesma. A outra, o pensamento e a visão sobre a realidade das situações. A última, os olhares de várias pessoas, pelo seu ponto de vista. É a história de uma Ofélia contemporânea que carrega o peso de viver em uma sociedade pautada pelo homem. 

Foto: Divulgação
No decorrer da peça, surge uma Ofélia, que não quer mais se calar, nem sucumbir. Aquela que   questiona. Os ingressos são gratuitos e a peça fica em cartaz até dia 22 de julho no Centro Cultural Fiesp em São Paulo. Vale a pena conferir.


Serviço
Local: Centro cultural Fiesp – Avenida Paulista 1313- mezanino
Até 22 de julho
Ingressos: gratuito
Quarta a sábado, às 20h30
Domingo, às 19h30
Reservas de ingressos on-line: www.sesisp.org.br/meu-sesi
Distribuição de ingressos remanescentes e retirada de ingressos: de quarta a sábado a partir das 13 às 20:30 domingo das 11 ás 19:30. 
É aconselhável que se chegue com uma hora de antecedência. 

Raissa Chaddad e Francis Helena sobreviveriam a um Apocalipse?




Atrizes estão em cartaz com o espetáculo infanto-juvenil pós-apocalíptico “O Planeta dos Esquecidos”

Por Walace Toledo

Foto: Rodrigo Bueno

O ano é 2087. Raissa Chaddad é Cora Corada, uma jovem imune à epidemia do intrigante vírus que dizimou quase toda a população da Terra. Francis Helena Cozta é Írís, uma inteligência artificial, amiga e companhia constante da garota. Malone (Wilson Gomes),  misterioso senhor de personalidade infantil, é outro sobrevivente que coabita com elas. Juntos, seres humanos e máquina precisam conviver e sobreviver neste ‘planeta dos esquecidos’. Porém, a rotina do trio em meio ao vazio é quebrada com a chegada de Hector (Luccas Papp), clone vindo do planeta Dynamo…

A peça pretende questionar as ações do homem no presente para um melhor futuro usando discurso realista, abordando temáticas como tecnologia, clonagem, traumas, perdas e alienação. Este é o cenário de “O Planeta dos Esquecidos”, trama de autoria de Luccas Papp, direção de Dan Rosseto – estreia no gênero infanto-juvenil – e produção por Fábio Camara, que chega à sua reta final no palco do Teatro Viradalata.

Cora e Íris parecem bem adaptadas à devastação do planeta, mas como será que Raissa e Francis se comportariam numa situação apocalíptica? Será que elas sobreviveriam por quanto tempo? O resultado não é muito favorável… entretanto o vídeo está bem divertido hahahaha Assista!


Depois do vídeo ficou com mais vontade de prestigiar a peça? Então corre, porque ficará em cartaz somente mais dois sábados, sempre às 18h30.

Uma publicação compartilhada por acessocultural (@acessocultural) em 14 de Jul, 2018 às 6:22 PDT

Willou e Watson se apresentam no Theatro Net Rio




Por Leina Mara

Os gêmeos com o maior canal do YouTube da região Norte e Centro-Oeste, intitulado “O Que Não Dizer”, Willou e Watson apresentam seu espetáculo dia 20 de julho no Theatro Net Rio.

Foto: Divulgação
Com um alcance de mais de 2 milhões de inscritos, os gêmeos começaram o canal em 2010. Além de humoristas, os garotos de Rondônia são formados em Engenharia Civil na Faculdade de Ciências Humanas e Exatas de RO (FARO). Em 2017 foram vencedores do “Só pra Parodiar” do Multishow.

O espetáculo conta com diversos estilos de humor: stand-up comedy, paródias, piadas, batalhas de rap e músicas. Também aborda situações do cotidiano, além de paródias engraçadas imitando personagens e celebridades. O show é indicado para todos os tipos de público. 

Serviço: 
Dia 20 de julho às 20h
Classificação: Livre 
Theatro Net Rio
Endereço: Rua Siqueira Campos – N•: 143 – 2º Piso. Copacabana. 
Funcionamento da Bilheteria: de 2ª a domingo, das 10 às 22h.

Terça Insana faz show especial que marca a última apresentação de Grace Gianoukas




Após espetáculo, o projeto entrará em férias sem data de retorno

Por Andréia Bueno

O show de comédia “Terça Insana e o seu Arquivo Secreto” sobe ao palco do Teatro J. Safra nos dias 28 e 29 de julho. O espetáculo marca a despedida de Grace Gianoukas – idealizadora do Terça Insana que se apresentará pela última vez – e a pausa temporária do projeto.

Foto: Divulgação
Grace, que criou, dirige e atua nesta comédia desde a sua criação em 2001, deixará o elenco e ficará apenas na direção do projeto em apresentações especiais.

O “Terça Insana e o seu Arquivo Secreto”, que está com texto repaginado, reúne personagens clássicos do Terça Insana, cujo elenco é composto por Roberto Camargo, Agnes Zuliani, Mila Ribeiro e Grace Gianoukas.

O projeto, que já foi assistido por mais de dois milhões e meio de espectadores, já criou cerca de 450 espetáculos diferentes com cerca de 600 personagens e contou com a participação de 400 atores.

De janeiro a março deste ano, o Terça Insana contou com um elenco rotativo com 12 atores e realizou, ao mesmo tempo, um show diferente por semana durante três meses nas cidades de São Paulo e Campinas. Foram criadas cerca de 96 cenas com 96 personagens diferentes.

SERVIÇO:

Terça Insana em Arquivo Secreto

Apresentações: 28 e 29 de julho

Horário: 21h (sábado)

             20h (domingo)

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos

Ingressos:

Plateia Premium: R$ 80,00

Plateia VIP: R$ 60,00

Mezanino: R$ 40,00

Mezanino com visão parcial: R$ 30,00

*Ingressos com direito à meia entrada

Teatro J. Safra

Endereço: Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3611-3042

Abertura da Casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro.

Capacidade da casa: 627 lugares

Acessibilidade para deficiente físico

Horário de Funcionamento da bilheteria

Quartas – 14h às 21h

Quintas, Sextas, Sábados e Domingos – 14h até o horário dos espetáculos

Vendas online: www.teatrojsafra.com.br

Entrevista: Cristiana Pompeo, a Matilda de Deus Salve o Rei




Por Walace Toledo

Reconhecida nacionalmente pelo trabalho no humorístico “Zorra Total” (hoje “Zorra” / Rede Globo) por quase uma década, Cristiana Pompeo migrou das esquetes do cotidiano atual para a era medieval. Em “Deus Salve o Rei” (Rede Globo), sua primeira novela, ela é Matilda, a justa e simpática dona da taverna no Reino de Montemor.

Foto: Rede Globo

Cristiana atua, canta, dança, compõe, dubla; uma artista completa a serviço da arte. Atriz veterana nos espetáculos musicais, estrelou “Um Violinista no Telhado” (2011), “O Mágico de Oz”(2012), “Os Saltimbancos Trapalhões” (2014) entre outros sob a direção de Charles Moëller & Claudio Botelho. Em agosto esta parceria com a dupla retorna aos palcos em “Pippin”, no papel de Catharina, uma camponesa que se envolverá de certa forma com o protagonista. 

Entre as gravações do folhetim, conversamos com a artista sobre os recentes trabalhos e ela ainda nos confessou um desejo profissional antigo. Confira!


Foto: Divulgação

ACESSO CULTURAL – Cristiana, você ficou muito conhecida pelo trabalho no “Zorra Total”. Como está a resposta do público após se transportar das esquetes para sua primeira novela?

CRISTIANA POMPEO – A resposta do público e o reconhecimento, tem sido muito imediatos. Torcem, me abordam na rua, opinam. Estou adorando!

AC – Matilda, a dona da taverna, é uma das personagens mais queridas pelo público. Não acredita nos boatos, é uma mulher forte, gentil e justa! O que vocês têm em comum? 

CP – Acho que tenho uma independência e um temperamento forte como o dela. Também tenho um senso de justiça aflorado. Quando vejo algo errado que me deixa indignada, tenho tendência a opinar em alto e bom tom como ela faz (risos).

AC – No começo do folhetim, as cenas com Matilda eram mais cômicas, porém com os acontecimentos na trama, refletindo nas interações dentro da taverna, começaram a tomar mais carga dramática. Como você vê esse amadurecimento da personagem e para você como atriz?

CP – É sempre muito bacana poder explorar nuances, sair da zona de conforto. Essa é a graça da nossa profissão. Também tenho a sorte de contracenar com atores maravilhosos neste núcleo da taverna, o que me ajuda e faz com que as cenas ganhem mais brilho ainda.


AC – Dizem que Matilda carrega uma maldição sobre os homens que ela se relaciona. Quem assiste a novela meio que comprovou isso hehehe. Você acredita nisso ou é só praga das recalcadas solteironas?

CP – Bom, ela enterrou quatro maridos, né? Tá puxado pra ela! (risos). Acho que alguma maldição tem aí, mas a sorte é que ela sempre consegue “sacudir a poeira e dar a volta por cima”.

AC – Quase na reta final de “Deus Salve o Rei”, qual FIM você daria para Matilda? E para o reino de Montemor?

CP – Acho que Matilda merecia algum cargo de confiança ali ao lado de Amália se ela voltar a ser rainha, hein? Ela defendeu tanto a moça, que algum reconhecimento merecia ! Montemor também merece finalmente ter paz, ter abastecimento de água e reis justos e equilibrados. Sou do time do casal #Afonsália, como a Matilda! Torço por eles!

Uma publicação compartilhada por DE CAROLIS (@felipedecarolis) em 15 de Jun, 2018 às 7:45 PDT

AC – Pós-novela você já encara novo desafio, o clássico musical “Pippin”, nova parceria com a dupla Möeller & Botelho. Você tem uma história com M&B, como é trabalhar com eles? E qual destes musicais foi mais prazeroso de fazer até agora?

CP – Eu adoro trabalhar com eles e minhas experiências sempre foram muito felizes. A dupla domina a arte dos musicais com muita propriedade. Um trabalho que me marcou, foi o primeiro que fiz com eles: “Um Violinista no Telhado”. Era uma obra-prima, e na minha opinião um dos mais lindos que já realizaram em termos de dramaturgia, música, enfim… em todos os aspectos.

AC – Conte-nos um pouco da sua personagem em “Pippin”.

CP – Faço a Catharina, uma camponesa que se apaixona pelo Pippin (interpretado por Felipe De Carolis). Na peça, sou a atriz que faz essa personagem. É metalinguagem: uma peça sendo encenada dentro de outra. Na medida em que ela se envolve com ele, não consegue manter-se focada e se perde, se enrola no texto. A personagem tem comicidade e ao mesmo tempo vive um drama.

AC – Tem algum musical que você adoraria estar no elenco se fosse montado aqui? (aquela pergunta que é #ficadica para os diretores)

CP – Eu adoraria fazer algo autoral, musicado. Tenho tido vontade de encontrar parcerias. Tenho textos e músicas “na gaveta”. Alô diretores e produtores, vamos trabalhar juntos? (risos)

AC – Além de “Pippin”, há novos projetos em vista que você já pode compartilhar com a gente? 

CP – Estou tentando, há algum tempo, captar patrocínio para um monólogo. É um projeto antigo que tenho muita vontade de fazer e espero realizar em breve.